<?xml version="1.0"?><rss version="2.0"><channel><title>RSS Oficina de Clipping - Imprensa</title><link>http://www.oficinadeclipping.com.br</link><description>Oficina Brasileira de Clipping</description><language>pt-BR</language><ttl>5</ttl><item><title>Ana Paula Padrão apresenta Jornal da Record no Recife para comemorar estreia de afiliada</title><description>&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt;"&gt;TV Clube, do Recife, passa a transmitir sinal da Record. Emissora prepara evento na capital pernambucana para festejar a estreia de sua nova afiliada.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt;"&gt;Desde a manh&amp;atilde; de segunda-feira, 9, a TV Clube, do Recife, passou a transmitir o sinal da Record. Para festejar a estreia de sua nova afiliada, o canal preparou um evento realizado na capital pernambucana e que contou com a presen&amp;ccedil;a de jornalistas do ve&amp;iacute;culo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt;"&gt;No nordeste desde o &amp;uacute;ltimo fim de semana, Ana Paula Padr&amp;atilde;o apresentou o Jornal da Record direto do Recife. Apresentadora do Domingo Espetacular ao lado de Fabiana Scaranzi e Paulo Henrique Amorim, Janine Borba tamb&amp;eacute;m marcou presen&amp;ccedil;a na festa que selou o in&amp;iacute;cio do novo sinal da emissora de Edir Macedo em Pernambuco.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt;"&gt;Pertencente ao grupo Di&amp;aacute;rios Associados, a TV Clube foi, at&amp;eacute; a noite de domingo, 8, afiliada da Band. O acerto com a Record vem recebendo, desde dezembro, divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos ve&amp;iacute;culos da empresa na regi&amp;atilde;o, como o Di&amp;aacute;rio de Pernambuco, R&amp;aacute;dio Clube e o site Pernambuco.com.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt;"&gt;Troca&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt;"&gt;Antiga afiliada da Record no estado nordestino, a TV Tribuna passou a retransmitir algumas das atra&amp;ccedil;&amp;otilde;es produzidas pela Band. A emissora, tamb&amp;eacute;m sediada no Recife, pertence ao Grupo Jo&amp;atilde;o Santos de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Comunique-se&lt;/em&gt; - 9/1/2012</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=peoMqVG6vWGsLD8tsU4/tg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 09 Jan 2012 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=peoMqVG6vWGsLD8tsU4/tg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Apple violou direitos autorais, dizem chineses</title><description>&lt;p&gt;Um grupo de autores chineses processou a Apple em 11,9 milh&amp;otilde;es de yuans (o equivalente a US$ 1,9 milh&amp;atilde;o) em compensa&amp;ccedil;&amp;otilde;es por suposta viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o de direitos autorais no fornecimento de livros para download na loja on-line da companhia, informou a revista chinesa "Caixin".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O grupo de nove autores, chamado Sociedade de Copyright de Trabalhos Escritos, processou a Apple em Pequim por viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o de direitos autorais em 37 obras, segundo a publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A sociedade tem solicitado &amp;agrave; empresa h&amp;aacute; meses que retire os livros da Apple Store. Nos &amp;uacute;ltimos anos, o grupo de escritores travou batalhas semelhantes com Baidu e Google sobre livros on-line.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt; - 10/1/2012</description><author>Economia</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=aDQR2SQ/Nol5LPQX6avKxA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 10 Jan 2012 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=aDQR2SQ/Nol5LPQX6avKxA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>O rolo compressor de Cristina</title><description>&lt;p&gt;Novo estatuto do trabalhador rural. Ofensiva contra a Papel Prensa. Prorroga&amp;ccedil;&amp;atilde;o da emerg&amp;ecirc;ncia econ&amp;ocirc;mica. Or&amp;ccedil;amento de 2012. Lei antiterrorista. Nunca o vendaval havia sido t&amp;atilde;o forte e veloz, com tantas quest&amp;otilde;es tratadas e aprovadas quase num suspiro, sem tempo para o debate profundo dentro ou fora do Parlamento. Constitucionalistas, especialistas e ex-legisladores de distintos partidos pol&amp;iacute;ticos concordam: a bateria de projetos legislativos enviados no dia 12 de dezembro pela presidente Cristina Kirchner ao Congresso etransfor-mados em lei em apenas 11 dias representa um recorde para a democracia recuperada em 1983 &amp;mdash; n&amp;atilde;o somente pela quantidade (12 no total), mas tamb&amp;eacute;m pela magnitude dos temas tratados e pelo tempo de aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A presidente, de fato, foi desta vez contra seus pr&amp;oacute;prios antecedentes, j&amp;aacute; que em seus quatro anos de mandato n&amp;atilde;o tinha utilizado sess&amp;otilde;es extraordin&amp;aacute;rias para tratar de temas conflituosos, segundo um recente informe da funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Diret&amp;oacute;rio Legislativo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;mdash; Sempre que contam com maiorias esmagadoras, os governos tratam de aproveitar e aprovar temas priorit&amp;aacute;rios. Est&amp;aacute; dentro dos usos e costumes da pol&amp;iacute;tica, embora haja projetos que mereceriam um debate maior &amp;mdash; afirmou Eduardo Macaluse, que foi deputado entre 1999 e 10 de dezembro passado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o ex-deputado, hoje na Frente Ampla Progressista, a Lei de Terras e a nova Lei Antiterrorista s&amp;atilde;o exemplos de normas "em que teria sido melhor buscar consensos", mas em que "o governo escolheu outro caminho".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o dirigente socialista H&amp;eacute;ctor Polino, "n&amp;atilde;o &amp;eacute; normal que um Congresso que esteve um ano semiparalisado trate de uma quantidade de leis como estas em t&amp;atilde;o poucos dias". Segundo ele (deputado entre 1993 e 2005), h&amp;aacute; poucos antecedentes na hist&amp;oacute;ria parlamentar de um caso semelhante. J&amp;aacute; o tradicional peronista Oraldo Britos concorda que os governos que contam com maiorias "querem aprovar no in&amp;iacute;cio de sua gest&amp;atilde;o temas que, com o correr do tempo, podem se tornar mais complicados", mas critica o modo como os projetos foram aprovados pelo kirchnerismo e seus aliados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;mdash;As sess&amp;otilde;es n&amp;atilde;o tiveram argumenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es nem an&amp;aacute;lises. Cerca de 70% dos deputados e senadores nem sabiam de que estavam falando &amp;mdash; disparou Britos, ex-senador e ex-deputado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Novos congressistas mal tiveram tempo para an&amp;aacute;lise&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;bull; Segundo ele, o desconhecimento se deve ao fato de que a metade dos deputados e um ter&amp;ccedil;o dos senadores assumiram os mandatos no s&amp;aacute;bado (dia 10), e na segunda-feira j&amp;aacute; tinham de tratar em comiss&amp;otilde;es de alguns temas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Jorge Vanossi, destacado constitucionalista e deputado nacional durante quatro legislaturas, tamb&amp;eacute;m tem uma vis&amp;atilde;o cr&amp;iacute;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;mdash; O fundamental do Congresso &amp;eacute; a delibera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o debate. Quando os projetos s&amp;atilde;o sensatos, n&amp;atilde;o necessitam se esconder nem ser tratados da maneira como se fez nos &amp;uacute;ltimos dias &amp;mdash; critica o ex-dirigente da Uni&amp;atilde;o C&amp;iacute;vica Radical e ministro da Justi&amp;ccedil;a do governo de Eduardo Duhalde.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O projeto que estabelece rigorosos controles para a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de papel-jornal na Argentina foi, a seu ver,um dos "menos sensatos" entre os aprovados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;J&amp;aacute; o ex-deputado radical Jos&amp;eacute; Gabriel Dum&amp;oacute;n preferiu apontar direto para a Casa Rosada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;mdash; O povo &amp;eacute; soberano, mas nem sempre acerta. E nas elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es de outubro deu um grande poder a um setor com ideias autorit&amp;aacute;rias, que imp&amp;otilde;e a prepot&amp;ecirc;ncia dos n&amp;uacute;meros &amp;mdash; afirmou ele, ministro dos governos de Ra&amp;uacute;l Alfons&amp;iacute;n e Fernando de la R&amp;uacute;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para Dum&amp;oacute;n, a Lei Antiterrorista est&amp;aacute; direcionada para calar qualquer voz diferente, e a da Papel Prensa &amp;eacute; um desprop&amp;oacute;sito, uma vez que hoje a provis&amp;atilde;o de papel n&amp;atilde;o &amp;eacute; problema em nenhum lugar do mundo. Para o constitucionalista Vanossi, o futuro do Congresso parece pouco promissor "para quem se preocupa com a qualidade institucional".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;mdash; A sociedade saber&amp;aacute; corrigir o rumo no futuro, com mais democracia &amp;mdash; concorda Dum&amp;oacute;n.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt; - 26/12/2011</description><author>Mundo</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=r9MCvw5kWxPFVKalyZLCWg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 26 Dec 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=r9MCvw5kWxPFVKalyZLCWg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Argentina nega que lei antiterror vise a mídia</title><description>&lt;p&gt;O ministro do Interior argentino, Florencio Randazzo, classificou ontem de "disparate" a afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o do diretor da Unidade de Investiga&amp;ccedil;&amp;otilde;es Financeiras, Jos&amp;eacute; Sbatella, de que os meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o poderiam ser enquadrados na nova lei antiterrorismo do pa&amp;iacute;s, aprovada na quinta-feira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Quem disse isso est&amp;aacute; mal intencionado", declarou o ministro, segundo o La Naci&amp;oacute;n. "Cada um tem dito o que quer nesse pa&amp;iacute;s."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em entrevista &amp;agrave; r&amp;aacute;dio La Red, ap&amp;oacute;s a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do projeto que estatizou a f&amp;aacute;brica de papel-jornal Papel Prensa, Sbatella dissera que a m&amp;iacute;dia poderia ser acusada de "aterrorizar a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o", caso divulgue not&amp;iacute;cias que estimulem uma retirada em massa de dep&amp;oacute;sitos banc&amp;aacute;rios. "A lei antiterrorista n&amp;atilde;o &amp;eacute; para perseguir ningu&amp;eacute;m, &amp;eacute; para evitar um golpe de mercado", disse Randazzo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lei, uma das muitas aprovadas pelo Congresso no pacota&amp;ccedil;o de fim de ano proposto pelo kirchnerismo, &amp;eacute; vaga, o que abre caminho para diversas interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Diz que qualquer crime considerado terrorismo por tratados internacionais ter&amp;aacute; pena m&amp;aacute;xima e m&amp;iacute;nima dobrada. Al&amp;eacute;m disso, a especula&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira tamb&amp;eacute;m pode ser enquadrada no projeto, e organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es de direitos humanos acreditam que a medida pode servir para punir movimentos sociais. em resumo, a interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de "aterrorizar" ficar&amp;aacute; nas m&amp;atilde;os dos ju&amp;iacute;zes argentinos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em sua edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o desta sexta, o jornal Clar&amp;iacute;n, criticou com veem&amp;ecirc;ncia a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do projeto de lei que torna de "interesse p&amp;uacute;blico" a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o, comercializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do papel-jornal em todo o territ&amp;oacute;rio argentino e pode levar &amp;agrave; estatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da empresa Papel Prensa, da qual o di&amp;aacute;rio &amp;eacute; s&amp;oacute;cio desde a ditadura (1976-1983), ao lado do Estado e seu principal concorrente, o La Naci&amp;oacute;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com a nova lei o Estado argentino poder&amp;aacute; aumentar sua participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o acion&amp;aacute;ria, sem limites, dentro da empresa. Al&amp;eacute;m disso, a norma cria um sistema que implica na fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todos os compradores de papel-jornal do pa&amp;iacute;s. Neste cen&amp;aacute;rio, o governo - tal como faz h&amp;aacute; v&amp;aacute;rios anos com as verbas de publicidade oficial - poder&amp;aacute; determinar que jornal vai receber mais ou menos papel, condicionando a m&amp;iacute;dia n&amp;atilde;o alinhada. "O governo parece disposto a ultrapassar a linha que separa o respeito pela legalidade democr&amp;aacute;tica de sua utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o abusiva", diz o editorial do Clar&amp;iacute;n. "Parece tentar criar um aparato de poder coercitivo e de controle social e econ&amp;ocirc;mico a servi&amp;ccedil;o de seus projetos pol&amp;iacute;ticos."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O governo v&amp;ecirc; ilegalidades na constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o societ&amp;aacute;ria da Papel Prensa, durante os anos de chumbo. No ano passado, a Casa Rosada denunciou na Justi&amp;ccedil;a de La Plata uma suposta irregularidade na compra da empresa. Segundo o kirchnerismo, os dois jornais e o governo militar tramaram para adquirir por meio de tortura a empresa de sua ex-propriet&amp;aacute;ria, a fam&amp;iacute;lia Graivers.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ap&amp;oacute;s sua reelei&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em outubro, que lhe deu folgada maioria legislativa, a presidente Cristina Kirchner decidiu submeter ao Congresso a lei regulando a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e comercializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do papel-jornal. Para o Clar&amp;iacute;n, o projeto &amp;eacute; inconstitucional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"O artigo 32 da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; muito claro: &amp;acute;O Congresso federal n&amp;atilde;o ditar&amp;aacute; leis que restrinjam a liberdade de imprensa ou que a submetam &amp;agrave; jurisdi&amp;ccedil;&amp;atilde;o federal&amp;acute;", publicou o jornal. "Ainda que se disfarce o projeto com a roupagem dos direitos humanos e democratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos meios, o governo procura subordinar a imprensa escrita, como parte central de um projeto de hegemonia pol&amp;iacute;tica e social."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Protesto. Em outro front da batalha entre o kirchnerismo e os meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, os funcion&amp;aacute;rios da operadora de TV a cabo Cablevisi&amp;oacute;n, do Grupo Clar&amp;iacute;n, protestaram ontem contra a interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o judicial na empresa. Segundo o Clar&amp;iacute;n, os empregados da Cablevisi&amp;oacute;n organizaram uma paralisa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 24 horas na sede da companhia, em Buenos Aires. Houve tamb&amp;eacute;m uma mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sindicato da categoria e de sucursais no interior na Argentina. O objetivo dos protestos, dizem os organizadores, &amp;eacute; "proteger os interesses dos trabalhadores."&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 26/12/2011</description><author>Internacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=39pAIfgJy5qLofEMg6WkZw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 26 Dec 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=39pAIfgJy5qLofEMg6WkZw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>A liberdade de imprensa</title><description>&lt;p&gt;Os radicais do PT, j&amp;aacute; largamente conhecidos da sociedade brasileira, voltam a atacar a liberdade de imprensa. Como faziam desde o governo passado, querem impor o controle governamental dos meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, coisa s&amp;oacute; conhecida nos regimes ditatoriais. Mas, ajuizada -ou, melhor dizendo, calejada-, a presidenta age com cautela, at&amp;eacute; para n&amp;atilde;o contrariar o seu pr&amp;oacute;prio discurso de posse ("prefiro o barulho de uma imprensa livre ao sil&amp;ecirc;ncio das ditaduras"). O mais estranho nas propostas de controle midi&amp;aacute;tico &amp;eacute; que v&amp;ecirc;m exatamente daqueles que, num passado n&amp;atilde;o muito distante, foram grandes benefici&amp;aacute;rios do trabalho da imprensa, que clamava por abertura pol&amp;iacute;tica e liberdade de express&amp;atilde;o. Agora, libertos das persegui&amp;ccedil;&amp;otilde;es que diziam ter sofrido, querem perseguir. -&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A liberdade de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; um dos pilares da democracia e da pr&amp;oacute;pria sociedade. &amp;Eacute; atrav&amp;eacute;s dela que os diferentes segmentos podem expor seus pontos-de-vista, defend&amp;ecirc;-los e lutar pelos seus ideais. Amorda&amp;ccedil;ar o meio &amp;eacute; calar a sociedade e tolh&amp;ecirc;-la do seu direito de saber os fatos, discuti-los e formar a sua pr&amp;oacute;pria opini&amp;atilde;o para, com ela, fazer o seu dia a dia e, inclusive, votar conscientemente nas elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es. O Brasil possui um vasto arsenal jur&amp;iacute;dico que controla a sociedade. A atividade jornal&amp;iacute;stica e os meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o abrangidos por essa base legal. Tanto que recentemente houve seguran&amp;ccedil;a suficiente para revogar a lei de imprensa, da &amp;eacute;poca do regime militar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todos os eventuais excessos ou crimes cometidos atrav&amp;eacute;s das p&amp;aacute;ginas dos jornais e revistas ou emiss&amp;otilde;es de r&amp;aacute;dio e televis&amp;atilde;o s&amp;atilde;o pass&amp;iacute;veis da apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o judicial e at&amp;eacute; da repara&amp;ccedil;&amp;atilde;o pecuni&amp;aacute;ria. Isso &amp;eacute; largamente sabido tanto pelas supostas v&amp;iacute;timas quanto pelos jornalistas e controladores de empresas de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o que, quando adotam atitudes mais ousadas, n&amp;atilde;o podem alegar ignor&amp;acirc;ncia e correm o risco de responder pelas conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncias. N&amp;atilde;o podem, o governo ou as for&amp;ccedil;as da sociedade, sob a invoca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de excessos ou at&amp;eacute; crimes de imprensa cometidos pontualmente, partirem para a reinstitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da censura. Quem deve controlar aquilo que publica ou deixa de publicar &amp;eacute; a pr&amp;oacute;pria m&amp;iacute;dia. S&amp;oacute; com essa liberdade o meio prestar&amp;aacute; bons servi&amp;ccedil;os.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tenente Dirceu Cardoso Gon&amp;ccedil;alves&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;DCI&lt;/em&gt; - 26/12/2011</description><author>Opinião</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=B8VFXaSC/6n7btkNm66gVg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 26 Dec 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=B8VFXaSC/6n7btkNm66gVg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>África do Sul torna crime jornalismo investigativo</title><description>&lt;p style="margin: 10pt 0cm 3pt;"&gt;Legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o prev&amp;ecirc; pena de at&amp;eacute; 25 anos de pris&amp;atilde;o a jornalista que publicar den&amp;uacute;ncias e informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es consideradas secretas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O Parlamento da &amp;Aacute;frica do Sul deixou de lado obje&amp;ccedil;&amp;otilde;es de l&amp;iacute;deres hist&amp;oacute;ricos da luta contra o apartheid e aprovou ontem, com maioria esmagadora, uma nova lei de sigilo que, segundo cr&amp;iacute;ticos, foi elaborada para proteger a elite corrupta do pa&amp;iacute;s do jornalismo investigativo. A nova legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o determina, por exemplo, pena de at&amp;eacute; 25 anos de pris&amp;atilde;o aos respons&amp;aacute;veis pela publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Estado consideradas sigilosas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O partido governista Congresso Nacional Africano (CNA) usou sua maioria para garantir a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o por 229 votos a favor e 107 contra. Opositores da Lei de Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o afirmaram que tentar&amp;atilde;o derrub&amp;aacute;-la na Corte Constitucional, assim que o presidente Jacob Zuma sancionar o texto, como &amp;eacute; esperado.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O cr&amp;iacute;ticos da nova lei, entre eles Nelson Mandela e o arcebispo Desmond Tutu, batizaram a sess&amp;atilde;o parlamentar de ontem de "ter&amp;ccedil;a-feira das trevas", em alus&amp;atilde;o a uma lei similar contra a liberdade de imprensa aprovada nos anos 70, sob o apartheid.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Tutu, que recebeu o Nobel da Paz em 1984 por seu papel decisivo na luta contra a segrega&amp;ccedil;&amp;atilde;o racial, afirmou que, para os sul-africanos, "&amp;eacute; vergonhoso pedir que aceitem uma lei que pode ser usada para tornar ilegais as den&amp;uacute;ncias e o jornalismo investigativo".&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 23/11/2011</description><author>Internacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=ueYyfHqVZwg6ceMCGO81NA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Wed, 23 Nov 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=ueYyfHqVZwg6ceMCGO81NA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>A última hora, governo proíbe acesso da imprensa a evento sobre ONGs</title><description>&lt;p class="TITULODANOTICIA" style="margin: 10pt 0cm 3pt;"&gt;
&lt;p class="FONTEDANOTICIA" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
Pal&amp;aacute;cio do Planalto realiza, a portas fechadas, semin&amp;aacute;rio internacional "Marco Regulat&amp;oacute;rio das Organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es da Sociedade Civil", que re&amp;uacute;ne representantes de 60 ONGs.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt; text-autospace: ideograph-numeric;"&gt;Luiza Dam&amp;eacute;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt; text-autospace: ideograph-numeric;"&gt;BRAS&amp;Iacute;LIA. Em meio a den&amp;uacute;ncias de irregularidades em conv&amp;ecirc;nios dos minist&amp;eacute;rios do Esporte, do Turismo e do Trabalho, com organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o governamentais (ONGs), o Pal&amp;aacute;cio do Planalto realiza, a portas fechadas, o semin&amp;aacute;rio internacional "Marco Regulat&amp;oacute;rio das Organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es da Sociedade Civil", que re&amp;uacute;ne, at&amp;eacute; amanh&amp;atilde;, representantes de 60 ONGs. A decis&amp;atilde;o de fechar o encontro &amp;agrave; imprensa foi tomada ontem, poucos minutos antes da abertura do semin&amp;aacute;rio, sem explica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, pelo ministro da Secretaria Geral da Presid&amp;ecirc;ncia, Gilberto Carvalho, que coordena o debate.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt; text-autospace: ideograph-numeric;"&gt;A rede oficial de televis&amp;atilde;o do governo federal, NBr, j&amp;aacute; estava com os equipamentos preparados, no Sal&amp;atilde;o Leste do Planalto, para transmitir a abertura do evento, mas teve de desmontar a estrutura. A Secretaria Geral enviou anteontem release com informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre o semin&amp;aacute;rio aos jornalistas que cobrem as atividades no Pal&amp;aacute;cio, sem indica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que o evento seria fechado.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt; text-autospace: ideograph-numeric;"&gt;Al&amp;eacute;m de Carvalho, estavam no semin&amp;aacute;rio os ministros Jos&amp;eacute; Eduardo Cardozo (Justi&amp;ccedil;a) e Jorge Hage (Controladoria Geral da Uni&amp;atilde;o) e &amp;agrave;s ministras Miriam Belchior (Planejamento), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Izabela Teixeira (Meio Ambiente).&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt; text-autospace: ideograph-numeric;"&gt;Entre os participantes do evento, est&amp;atilde;o representantes da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es N&amp;atilde;o: Governamentais (Abong) e do Grupo de institutos, Funda&amp;ccedil;&amp;otilde;es e Empresas (Gife). Segundo a Secretaria Geral, o governo bancou passagens e hospedagens de 35 representantes de ONGs, como o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt; text-autospace: ideograph-numeric;"&gt;Segundo a Secretaria Geral, foram gastos R$ 60 mil na organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do semin&amp;aacute;rio, incluindo passagens dos tr&amp;ecirc;s palestrantes estrangeiros: o americano Doug Rutzen e os colombianos Ruben Fernandez e Adriana Ruiz-Restrepo. Na abertura do evento, foi servido um coquetel aos participantes, que custou R$ 12 mil, patrocinado pela Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Banco do Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt; text-autospace: ideograph-numeric;"&gt;Segundo a Secretaria Geral, o semin&amp;aacute;rio "marca o in&amp;iacute;cio das atividades" do grupo de trabalho criado pela presidente Dilma Rousseff para elaborar uma proposta de marco regulat&amp;oacute;rio das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre o governo e as organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es da sociedade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt; text-autospace: ideograph-numeric;"&gt;Dirigente de ONG critica decreto da presidente&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt; text-autospace: ideograph-numeric;"&gt;O grupo de trabalho foi criado em setembro e ter&amp;aacute; a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de sete minist&amp;eacute;rios e sete entidades da sociedade. O marco regulat&amp;oacute;rio integra &amp;agrave; plataforma das ONGs, apresentada na campanha presidencial do ano passado, &amp;agrave; qual Dilma aderiu.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt; text-autospace: ideograph-numeric;"&gt;Cerca de 90 pessoas participam do semin&amp;aacute;rio, que ter&amp;aacute; atividades no audit&amp;oacute;rio do anexo 1 do Planalto e na Escola Nacional de Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o P&amp;uacute;blica.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt; text-autospace: ideograph-numeric;"&gt;Para a educadora Vera Marzag&amp;atilde;o Ribeiro, integrante da diretoria executiva da Abong, o semin&amp;aacute;rio &amp;eacute; uma sinal positivo, num momento em que as ONGs se v&amp;ecirc;em envolvidas em den&amp;uacute;ncias de desvios de recursos p&amp;uacute;blicos em minist&amp;eacute;rios. Vera fez ressalvas ao decreto de Dilma que suspendeu os conv&amp;ecirc;nios com ONGs.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt; text-autospace: ideograph-numeric;"&gt;&amp;mdash; Jogar a culpa dos problemas nas ONGs &amp;eacute; jogar a culpa no ela mais fraco da corrente.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt; - 10/11/2011</description><author>O País</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=c5GNVJki2Z5K/3Bp4Xq6nw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Thu, 10 Nov 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=c5GNVJki2Z5K/3Bp4Xq6nw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Após morte de cinegrafista, polícia quer regra para cobertura jornalística</title><description>&lt;p class="TITULODANOTICIA" style="margin: 10pt 0cm 3pt;"&gt;Pol&amp;iacute;cia Militar do Rio estuda limitar participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de jornalistas em suas opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es ap&amp;oacute;s morte de cinegrafista.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;A Pol&amp;iacute;cia Militar do Rio estuda limitar a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de jornalistas em suas opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es ap&amp;oacute;s a morte do cinegrafista Gelson Domingos, da TV Bandeirantes, em tiroteio na Favela de Antares, na zona oeste.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;&amp;ldquo;Vamos tentar reunir sindicatos de cinegrafistas e jornalistas para ter crit&amp;eacute;rio. Quando um policial falar &amp;ldquo;daqui n&amp;atilde;o podem passar&amp;rdquo;, que eles entendam e, por seguran&amp;ccedil;a, obede&amp;ccedil;am&amp;rdquo;, afirmou o comandante-geral da PM, coronel Erir Ribeiro da Costa Filho. &amp;ldquo;Sabemos que a palavra &amp;ldquo;limite&amp;rdquo; tem conota&amp;ccedil;&amp;atilde;o preocupante para a m&amp;iacute;dia, mas temos de ter limites, sim&amp;rdquo;, disse o coordenador de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social da corpora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, coronel Frederico Caldas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Para entidades que representam a imprensa, o papel de estabelecer limites cabe aos pr&amp;oacute;prios jornalistas e empresas - n&amp;atilde;o &amp;agrave; pol&amp;iacute;cia. O diretor do International News Safety Institute (INSI) na Am&amp;eacute;rica Latina, Marcelo Moreira, afirma que rep&amp;oacute;rteres devem cumprir seu papel, desde que recebam treinamento espec&amp;iacute;fico e tenham equipamento adequado. &amp;ldquo;A imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de limites deve ser norma do rep&amp;oacute;rter. Nenhuma cobertura vale a vida de um jornalista, mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; a pol&amp;iacute;cia que vai determinar se a imprensa vai fazer aquele trabalho ou n&amp;atilde;o.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Para o presidente da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Fernando Rodrigues, &amp;ldquo;o jornalista deve ser municiado por informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es para ter capacidade de conhecer o grau de risco de determinada situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mais importante que discutir a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &amp;aacute;rea de exclus&amp;atilde;o para jornalistas &amp;eacute; debater procedimentos para garantir sua integridade f&amp;iacute;sica.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;J&amp;aacute; o Sindicato dos Jornalistas do Munic&amp;iacute;pio do Rio defende reavalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da cobertura. &amp;ldquo;Precisamos repensar como a cobertura &amp;eacute; feita. Rep&amp;oacute;rter n&amp;atilde;o pode ficar em igualdade de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es com policial na linha de tiro&amp;rdquo;, avalia a presidente, Suzana Blass.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O antrop&amp;oacute;logo Paulo Storani, ex-capit&amp;atilde;o do Batalh&amp;atilde;o de Opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es Especiais (Bope), avalia que o treinamento &amp;eacute; fundamental para garantir a seguran&amp;ccedil;a, mas concorda com a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &amp;aacute;reas de isolamento. &amp;ldquo;&amp;Eacute; cab&amp;iacute;vel estabelecer um per&amp;iacute;metro de seguran&amp;ccedil;a. Mas deve ser compartilhado entre m&amp;iacute;dia e pol&amp;iacute;cia.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Coletes. Segundo a TV Bandeirantes, Gelson usava colete &amp;agrave; prova de balas com prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o do n&amp;iacute;vel III-A. Equipamentos do tipo t&amp;ecirc;m revestimento suficiente para proteger de tiros de pistolas e rev&amp;oacute;lveres. S&amp;oacute; coletes de n&amp;iacute;veis III e IV, de uso restrito das For&amp;ccedil;as Armadas, s&amp;atilde;o capazes de parar disparo de fuzil. &amp;ldquo;Os coletes que oferecemos s&amp;atilde;o de n&amp;iacute;vel III-A, o m&amp;aacute;ximo permitido para uso civil&amp;rdquo;, diz Frederico Nogueira, vice-presidente do Grupo Bandeirantes.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Portaria de 2006 do Minist&amp;eacute;rio da Defesa estabelece restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao uso dos coletes III e IV por civis. Mas a TV Globo conseguiu permiss&amp;atilde;o das For&amp;ccedil;as Armadas e adquiriu para seus rep&amp;oacute;rteres coletes do n&amp;iacute;vel III, com placas de cer&amp;acirc;mica que protegem contra tiro de fuzil.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Gelson &amp;eacute; enterrado no Rio; pol&amp;iacute;cia prende 2 em Antares&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;A Pol&amp;iacute;cia Civil do Rio acredita que o assassino de Gelson da Silva pode estar entre os presos ou mortos em Antares. Ontem, a PM prendeu mais dois suspeitos - Marcio Cruz, de 23 anos, e Clayton Ign&amp;aacute;cio, de 20.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O tiro que atingiu Gelson atravessou seu corpo e o proj&amp;eacute;til n&amp;atilde;o foi recolhido. Sem ele, peritos da Divis&amp;atilde;o de Homic&amp;iacute;dios (DH) trabalham na amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das &amp;uacute;ltimas imagens do cinegrafista e no cruzamento de depoimentos de testemunhas para produzir prova contra o autor do disparo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O rep&amp;oacute;rter Ernani Alves, da Bandeirantes afirmou ontem no enterro do colega que a DH j&amp;aacute; identificou o assassino. Mas, em depoimento &amp;agrave; pol&amp;iacute;cia, Alves n&amp;atilde;o identificou o atirador entre os nove presos e quatro traficantes mortos no domingo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;&amp;ldquo;Nenhuma possibilidade est&amp;aacute; descartada. Todas as investiga&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o para apurar quem foi o autor do disparo&amp;rdquo;, disse o delegado Felipe Ettore. Investigadores acreditam que o atirador possui algum treinamento militar, pois os tiros foram certeiros. O primeiro disparo atingiu uma &amp;aacute;rvore pouco acima da cabe&amp;ccedil;a do cabo da PM que era seguido pelo cinegrafista. O segundo passou &amp;agrave; direita do policial e acertou Gelson. Entre os quatro mortos na opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, apenas Jorge Ricardo dos Santos, de 22 anos, n&amp;atilde;o tinha antecedentes criminais.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O corpo de Gelson foi sepultado ontem &amp;agrave;s 14h30. Cerca de 250 pessoas, entre parentes, amigos e colegas, acompanharam o enterro no Memorial do Carmo, no Caju, zona portu&amp;aacute;ria do Rio. &amp;ldquo;Ele morreu cumprindo sua miss&amp;atilde;o. &amp;Eacute; um her&amp;oacute;i&amp;rdquo;, disse Ricardo Domingos, irm&amp;atilde;o de Gelson.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 8/11/2011</description><author>Cidades/Metrópole</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=r4FMBCSZ189gz+Ax2rhOCg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 08 Nov 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=r4FMBCSZ189gz+Ax2rhOCg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Cinegrafista é morto durante ação policial no Rio</title><description>&lt;p class="TITULODANOTICIA" style="margin: 10pt 0cm 3pt;"&gt;Cinegrafista Gelson Domingos, da TV Bandeirantes, morre ap&amp;oacute;s ser atingido no t&amp;oacute;rax por tiro de fuzil enquanto filmava incurs&amp;atilde;o policial contra traficantes de drogas na favela de Antares, no Rio.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O cinegrafista Gelson Domingos, 46, da TV Bandeirantes, morreu no come&amp;ccedil;o da manh&amp;atilde; de ontem depois de ser atingido no t&amp;oacute;rax por um tiro de fuzil quando filmava uma incurs&amp;atilde;o policial contra traficantes de drogas na favela de Antares, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio. O tiro, que teria sido disparado por um traficante, perfurou o colete a prova de balas que o cinegrafista estava usando. Na a&amp;ccedil;&amp;atilde;o, quatro supostos traficantes foram mortos e oito foram presos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Domingos foi levado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) localizada na regi&amp;atilde;o, mas j&amp;aacute; chegou morto ao local. Ele teria filmado o respons&amp;aacute;vel pelo disparo. A fita ser&amp;aacute; utilizada pela Pol&amp;iacute;cia Civil do Rio na investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do caso. Domingos era casado e tinha tr&amp;ecirc;s filhos e dois netos. O enterro ser&amp;aacute; hoje no cemit&amp;eacute;rio do Caju, na zona norte da capital.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;A Rede Bandeirantes divulgou comunicado lamentando a morte do cinegrafista. A nota diz tamb&amp;eacute;m que "a Bandeirantes toma todas as precau&amp;ccedil;&amp;otilde;es para garantir a seguran&amp;ccedil;a dos seus jornalistas" nas coberturas di&amp;aacute;rias no Estado do Rio de Janeiro. A Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Emissoras de R&amp;aacute;dio e Televis&amp;atilde;o (Abert) tamb&amp;eacute;m divulgou nota lamentando a morte de Domingos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O Sindicato dos Jornalistas do Munic&amp;iacute;pio do Rio de Janeiro divulgou comunicado responsabilizando a Bandeirantes pela ocorr&amp;ecirc;ncia e afirmando que o colete a prova de balas que Domingos usava &amp;eacute; apenas "uma maquiagem", uma vez que n&amp;atilde;o oferece prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o contra tiros de fuzis.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Em agosto de 2005, a jornalista Nadja Haddad, tamb&amp;eacute;m da Bandeirantes, teve um pulm&amp;atilde;o perfurado por um tiro quando se preparava para colocar o colete durante uma a&amp;ccedil;&amp;atilde;o policial no morro Dona Marta, na zona sul do Rio de Janeiro. Nadja Haddad foi operada e se recuperou.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Em novembro de 2008, foi instalada no Dona Marta a primeira Unidade de Pol&amp;iacute;cia Pacificadora (UPP) do Rio, expulsando o tr&amp;aacute;fico armado da comunidade. Existem atualmente 18 UPPs em favelas da capital fluminense. Em novembro do ano passado, o fot&amp;oacute;grafo Paulo Whitaker, da ag&amp;ecirc;ncia de not&amp;iacute;cias Reuters, foi atingido por um tiro no ombro no Complexo do Alem&amp;atilde;o (zona norte), desde ent&amp;atilde;o ocupado pelo Ex&amp;eacute;rcito - que dever&amp;aacute; ser substitu&amp;iacute;do por uma UPP em 2012.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Valor Econômico&lt;/em&gt; - 7/11/2011</description><author>Brasil</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=TwBsc2NxOze/yPkGreQ06w==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 07 Nov 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=TwBsc2NxOze/yPkGreQ06w==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Jornal francês é incendiado por difamar o Islã</title><description>&lt;p style="margin: 10pt 0cm 3pt;"&gt;Reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o do seman&amp;aacute;rio sat&amp;iacute;rico Charlie Hebdo &amp;eacute; destru&amp;iacute;da horas antes de edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o que trazia caricaturas de Maom&amp;eacute; chegar &amp;agrave;s bancas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O seman&amp;aacute;rio sat&amp;iacute;rico franc&amp;ecirc;s Charlie Hebdo teve sua reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o destru&amp;iacute;da por um inc&amp;ecirc;ndio criminoso na noite de ter&amp;ccedil;a para quarta-feira, horas antes da publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre Isl&amp;atilde; e democracia na qual aparecem caricaturas do Profeta Maom&amp;eacute;. O escrit&amp;oacute;rio do jornal, em Paris, foi alvo de coquet&amp;eacute;is molotov. Solid&amp;aacute;rio, o di&amp;aacute;rio Lib&amp;eacute;ration decidiu abrigar em sua reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o os funcion&amp;aacute;rios do Charlie Hebdo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O ataque ao seman&amp;aacute;rio traz de volta o debate sobre liberdade de express&amp;atilde;o e respeito a preceitos religiosos, seis anos ap&amp;oacute;s desenhos de Maom&amp;eacute; publicados na Dinamarca terem desatado uma violenta crise internacional (mais informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es nesta p&amp;aacute;gina). O Charlie Hebdo decidiu dedicar um n&amp;uacute;mero especial &amp;agrave; vit&amp;oacute;ria na Tun&amp;iacute;sia de um partido isl&amp;acirc;mico, o Ennahda, e ao fortalecimento de radicais religiosos na L&amp;iacute;bia. Abrigada no Lib&amp;eacute;ration, a dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o do jornal promete seguir adiante com seus planos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Na edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o que chegou ontem &amp;agrave;s bancas, o Charlie Hebdo aparece rebatizado de "Charia Hebdo", em um jogo de palavras com o c&amp;oacute;digo legal do Isl&amp;atilde;. A capa traz Maom&amp;eacute; como "editor convidado" do jornal comemorando a vit&amp;oacute;ria dos isl&amp;acirc;micos em T&amp;uacute;nis e a decis&amp;atilde;o do Conselho Nacional de Transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o (CNT) da L&amp;iacute;bia de estabelecer a sharia como base da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o. "Cem chibatadas se voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o morrer de rir!", exclama a caricatura do Profeta.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Stephane Charbonnier, editor do seman&amp;aacute;rio, confirmou ontem que vinha sendo amea&amp;ccedil;ado por meio de cartas e mensagens online. A pol&amp;iacute;cia abriu inqu&amp;eacute;rito para apurar o caso, mas at&amp;eacute; agora n&amp;atilde;o h&amp;aacute; suspeitos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;"A viol&amp;ecirc;ncia est&amp;aacute; sendo usada para barrar o trabalho de cartunistas", disse Charbonnier. V&amp;aacute;rios jornalistas foram postos sob prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o policial.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;A resposta de grupos isl&amp;acirc;micos foi tamb&amp;eacute;m registrada no site da publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Na p&amp;aacute;gina principal, uma imagem de Meca aparece dizendo que "o &amp;uacute;nico Deus &amp;eacute; Al&amp;aacute;". Um aviso condenava o uso da imagem do Profeta em caricaturas "grosseiras e vergonhosas, sob o pretexto da liberdade de express&amp;atilde;o".&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Horas depois do ataque, a classe pol&amp;iacute;tica francesa e europeia j&amp;aacute; expressava sua indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o. "A liberdade de express&amp;atilde;o &amp;eacute; um valor inalien&amp;aacute;vel da democracia e toda amea&amp;ccedil;a deve ser condenada", alertou o primeiro-ministro franc&amp;ecirc;s, Fran&amp;ccedil;ois Fillon. "Goste ou n&amp;atilde;o de Charlie Hebdo, a liberdade de imprensa &amp;eacute; sacrossanta para os franceses", disse o ministro do Interior, Claude Gueant. O jornal sat&amp;iacute;rico, de 1961, &amp;eacute; uma das vozes mais cr&amp;iacute;ticas ao governo de Nicolas Sarkozy.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Em 2006, o Charlie Hebdo j&amp;aacute; havia sido alvo de um processo por difama&amp;ccedil;&amp;atilde;o por causa das caricaturas de Maom&amp;eacute;. A Justi&amp;ccedil;a francesa, por&amp;eacute;m, considerou que os desenhos criticavam n&amp;atilde;o o Isl&amp;atilde;, mas os radicais mu&amp;ccedil;ulmanos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Mohammed Moussaoui, l&amp;iacute;der do Conselho Franc&amp;ecirc;s da F&amp;eacute; Mu&amp;ccedil;ulmana, grupo que, em 2006, processou o seman&amp;aacute;rio sat&amp;iacute;rico, condenou ontem o uso da viol&amp;ecirc;ncia. "Deploramos o tom do jornal contra o Isl&amp;atilde;. Mas reafirmamos nossa total oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; viol&amp;ecirc;ncia."&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Na ONU, o debate tamb&amp;eacute;m ganha espa&amp;ccedil;o. V&amp;aacute;rios governos de pa&amp;iacute;ses mu&amp;ccedil;ulmanos querem garantir que a difama&amp;ccedil;&amp;atilde;o religiosa seja uma viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o de direitos humanos. Pa&amp;iacute;ses ocidentais alegam que apenas cidad&amp;atilde;os, e n&amp;atilde;o religi&amp;otilde;es, t&amp;ecirc;m direitos humanos.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 3/11/2011</description><author>Internacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=IC/ToyCm9saJgg2pa/0noQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Thu, 03 Nov 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=IC/ToyCm9saJgg2pa/0noQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Relatório registra violência contra jornalistas</title><description>&lt;p style="margin: 10pt 0cm 3pt;"&gt;Relat&amp;oacute;rio "Viol&amp;ecirc;ncia e Liberdade de Imprensa no Brasil", organizado pela Fenaj, registra 40 relatos de viola&amp;ccedil;&amp;otilde;es de direitos dos jornalistas brasileiros em 2010.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O relat&amp;oacute;rio "Viol&amp;ecirc;ncia e Liberdade de Imprensa no Brasil" registrou 40 relatos de viola&amp;ccedil;&amp;otilde;es de direitos dos jornalistas brasileiros em 2010. Organizado pela Comiss&amp;atilde;o Nacional de Direitos Humanos e Liberdade de Imprensa da Fenaj, o documento aponta como principal tipo de agress&amp;atilde;o a viol&amp;ecirc;ncia f&amp;iacute;sica ou verbal. No topo da lista de agressores, est&amp;atilde;o agentes p&amp;uacute;blicos, pol&amp;iacute;cias e pol&amp;iacute;ticos. O relat&amp;oacute;rio foi lan&amp;ccedil;ado durante o XVIII Encontro Nacional de Jornalistas em Assessoria de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o (Enjac), realizado em Natal (RN), entre 13 e 15 de outubro.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;A publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o anual da Fenaj mostrou que, dos 40 relatos registrados em 2010, 42% foram referentes a agress&amp;otilde;es f&amp;iacute;sicas ou verbais e 18% foram casos de censura e processos judiciais. Deten&amp;ccedil;&amp;otilde;es e tortura perfizeram 13% dos casos, amea&amp;ccedil;as 12%, viol&amp;ecirc;ncia contra a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o sindical 8%, atentados 5% e assassinatos 2%. A Regi&amp;atilde;o Nordeste caracterizou-se como a mais perigosa para o exerc&amp;iacute;cio do Jornalismo, com o registro de 17 relatos (44% do total). No quadro por estados, o Cear&amp;aacute; foi o campe&amp;atilde;o do ranking, com oito den&amp;uacute;ncias.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Na apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do documento, a Fenaj condenou um caso marcante: &amp;ldquo;Para nossa perplexidade, a Folha de S. Paulo publicou, em sua edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 9 de mar&amp;ccedil;o, na p&amp;aacute;gina 3, artigo assinado pelo soci&amp;oacute;logo Dem&amp;eacute;trio Magnoli intitulado O jornalismo delinquente. O texto foi um ataque covarde e desqualificado contra dois profissionais do pr&amp;oacute;prio jornal, Laura Capriglione e Lucas Ferraz, autores da reportagem DEM corresponsabiliza negros pela escravid&amp;atilde;o, publicado em 4 de mar&amp;ccedil;o&amp;rdquo;. Tamb&amp;eacute;m destacou o primeiro ano da decis&amp;atilde;o do Supremo Tribunal Federal que extinguiu a obrigatoriedade do diploma de curso superior para o exerc&amp;iacute;cio da profiss&amp;atilde;o de jornalista.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Na an&amp;aacute;lise da realidade brasileira, o relat&amp;oacute;rio da Fenaj sustenta que &amp;ldquo;o trabalho dos jornalistas no Brasil ainda incomoda muitos setores que, incapacitados de conviver com a democracia, julgam-se no direito de bater, prender, insultar e, em alguns casos, at&amp;eacute; matar. Este relat&amp;oacute;rio apresenta os casos mais variados. Apresenta v&amp;aacute;rias tentativas de intimida&amp;ccedil;&amp;atilde;o por amea&amp;ccedil;as, deten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e atentados. Indica que o poder p&amp;uacute;blico n&amp;atilde;o s&amp;oacute; mostra-se incapaz de cumprir seu papel de punir os respons&amp;aacute;veis pelas agress&amp;otilde;es, como, em muitos casos, &amp;eacute; agente dessas viol&amp;ecirc;ncias que acontecem na maioria dos estados brasileiros&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;A partir da p&amp;aacute;gina 18, s&amp;atilde;o detalhados os 40 casos registrados no ano passado. A Fenaj encaminhou o relat&amp;oacute;rio ao Minist&amp;eacute;rio da Justi&amp;ccedil;a e &amp;agrave; Secretaria de Direito Humanos da Presid&amp;ecirc;ncia da Rep&amp;uacute;blica, solicitando provid&amp;ecirc;ncias. C&amp;oacute;pias do documento foram encaminhadas, tamb&amp;eacute;m, &amp;agrave; Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Internacional dos Jornalistas (FIJ) e a &amp;oacute;rg&amp;atilde;os internacionais de defesa dos direitos humanos e da liberdade de imprensa.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Coletiva.net&lt;/em&gt; - 1/11/2011</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=HEwC7uhRFrbPZGtdgGpYGA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 01 Nov 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=HEwC7uhRFrbPZGtdgGpYGA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Brasil passa a Alemanha em usuários ativos na rede</title><description>&lt;p style="margin: 10pt 0cm 3pt;"&gt;Pesquisa da Ibope Nielsen Online aponta que n&amp;uacute;mero de usu&amp;aacute;rios ativos na internet brasileira subiu de 42,8 milh&amp;otilde;es, em janeiro, para 46,307 milh&amp;otilde;es, em setembro deste ano.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O n&amp;uacute;mero de usu&amp;aacute;rios ativos na internet brasileira subiu de 42,8 milh&amp;otilde;es, em janeiro, para 46,307 milh&amp;otilde;es, em setembro deste ano, revela pesquisa da Ibope Nielsen Online. O resultado &amp;ndash; um aumento de 8,3% &amp;ndash; fez o Brasil superar levemente, pela primeira vez, a Alemanha, que apresentou no m&amp;ecirc;s passado 46,256 milh&amp;otilde;es de usu&amp;aacute;rios ativos (que acessaram pelo menos uma vez a rede). Essa evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o na quantidade de usu&amp;aacute;rios ativos coloca o Brasil como o pa&amp;iacute;s que mais cresceu entre janeiro e setembro.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Na Alemanha e no Reino Unido, houve queda no n&amp;uacute;mero de usu&amp;aacute;rios, de 1,6% e 0,6%, respectivamente. Fran&amp;ccedil;a e Reino Unido j&amp;aacute; foram ultrapassados pelo Brasil h&amp;aacute; um ano. Entre as regi&amp;otilde;es pesquisadas, a Austr&amp;aacute;lia foi a que teve o segundo maior crescimento, de 5,3%.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O estudo, que considerou acessos &amp;agrave; internet de casa ou do trabalho, indica ainda que mais pessoas est&amp;atilde;o usando a internet de casa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;De setembro de 2009 a setembro de 2011, o salto foi de 27,7 milh&amp;otilde;es para 37,9 milh&amp;otilde;es de usu&amp;aacute;rios ativos nessa categoria.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;No total, o Ibope Nielsen contou 61,2 milh&amp;otilde;es de pessoas com acesso &amp;agrave; internet em setembro de 2011, das quais 46,3 milh&amp;otilde;es ativas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Isso representa crescimento de 2% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a agosto e de 14% ante setembro de 2010, quando havia 40,6 milh&amp;otilde;es de usu&amp;aacute;rios ativos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O n&amp;uacute;mero total de internautas com acesso &amp;agrave; internet em qualquer tipo de ambiente foi de 77,8 milh&amp;otilde;es no &amp;uacute;ltimo trimestre de 2011.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Resid&amp;ecirc;ncia&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Segundo o Ibope, 58 milh&amp;otilde;es de brasileiros t&amp;ecirc;m computador com acesso &amp;agrave; internet em casa. H&amp;aacute; um ano, eram 10 milh&amp;otilde;es a menos. Por&amp;eacute;m, a velocidade da conex&amp;atilde;o ainda &amp;eacute; muito baixa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Quase 8 milh&amp;otilde;es desses usu&amp;aacute;rios t&amp;ecirc;m uma internet de, no m&amp;aacute;ximo, 512 kilobits por segundo (Kbps) e 18 milh&amp;otilde;es de pessoas usam uma conex&amp;atilde;o entre 512 Kbps e 2 megabits por segundo (Mbps).&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Apesar da baixa velocidade da banda larga, a quantidade de usu&amp;aacute;rios que t&amp;ecirc;m uma conex&amp;atilde;o residencial acima de 2 Mpbs cresceu de 5,2 milh&amp;otilde;es em 2010 (16,37%) para 11,3 milh&amp;otilde;es (30%). Somente 8,7% t&amp;ecirc;m velocidade maior que 8 Mbps.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Segundo outro estudo, da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es (Telebrasil), o Pa&amp;iacute;s fechou setembro com 50,7 milh&amp;otilde;es de acessos de banda larga, sendo 16,2 milh&amp;otilde;es fixas e 34,5 milh&amp;otilde;es m&amp;oacute;veis.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 1/11/2011</description><author>Negócios</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=HsOnLZUOT3BiHh1OKQkJ7w==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 01 Nov 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=HsOnLZUOT3BiHh1OKQkJ7w==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Associação pede a Cristina que respeite imprensa</title><description>&lt;p style="margin-top: 5pt; text-autospace: ideograph-numeric;"&gt;A Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Entidades Jornal&amp;iacute;sticas da Argentina (Adepa) parabenizou a presidente Cristina Kirchner - que mant&amp;eacute;m um duro confronto com os meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o alinhados a seu governo - por sua reelei&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-top: 5pt; text-autospace: ideograph-numeric;"&gt;A entidade disse esperar que, "nessa nova etapa", o governo argentino "aprofunde a qualidade institucional" e expressou o desejo de que "as liberdades de imprensa e de express&amp;atilde;o desenvolvam-se com plenitude".&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-top: 5pt; text-autospace: ideograph-numeric;"&gt;Cristina suspendeu o di&amp;aacute;logo de seu governo com a Adepa em abril. Ministros e secret&amp;aacute;rios de Estado n&amp;atilde;o respondem a telefonemas ou e-mails enviados pela associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que re&amp;uacute;ne 150 jornais argentinos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-top: 5pt; text-autospace: ideograph-numeric;"&gt;Mas, apesar da iniciativa da Adepa, analistas pol&amp;iacute;ticos afirmam que deve haver um aprofundamento da crise entre o governo e empresas de m&amp;iacute;dia, entre elas o Grupo Clar&amp;iacute;n, qualificado por Cristina como um "inimigo" de sua administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Nos &amp;uacute;ltimos anos, o governo argentino gastou a verba para publicidade oficial principalmente em meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o aliados e aprovou a Lei de M&amp;iacute;dia, que aplica restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es aos ve&amp;iacute;culos. Al&amp;eacute;m disso, grupos alinhados com a presidente, como o sindicato dos caminhoneiros, bloquearam a sa&amp;iacute;da de caminh&amp;otilde;es com exemplares dos jornais Clar&amp;iacute;n e La Naci&amp;oacute;n.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-top: 5pt; text-autospace: ideograph-numeric;"&gt;Outros movimentos argentinos criaram "tribunais populares" em pra&amp;ccedil;a p&amp;uacute;blica, para condenar jornalistas que teriam participado da ditadura militar (1976-83). A maioria dos profissionais "condenados" n&amp;atilde;o havia favorecido o regime, embora todos tivessem a caracter&amp;iacute;stica comum de serem cr&amp;iacute;ticos &amp;agrave; administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Cristina.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-top: 5pt; text-autospace: ideograph-numeric;"&gt;Dez dias antes das elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es de domingo, o ministro da Economia Amado Boudou - eleito vice-presidente - chamou jornalistas de diversos meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de "profetas do &amp;oacute;dio e do fracasso" e "militantes contra o governo". Durante um com&amp;iacute;cio, Boudou citou uma lista de nomes de jornalistas que considera estarem "contra a Argentina".&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-top: 5pt; text-autospace: ideograph-numeric;"&gt;O analista pol&amp;iacute;tico Silvio Santamarina, colunista da revista Noticias, disse ao Estado que Cristina deve intensificar sua briga com o Grupo Clar&amp;iacute;n. "Diversos meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o - de empres&amp;aacute;rios amigos, ou de aliados do governo - possuem interesse no fim do Clar&amp;iacute;n, pois est&amp;atilde;o de olho em seus jornais, r&amp;aacute;dios e canais de TV. Nesse grupo de empres&amp;aacute;rios est&amp;atilde;o representados meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pequenos, que querem crescer, e grandes empreiteiras, que cresceram por causa das obras p&amp;uacute;blicas dos &amp;uacute;ltimos anos."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gra&amp;ccedil;as &amp;agrave; maioria que ter&amp;aacute; no Congresso, com a posse dos deputados e senadores em 10 de dezembro, o governo controlar&amp;aacute; quase todas as comiss&amp;otilde;es parlamentares. A comiss&amp;atilde;o de liberdade de express&amp;atilde;o - onde ocorreram os principais debates sobre a Lei de M&amp;iacute;dia - ser&amp;aacute; chefiada pelo deputado Andr&amp;eacute;s Larroque, l&amp;iacute;der de "La C&amp;aacute;mpora", a juventude do Partido Justicialista considerada "ultracristinista".&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 26/10/2011</description><author>Internacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=5DiGy6xZ2BkZUbx/Rxh1pQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Wed, 26 Oct 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=5DiGy6xZ2BkZUbx/Rxh1pQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Presidente da Ajuris critica cobertura da RBS</title><description>&lt;p&gt;Depois de o governador Tarso Genro criticar a atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Zero Hora na cobertura de evento promovido pelo Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico, sobre corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o jornal voltou a ser alvo de ataques. Desta vez, a acusa&amp;ccedil;&amp;atilde;o partiu do presidente da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Ju&amp;iacute;zes do Rio Grande do Sul (Ajuris), Jo&amp;atilde;o Ricardo dos Santos Costa, e est&amp;aacute; relacionada &amp;agrave; cobertura que a publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o fez de um semin&amp;aacute;rio sobre liberdade de imprensa e Poder Judici&amp;aacute;rio, em Porto Alegre. De acordo com Costa, a mat&amp;eacute;ria omitiu a parte do debate relacionada aos monop&amp;oacute;lios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;ldquo;Esse &amp;eacute; um caso paradigm&amp;aacute;tico: em um evento promovido para discutir a liberdade de imprensa, a pr&amp;oacute;pria imprensa comete um atentado &amp;agrave; liberdade de imprensa ao omitir um dos principais temas do evento", afirmou o juiz em entrevista ao site Carta Maior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O semin&amp;aacute;rio ocorreu no dia 21, promovido pela Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional dos Jornais (ANJ) e pela Ajuris. O convite para o encontro partiu da ANJ &amp;ndash; a entidade realizou debate similar junto ao Supremo Tribunal Federal, em Bras&amp;iacute;lia. Os interesses tem&amp;aacute;ticos de ANJ e Ajuris n&amp;atilde;o eram os mesmos. A ANJ e empresas afiliadas estavam interessadas em debater a liberdade de imprensa contra ideias de regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e limite. A Ajuris, por sua vez, tinha interesse em debater tamb&amp;eacute;m outros temas, como a amea&amp;ccedil;a que os monop&amp;oacute;lios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o representam para a liberdade de imprensa e de express&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No s&amp;aacute;bado, 24, Zero Hora publicou mat&amp;eacute;ria de uma p&amp;aacute;gina sobre o encontro. Intitulado &amp;ldquo;A defesa do direito de informar&amp;rdquo;, o texto destacou as falas da presidente da ANJ, Judith Brito, e do vice-presidente Institucional e Jur&amp;iacute;dico da RBS, Paulo Tonet, mas omitiu a parte do debate que tratou do tema dos monop&amp;oacute;lios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Na mesma edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o jornal publicou editorial contra o governador Tarso Genro, por estar tentando censurar o jornalismo investigativo. No mesmo editorial, o jornal Zero Hora apresentou-se como porta-voz da &amp;ldquo;imprensa livre e independente&amp;rdquo; e afirmou que &amp;ldquo;a credibilidade &amp;eacute; a sua principal credencial&amp;rdquo;. Tarso, por sua vez, acusa a RBS de manipular o conte&amp;uacute;do da confer&amp;ecirc;ncia que proferiu no Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico, omitindo uma parte que n&amp;atilde;o interessava &amp;agrave; constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tese sobre a &amp;ldquo;censura ao jornalismo investigativo.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Coletiva.net&lt;/em&gt; - 25/10/2011</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=vScJ5puJMVdUe4JG4xR3+Q==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 25 Oct 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=vScJ5puJMVdUe4JG4xR3+Q==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Desde abril, 21 jornalistas mortos</title><description>&lt;p&gt;Desde abril, 21 jornalistas foram mortos no continente americano, destacou ontem o presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Gonzalo Marroqu&amp;iacute;n, diretor do jornal &amp;ldquo;Siglo XXI&amp;rdquo;, da Guatemala, na abertura da 67a- Assembleia Geral da entidade, que vai at&amp;eacute; hoje em Lima, no Peru. Segundo a SIP, os n&amp;uacute;meros revelam aumento da repress&amp;atilde;o contra a imprensa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Marroqu&amp;iacute;n disse que hoje na Am&amp;eacute;rica Latina &amp;ldquo;estamos em meio a uma guerra entre o autoritarismo e a liberdade&amp;rdquo;. Segundo a entidade, os grandes inimigos da liberdade de express&amp;atilde;o na regi&amp;atilde;o s&amp;atilde;o o crime organizado e os governos totalit&amp;aacute;rios. &amp;mdash; Ao crime organizado, incomoda a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que desnuda suas atividades. E, a certos governantes, incomoda que a imprensa investigue a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que chame aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para sua manipula&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou que simplesmente revele sua incapacidade &amp;mdash; disse Marroqu&amp;iacute;n, dando como exemplo os governos venezuelano, argentino, equatoriano e nicaraguense. &amp;mdash; Quando um presidente pode se dar ao luxo de um processo multimilion&amp;aacute;rio contra jornalistas e ve&amp;iacute;culos como uma demanda pessoal mas usando os poderes do Estado; quando outro governante fecha ve&amp;iacute;culos ao seu capricho... Estamos enfrentando um poder muito grande.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Presente &amp;agrave; abertura, o presidente do Peru, Ollanta Humala, disse que o jornalismo seria como um &amp;ldquo;sacerd&amp;oacute;cio&amp;rdquo;. Ele destacou compromisso com &amp;ldquo;o respeito irrestrito &amp;agrave; liberdade de express&amp;atilde;o&amp;rdquo; e chamou a imprensa peruana a fiscalizar sua gest&amp;atilde;o:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;mdash; Precisamos que nos digam quando nos equivocamos. Ontem, o evento teve ainda uma videoconfer&amp;ecirc;ncia do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, destacou o jornal peruano &amp;ldquo;El Com&amp;eacute;rcio&amp;rdquo;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em reuni&amp;atilde;o preliminar no domingo, delegados da SIP apresentaram a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em cada pa&amp;iacute;s. Daniel Dessien, da Argentina, disse que o Executivo argentino tem criado aparato midi&amp;aacute;tico para &amp;ldquo;desprestigiar&amp;rdquo; ve&amp;iacute;culos cr&amp;iacute;ticos a ele &amp;mdash; incluindo um site de busca do pr&amp;oacute;prio governo e a &amp;ldquo;oficializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo; das transmiss&amp;otilde;es de jogos de futebol. Dessien disse que &amp;ldquo;a combina&amp;ccedil;&amp;atilde;o do temor das repres&amp;aacute;lias com a sedu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos fundos p&amp;uacute;blicos&amp;rdquo; faz com que ve&amp;iacute;culos estejam &amp;ldquo;tingidos de tinta governista&amp;rdquo; e que o governo manteria seus ataques ajornais como o &amp;ldquo;Clar&amp;iacute;n&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No M&amp;eacute;xico, cinco jornalistas foram assassinados nos &amp;uacute;ltimos seis meses pelo crime organizado. Instala&amp;ccedil;&amp;otilde;es do jornal &amp;ldquo;Vanguardia&amp;rdquo; tamb&amp;eacute;m chegaram a ser danificadas por explosivos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo o relat&amp;oacute;rio da delega&amp;ccedil;&amp;atilde;o mexicana, foram 76 jornalistas assassinados desde 2000, o que torna aquele pa&amp;iacute;s um dos mais violentos para a imprensa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A SIP citou ainda uma a&amp;ccedil;&amp;atilde;o contra o &amp;ldquo;El Universo&amp;rdquo;, do Equador; o fechamento do &amp;ldquo;Sexto Poder&amp;rdquo;, da Venezuela; e um novo processo contra o canal &amp;ldquo;Globovisi&amp;oacute;n&amp;rdquo;, tamb&amp;eacute;m na Venezuela, por ter noticiado um motim numa pris&amp;atilde;o com 22 mortos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A pr&amp;oacute;xima assembleia da SIP, em 2012, ser&amp;aacute; em S&amp;atilde;o Paulo.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt; - 18/10/2011</description><author>O País</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=jEzw41UzNOqXMs689tXH2A==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 18 Oct 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=jEzw41UzNOqXMs689tXH2A==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>'Temos de achar novos meios de proteger a liberdade'</title><description>&lt;p&gt;Milton Coleman, novo presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao assumir hoje a presid&amp;ecirc;ncia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), o americano Milton Coleman leva consigo a fama de realizador. Entre seus primeiros projetos, ele pretende "reunir o melhor time poss&amp;iacute;vel" e buscar "novas maneiras de divulgar nossas causas, novas ferramentas para estabelecer e proteger as liberdades".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;bull; O sr. j&amp;aacute; tem planos para seu ano como presidente da SIP?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tenho sim, mas prefiro n&amp;atilde;o falar deles antes de tomar posse. Assumo num momento desafiador. Em muitos lugares da Am&amp;eacute;rica Latina estamos sendo desafiados por governos que querem reduzir os direitos da sociedade de se informar. Para continuar nossos esfor&amp;ccedil;os, pretendo reunir o time mais forte poss&amp;iacute;vel. Temos de ser capazes de projetar uma imagem apropriada, manter o apoio das pessoas ao que estamos fazendo. Temos de trabalhar num caminho para a estabilidade financeira e expandir nosso quadro de associados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;bull; O enfrentamento com os governos autorit&amp;aacute;rios deve continuar?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o tenho como saber o que acontecer&amp;aacute; amanh&amp;atilde;, mas o que foi feito at&amp;eacute; agora est&amp;aacute; na dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o certa. Acho que temos de achar novas maneiras de divulgar nossas causas, novas ferramentas para estabelecer e proteger as liberdades. Temos de operar mais com as m&amp;iacute;dias sociais. Achar meios para enfrentar os governos autorit&amp;aacute;rios, que tentam esconder do povo o fato de que, sem imprensa livre, a democracia n&amp;atilde;o pode existir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;bull; Que impacto as novas m&amp;iacute;dias podem ter nessa luta?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As novas tecnologias t&amp;ecirc;m oferecido &amp;agrave;s pessoas mais informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mais oportunidades de saber e decidir. O exemplo mais recente foi a Primavera &amp;Aacute;rabe, no Oriente M&amp;eacute;dio. Ali, os esfor&amp;ccedil;os para impedir que o mundo visse o que ocorria foram anulados por gente que se valia das m&amp;iacute;dias sociais. Por outro lado, vimos que, no M&amp;eacute;xico, dois jornalistas de sites foram recentemente mortos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;bull; Sendo americano, o sr. acha complicado assumir o comando de uma entidade predominantemente latino-americana?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o, porque acredito que temos coisas em comum. A SIP sempre operou por igual no Norte e no Sul. N&amp;atilde;o se trata de impor o jornalismo americano &amp;agrave; Am&amp;eacute;rica Latina, cada um dos lados tem li&amp;ccedil;&amp;otilde;es a dar e a aprender do outro. Uma diferen&amp;ccedil;a maior &amp;eacute; que nos EUA a Primeira Emenda na Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o d&amp;aacute; garantias totais &amp;agrave; liberdade de express&amp;atilde;o. Na Am&amp;eacute;rica Latina, h&amp;aacute; muitos pa&amp;iacute;ses que s&amp;oacute; agora est&amp;atilde;o conseguindo chegar a essa conquista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;bull; Na pr&amp;aacute;tica, como vai enfrentar o desafio pol&amp;iacute;tico?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Temos de estabelecer aqueles direitos humanos como parte dos direitos civis. Depois de estabelec&amp;ecirc;-los, defend&amp;ecirc;-los. Lembro uma frase de Thomas Jefferson. Ele disse que, se tivesse de escolher entre um governo sem jornais ou jornais sem governo, ficava com a segunda escolha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;bull; Como vai organizar o encontro da SIP em S&amp;atilde;o Paulo?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nunca estive em S&amp;atilde;o Paulo. Ali&amp;aacute;s, nunca visitei o Brasil. Tenho planos de ir, talvez em dezembro, e aguardo com muito interesse essa tarefa, porque esse &amp;eacute; um grande pa&amp;iacute;s. N&amp;atilde;o se esque&amp;ccedil;a, eu sou um afro-americano, e o Brasil tem a maior popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de origem africana depois da Nig&amp;eacute;ria. E acho a imprensa no Brasil uma das melhores do mundo, e das mais corajosas.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 18/10/2011</description><author>Entrevista</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=CCr2mre4oiGYLfGn0PBIvA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 18 Oct 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=CCr2mre4oiGYLfGn0PBIvA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>SIP debate violência contra a imprensa</title><description>&lt;p&gt;A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que re&amp;uacute;ne cerca de 1.300 jornais, come&amp;ccedil;a nesta sexta-feira, 14, em Lima, a sua 67.&amp;ordf; Assembleia-Geral, marcada por um dado preocupante: 21 jornalistas foram assassinados no exerc&amp;iacute;cio da profiss&amp;atilde;o nos &amp;uacute;ltimos seis meses &amp;ndash; desde o encontro anterior da entidade em San Diego, nos Estados Unidos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse n&amp;uacute;mero torna os cerca de 30 relat&amp;oacute;rios nacionais &amp;ndash; a serem lidos e discutidos a partir do domingo &amp;ndash; o item mais importante do encontro, ao qual devem comparecer cerca de 500 editores e jornalistas de 30 pa&amp;iacute;ses.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O documento sobre o Brasil, a ser apresentado por Paulo de Tarso Nogueira, vice-presidente da Comiss&amp;atilde;o de Liberdade de Imprensa da entidade, deve ser um dos primeiros. Nele, o total de crimes e viola&amp;ccedil;&amp;otilde;es contra a liberdade de imprensa chega a 23. S&amp;atilde;o 4 assassinatos, 2 pris&amp;otilde;es, 8 agress&amp;otilde;es e 6 novos casos de censura determinada por ju&amp;iacute;zes de v&amp;aacute;rios Estados do Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Presidida pelo guatemalteco Gonzalo Marroqu&amp;iacute;n, editor da revista Siglo 21, a assembleia ser&amp;aacute; formalmente aberta apenas na segunda-feira, com um discurso do presidente peruano Ollanta Humala. Desde sua campanha presidencial, e nas decis&amp;otilde;es como presidente, ele tem defendido, como prometera, a liberdade de express&amp;atilde;o no Pa&amp;iacute;s. Dois ex-chefes de Estado tamb&amp;eacute;m participar&amp;atilde;o do encontro &amp;ndash; Carlos Mesa, da Bol&amp;iacute;via, e Alejandro Toledo, do Peru &amp;ndash; para um painel sobre as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre jornalismo e pol&amp;iacute;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas outros temas est&amp;atilde;o no programa dos pr&amp;oacute;ximos cinco dias. Os participantes, que divulgam informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para um total de 44 milh&amp;otilde;es de leitores, do Canad&amp;aacute; &amp;agrave; Patagonia, v&amp;atilde;o debater tamb&amp;eacute;m, em v&amp;aacute;rios pain&amp;eacute;is, problemas como o papel do celular na cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novos p&amp;uacute;blicos e novas fontes de receita e mecanismos legais que os governos t&amp;ecirc;m utilizado, em tempos recentes, para pressionar a m&amp;iacute;dia e criar novas formas de censura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Dois momentos &amp;ldquo;quentes&amp;rdquo; da agenda devem ocorrer na segunda-feira. No primeiro, o criador do WikiLeaks, Julian Assange, participar&amp;aacute; por teleconfer&amp;ecirc;ncia de uma discuss&amp;atilde;o sobre sua atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o na divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados sigilosos de governos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No segundo, juristas e jornalistas v&amp;atilde;o analisar o caso do fechamento do tabloide ingl&amp;ecirc;s The News of the World, piv&amp;ocirc; de um esc&amp;acirc;ndalo, na imprensa brit&amp;acirc;nica, pelo modo como invadiu a vida privada de celebridades, para torn&amp;aacute;-la p&amp;uacute;blica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O encontro termina na ter&amp;ccedil;a-feira, com a atribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de v&amp;aacute;rios Pr&amp;ecirc;mios SIP de Excel&amp;ecirc;ncia Jornal&amp;iacute;stica, um deles para os jornalistas do Estado, Leonencio Nossa, Celso Jr. e Eduardo Barela, pelo caderno especial Guerras Desconhecidas do Brasil, publicado no dia 26 de setembro, que descreve revoltas populares ocorridas ao longo do s&amp;eacute;culo 20.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 13/10/2011</description><author>Nacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=oVDv2hjkgPNRPom6ne5bFA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Thu, 13 Oct 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=oVDv2hjkgPNRPom6ne5bFA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>GSI diz ter apenas dois documentos ultrassecretos em seus arquivos</title><description>&lt;p&gt;Ao responder a um pedido de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es feito pelo presidente da Comiss&amp;atilde;o de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Exteriores (CRE), senador Fernando Collor, o ministro-chefe do Gabinete de Seguran&amp;ccedil;a Institucional (GSI), general Jos&amp;eacute; Elito Carvalho, admitiu que existem sob sua guarda apenas dois documentos classificados como ultrassecretos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O general informou que integram ainda os arquivos do &amp;oacute;rg&amp;atilde;o 8.344 documentos reservados, 56.644 confidenciais e 4.116 secretos. Em m&amp;eacute;dia, o GSI produz anualmente 2.850 documentos sigilosos e outros 1.860 classificados como &amp;ldquo;ostensivos&amp;rdquo;. Procurado ontem pelo GLOBO, o GSI se negou a informar a data de e miss&amp;atilde;o dos dois documentos ultrassecretos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es apresentadas pelo ministro foram consideradas insuficientes por Collor, que chegou a cogitar ontem, na reuni&amp;atilde;o da CRE, aprovar um novo pedido de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao GSI, mas acabou desistindo da ideia quando o senador An&amp;iacute;bal Diniz (PT-AC) amea&amp;ccedil;ou pedir verifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qu&amp;oacute;rum. Contr&amp;aacute;rio ao projeto de lei, j&amp;aacute; aprovado pela C&amp;acirc;mara, que acaba com o sigilo eterno para documentos oficiais, o ex-presidente Collor vem manobrando para adiar a vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o da mat&amp;eacute;ria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;mdash; O GSI informa que acompanha a tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o e aguarda a eventual aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do projeto, para posterior adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &amp;oacute;rg&amp;atilde;o &amp;agrave;s novas regras. Colocase em posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o passiva diante da mat&amp;eacute;ria, apesar de ser, talvez, o maior interessado na nova lei &amp;mdash; lamentou Collor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ex-presidente reclamou ainda que o GSI n&amp;atilde;o esclareceu se o n&amp;uacute;mero mencionado de documentos classificados inclui os referentes &amp;agrave; Ag&amp;ecirc;ncia Brasileira de Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (Abin). Ele considerou estranha a exist&amp;ecirc;ncia de apenas dois documentos ultrassecretos, enquanto a &amp;ldquo;esmagadora maioria&amp;rdquo; seria de documentos confidenciais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na sucinta resposta encaminhada pelo GSI, de apenas duas p&amp;aacute;ginas, o general Elito destacou que &amp;ldquo;os acordos internacionais hoje existentes sobre a mat&amp;eacute;ria viabilizam a troca de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sigilosas, bem como o credenciamento de pessoas envolvidas em negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es de car&amp;aacute;ter sigiloso&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E acrescentou que o Brasil j&amp;aacute; celebrou tratados sobre o tema com pelo menos seis pa&amp;iacute;ses, como Portugal, Espanha, Fran&amp;ccedil;a, R&amp;uacute;ssia, Israel e It&amp;aacute;lia. Embora o projeto j&amp;aacute; estivesse tramitando em regime de urg&amp;ecirc;ncia, o que dispensaria na pr&amp;aacute;tica sua tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o em comiss&amp;otilde;es do Senado, Collor garantiu que a proposta fosse remetida para a CRE, onde avocou a relatoria da mat&amp;eacute;ria. Para impedir a vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o do projeto, o ex-presidente apresentou um pedido de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao GSI, cuja rapidez na resposta surpreendeu o senador.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na pr&amp;oacute;xima semana, Collor promete colocar em vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o um requerimento do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) que prop&amp;otilde;e a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de audi&amp;ecirc;ncia p&amp;uacute;blica para debater o texto aprovado pela C&amp;acirc;mara com o general Elito. Mas o l&amp;iacute;der do governo no Senado, Romero Juc&amp;aacute; (PMDB-RR), decidiu fazer valer o pedido de urg&amp;ecirc;ncia para o projeto do sigilo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;mdash; O projeto n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; mais votado na Comiss&amp;atilde;o de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Exteriores. Queremos que seja apreciado agora direto pelo plen&amp;aacute;rio, independentemente do convite que possa ser feito ao general Elito. J&amp;aacute; conversei com o senador Fernando Collor, que poder&amp;aacute; apresentar um voto em separado no plen&amp;aacute;rio &amp;mdash; disse Juc&amp;aacute;.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;A expectativa &amp;eacute; que o projeto do sigilo possa ser votado na pr&amp;oacute;xima semana ou mais tardar na seguinte. Para realizar a vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o, os senadores precisam apreciar quatro medidas provis&amp;oacute;rias que est&amp;atilde;o trancando a pauta da Casa.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt; - 23/9/2011</description><author>O País</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=xrMCAmeXO/s+qr7aQX3bcg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Fri, 23 Sep 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=xrMCAmeXO/s+qr7aQX3bcg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>PMDB em fórum defende liberdade de imprensa</title><description>&lt;p&gt;O PMDB, maior partido pol&amp;iacute;tico do Pa&amp;iacute;s, come&amp;ccedil;ou a desenhar ontem a estrat&amp;eacute;gia para as elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es de 2012 e 2014 durante f&amp;oacute;rum nacional realizado em Bras&amp;iacute;lia, inclusive com a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da presidenta Dilma Rousseff. Em documento, o partido defendeu a liberdade de imprensa, opondo-se ao controle da m&amp;iacute;dia defendido pelo PT, e tende a liberar as bases para as alian&amp;ccedil;as nas elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es municipais do pr&amp;oacute;ximo ano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As principais sinaliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es da atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o da legenda foram dadas pelas principais lideran&amp;ccedil;as, o vice-presidente Michel Temer e o presidente interino nacional do PMDB, senador Valdir Raupp (RO). Raupp disse que j&amp;aacute; come&amp;ccedil;ou a percorrer os 27 estados para tentar fechar coliga&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m de S&amp;eacute;rgio Chalita em S&amp;atilde;o Paulo e Eduardo Paes no Rio de Janeiro, o PMDB aposta no radialista e ex-prefeito M&amp;aacute;rio Kertesz, apoiado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima e pelo DEM, em Salvador; e o deputado Raul Henry, em Recife, apoiado por PSDB, DEM e PPS.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com a voz rouca, Michel Temer fez um r&amp;aacute;pido e pediu mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para as elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es municipais de 2012. Segundo Temer, o objetivo do encontro &amp;eacute; a discuss&amp;atilde;o sobre a elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o municipal. "O que n&amp;oacute;s precisamos &amp;eacute; exatamente nos prepararmos para as elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es municipais, que &amp;eacute; o objetivo deste encontro. Que possamos continuar fortes e unidos como hoje", disse.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Estou totalmente af&amp;ocirc;nico, mas tenho certeza que depois de acolher todo esse entusiasmo do PMDB do Brasil minha voz voltar&amp;aacute;, com toda certeza", disse o vice. Temer afirmou que o governo federal est&amp;aacute; fazendo o poss&amp;iacute;vel pelo Pa&amp;iacute;s e que a presidente Dilma conta com "o apoio entusiasmado e aplausos" do PMDB.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Documento&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Antes, o presidente do PMDB apresentou um documento com 15 propostas para o Pa&amp;iacute;s nas &amp;aacute;reas de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sa&amp;uacute;de, seguran&amp;ccedil;a p&amp;uacute;blica, que ser&amp;aacute; votado em dezembro. Raupp defendeu que o partido tenha candidatura pr&amp;oacute;pria nas elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es municipais ou fazer alian&amp;ccedil;as pontuais, preocupado com o avan&amp;ccedil;o do PT na conquista de novas prefeituras. O PMDB tem prefeitos eleitos em 1.165 munic&amp;iacute;pios e deve dar permiss&amp;atilde;o para o fechamento indiscriminado de alian&amp;ccedil;as partid&amp;aacute;rias. Essa tend&amp;ecirc;ncia dever&amp;aacute; ser confirmada na primeira semana de dezembro, quando um novo documento vai trazer pontos program&amp;aacute;ticos em &amp;aacute;reas como educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sa&amp;uacute;de e seguran&amp;ccedil;a, al&amp;eacute;m da posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o contr&amp;aacute;ria ao controle da imprensa. "O PT legitimamente quer passar o PMDB em n&amp;uacute;mero de prefeituras", observou o deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS), um dos organizadores do f&amp;oacute;rum nacional do partido. "A elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o municipal &amp;eacute; uma luta que n&amp;atilde;o tem parceiro; &amp;eacute; uma guerra", completou. Do f&amp;oacute;rum participaram cerca de tr&amp;ecirc;s mil vereadores, prefeitos, parlamentares e governadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fala Dilma&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao participar da abertura do evento do PMDB, a presidente Dilma Rousseff disse que o partido &amp;eacute; um aliado fundamental e que um governo de coaliz&amp;atilde;o exige dos governantes maior capacidade de articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es de apoio ao maior partido foram dadas um dia ap&amp;oacute;s a demiss&amp;atilde;o de Pedro Novais da pasta do Turismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dilma chegou ao f&amp;oacute;rum nacional sobre a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o do partido com os munic&amp;iacute;pios ao lado do vice-presidente Michel Temer e foi saudada pelos peemedebistas que lotavam o Centro de Conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Bras&amp;iacute;lia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Muitos acreditam que seria mais f&amp;aacute;cil comandar um governo de partido &amp;uacute;nico. No nosso pa&amp;iacute;s, n&amp;atilde;o &amp;eacute; a maneira que gostamos. Somos um governo de coaliz&amp;atilde;o, que exige de n&amp;oacute;s maior capacidade de articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica e tamb&amp;eacute;m reflete a pluralidade e complexidade pr&amp;oacute;prias da sociedade brasileira e caracter&amp;iacute;sticas participativas da nossa democracia", disse.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A presidente citou a&amp;ccedil;&amp;otilde;es e programas lan&amp;ccedil;ados nos primeiros oito meses de governo e pediu o apoio dos peemedebistas para a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o de projetos que aguardam vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Congresso Nacional. Dilma tamb&amp;eacute;m elogiou o trabalho do vice, Michel Temer, dizendo que ele tem atuado com "efici&amp;ecirc;ncia" e "lealdade" tanto nas quest&amp;otilde;es do governo quanto na articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica. Tamb&amp;eacute;m fez um afago nas bancadas do partido na C&amp;acirc;mara e no Senado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"A&amp;ccedil;&amp;atilde;o firme"&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No evento, Dilma tamb&amp;eacute;m agradeceu o apoio e a "a&amp;ccedil;&amp;atilde;o firme" das bancadas do PMDB na C&amp;acirc;mara e no Senado e insistiu que o partido a ajude na aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o de projetos de interesse do governo no Congresso. De acordo com a presidente, a "parceria" com o PMDB deu "passos decisivos" nos oito primeiros meses de governo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dilma tamb&amp;eacute;m afirmou n&amp;atilde;o aprovar governos de partido &amp;uacute;nico. "Muitos consideram mais f&amp;aacute;cil governar com um partido &amp;uacute;nico. Em nosso pa&amp;iacute;s essa n&amp;atilde;o &amp;eacute; a maneira que n&amp;oacute;s gostamos, n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma maneira democr&amp;aacute;tica de governar. N&amp;oacute;s somos um governo de coaliz&amp;atilde;o", disse a presidente, segundo quem a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma coaliz&amp;atilde;o &amp;eacute; uma maneira democr&amp;aacute;tica de governar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dilma elogiou o PMDB por ter escolhido como temas priorit&amp;aacute;rios para as elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es de 2012 a melhoria da sa&amp;uacute;de, da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da seguran&amp;ccedil;a p&amp;uacute;blica, e o respeito ao meio ambiente.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;DCI&lt;/em&gt; - 16/9/2011</description><author>Política</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=V7sfs2Wb93UeMv0nO0pRNA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Fri, 16 Sep 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=V7sfs2Wb93UeMv0nO0pRNA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Jornalistas aproveitam popularidade para ingressar na política</title><description>&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt;"&gt;O apresentador do grupo Bandeirantes, Jos&amp;eacute; Luiz Datena, confirma ter recebido o convite de um partido e admitiu ao autor da coluna Zapping, da Folha.com, Alberto Pereira Jr. ter vontade de concorrer ao cargo.&amp;lt;/I&amp;gt;&amp;lt;/P&amp;gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt;"&gt;Ap&amp;oacute;s especula&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre uma poss&amp;iacute;vel candidatura &amp;agrave; Prefeitura de S&amp;atilde;o Paulo, o apresentador do grupo Bandeirantes, Jos&amp;eacute; Luiz Datena, confirmou ter recebido o convite de um partido e admitiu ao autor da coluna Zapping, da Folha.com, Alberto Pereira Jr. ter vontade de concorrer ao cargo. &amp;Eacute; &amp;eacute;tico um jornalista concorrer a cargos pol&amp;iacute;ticos? Alguns especialistas conversaram com o Portal Comunique-se, expondo seus pontos de vista.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt;"&gt;O apresentador do programa &amp;Eacute; Not&amp;iacute;cia, da Rede TV!, e colunista da Folha.com, Kennedy Alencar, diz que o fato de Datena se candidatar n&amp;atilde;o fere a &amp;eacute;tica jornal&amp;iacute;stica, mas que os pap&amp;eacute;is devem estar definidos."O principal nessa hist&amp;oacute;ria &amp;eacute; saber quais as propostas que o Datena tem. Com as propostas, os paulistanos v&amp;atilde;o avaliar e decidir se ele tem ou n&amp;atilde;o condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para ser prefeito de S&amp;atilde;o Paulo."&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt;"&gt;A jornalista, ex-vereadora, ex-subprefeita da Lapa e atual respons&amp;aacute;vel pela&amp;nbsp; Superintend&amp;ecirc;ncia do Trabalho Artesanal nas Comunidades (Sutaco), Soninha Francine (PPS-SP), diz que ser famoso ajuda, mas n&amp;atilde;o garante a elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ningu&amp;eacute;m. &amp;ldquo;Se a gente entende que qualquer pessoa que cumpre os preceitos legais tem o direito de ser candidato, n&amp;atilde;o pode negar esse direito a jornalistas, cantores, atores. Sempre haver&amp;aacute; os que se candidatam porque realmente querem ser pol&amp;iacute;ticos a benef&amp;iacute;cio da sociedade e os que t&amp;ecirc;m raz&amp;otilde;es nada nobres - vaidade, por exemplo.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt;"&gt;A professora de ci&amp;ecirc;ncias pol&amp;iacute;ticas da Ufscar, Maria do Socorro Souza Braga, explica que a popularidade do apresentador junto &amp;agrave;s classes C e D podem torn&amp;aacute;-lo um forte concorrente, caso a candidatura seja confirmada. &amp;ldquo;Ele &amp;eacute; uma pessoa carism&amp;aacute;tica e &amp;eacute; isso que os partidos procuram. E como ele n&amp;atilde;o tem um hist&amp;oacute;rico negativo, de rejei&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou est&amp;aacute; ligado &amp;agrave; corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o, isso faz com que ele atraia muitos votos. H&amp;aacute; poucos poss&amp;iacute;veis pr&amp;eacute;-candidatos nessas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt;"&gt;Um blogueiro prestigiado na cobertura jornal&amp;iacute;stica em Bras&amp;iacute;lia, que preferiu n&amp;atilde;o se identificar, diz que &amp;eacute; complicado julgar o apresentador do Brasil Urgente por usar sua popularidade como comunicador para angariar votos. &amp;ldquo;Normalmente os poss&amp;iacute;veis jornalistas candidatos ficam calados e s&amp;oacute; se manifestam quando precisam decidir concorrer. Nessa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, s&amp;oacute; d&amp;aacute; para fiscalizar. Se ele usar seu programa para fazer campanha, &amp;eacute; anti&amp;eacute;tico, n&amp;atilde;o pode de jeito nenhum.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt;"&gt;Casos conhecidos&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt;"&gt;Outros jornalistas tamb&amp;eacute;m tiveram que escolher entre o jornalismo e a pol&amp;iacute;tica e optaram pela segunda op&amp;ccedil;&amp;atilde;o. No cen&amp;aacute;rio paulistano, al&amp;eacute;m de Soninha, o jornalista e advogado Celso Russmano (PPS-SP)-&amp;nbsp; ex-rep&amp;oacute;rter do Aqui Agora, exibido nos anos 1990 pelo SBT - tamb&amp;eacute;m optou por usar sua bagagem jornal&amp;iacute;stica a favor da pol&amp;iacute;tica. Conhecido por ser defensor das classes C e D, Russomano concorreu &amp;agrave;s ultimas elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es presidenciais e cumpre seu quarto mandato como deputado federal por S&amp;atilde;o Paulo at&amp;eacute; o fim de 2011.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt;"&gt;A senadora Ana Am&amp;eacute;lia Lemos (PP-RS) cobriu os bastidores de Bras&amp;iacute;lia por 33 anos pelo grupo ga&amp;uacute;cho RBS e em 2010, abriu m&amp;atilde;o do gravador para concorrer ao Senado. Por sua credibilidade junto aos conterr&amp;acirc;neos, foi eleita com 3,4 milh&amp;otilde;es de votos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt;"&gt;O Comunique-se perguntou no Twitter: o que voc&amp;ecirc;s acham de jornalistas se candidatarem a cargos pol&amp;iacute;ticos? Veja as respostas:&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt;"&gt;@felipebacarin - Jornalista tem a miss&amp;atilde;o de ser os olhos do povo na pol&amp;iacute;tica, n&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tico.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt;"&gt;@micmelazzo - Se um palha&amp;ccedil;o teve mais de 1 milh&amp;atilde;o de votos...Sindicalistas, advogados, atores...Jornalista &amp;eacute; s&amp;oacute; mais uma profiss&amp;atilde;o...&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt;"&gt;@samupedrosa - Na minha opini&amp;atilde;o... &amp;eacute; o "todo-poderoso" 4&amp;ordm; Poder se rebaixando ao 3&amp;ordm; 2&amp;ordm; 1&amp;ordm;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt;"&gt;@remartinsreal - N&amp;atilde;o vejo mal algum! Afinal, jornalistas tem muita no&amp;ccedil;&amp;atilde;o do mundo e da pr&amp;oacute;pria pol&amp;iacute;tica.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Comunique-se&lt;/em&gt; - 8/9/2011</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=GWJ71s9kmVY8GGqU0YfUHg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Thu, 08 Sep 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=GWJ71s9kmVY8GGqU0YfUHg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Intimidação</title><description>&lt;p&gt;Levantamento recente divulgado pelo Conselho Nacional de Justi&amp;ccedil;a mostra que existem hoje no Brasil 134 ju&amp;iacute;zes sob amea&amp;ccedil;a de morte ou viol&amp;ecirc;ncia. O brutal assassinato da ju&amp;iacute;za Patr&amp;iacute;cia Acioli, que chocou o pa&amp;iacute;s, foi uma prova contundente do risco real em que vivem os magistrados cumpridores de sua miss&amp;atilde;o de promover a justi&amp;ccedil;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m recentemente a Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais tornou p&amp;uacute;blico o seu Relat&amp;oacute;rio de Liberdade de Imprensa, que revela o assassinato de cinco jornalistas nos &amp;uacute;ltimos 12 meses, em decorr&amp;ecirc;ncia de sua atividade profissional. No mesmo per&amp;iacute;odo, ocorreram pelo menos sete casos de&amp;nbsp; agress&amp;otilde;es f&amp;iacute;sicas a jornalistas no exerc&amp;iacute;cio da profiss&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como se v&amp;ecirc;, no Brasil, dois dos mais importantes contrapesos de uma sociedade democr&amp;aacute;tica &amp;mdash; o Poder Judici&amp;aacute;rio e a Imprensa &amp;mdash; sofrem igualmente diante daqueles que pretendem impedir, a qualquer custo, a busca da justi&amp;ccedil;a, a apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de crimes, a transpar&amp;ecirc;ncia, a circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o das informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando um magistrado &amp;eacute; amea&amp;ccedil;ado e at&amp;eacute; mesmo morto, os criminosos mandam um claro aviso, buscando intimidar o Poder Judici&amp;aacute;rio. Parecido com o que ocorre quando jornalistas s&amp;atilde;o amea&amp;ccedil;ados, agredidos e mortos. Neste caso, pretende-se amedrontar quem tem como miss&amp;atilde;o desvendar o que est&amp;aacute; oculto, impedir que determinados fatos cheguem ao conhecimento das pessoas. A viol&amp;ecirc;ncia contra ju&amp;iacute;zes e jornalistas tem como principal combust&amp;iacute;vel a impunidade. Criminosos amea&amp;ccedil;am e at&amp;eacute; matam ju&amp;iacute;zes e jornalistas por entender que dificilmente ser&amp;atilde;o identificados e punidos. &amp;Eacute; mais uma grave falha do aparelho repressor do Estado brasileiro, que se mostra incompetente para proteger a sociedade de uma forma geral, em todos os seus setores, em todos os seus n&amp;iacute;veis. No caso de ju&amp;iacute;zes e jornalistas, o agravante est&amp;aacute; no fato de que a intimida&amp;ccedil;&amp;atilde;o atinge tamb&amp;eacute;m a ess&amp;ecirc;ncia da sociedade democr&amp;aacute;tica. Ju&amp;iacute;zes atuantes e destemidos s&amp;atilde;o pressuposto para o permanente esfor&amp;ccedil;o de justi&amp;ccedil;a que se deve buscar, assim como o livre tr&amp;acirc;nsito de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;oacute; acontece com o trabalho intenso dos jornalistas,&amp;nbsp; sem sombras de amea&amp;ccedil;a. O Relat&amp;oacute;rio de Liberdade de Imprensa da ANJ mostra que os cinco assassinatos&amp;nbsp; de jornalistas registrados nos &amp;uacute;ltimos 12 meses aconteceram no interior do pa&amp;iacute;s, mas &amp;eacute; um engano suporque essa viol&amp;ecirc;ncia seja exclusiva de grot&amp;otilde;es sob dom&amp;iacute;nio de um coronelismo tardio. Poderiam ter acontecido em grandes cidades, como j&amp;aacute; aconteceu e foi tamb&amp;eacute;m registrado pela ANJ em outros per&amp;iacute;odos. Da mesma forma que o assassinato da ju&amp;iacute;za Patr&amp;iacute;cia ocorreu em Niter&amp;oacute;i, na regi&amp;atilde;o metropolitana do Rio de Janeiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o podemos permitir que em nosso pa&amp;iacute;s se repita o que j&amp;aacute; se viu na Col&amp;ocirc;mbia, com ju&amp;iacute;zes escondendo-se atr&amp;aacute;s de m&amp;aacute;scaras ao comandar julgamentos&amp;nbsp; e proferir senten&amp;ccedil;as, temerosos de futuras repres&amp;aacute;lias dos criminosos. Ou aceitar o que ocorre hoje no M&amp;eacute;xico, onde a imprensa se cala diante da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos narcotraficantes que tanto mal imp&amp;otilde;em &amp;agrave; sociedade daquele pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os n&amp;uacute;meros divulgados pelo CNJ e a ANJ mostram que no Brasil a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o extrapolou, e muito, a normalidade. &amp;Eacute; preciso reagir, mostrar que a sociedade n&amp;atilde;o aceita a intimida&amp;ccedil;&amp;atilde;o a&amp;nbsp; quem tem papel t&amp;atilde;o essencial na democracia. Cabe ao Estado &amp;mdash; por meio do pr&amp;oacute;prio Poder Judici&amp;aacute;rio, do Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico e da Pol&amp;iacute;cia &amp;mdash; impedir que a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o fuja do controle.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;JUDITH BRITO &amp;eacute; presidente da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais (ANJ)&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt; - 6/9/2011</description><author>Opinião</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=X1YNjy6rYu3SXtJ0Ia1Lug==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 06 Sep 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=X1YNjy6rYu3SXtJ0Ia1Lug==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>´Ninguém vai bisbilhotar a imprensa´</title><description>&lt;p&gt;O ministro das Comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, Paulo Bernardo, disse n&amp;atilde;o ter visto nenhum problema na mo&amp;ccedil;&amp;atilde;o aprovada pelo 4.&amp;ordm; Congresso do PT, pregando a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da m&amp;iacute;dia. Mesmo assim, afirmou que as posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es do partido e do governo n&amp;atilde;o se confundem. Para Bernardo, a discuss&amp;atilde;o sobre o assunto est&amp;aacute; muito "apaixonada" e &amp;eacute; preciso esclarecer que nem o governo nem o PT querem controlar o conte&amp;uacute;do da imprensa. "Ningu&amp;eacute;m vai bisbilhotar a m&amp;iacute;dia", insistiu. "Agora, assim como a m&amp;iacute;dia pode criticar o PT, o PT pode criticar a m&amp;iacute;dia."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O governo ainda n&amp;atilde;o tem data para enviar o projeto de lei sobre o assunto ao Congresso, mas Bernardo j&amp;aacute; prev&amp;ecirc; mais pol&amp;ecirc;mica &amp;agrave; vista. "Vamos mandar a proposta para consulta p&amp;uacute;blica e deixar, entre aspas, o pau quebrar", disse o ministro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que o sr. achou da mo&amp;ccedil;&amp;atilde;o do PT que pede aos militantes do partido o engajamento na luta pela democratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o vi nada de extraordin&amp;aacute;rio na mo&amp;ccedil;&amp;atilde;o aprovada. Est&amp;aacute; dentro dos marcos democr&amp;aacute;ticos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica, o PT diz que o &amp;acute;jornalismo marrom&amp;acute; deve ser responsabilizado toda vez que falsear os fatos e difamar. Isso n&amp;atilde;o virou uma discuss&amp;atilde;o ideol&amp;oacute;gica?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A discuss&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica tem de ser encarada com naturalidade e o PT tem legitimidade para fazer os seus congressos. &amp;Eacute; importante separar a posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do partido da posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do governo. O PT tem suas posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e o governo tem um programa. A presidenta Dilma declarou com veem&amp;ecirc;ncia em seu primeiro discurso, logo que foi eleita, que era defensora da liberdade de express&amp;atilde;o. Ali&amp;aacute;s, a Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o veda qualquer tipo de censura e controle do conte&amp;uacute;do jornal&amp;iacute;stico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas ent&amp;atilde;o por que o PT parece querer revanche com a m&amp;iacute;dia?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Convenhamos que a resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do PT n&amp;atilde;o fala nada de controle da m&amp;iacute;dia. N&amp;atilde;o h&amp;aacute; ali nenhum tipo de atentado &amp;agrave; liberdade de express&amp;atilde;o jornal&amp;iacute;stica. O que h&amp;aacute; &amp;eacute; uma pol&amp;ecirc;mica com meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Assim como a m&amp;iacute;dia pode criticar o PT, o PT pode criticar a m&amp;iacute;dia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quais os principais pontos do projeto que estabelece o marco regulat&amp;oacute;rio da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ministro Franklin Martins (do governo Lula) coordenou a elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um anteprojeto que temos a preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de aperfei&amp;ccedil;oar. Havia anteriormente a op&amp;ccedil;&amp;atilde;o de duas ag&amp;ecirc;ncias setoriais: uma para as telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es e outra para fazer a regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, por exemplo, do conte&amp;uacute;do de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o nacional, conforme porcentuais estabelecidos em lei. Estamos achando dificuldade em separar as fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es. A tend&amp;ecirc;ncia, agora, &amp;eacute; que seja uma &amp;uacute;nica ag&amp;ecirc;ncia. Mas o projeto n&amp;atilde;o trata de jornal nem revista ou internet. Trata de TV e r&amp;aacute;dio. O marco regulat&amp;oacute;rio diz respeito &amp;agrave; comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o eletr&amp;ocirc;nica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas o objetivo &amp;eacute; controlar a programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De jeito nenhum. E n&amp;oacute;s somos contra. N&amp;oacute;s podemos colocar na lei que determinada programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode ser exibida em determinado hor&amp;aacute;rio - e j&amp;aacute; h&amp;aacute; uma classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o para isso. Ent&amp;atilde;o, essa ag&amp;ecirc;ncia deve fazer a aferi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es das empresas de veicular conte&amp;uacute;dos locais, n&amp;atilde;o fazer discrimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o racial nem atentar contra os direitos das crian&amp;ccedil;as e adolescentes. Ningu&amp;eacute;m vai bisbilhotar a m&amp;iacute;dia. Ningu&amp;eacute;m ir&amp;aacute; a uma emissora bisbilhotar o que vai sair no telejornal nem o coment&amp;aacute;rio que algu&amp;eacute;m far&amp;aacute; na r&amp;aacute;dio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;petistas, porque, vez por outra, era defendido por Lula, que sempre teve uma posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o amb&amp;iacute;gua sobre o tema. Em uma entrevista, durante seu governo, disse que s&amp;oacute; chegou &amp;agrave; Presid&amp;ecirc;ncia da Rep&amp;uacute;blica gra&amp;ccedil;as &amp;agrave; liberdade de imprensa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lula carregou essa ambiguidade durante os oito anos de seu mandato. Em agosto de 2004, ele prop&amp;ocirc;s ao Congresso um projeto de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Conselho Federal de Jornalismo (CFJ), com poderes para controlar a m&amp;iacute;dia. Dizia a proposta que o Conselho teria poderes para "orientar, disciplinar e fiscalizar" o exerc&amp;iacute;cio da profiss&amp;atilde;o e a atividade de jornalismo - at&amp;eacute; mesmo para punir jornalistas.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Pressionado fora e dentro do Congresso, Lula retirou a proposta. Vez por outra o PT tenta ressuscit&amp;aacute;-la, seja por interm&amp;eacute;dio do partido, seja por outros meios, como a Confer&amp;ecirc;ncia Nacional de Jornalismo (Confecon) realizada em 2009. Nessa confer&amp;ecirc;ncia, os delegados chegaram a aprovar uma proposta que criava um tribunal para julgar os meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Os projetos n&amp;atilde;o vingaram at&amp;eacute; agora. (Vera Rosa)&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 6/9/2011</description><author>Nacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=ZuJUZ0NyxpN1rbovMoe/RA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 06 Sep 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=ZuJUZ0NyxpN1rbovMoe/RA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Profissionais exigem combate à censura judicial e rejeitam controle do Estado</title><description>&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;A censura judicial aos meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como a que foi imposta ao Estado e j&amp;aacute; dura 754 dias, as amea&amp;ccedil;as &amp;agrave;s redes sociais na internet e todo tipo de veto &amp;agrave; livre express&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m de ser combatidos em nome da liberdade e da democracia. Essa foi a conclus&amp;atilde;o de palestrantes e debatedores da 6.&amp;ordf; Confer&amp;ecirc;ncia Legislativa sobre Liberdade de Imprensa, realizada ontem, na C&amp;acirc;mara dos Deputados. A promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi do Instituto Palavra Aberta.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Para o jornalista Eug&amp;ecirc;nio Bucci, especialista em liberdade de express&amp;atilde;o, "a democracia s&amp;oacute; existe quando, a favor dos cidad&amp;atilde;os, o Estado renuncia &amp;agrave; tenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de interferir sobre a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o tr&amp;acirc;nsito das opini&amp;otilde;es e das informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es". Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Bucci, contudo, o Brasil est&amp;aacute; longe dessa compreens&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;"Na nossa cultura pol&amp;iacute;tica a brutalidade do Estado se manifesta na falta de cerim&amp;ocirc;nia com que as autoridades atacam a imprensa. Essa mentalidade, al&amp;eacute;m do monop&amp;oacute;lio da for&amp;ccedil;a, pretende ter o monop&amp;oacute;lio da opini&amp;atilde;o", prosseguiu ele, logo depois de se referir ao soci&amp;oacute;logo e economista alem&amp;atilde;o Max Weber (1864-1920), na cl&amp;aacute;ssica passagem em que cita o l&amp;iacute;der bolchevique Le&amp;oacute;n Trotsky (1879-1940): "Todo Estado se funda na for&amp;ccedil;a".&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Essa voca&amp;ccedil;&amp;atilde;o autorit&amp;aacute;ria do Estado brasileiro, segundo Bucci, cria uma incorrig&amp;iacute;vel tenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o a querer tomar conta dos jornalistas. "Por isso, o tema da liberdade de express&amp;atilde;o e da liberdade de imprensa continua na ordem do dia em nosso pa&amp;iacute;s." Ele admitiu que houve avan&amp;ccedil;os, mas a mentalidade autorit&amp;aacute;ria persiste, manifestando-se a toda hora.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;O diretor de conte&amp;uacute;do do Grupo Estado, Ricardo Gandour, abordou de forma mais espec&amp;iacute;fica a censura ao jornal. "No in&amp;iacute;cio do processo (que impede o jornal de publicar informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre a Opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Boi Barrica), n&amp;oacute;s discutimos muito na Reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o se era mesmo censura pr&amp;eacute;via ou se est&amp;aacute;vamos ali chateando os leitores com uma quest&amp;atilde;o s&amp;oacute; nossa." Logo veio a conclus&amp;atilde;o de que se tratava de censura e essa forma de coer&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o poderia ser tolerada.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;"N&amp;atilde;o poder publicar algo n&amp;atilde;o tem outro nome a n&amp;atilde;o ser restri&amp;ccedil;&amp;atilde;o, morda&amp;ccedil;a - se &amp;eacute; que a palavra censura precisa de um certo complemento", resumiu Gandour. Ele afirmou que a sociedade precisa aprender a conviver entre liberdades e n&amp;atilde;o entre controles.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Gandour, a censura ao Estado levantou o antagonismo entre o juiz e o rep&amp;oacute;rter. O rep&amp;oacute;rter trabalha tentando antecipar a not&amp;iacute;cia na temperatura jornal&amp;iacute;stica; o juiz tem seu of&amp;iacute;cio e seu m&amp;eacute;todo a posteriori. "N&amp;atilde;o pode dizer: "Te pro&amp;iacute;bo, em nome da lei, de editar o que eu estou imaginando que voc&amp;ecirc; vai editar". &amp;Eacute; coer&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O &amp;uacute;nico porto seguro &amp;eacute; a liberdade plena."&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;A deputada Manuela D"&amp;Aacute;vila (PC do B-RS) disse que o Estado n&amp;atilde;o deve apenas renunciar &amp;agrave; sua condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de garantidor da liberdade de express&amp;atilde;o. Mas propiciar que essa liberdade exista.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;O jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de S.Paulo, criticou a falta de transpar&amp;ecirc;ncia sobre a publicidade do governo. "Jornais pequenos que dependem dessa publicidade jamais v&amp;atilde;o publicar not&amp;iacute;cias contr&amp;aacute;rias ao governo. &amp;Eacute; uma forma de censura." Para Ta&amp;iacute;s Gasparian, advogada da Folha de S. Paulo, a censura judicial &amp;eacute; muito pior do que a imposta durante o regime militar. Assustador, segundo ela, &amp;eacute; o poder pol&amp;iacute;tico que h&amp;aacute; por tr&amp;aacute;s da censura ao Estado.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 24/8/2011</description><author>Economia</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=pjmRcoAD/mujozIJ5fL24A==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Wed, 24 Aug 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=pjmRcoAD/mujozIJ5fL24A==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Cresce o número de jornalistas assassinados</title><description>&lt;p&gt;Balan&amp;ccedil;o divulgado ontem pela Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais (ANJ) mostra que o n&amp;uacute;mero de jornalistas assassinados no Brasil cresceu. Entre agosto de 2010 e julho de 2011, cinco profissionais foram mortos em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o do exerc&amp;iacute;cio profissional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O levantamento anterior, referente a um per&amp;iacute;odo de 24 meses &amp;mdash; agosto de 2008 a julho de 2010 &amp;mdash;, havia registrado um &amp;uacute;nico homic&amp;iacute;dio. O mais recente Relat&amp;oacute;rio de Liberdade de Imprensa da ANJ revela tamb&amp;eacute;m a ocorr&amp;ecirc;ncia de 12 casos de censura judicial &amp;mdash; decis&amp;otilde;es da Justi&amp;ccedil;a que impediram&amp;nbsp; ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de noticiar determinados assuntos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O n&amp;uacute;mero &amp;eacute; menor do que as 19 situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de censura apontadas no balan&amp;ccedil;o de 2008 a 2010. A diferen&amp;ccedil;a, por&amp;eacute;m, &amp;eacute; que os 12 casos divulgados ontem foram registrados ao longo de um ano, enquanto os 19 ocorreram no dobro do tempo, em dois anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A ANJ s&amp;oacute; contabiliza como assassinatos os casos em que a investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o policial ou do Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico encontrou fortes ind&amp;iacute;cios de conota&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o exerc&amp;iacute;cio da profiss&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os cinco mortos foram: Francisco&amp;nbsp; Gomes de Medeiros, conhecido como F. Gomes, de 48 anos, que trabalhava para a r&amp;aacute;dio Caic&amp;oacute; e era rep&amp;oacute;rter freelancer do jornal &amp;ldquo;Tribuna do Norte&amp;rdquo;, em Caic&amp;oacute; (RN); Jos&amp;eacute; Rubem Pontes de Souza, diretor-presidente do &amp;ldquo;Entre-Rios Jornal&amp;rdquo;, de Tr&amp;ecirc;s Rios (RJ); Luciano Pedrosa, radialista da R&amp;aacute;dio Metropolitana FM e apresentador do programa A&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Cidadania, na TV Vit&amp;oacute;ria, em Vit&amp;oacute;ria de Santo Ant&amp;atilde;o (PE); Val&amp;eacute;rio Nascimento, dono do jornal &amp;ldquo;Panorama Geral&amp;rdquo; e presidente da associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de moradores em Rio Claro (RJ); e o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Serra do Mel (RN), Edinaldo Filgueira, que havia fundado um jornal no munic&amp;iacute;pio e mantinha um blog. A liberdade de imprensa foi um dos temas debatidos ontem, na C&amp;acirc;mara, durante a 6a- Confer&amp;ecirc;ncia Legislativa sobre Liberdade de Express&amp;atilde;o. Acad&amp;ecirc;micos, parlamentares e jornalistas apontaram obst&amp;aacute;culos ao pleno exerc&amp;iacute;cio da liberdade de imprensa no Brasil, entre eles a censura judicial pr&amp;eacute;via. Foi citada tamb&amp;eacute;m a falta de transpar&amp;ecirc;ncia das autoridades em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos gastos com publicidade, a n&amp;atilde;o divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos sal&amp;aacute;rios dos servidores p&amp;uacute;blicos e a lista de pessoas recebidas em audi&amp;ecirc;ncias oficiais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o professor da Universidade de S&amp;atilde;o Paulo (USP) Eug&amp;ecirc;nio Bucci, h&amp;aacute; no pa&amp;iacute;s uma mentalidade autorit&amp;aacute;ria que d&amp;aacute; margem ao cerceamento da liberdade de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o que acaba protegendo desvios e corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;&amp;mdash; Faz parte do DNA da nossa cultura pol&amp;iacute;tica. Essa mentalidade preserva o patrimonialismo, o mandonismo, o clientelismo e as formas mais ancestrais de corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;mdash; disse Bucci, que foi presidente da Radiobras de 2003 a 2007. A confer ncia foi promovida&amp;nbsp; pelo Instituto Palavra Aberta, que re&amp;uacute;ne entidades como a ANJ, a Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Emissoras de R&amp;aacute;dio e Televis&amp;atilde;o (Abert) e a Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Editores de Revistas (Aner). Um dos temas abordados foi a internet. A secret&amp;aacute;ria- executiva da Secretaria de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Presid&amp;ecirc;ncia, Yole Mendon&amp;ccedil;a, disse que a liberdade de imprensa &amp;eacute; fundamental: &amp;mdash; &amp;Eacute; um tema muito caro ao governo federal, que o entende como um dos pilares da democracia plena. O diretor de Conte&amp;uacute;do do jornal &amp;ldquo;O Estado de S. Paulo&amp;rdquo;, Ricardo Gandour, criticou a censura judicial, fazendo refer&amp;ecirc;ncia &amp;agrave; proibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que j&amp;aacute; dura dois anos, de que o jornal publique not&amp;iacute;cias sobre a Opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Boi Barrica, da Pol&amp;iacute;cia Federal, que investigou o empres&amp;aacute;rio Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, Jos&amp;eacute; Sarney (PMDB-AP).&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt; - 24/8/2011</description><author>O País</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=4a76ToKGYmsItx4P92DWXw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Wed, 24 Aug 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=4a76ToKGYmsItx4P92DWXw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Murdoch e autorregulação</title><description>&lt;p&gt;O grande assunto jornal&amp;iacute;stico do ano, sem d&amp;uacute;vida, &amp;eacute; o esc&amp;acirc;ndalo que fez tremer as bases de um dos maiores imp&amp;eacute;rios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do planeta, a News International Corporation, de RupertMurdoch Comprovou-se, sem muita margem para d&amp;uacute;vidas, que, pelo menos na Gr&amp;atilde;-Bretanha, jornais do grupo valiam-se de m&amp;eacute;todos criminosos para obter alguns de seus furos jornal&amp;iacute;sticos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O epis&amp;oacute;dio, sensacional sob todos os aspectos, propiciou a inimigos da imprensa argumentos aparentemente s&amp;oacute;lidos para reivindicar e justificar mais controle do Estado sobre a atividade do jornalismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No entanto, a triste hist&amp;oacute;ria do News of the World, seman&amp;aacute;rio que pagou com a pr&amp;oacute;pria vida pelos erros cometidos por quem o dirigia, demonstra o contr&amp;aacute;rio: n&amp;atilde;o &amp;eacute; bom conferir ao Estado o poder de controlar a m&amp;iacute;dia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Estado n&amp;atilde;o &amp;eacute; um conceito abstrato apenas. Ele s&amp;oacute; existe por meio de pessoas que operam seus instrumentos, eleitas ou nomeadas para esse fim. O Estado s&amp;atilde;o pol&amp;iacute;ticos, legisladores, policiais, militares, funcion&amp;aacute;rios p&amp;uacute;blicos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No caso Murdoch, comprovou-se plenamente a teoria de que muitas dessas pessoas fizeram vistas grossas, aliaram-se, levaram vantagem pr&amp;oacute;pria a partir dos crimes cometidos por jornalistas e dirigentes da News Corporation.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tais crimes ficaram escondidos (e consequentemente impunes) por anos at&amp;eacute; que outro jornal, o Guardian, os investigasse e revelasse ao p&amp;uacute;blico. Foi o Guardian, n&amp;atilde;o o Estado brit&amp;acirc;nico, que desbaratou o esquema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;R&amp;aacute;pida e oportunisticamente, como &amp;eacute; costume, v&amp;aacute;rios pol&amp;iacute;ticos trataram de sugerir a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de leis para coagir a liberdade de imprensa a fim de impedir que fatos similares voltassem a ocorrer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas os aparelhos do Estado (pol&amp;iacute;cia, Parlamento, Executivo brit&amp;acirc;nicos) n&amp;atilde;o apenas nada fizeram para apurar os malfeitos do News of the World como muitos de seus agentes colaboraram para que eles ocorressem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foram os dois anos de trabalho do rep&amp;oacute;rter Nick Davies, do editor David Leigh e de seus colegas do Guardian que acabaram com o pacto de sil&amp;ecirc;ncio e coniv&amp;ecirc;ncia do Estado com o jornal de Murdoch.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Advers&amp;aacute;rios da imprensa livre afirmam, com raz&amp;atilde;o factual, que a Press Complaints Commis-sion (PCC), organismo de autorregula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da imprensa brit&amp;acirc;nica, tampouco fez nada de efetivo com rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos p&amp;eacute;ssimos procedimentos do News of the World, quando as primeiras suspeitas foram reveladas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; verdade. A PCC foi pregui&amp;ccedil;osa, ineficiente, indulgente em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao caso, mesmo depois que o Guardian come&amp;ccedil;ou a torn&amp;aacute;-lo p&amp;uacute;blico. No entanto, a conclus&amp;atilde;o a se tirar n&amp;atilde;o &amp;eacute; a de que se deve banir a autorregula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas sim que ela deve ser aprimorada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A PCC, institu&amp;iacute;da em 1991, financiada pelos ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e integrada por profissionais na ativa, se provou incompetente neste epis&amp;oacute;dio. Mas, h&amp;aacute; diversos exemplos de que no passado ela foi eficaz ao estabelecer limites e punir ou reparar abusos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A PCC precisa de mais recursos, mais poderes e mais independ&amp;ecirc;ncia para exercer bem as fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es para que foi criada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A rocambolesca hist&amp;oacute;ria do News of the World pode ser muito &amp;uacute;til para o Brasil, onde a autorregula&amp;ccedil;&amp;atilde;o mal engatinha e os partid&amp;aacute;rios do controle estatal da imprensa se assanham e conseguem pequenas vit&amp;oacute;rias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A bem-sucedida experi&amp;ecirc;ncia do Conar, que vem provando em mais de 30 anos de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o que a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pode prescindir da tutela estatal para ser respons&amp;aacute;vel e punir seus excessos, deveria servir de incentivo aos donos de ve&amp;iacute;culos jornal&amp;iacute;sticos excessivamente t&amp;iacute;midos para fazer algo similar em seu pr&amp;oacute;prio setor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais deu um primeiro e insuficiente passo em maio, ao adotar o Programa Permanente de Autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em que recomenda aos associados que sigam cinco caminhos de boas pr&amp;aacute;ticas: reconhecimento e publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de erros, canais de atendimento aos leitores, publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cartas e e-mails de leitores, f&amp;oacute;runs de an&amp;aacute;lise cr&amp;iacute;tica e processos de relacionamento com leitores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; bom, mas muito pouco, j&amp;aacute; que s&amp;atilde;o apenas recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es aos jornais que fazem parte da ANJ, sem obrigatoriedade de ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ainda que fossem compuls&amp;oacute;rios, esses caminhos ainda seriam pouco eficazes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os jornais precisam ousar mais na autorregula&amp;ccedil;&amp;atilde;o para n&amp;atilde;o se tornarem v&amp;iacute;timas eventuais do controle do Estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por CARLOS EDUARDO LINS DA SILVA,&amp;nbsp; Editor&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Meio &amp; Mensagem Online&lt;/em&gt; - 15/8/2011</description><author>Opinião</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=1KvnpUlhurrO95AIrPad/Q==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 15 Aug 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=1KvnpUlhurrO95AIrPad/Q==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>A censura se eterniza</title><description>&lt;p&gt;Uma quest&amp;atilde;o de princ&amp;iacute;pio e uma anomalia institucional aparentemente insan&amp;aacute;vel mant&amp;ecirc;m este jornal sob censura h&amp;aacute; dois anos. Em 31 de julho de 2009, o Estado foi proibido de publicar not&amp;iacute;cias baseadas nas investiga&amp;ccedil;&amp;otilde;es da Pol&amp;iacute;cia Federal sobre den&amp;uacute;ncias de il&amp;iacute;citos praticados pelo empres&amp;aacute;rio maranhense Fernando Sarney, o filho do ex-presidente da Rep&amp;uacute;blica Jos&amp;eacute; Sarney, que toca os neg&amp;oacute;cios do cl&amp;atilde;. As apura&amp;ccedil;&amp;otilde;es da opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o chamada Boi Barrica levaram ao indiciamento do empres&amp;aacute;rio por lavagem de dinheiro, tr&amp;aacute;fico de influ&amp;ecirc;ncia, forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de quadrilha e falsidade ideol&amp;oacute;gica. A decis&amp;atilde;o de amorda&amp;ccedil;ar o jornal foi tomada, a pedido do investigado, pelo desembargador D&amp;aacute;cio Vieira, do Tribunal de Justi&amp;ccedil;a do Distrito Federal (TJ-DF). Ex-consultor do Senado, ele &amp;eacute; amigo do presidente da Casa, Jos&amp;eacute; Sarney.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 18 de dezembro de 2009, o primog&amp;ecirc;nito do senador desistiu da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Se o Estado concordasse, ela seria arquivada. Mas isso n&amp;atilde;o impediria o empres&amp;aacute;rio de voltar &amp;agrave; carga, com outro pedido id&amp;ecirc;ntico de censura, se o jornal publicasse novas reportagens sobre o inqu&amp;eacute;rito, o que fatalmente faria, quanto mais n&amp;atilde;o fosse, com o material de que j&amp;aacute; dispunha. Havia ainda outro fator, mais importante, para a recusa: a quest&amp;atilde;o de princ&amp;iacute;pio mencionada na abertura deste editorial. Tratava-se - e continua a se tratar - do imperativo de obter da Justi&amp;ccedil;a um pronunciamento definitivo sobre a aberra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da censura pr&amp;eacute;via, que viola a Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ao atentar contra a liberdade de imprensa e o direito &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No seu artigo 220 a Carta sustenta que "a manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pensamento (consagrada no artigo 5.&amp;ordm;), a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a express&amp;atilde;o e a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sob qualquer forma, processo ou ve&amp;iacute;culo n&amp;atilde;o sofrer&amp;atilde;o qualquer restri&amp;ccedil;&amp;atilde;o" e pro&amp;iacute;be "toda e qualquer censura de natureza pol&amp;iacute;tica, ideol&amp;oacute;gica e art&amp;iacute;stica". A evidente inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos constituintes, passados apenas tr&amp;ecirc;s anos do fim da ditadura militar de 1964, era erguer as mais s&amp;oacute;lidas barreiras poss&amp;iacute;veis contra iniciativas liberticidas da parte dos poderosos de turno. Aos redatores da Carta decerto n&amp;atilde;o ocorreu que servidores p&amp;uacute;blicos togados da ordem democr&amp;aacute;tica brasileira poderiam, eles pr&amp;oacute;prios, travar o livre curso da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de interesse p&amp;uacute;blico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Era clamoroso o interesse p&amp;uacute;blico, no caso de uma grava&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Pol&amp;iacute;cia Federal, autorizada pela Justi&amp;ccedil;a e reproduzida por este jornal, em que o senador e Fernando Sarney acertam a nomea&amp;ccedil;&amp;atilde;o do namorado da filha dele para um cargo no Senado. &amp;Agrave; &amp;eacute;poca, por sinal, o Estado revelou a nomea&amp;ccedil;&amp;atilde;o de apaniguados na Casa mediante mais de 300 atos secretos. O esc&amp;acirc;ndalo derrubou o seu diretor-geral Agaciel Maia, apadrinhado de Sarney e, como ele, pessoa das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es do desembargador D&amp;aacute;cio Vieira - cuja imparcialidade n&amp;atilde;o viria a ser reconhecida por seus pr&amp;oacute;prios pares. O juiz entendeu, como pleiteava Fernando, que a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de elementos de um processo protegido pelo segredo de justi&amp;ccedil;a violava a privacidade e manchava a reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do acusado, protegidas pela Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; assim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em primeiro lugar, o direito &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o prevalece sobre o direito &amp;agrave; privacidade. Este preserva a vida particular dos cidad&amp;atilde;os, mas n&amp;atilde;o os atos eventualmente praticados em preju&amp;iacute;zo dos cofres p&amp;uacute;blicos. Esses, a sociedade tem o inviol&amp;aacute;vel direito de conhecer. A imprensa, de mais a mais, n&amp;atilde;o pode ser responsabilizada por quebra de sigilos de justi&amp;ccedil;a. Se os "donos" dos segredos os repassam a jornalistas, eles podem - ou melhor, devem - compartilh&amp;aacute;-los com o p&amp;uacute;blico. Se a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o se revelar falsa, o &amp;oacute;rg&amp;atilde;o de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o responder&amp;aacute; por isso. O que &amp;eacute; inadmiss&amp;iacute;vel &amp;eacute; o amorda&amp;ccedil;amento. "N&amp;atilde;o h&amp;aacute; no Brasil", diz o ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, "norma ou lei que chancele poder de censura &amp;agrave; magistratura".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E h&amp;aacute; a lentid&amp;atilde;o da Justi&amp;ccedil;a - a mencionada anomalia institucional. H&amp;aacute; 14 meses, para se ter ideia, se espera que um ministro do Superior Tribunal de Justi&amp;ccedil;a decida qual o foro adequado para o processo contra o Estado: a Justi&amp;ccedil;a do Maranh&amp;atilde;o ou inst&amp;acirc;ncia equivalente no Distrito Federal. E a Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; aviltada a cada edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste jornal sem not&amp;iacute;cias sobre o que levou o filho do presidente do Senado a se tornar um caso de pol&amp;iacute;cia.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 31/7/2011</description><author>Notas &amp; Informações</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=0sXu+Vn9cPVe8JxzTS+ZWw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Sun, 31 Jul 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=0sXu+Vn9cPVe8JxzTS+ZWw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Em dois anos, 17 casos de censura judicial no País</title><description>&lt;p&gt;Nos &amp;uacute;ltimos dois anos, desde que foi decretada a morda&amp;ccedil;a contra o Estado, houve no Brasil ao menos mais 17 casos de censura judicial a ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de acordo com dados da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais (ANJ), da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). Em sua maioria, a censura atinge jornais ou blogs de jornalistas na internet.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Embora em muitos casos as senten&amp;ccedil;as ou liminares respons&amp;aacute;veis pela morda&amp;ccedil;a tenham sido derrubadas em inst&amp;acirc;ncias superiores, os ve&amp;iacute;culos foram temporariamente proibidos de divulgar informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es ou tiveram sua circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o restringida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A decis&amp;atilde;o de maior alcance ocorreu em setembro de 2010, quando 84 ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Tocantins &amp;ndash; entre jornais, revistas, sites, emissoras de r&amp;aacute;dios e de TV &amp;ndash; foram proibidos de divulgar not&amp;iacute;cias sobre uma investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico envolvendo o ex-governador do Estado e ent&amp;atilde;o candidato &amp;agrave; reelei&amp;ccedil;&amp;atilde;o Carlos Gaguim (PMDB) em um suposto esquema de fraudes em licita&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Posteriormente, o pr&amp;oacute;prio Gaguim solicitou a suspens&amp;atilde;o da liminar. Em fevereiro de 2011, um of&amp;iacute;cio encaminhado pela Pol&amp;iacute;cia Federal ao Superior Tribunal de Justi&amp;ccedil;a (STJ) revelou que a censura pode ter sido comprada. O caso est&amp;aacute; sendo investigado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em S&amp;atilde;o Paulo, ao menos outros dois ve&amp;iacute;culos, al&amp;eacute;m do Estado, sofreram recentemente com a censura judicial. O Di&amp;aacute;rio do Grande ABC ficou proibido, entre fevereiro e dezembro de 2010, de divulgar informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre o suposto descarte, pela prefeitura de S&amp;atilde;o Bernardo do Campo, de carteiras escolares em bom estado de uso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No interior, o Di&amp;aacute;rio da Regi&amp;atilde;o, de S&amp;atilde;o Jos&amp;eacute; do Rio Preto, responde desde 2009 a seis processos que tentam impedir o jornal de veicular reportagens sobre supostas irregularidades na C&amp;acirc;mara de vereadores da cidade. Em junho deste ano, o rep&amp;oacute;rter do Di&amp;aacute;rio da Regi&amp;atilde;o, Alan de Abreu, foi indiciado pela Pol&amp;iacute;cia Federal, a pedido do Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico, por violar o segredo de Justi&amp;ccedil;a ao divulgar dados de escutas telef&amp;ocirc;nicas da Opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Tamburutaca, que investiga um suposto esquema de corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o para driblar leis trabalhistas com o pagamento de propina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outros casos. Em mar&amp;ccedil;o, a Bahia tamb&amp;eacute;m registrou um caso de censura judicial por suposta viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o de segredo de Justi&amp;ccedil;a por parte da r&amp;aacute;dio Lideran&amp;ccedil;a FM (de Jaguarari, a 409 km de Salvador). A emissora foi proibida de veicular not&amp;iacute;cias sobre o prefeito da cidade, Ant&amp;ocirc;nio Ferreira do Nascimento (PT), acusado de compra de votos. Diante da repercuss&amp;atilde;o negativa da decis&amp;atilde;o judicial, a Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Magistrados da Bahia (Amab) negou que a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o pudesse ser encarada como censura e afirmou que a morda&amp;ccedil;a visa garantir "o segredo de Justi&amp;ccedil;a" no caso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Estado com o maior n&amp;uacute;mero de decis&amp;otilde;es judiciais contra a imprensa, contudo, &amp;eacute; o Paran&amp;aacute;. Nos &amp;uacute;ltimos dois anos, ao menos dois blogs &amp;ndash; Prosa e Pol&amp;iacute;tica, de F&amp;aacute;bio Pannunzio, e Blog do Esmael, de Esmael Morais &amp;ndash; foram proibidos de veicular textos sobre pol&amp;iacute;ticos do Estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em setembro do ano passado, o ent&amp;atilde;o candidato ao governo paranaense, Beto Richa (PSDB), conseguiu que a Justi&amp;ccedil;a suspendesse a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tr&amp;ecirc;s pesquisas de inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de voto &amp;ndash; feitas por Datafolha, Ibope, e Vox Populi.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Embora a censura judicial represente um novo e forte obst&amp;aacute;culo ao exerc&amp;iacute;cio do jornalismo no Brasil, o levantamento do Estado indica que outros fatores tamb&amp;eacute;m amea&amp;ccedil;am a liberdade de imprensa no Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No per&amp;iacute;odo analisado, foram registrados ao menos 17 casos de viol&amp;ecirc;ncia f&amp;iacute;sica contra jornalistas e cinco processos que, embora n&amp;atilde;o pedissem a censura de ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, visavam coibir o trabalho dos rep&amp;oacute;rteres.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 31/7/2011</description><author>Especial Sob Censura</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=o68RIr5UYE2ggegArNiJRg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Sun, 31 Jul 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=o68RIr5UYE2ggegArNiJRg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>"O jornalismo não está ameaçado"</title><description>&lt;p&gt;Sete Perguntas para Devin Wenig&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;EM 2008, A CANADENSE THOMSON ADQUIRIU A INGLESA REUTERS NUMA TRANSA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O de 17 bilh&amp;otilde;es de d&amp;oacute;-I lares que deu origem &amp;agrave; maior ag&amp;ecirc;ncia de not&amp;iacute;cias do mundo. Executivo &amp;agrave; frente da nova empresa, o americano Devin Wenig diz n&amp;atilde;o temer a profus&amp;atilde;o de sites de not&amp;iacute;cias gratuitos. Para ele, os leitores v&amp;atilde;o continuar valorizando as empresas, com credibilidade, que produzem conte&amp;uacute;do.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1) Muitas empresas de m&amp;iacute;dia est&amp;atilde;o sofrendo em v&amp;aacute;rias partes do mundo, independentemente do desempenho da economia. Por qu&amp;ecirc;?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em v&amp;aacute;rios pa&amp;iacute;ses, as receitas de publicidade ca&amp;iacute;ram muito com a chegada da internet. Al&amp;eacute;m disso, muitas empresas cometeram erros graves, como abandonar seus modelos de cobran&amp;ccedil;a por informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es ou ignorar o que os leitores queriam em termos de multim&amp;iacute;dias e plataformas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2) O que ensinam as experi&amp;ecirc;ncias bem-sucedidas?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute; muito espa&amp;ccedil;o para quem compreendeu que o importante &amp;eacute; o conte&amp;uacute;do e que os debates em torno das m&amp;iacute;dias que ir&amp;atilde;o predominar s&amp;atilde;o secund&amp;aacute;rios. Para quem produz um bom conte&amp;uacute;do n&amp;atilde;o h&amp;aacute; amea&amp;ccedil;as. Se daqui a tr&amp;ecirc;s anos todas as pessoas passarem a ler o jornal ou a revista em seus tablets. qual &amp;eacute; a diferen&amp;ccedil;a? O setor de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o vive um bom momento. Um momento de oportunidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3) Quais s&amp;atilde;o as vantagens do Brasil nesse setor?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como ainda h&amp;aacute; poucos leitores, h&amp;aacute; muito espa&amp;ccedil;o para crescer. A economia chinesa avan&amp;ccedil;a mais rapidamente que a brasileira, mas l&amp;aacute; n&amp;atilde;o existe uma imprensa livre. Entre os emergentes, o Brasil oferece as melhores perspectivas &amp;agrave;s empresas de m&amp;iacute;dia. Nossa expectativa &amp;eacute; triplicar de tamanho aqui num prazo de tr&amp;ecirc;s anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;4) Como a crise afetou a Thomson Reuters, empresa focada no mercado financeiro?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Da crise emergiram coisas boas e ruins. Da parte negativa, o principal foi o impacto sobre a lucratividade, que ainda n&amp;atilde;o retornou aos n&amp;iacute;veis pr&amp;eacute;-crise. Por outro lado, a demanda por alguns servi&amp;ccedil;os que oferecemos, como gest&amp;atilde;o de risco e precifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nunca foi t&amp;atilde;o alta. Essa maior procura faz todo o sentido. Muitas dessas quest&amp;otilde;es estiveram no centro das causas da crise que estourou em 2008.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;5) O senhor considera os sites com informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es r&amp;aacute;pidas e gratuitas uma amea&amp;ccedil;a?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As pessoas precisam confiar na marca em que v&amp;atilde;o se informar. Se um investidor vai tomar uma decis&amp;atilde;o sobre onde aplicar seu dinheiro com base em uma not&amp;iacute;cia, certamente vai se certificar de que veio de um ve&amp;iacute;culo confi&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;6) O n&amp;uacute;mero de brasileiros que investem na bolsa de valores cresce rapidamente. Como as empresas de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o podem captar esse fen&amp;ocirc;meno?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O mercado de varejo &amp;eacute; uma oportunidade valiosa. H&amp;aacute; cerca de 600000 investidores de varejo no Brasil, o que &amp;eacute; pouco em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Como o mercado brasileiro j&amp;aacute; tem certo grau de sofistica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, esse n&amp;uacute;mero pode aumentar mais de 100 vezes nos pr&amp;oacute;ximos anos. Vamos nos beneficiar porque nossos clientes v&amp;atilde;o crescer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;7) D&amp;aacute; para ganhar dinheiro na internet?&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Cobramos por todos os servi&amp;ccedil;os que oferecemos. Em nenhum tipo de produto somos remunerados indiretamente. H&amp;aacute; empresas de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o em mercados maduros e tamb&amp;eacute;m nos pa&amp;iacute;ses emergentes que est&amp;atilde;o em d&amp;uacute;vida quanto a isso. N&amp;oacute;s j&amp;aacute; tomamos nossa decis&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Exame&lt;/em&gt; - 27/7/2011</description><author>Sete Perguntas</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=oiADk3vgQoD5obZUTIELhQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Wed, 27 Jul 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=oiADk3vgQoD5obZUTIELhQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>No Reino Unido, dona do "Daily Mail" decide não rever procedimentos</title><description>&lt;p&gt;A Daily Mail &amp;amp; General Trust (DMGT), companhia que publica os jornais brit&amp;acirc;nicos "Daily Mail" e "Mail on Sunday", informou que n&amp;atilde;o est&amp;aacute; considerando uma revis&amp;atilde;o dos procedimentos de reportagem em suas publica&amp;ccedil;&amp;otilde;es. A empresa disse acreditar que os investidores est&amp;atilde;o confort&amp;aacute;veis com sua postura sobre invas&amp;otilde;es de correio de voz na esteira do esc&amp;acirc;ndalo da News International.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"O conselho recebeu garantias de que nossos t&amp;iacute;tulos n&amp;atilde;o publicaram hist&amp;oacute;rias baseadas em mensagens acessadas ilegalmente. Com refer&amp;ecirc;ncia a uma investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o interna, n&amp;atilde;o acreditamos que exista necessidade de fazer isso agora", disse Martin Morgan, executivo-chefe da Daily Mail.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Trinity Mirror, que publica o "Daily Mirror", est&amp;aacute; iniciando uma revis&amp;atilde;o de seus procedimentos e controles editoriais, que v&amp;atilde;o durar seis semanas, e informou que a acusa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de James Hipwell, um ex-funcion&amp;aacute;rio, de que rep&amp;oacute;rteres do jornal teriam interceptado mensagens telef&amp;ocirc;nicas era "totalmente infundada".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dois acionistas da DMTG disseram ao "Financial Times" que, em face das alega&amp;ccedil;&amp;otilde;es de intercepta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de telefones pela m&amp;iacute;dia, o m&amp;iacute;nimo que eles esperavam da DMGT e da Trinity Mirror era uma revis&amp;atilde;o de suas pr&amp;aacute;ticas ou uma investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o interna.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"A Trinity iniciou uma revis&amp;atilde;o e a DMGT, n&amp;atilde;o. Por qu&amp;ecirc;?", questionou um analista da &amp;aacute;rea de m&amp;iacute;dia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Morgan, da DMGT, afirmou: "N&amp;atilde;o comentamos em detalhes as conversas que tivemos com investidores. Os investidores est&amp;atilde;o confort&amp;aacute;veis com a postura assumida pela DMGT".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A DMGT contratou advogados externos para auxiliar nos procedimentos do inqu&amp;eacute;rito conduzido por um juiz sobre os erros da imprensa e da pol&amp;iacute;cia e sobre quest&amp;otilde;es mais amplas relacionadas &amp;agrave; regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da imprensa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Morgan disse que a DMGT considerou o esc&amp;acirc;ndalo dos telefones como um "assunto de forte interesse" e reconheceu o "imperativo pol&amp;iacute;tico" de um amplo inqu&amp;eacute;rito pelo governo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele se recusou a dar detalhes adicionais sobre os planos do grupo para um tabloide dominical, frente ao fechamento do jornal "News of the World" pela News International.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em um comunicado sobre os resultados financeiros do terceiro trimestre, encerrado no dia dois de julho, a DMGT disse que a receita total de publicidade da Associated Newspapers, seu bra&amp;ccedil;o de jornais de circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o nacional, caiu 7% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao ano passado. O desempenho exclui aquisi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e varia&amp;ccedil;&amp;otilde;es cambiais. Nas tr&amp;ecirc;s semanas de julho, as receitas publicit&amp;aacute;rias ficaram 3% abaixo do resultado do mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado; em junho, a queda foi de 9%.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A receita de circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o caiu 3%, embora a DMGT tenha dito que o "Daily Mail" e o "Mail on Sunday" tenham melhorado sua participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mercado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o grupo como um todo, as receitas no terceiro trimestre chegaram a 495 milh&amp;otilde;es de libras, 2% acima do resultado do ano passado, depois de ajustes relativos a aquisi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, venda e fechamento de jornais.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Valor Econômico&lt;/em&gt; - 27/7/2011</description><author>Tecnologia &amp; Comunicação</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=Vrketkm9uOK6VQQblac6Og==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Wed, 27 Jul 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=Vrketkm9uOK6VQQblac6Og==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>A lei do cala a boca</title><description>&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Quando esteve no Brasil para participar do semin&amp;aacute;rio Liberdade de express&amp;atilde;o no ano passado, Emilio Palacio, editorialista do jornal equatoriano El Universo, lamentou a aus&amp;ecirc;ncia do venezuelano Guillermo Zuloaga, dono do canal Globovisi&amp;oacute;n. A Justi&amp;ccedil;a da Venezuela impedira Zuloaga de viajar por causa de processos a que ele respondia por ter feito cr&amp;iacute;ticas ao presidente Hugo Ch&amp;aacute;vez. &amp;ldquo;A imprensa livre da Am&amp;eacute;rica Latina corre s&amp;eacute;rio risco&amp;rdquo;, disse Palacio na ocasi&amp;atilde;o. &amp;ldquo;No Equador n&amp;atilde;o &amp;eacute; diferente. O presidente Rafael Correa tem recorrido a leis antigas de desacato &amp;agrave; autoridade e inj&amp;uacute;ria para processar jornalistas.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Na quarta-feira passada, o Judici&amp;aacute;rio do Equador tratou de provar que Palacio tinha toda a raz&amp;atilde;o em se preocupar. Ele e tr&amp;ecirc;s diretores do El Universo, os irm&amp;atilde;os Carlos, C&amp;eacute;sar e Nicol&amp;aacute;s P&amp;eacute;rez, foram condenados pelo juiz Juan Paredes a tr&amp;ecirc;s anos de pris&amp;atilde;o e a pagar US$ 40 milh&amp;otilde;es ao presidente Rafael Correa &amp;ndash; que no processo pedira US$ 80 milh&amp;otilde;es de indeniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O artigo de Palacio que provocou a f&amp;uacute;ria de Correa foi publicado em fevereiro. Criticava o presidente por sua atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o durante uma revolta policial em setembro de 2010 e condenava uma proposta de indulto aos rebeldes, dizendo que &amp;ldquo;anistia n&amp;atilde;o &amp;eacute; perd&amp;atilde;o, &amp;eacute; esquecimento jur&amp;iacute;dico&amp;rdquo;. No trecho mais duro, chamou Correa de &amp;ldquo;ditador, que dera ordem de abrir fogo, sem aviso pr&amp;eacute;vio, contra um hospital cheio de civis e gente inocente&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;A condena&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; o ato mais recente de uma guerra declarada entre Correa e a imprensa. Ele comemorou a decis&amp;atilde;o dizendo que ela significa o &amp;ldquo;melhor legado que poderia deixar para o Equador: demonstrar que os cidad&amp;atilde;os podem se defender diante dos abusos da imprensa&amp;rdquo;. Os donos do jornal afirmaram que a senten&amp;ccedil;a &amp;eacute; &amp;ldquo;um atropelo contra o princ&amp;iacute;pio universal da liberdade de express&amp;atilde;o&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;A condena&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos jornalistas do El Universo n&amp;atilde;o &amp;eacute; um problema exclusivo do Equador. O caso revela como persistem os riscos &amp;agrave; livre express&amp;atilde;o na Am&amp;eacute;rica Latina. A organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o Rep&amp;oacute;rteres Sem Fronteiras divulgou nota em que classifica a decis&amp;atilde;o como &amp;ldquo;intimida&amp;ccedil;&amp;atilde;o judicial&amp;rdquo;. A Sociedade Interamericana de Imprensa diz que a senten&amp;ccedil;a &amp;eacute; um golpe aos princ&amp;iacute;pios da liberdade de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O Instituto de Imprensa e Sociedade atacou frontalmente Correa classificando-o como &amp;ldquo;exemplo deplor&amp;aacute;vel de abuso e falta de toler&amp;acirc;ncia de um mandat&amp;aacute;rio&amp;rdquo;. O Instituto Internacional de Imprensa acerta em cheio quando diz que a senten&amp;ccedil;a &amp;eacute; um esc&amp;acirc;ndalo por ser desproporcional a qualquer delito.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;No dia seguinte &amp;agrave; senten&amp;ccedil;a, o El Universo saiu com o t&amp;iacute;tulo &amp;ldquo;Condenados&amp;rdquo; na primeira p&amp;aacute;gina, em preto e branco, em sinal de luto. Abaixo, uma frase da fil&amp;oacute;sofa americana Ayn Rand: &amp;ldquo;Quando voc&amp;ecirc; perceber que, para produzir, precisa obter a autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de quem n&amp;atilde;o produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia n&amp;atilde;o com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influ&amp;ecirc;ncia, mais que pelo trabalho, e que as leis n&amp;atilde;o nos protegem deles, mas, pelo contr&amp;aacute;rio, s&amp;atilde;o eles que est&amp;atilde;o protegidos de voc&amp;ecirc;; quando perceber que a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; recompensada e a honestidade se converte em autossacrif&amp;iacute;cio; ent&amp;atilde;o poder&amp;aacute; afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade est&amp;aacute; condenada&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Época&lt;/em&gt; - 25/7/2011</description><author>Imprensa</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=lK60TkdE+YDLprwHNZx+7g==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 25 Jul 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=lK60TkdE+YDLprwHNZx+7g==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Imprensa, crime e castigo</title><description>&lt;p&gt;O Grupo News Corporation, um dos maiores conglomerados de m&amp;iacute;dia do mundo, perdeu US$ 7 bilh&amp;otilde;es em valor de mercado com o esc&amp;acirc;ndalo dos grampos telef&amp;ocirc;nicos na Gr&amp;atilde;-Bretanha. E a derrocada se deu em quatro dias. Assustador? N&amp;atilde;o. &amp;Eacute; assim mesmo. No neg&amp;oacute;cio de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, setor extremamente sens&amp;iacute;vel, o principal ativo tem um nome bem preciso: credibilidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A confian&amp;ccedil;a numa marca editorial demora d&amp;eacute;cadas para ser edificada. Reclama &amp;eacute;tica, coer&amp;ecirc;ncia e muito trabalho. O jornal, como certeiramente relembra o jornalista Ruy Mesquita, "&amp;eacute; artesanato". Exige permanente controle de qualidade. Uma escorregada pode destruir uma bela saga.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o &amp;eacute; esse exatamente o caso das empresas de Rupert Murdoch, um empres&amp;aacute;rio marcado por um pragmatismo que n&amp;atilde;o combina com as ren&amp;uacute;ncias que a &amp;eacute;tica imp&amp;otilde;e aos que pretendem fazer algo mais do que simplesmente ganhar dinheiro. Claro que se deve monetizar o neg&amp;oacute;cio da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A independ&amp;ecirc;ncia, base da credibilidade, pressup&amp;otilde;e sa&amp;uacute;de financeira. Mas n&amp;atilde;o a qualquer pre&amp;ccedil;o. A ren&amp;uacute;ncia aos valores &amp;eacute;ticos, aparentemente lucrativa no curto prazo, &amp;eacute; um tiro na credibilidade e, consequentemente, um suic&amp;iacute;dio empresarial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os gigantes tombam. E Rupert Murdoch come&amp;ccedil;ou a descida para a terra das sombras que a vida reserva &amp;agrave;queles que negociam valores e princ&amp;iacute;pios. O News of the World, tabloide dominical do di&amp;aacute;rio The Sun, chegou ao fim dos seus 168 anos de exist&amp;ecirc;ncia como consequ&amp;ecirc;ncia do esc&amp;acirc;ndalo da viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sigilo de telefones celulares de pol&amp;iacute;ticos, celebridades, esportistas e at&amp;eacute; da fam&amp;iacute;lia real. O tabloide, com tiragem de cerca de 2,8 milh&amp;otilde;es de exemplares, deixou de circular. N&amp;atilde;o existe poder capaz de controlar os efeitos de uma grave crise &amp;eacute;tica. &amp;Eacute; crime e castigo. N&amp;atilde;o h&amp;aacute; possibilidade de absolvi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas n&amp;atilde;o apenas os grandes delitos derrubam jornais. Os pequenos descuidos, somados a certa leni&amp;ecirc;ncia corporativa, acabam minando o prest&amp;iacute;gio e comprometendo o sucesso. Autor do mais famoso livro sobre a hist&amp;oacute;ria de um &amp;iacute;cone do jornalismo mundial (O Reino e o Poder - Uma Hist&amp;oacute;ria do New York Times), Gay Talese p&amp;otilde;e o dedo em algumas chagas que amea&amp;ccedil;am a credibilidade da imprensa. Vale uma reflex&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"N&amp;atilde;o fazemos mat&amp;eacute;ria direito porque a reportagem se tornou muito t&amp;aacute;tica, confiando em e-mails, telefones, grava&amp;ccedil;&amp;otilde;es. N&amp;atilde;o &amp;eacute; cara a cara. Quando eu era rep&amp;oacute;rter, nunca usava o telefone. Queria ver o rosto das pessoas. N&amp;atilde;o se anda na rua, n&amp;atilde;o se pega o metr&amp;ocirc; ou um &amp;ocirc;nibus, um avi&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o se v&amp;ecirc;, cara a cara, a pessoa com quem se est&amp;aacute; conversando", pondera Talese. Hoje temos muita tecnologia e pouco jornalismo. &amp;Eacute; jornalismo sem rosto e sem alma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Jornalismo de qualidade pode se transformar numa express&amp;atilde;o contradit&amp;oacute;ria em si mesma. Boa parte do notici&amp;aacute;rio de pol&amp;iacute;tica, por exemplo, n&amp;atilde;o tem informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Est&amp;aacute; dominado pela fofoca e pelo espet&amp;aacute;culo. N&amp;atilde;o tem o menor interesse para os leitores. N&amp;atilde;o resolve nada, n&amp;atilde;o questiona nada, n&amp;atilde;o melhora a vida das pessoas. O desinteresse crescente dos leitores pelas p&amp;aacute;ginas de pol&amp;iacute;tica est&amp;aacute; em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o direta com o excesso de aspas, a falta de apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a crise da reportagem e a substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mat&amp;eacute;ria jornal&amp;iacute;stica por transcri&amp;ccedil;&amp;atilde;o rotineira de grava&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O uso de grampos como material jornal&amp;iacute;stico virou, infelizmente, ferramenta de trabalho. A velha e boa reportagem foi sendo substitu&amp;iacute;da por dossi&amp;ecirc;s. &amp;Eacute; preciso ter cuidado, muito cuidado, com a fonte que voluntariamente procura o rep&amp;oacute;rter. O grampeamento, al&amp;eacute;m disso, continua sendo um delito. Independentemente das tentativas de minimizar a gravidade da sua pr&amp;aacute;tica, continuo achando que o melhor fim n&amp;atilde;o justifica nenhum meio. De uns tempos para c&amp;aacute;, no entanto, o leitor passou a receber dossi&amp;ecirc;s que, frequentemente, n&amp;atilde;o se sustentam em p&amp;eacute;. Como chegam, v&amp;atilde;o embora. S&amp;atilde;o chuva de ver&amp;atilde;o. Curiosamente, quem os publica n&amp;atilde;o se sente obrigado a dar nenhuma satisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao leitor. Dossi&amp;ecirc; deveria ser ponto de partida, pauta. Entre n&amp;oacute;s, virou piloto autom&amp;aacute;tico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto esperamos os pr&amp;oacute;ximos dossi&amp;ecirc;s, na maioria das vezes encaminhados por fontes interessadas, tratamos de reproduzir declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre aspas, de repercutir frases vazias de pol&amp;iacute;ticos experientes na arte de manipular a imprensa. O jornalismo est&amp;aacute; virando show. Urge combater as manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es do jornalismo declarat&amp;oacute;rio e assumir, com clareza e didatismo, a agenda do cidad&amp;atilde;o. &amp;Eacute; preciso cobrir com qualidade as quest&amp;otilde;es que influenciam o dia a dia das pessoas. &amp;Eacute; importante fixar a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o da cobertura n&amp;atilde;o mais nos pol&amp;iacute;ticos e em suas estrat&amp;eacute;gias de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas nos problemas de que os cidad&amp;atilde;os est&amp;atilde;o reclamando.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rep&amp;oacute;rteres carentes de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o especializada e de documenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o apropriada acabam sendo instrumentalizados pela fonte. Sobram declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es levianas, mas falta apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o rigorosa. A incompet&amp;ecirc;ncia foge dos bancos de dados. Na falta da pergunta inteligente, a ditadura das aspas ocupa o lugar da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O jornalismo de registro, burocr&amp;aacute;tico e insosso, &amp;eacute; o resultado acabado de uma perversa patologia: o despreparo de rep&amp;oacute;rteres e a obsess&amp;atilde;o de editores com o fechamento. Quando editores n&amp;atilde;o formam os seus rep&amp;oacute;rteres, quando a qualidade &amp;eacute; expulsa pela ditadura do deadline, quando o planejamento &amp;eacute; uma abstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, quando as pautas n&amp;atilde;o nascem da vida real, quando n&amp;atilde;o se olha nos olhos dos entrevistados, est&amp;aacute; na hora de repensar todo o processo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A autocr&amp;iacute;tica interna deve, al&amp;eacute;m disso, ser acompanhada por um firme prop&amp;oacute;sito de transpar&amp;ecirc;ncia e de retifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos nossos equ&amp;iacute;vocos. Uma imprensa &amp;eacute;tica sabe reconhecer os seus enganos. Reconhecer o erro, limpa e abertamente, &amp;eacute; o pr&amp;eacute;-requisito da qualidade e, por isso, um dos alicerces da credibilidade.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;DOUTOR EM COMUNICA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O, &amp;Eacute; PROFESSOR DE &amp;Eacute;TICA E DIRETOR DO MASTER EM JORNALISMO&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 25/7/2011</description><author>Espaço Aberto</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=/PTnH+g+O/4+JkUHpFYrug==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 25 Jul 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=/PTnH+g+O/4+JkUHpFYrug==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>ANJ acusa governo equatoriano de autoritarismo</title><description>&lt;p&gt;A Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais (ANJ) criticou ontem a condena&amp;ccedil;&amp;atilde;o do jornal equatoriano El Universo, afirmando que a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de penas de pris&amp;atilde;o para delitos de opini&amp;atilde;o &amp;eacute; uma pr&amp;aacute;tica autorit&amp;aacute;ria. Segundo a entidade, as indeniza&amp;ccedil;&amp;otilde;es exigidas dos condenados e o desrespeito &amp;agrave; liberdade de express&amp;atilde;o por parte do presidente Rafael Correa indicam uma escalada no ataque &amp;agrave;s institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es democr&amp;aacute;ticas do Equador. "Essas circunst&amp;acirc;ncias evidenciam que, mais que punir supostos delitos, a medida visa intimidar os meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pa&amp;iacute;s por meio de uma senten&amp;ccedil;a incumpr&amp;iacute;vel, mas supostamente exemplar", afirma a nota da ANJ, lamentando que a pr&amp;aacute;tica esteja se alastrando pela Am&amp;eacute;rica Latina. A Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o lembra que esse tipo de pena foi condenada pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 23/7/2011</description><author>Internacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=ogZYWJC85IREyxuAOoZ8ig==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Sat, 23 Jul 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=ogZYWJC85IREyxuAOoZ8ig==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Armando Ruivo deixa o Grupo Estado</title><description>&lt;p&gt;O Grupo Estado comunicou nessa quinta-feira, 14, a sa&amp;iacute;da de Armando Ruivo da Diretoria de Planejamento e Marketing Publicit&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A &amp;aacute;rea passa a ser ocupada temporariamente por Elaine Dias, diretora de Pr&amp;eacute;-Vendas Comercial, reportando-se diretamente a F&amp;aacute;bio Costa, diretor de Mercado Anunciante. Costa passa a ser respons&amp;aacute;vel pela opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Cannes Lions Festival Internacional de Criatividade no Brasil e interlocutor do Estad&amp;atilde;o perante a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ADNews&lt;/em&gt; - 15/7/2011</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=bOqDz5iJ1XCrVyzKBgze8g==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Fri, 15 Jul 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=bOqDz5iJ1XCrVyzKBgze8g==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Cameron quer novas regras para a imprensa</title><description>&lt;p&gt;Acuado em boa parte da entrevista coletiva com que ontem tentou rebater as cr&amp;iacute;ticas sobre sua atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o no esc&amp;acirc;ndalo dos grampos telef&amp;ocirc;nicos do tabloide "News of the World", o premier David Cameron tomou a iniciativa ao anunciar o inqu&amp;eacute;rito que analisar&amp;aacute; a regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da m&amp;iacute;dia impressa no Reino Unido. Ainda que n&amp;atilde;o tenha sido o primeiro pol&amp;iacute;tico de alto escal&amp;atilde;o a questionar a efic&amp;aacute;cia do &amp;oacute;rg&amp;atilde;o atualmente respons&amp;aacute;vel pela fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a Comiss&amp;atilde;o de Queixas sobre a Imprensa (PCC), Cameron ontem pareceu ter martelado o &amp;uacute;ltimo prego no caix&amp;atilde;o da PCC:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;mdash; Precisamos de um novo sistema, pois a comiss&amp;atilde;o &amp;eacute; ineficaz e carece de rigor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para muita gente, a afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi a &amp;uacute;nica inquestion&amp;aacute;vel feita pelo premier ontem. Embora desde 1953 a m&amp;iacute;dia impressa brit&amp;acirc;nica seja autorregulada, a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da PCC, em 1991, foi uma tentativa de finalmente enquadrar jornais e revistas em torno de um c&amp;oacute;digo de &amp;eacute;tica que evitasse o festival de dribles que vinha ocorrendo desde a d&amp;eacute;cada de 80. A PCC &amp;eacute; aberta para den&amp;uacute;ncias tanto do p&amp;uacute;blico quanto de autoridades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas h&amp;aacute; quase dez anos tem sido alvo de cr&amp;iacute;ticas, vindas mesmo de alguns de seus integrantes. E em nada ajudou a passividade do &amp;oacute;rg&amp;atilde;o no caso dos grampos, quando o "News of the World" sequer foi advertido de forma mais veemente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;mdash; H&amp;aacute; problemas fundamentais, como o fato de que os ve&amp;iacute;culos n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o obrigados a se filiar. A comiss&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode fazer mais do que advertir a m&amp;iacute;dia impressa. Acima de tudo, por&amp;eacute;m, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; representantes do p&amp;uacute;blico na PCC &amp;mdash; afirma Martin Moore, diretor do Media Standards Trust, ONG que conta com v&amp;aacute;rios jornalistas como patronos e se especializou em pesquisas sobre sistemas de regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da m&amp;iacute;dia brit&amp;acirc;nica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Moore, no entanto, tamb&amp;eacute;m faz parte do grupo que se viu alertado pela rapidez com que pol&amp;iacute;ticos vieram a p&amp;uacute;blico defender mudan&amp;ccedil;as na regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o que d&amp;aacute; margem a poss&amp;iacute;veis pedidos de mais poder legal de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o no trabalho da imprensa &amp;mdash; uma discuss&amp;atilde;o que este ano ganhou destaque depois de diversas celebridades terem obtido na Justi&amp;ccedil;a liminares impedindo a publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de not&amp;iacute;cias sobre rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es extraconjugais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;mdash; As viola&amp;ccedil;&amp;otilde;es cometidas pelo "News of the World" s&amp;atilde;o graves, mas &amp;eacute; preocupante quando o primeiro-ministro parece us&amp;aacute;-las para atacar a imprensa de maneira geral &amp;mdash; afirma Paul Preston, comentarista de m&amp;iacute;dia do jornal "Observer".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Editor v&amp;ecirc; com desconfian&amp;ccedil;a proposta de mudan&amp;ccedil;a&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nenhum pol&amp;iacute;tico, por&amp;eacute;m, deixou de citar a tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o liberal brit&amp;acirc;nica at&amp;eacute; agora, o que sugere um poss&amp;iacute;vel lobby pelo enquadramento do jornalismo impresso no esquema vigente para a TV e o r&amp;aacute;dio, que s&amp;atilde;o regulamentados pela Ofcom, ag&amp;ecirc;ncia independente, ainda que receba verbas p&amp;uacute;blicas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;mdash; Nossas cr&amp;iacute;ticas &amp;agrave; PCC em nenhum momento s&amp;atilde;o dirigidas ao modelo de autorregula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que consideramos o mais adequado para a m&amp;iacute;dia impressa brit&amp;acirc;nica. Mas &amp;eacute; preciso estudar modelos mais amplos, pois hoje estamos falando tamb&amp;eacute;m de um cen&amp;aacute;rio em que a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conte&amp;uacute;do amador est&amp;aacute; disseminada &amp;mdash; analisa Moore.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um esquema parecido com o do Ofcom causa desconfian&amp;ccedil;a em Brendan O'Neill, editor da "Spiked", uma das mais famosas revistas online independentes brit&amp;acirc;nicas. Por mais que condene as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es do "News of the World", O'Neill rejeita o argumento da condena&amp;ccedil;&amp;atilde;o da escola do jornalismo de tabloide brit&amp;acirc;nico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;mdash;Tabloides, por vezes, podem publicar lixo, mas sempre &amp;eacute; prefer&amp;iacute;vel ter uma imprensa ruim livre que uma supostamente boa sob controle.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt; - 9/7/2011</description><author>O Mundo</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=xDp0kvDnsv292mYJvg+h8g==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Sat, 09 Jul 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=xDp0kvDnsv292mYJvg+h8g==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Dilma desiste de apoiar sigilo eterno de documentos</title><description>&lt;p&gt;O Planalto est&amp;aacute; disposto a aceitar o fim do sigilo eterno nos documentos ultrassecretos, como decidiu a C&amp;acirc;mara. A press&amp;atilde;o dos senadores e da opini&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica e as manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos ministros Antonio Patriota (Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Exteriores) e Nelson Jobim (Defesa) levaram a presidente Dilma Rousseff a decidir que n&amp;atilde;o far&amp;aacute; vetos ao que o Congresso decidir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;At&amp;eacute; a semana passada, Dilma e havia insistido na prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos pap&amp;eacute;is ultrassecretos. Ela disse publicamente que era a favor do acesso a todos os documentos, mas fora convencida pela Defesa e pelo Itamaraty sobre a necessidade de sigilo nos casos de amea&amp;ccedil;a &amp;agrave; soberania nacional e riscos &amp;agrave; diplomacia. Agora, a presidente muda de ideia mais uma vez.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os deputados aprovaram a lei determinando que os documentos ultrassecretos fiquem em sigilo por 25 anos, podendo esse prazo ser renovado por, no m&amp;aacute;ximo, mais 25 anos. Quando a proposta chegou ao Senado, seu presidente, Jos&amp;eacute; Sarney (PMDB-AP), e o senador Fernando Collor (PTB-AL) &amp;ndash; ambos ex-presidentes da Rep&amp;uacute;blica &amp;ndash; come&amp;ccedil;aram a negociar a retomada da vers&amp;atilde;o original, que d&amp;aacute; ao governo o poder de renovar essa prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o por tempo indeterminado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os l&amp;iacute;deres do Senado ouvidos ontem pelo Estado disseram que a maioria dos parlamentares prefere o projeto aprovado pela C&amp;acirc;mara. Al&amp;eacute;m disso, na noite de segunda-feira, em reuni&amp;atilde;o no Planalto, com Jobim e Patriota, os ministros disseram &amp;agrave; presidente que n&amp;atilde;o h&amp;aacute; em suas pastas arquivos e documentos que justifiquem "o sigilo eterno". Por conta da press&amp;atilde;o de Sarney e Collor, Dilma havia dado apoio ao "sigilo eterno".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diante dessas pondera&amp;ccedil;&amp;otilde;es, a ministra Ideli Salvatti (Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Institucionais) disse ontem qual &amp;eacute; posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do governo agora: "A presidente tem uma decis&amp;atilde;o que &amp;eacute; na linha de respeitar o que o Congresso votar. O projeto original foi enviado apenas ressalvando tr&amp;ecirc;s temas: fronteiras, soberania e rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es internacionais. A C&amp;acirc;mara permitiu uma &amp;uacute;nica renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Temos as declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Itamaraty de que n&amp;atilde;o tem problema (acabar com o sigilo eterno). Ent&amp;atilde;o o entendimento que eu estou tendo &amp;eacute; que haver&amp;aacute; respeito pelo que for aprovado pelo Congresso". A presidente, acrescentou a ministra, quer que a lei deixe claro que n&amp;atilde;o haver&amp;aacute; sigilo para os documentos que tratem de viola&amp;ccedil;&amp;otilde;es de direitos humanos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No Senado. O senador Walter Pinheiro (PT-BA) prev&amp;ecirc; que prevalecer&amp;aacute; a decis&amp;atilde;o do plen&amp;aacute;rio. "A presidente j&amp;aacute; disse que o problema &amp;eacute; do Senado, n&amp;atilde;o adianta fazer um cavalo de batalha."&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 22/6/2011</description><author>Política</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=RuGngnC5WPpXsE3lmHD1Mw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Wed, 22 Jun 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=RuGngnC5WPpXsE3lmHD1Mw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Autorregulamentação entra em cena</title><description>&lt;p&gt;Em agosto do ano passado, a presidente da ANJ (Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de jornais) ent&amp;atilde;o rec&amp;eacute;m-reeleita por mais um bi&amp;ecirc;nio, Judith Brito, diretora-superintendente do Grupo Folha, que edita o jornal Folha de S.Paulo, anunciou a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um Comit&amp;ecirc; de Autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A ideia, a princ&amp;iacute;pio, era seguir os passos bem-sucedidos do Conar (Conselho de Autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o Publicit&amp;aacute;ria). H&amp;aacute; cerca de duas semanas, em sua &amp;uacute;ltima Assembleia Geral Extraordin&amp;aacute;ria, em Bras&amp;iacute;lia, foi anunciado o resultado do trabalho de planejamento do modelo ideal de autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o para os jornais brasileiros, processo que durou cerca de nove meses e foi coordenado por Nelson Sirotsky, vice-presidente da ANJ, junto ao Comit&amp;ecirc; Editorial da entidade. No lugar da cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um comit&amp;ecirc; centralizado como o Conar, com um representante da sociedade civil, para julgar casos a ele submetidos - como chegou-se a cogitar em agosto do ano passado - o modelo eleito pela ANj &amp;eacute; descentralizado, ser&amp;aacute; implantado individualmente por cada jornal e ganhou o nome de "Programa Permanente de Autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de comit&amp;ecirc; centralizado gerou muita pol&amp;ecirc;mica j&amp;aacute; no Congresso da ANJ. "O Congresso foi um momento importante para avan&amp;ccedil;ar na ideia da autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e buscar um modelo poss&amp;iacute;vel. N&amp;atilde;o existe um modelo vitorioso no mundo, havia hip&amp;oacute;teses, como a de criar um comit&amp;ecirc;, que eu considerava poss&amp;iacute;vel com seus pr&amp;oacute;s e contras. Sa&amp;iacute;mos do congresso e partimos para a discuss&amp;atilde;o com o Comit&amp;ecirc; Editorial da ANJ. Ficou evidente que n&amp;atilde;o h&amp;aacute; f&amp;oacute;rmula m&amp;aacute;gica e um comit&amp;ecirc; centralizado acabaria se tornando um instrumento de tutela de n&amp;oacute;s mesmos, seria algo falso, n&amp;atilde;o e esse o esp&amp;iacute;rito que buscamos", explicou Sirotsky, presidente do grupo RBS.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O modelo escolhido deixa a cargo de cada jornal decidir como se autorregulamentar, seguindo alguns princ&amp;iacute;pios b&amp;aacute;sicos e diretrizes propostos pela ANJ. Todos ter&amp;atilde;o pelo menos 18 meses para apresentar seus modelos de autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; ANJ. Todos os 150 associados ter&amp;atilde;o de se pronunciar oficialmente e manter transparentes seus processos, tanto para a sociedade quanto para a ANJ.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"A AN j pretende publicar os programas de autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cada associado em seu site e se recebermos alguma demanda de leitor, por exemplo, encaminharemos a cada jornal a quest&amp;atilde;o", declarou Sirotsky.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dentro do Programa apresentado pela ANJ e inclu&amp;iacute;do em seus estatutos, est&amp;atilde;o sugeridos cinco caminhos de boas pr&amp;aacute;ticas para serem seguidos pelos associados da entidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;LIBERDADE&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sirotsky destacou a import&amp;acirc;ncia do movimento na dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o da autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o por parte da ANJ, como uma forma de reagir &amp;agrave; amea&amp;ccedil;a permanente - tanto da sociedade civil quanto dos poderes legislativo e judici&amp;aacute;rio - de atos que violam o princ&amp;iacute;pio da liberdade de imprensa. "Queremos nos sobrepor &amp;agrave;s amea&amp;ccedil;as. N&amp;atilde;o precisamos de leis e sim de processos e mecanismos descentralizados. Esta &amp;eacute; a l&amp;oacute;gica do programa de autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o", conclui Sirotsky.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O mercado aprovou o movimento dos jornais. Caio Barsotti, presidente do Cenp (Conselho Executivo de Normas-Padr&amp;atilde;o), considerou a decis&amp;atilde;o da ANJ um importante avan&amp;ccedil;o. "A decis&amp;atilde;o faz jus &amp;agrave; maturidade e responsabilidade dos dirigentes e profissionais de imprensa de nosso Pa&amp;iacute;s, cientes da import&amp;acirc;ncia de sua atividade para a sociedade, sem qualquer tipo de censura. Acompanha um hist&amp;oacute;rico de autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da atividade de conte&amp;uacute;do coirm&amp;atilde;, a publicidade, cujo C&amp;oacute;digo Nacional de Autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o Conar existem h&amp;aacute; mais de 30 anos, assim como as Normas-Padr&amp;atilde;o e o Cenp tamb&amp;eacute;m o fizeram h&amp;aacute; mais de 10 anos", disse.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Luiz Lara, presidente da Abap (Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Ag&amp;ecirc;ncias de Publicidade), tamb&amp;eacute;m elogiou a iniciativa, lembrando que o Conar, criado h&amp;aacute; 31 anos com participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sociedade civil, &amp;eacute; um bom exemplo na defesa da publicidade &amp;eacute;tica&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;e respons&amp;aacute;vel, coibindo abusos. Para ele, a autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos jornais &amp;eacute; uma iniciativa bem-vinda em respeito aos leitores, visando preservar a liberdade de imprensa. "A Abap defende a liberdade de express&amp;atilde;o como um valor conquistado pela sociedade democr&amp;aacute;tica. E n&amp;atilde;o nos cabe comentar sobre o cor te&amp;uacute;do dos ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. N&amp;oacute;s defendemos a liberdade de express&amp;atilde;o comercial porque entendemos que nossa miss&amp;atilde;o &amp;eacute; emularmos ag&amp;ecirc;ncias e anunciantes para constru&amp;iacute;rem marcas e trazermos os recursos publicit&amp;aacute;rios que garantam a isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a independ&amp;ecirc;ncia e a qualidade de conte&amp;uacute;do dos ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mas vemos sempre a autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o como urna conquista da sociedade que cria seus pr&amp;oacute;prios mecanismos e institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es democr&amp;aacute;ticas em respeito aos cidad&amp;atilde;os, evitando a tutela do Estado", argumentou.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Propmark&lt;/em&gt; - 6/6/2011</description><author>Mercado</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=Q4y4On5iJM4fnGvmCMhI8Q==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 06 Jun 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=Q4y4On5iJM4fnGvmCMhI8Q==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Entidades consideram projeto da Lei da Mordaça inconstitucional</title><description>&lt;p&gt;A rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o, entre entidades da m&amp;iacute;dia e dos meios jur&amp;iacute;dicos, foi un&amp;acirc;nime: todos consideram o texto aprovado pela CCJ da C&amp;acirc;mara n&amp;atilde;o s&amp;oacute; inconstitucional como fora de lugar. "O texto &amp;eacute; flagrantemente inconstitucional", resume o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"&amp;Eacute; uma iniciativa que bate contra a liberdade de imprensa e presumo que o plen&amp;aacute;rio da C&amp;acirc;mara n&amp;atilde;o vai aprov&amp;aacute;-la", acrescenta Manual Alceu Affonso Ferreira, advogado do Estado. "O projeto se reporta a um texto legal que trata do funcionalismo p&amp;uacute;blico e, portanto, n&amp;atilde;o tem como ser aplicado &amp;agrave; imprensa", adverte, ainda, Ricardo Pedreira, presidente da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional dos Jornais (ANJ).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"A penaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o se limita ao servidor p&amp;uacute;blico que vaza a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como j&amp;aacute; est&amp;aacute; previsto. N&amp;atilde;o vemos nenhuma modifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o no estado de fato atual. Pelo bem da democracia, os que querem fazer censura n&amp;atilde;o sabem escrever. Suas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es, portanto, s&amp;atilde;o ineficazes", conclui Emanuel Soares Carneiro, da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Empresas de R&amp;aacute;dio e TV.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para Manuel Alceu, aparentemente veio &amp;agrave; tona, na comiss&amp;atilde;o, "um certo esp&amp;iacute;rito de corpo que levou ao aceleramento desse projeto, quem sabe com a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de atingir o jornal". Mas, avalia, "&amp;eacute; uma legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o que est&amp;aacute; sendo criada depois".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tanto a ANJ quanto a OAB e a Abert destacaram, em suas rea&amp;ccedil;&amp;otilde;es, as defici&amp;ecirc;ncias legais do texto aprovado. Primeiro, o projeto "viola diretamente o art. 220, par&amp;aacute;grafo 1&amp;ordm;, da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em combina&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o art. 5&amp;ordm;" - pois, ao tipificar como crime a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a conduta de quem divulga essas not&amp;iacute;cias, "estabelece, de forma indireta, a censura". Cavalcante, da OAB, ressalta que o Supremo Tribunal Federal, por meio da ADPF 130, deixou claro que o direito &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;agrave; express&amp;atilde;o e ao pensamento se sobrep&amp;otilde;e aos direitos &amp;agrave; intimidade, &amp;agrave; vida privada e &amp;agrave; honra dentro de uma pondera&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos princ&amp;iacute;pios constitucionais. E acrescenta: "J&amp;aacute; existe penaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;queles que divulgarem algo que atinja a honra e a intimidade das outras pessoas."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ANJ e Abert detalham a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o jur&amp;iacute;dica do projeto: a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o aprovada se refere a um artigo do Cap&amp;iacute;tulo I do decreto 2.848, que &amp;eacute; de 1940. Ele trata de "crimes praticados por funcion&amp;aacute;rio p&amp;uacute;blico contra a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o em geral". Sendo assim, como diz Pedreira, "se a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o era penalizar o exerc&amp;iacute;cio da profiss&amp;atilde;o de jornalista, n&amp;atilde;o foi bem sucedida".&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 2/6/2011</description><author>Nacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=R5NBmKboYq+0yNiNvRRwCQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Thu, 02 Jun 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=R5NBmKboYq+0yNiNvRRwCQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Jornalista não é inimigo, defende presidente do STF</title><description>&lt;p&gt;O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, abriu nesta sexta-feira, 27, o F&amp;oacute;rum Internacional Liberdade de Imprensa e Poder Judici&amp;aacute;rio dizendo que a imprensa &amp;eacute; um dos pilares do Estado Democr&amp;aacute;tico de Direito e que "jornalista n&amp;atilde;o &amp;eacute; inimigo".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Ao lado de outros institutos, como elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es livres, a independ&amp;ecirc;ncia do Judici&amp;aacute;rio, o imp&amp;eacute;rio da lei e a separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Poderes, a imprensa &amp;eacute; um dos pilares do Estado Democr&amp;aacute;tico de Direito", afirmou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Reunidos durante toda a sexta-feira na sede do STF, em Bras&amp;iacute;lia, ministros, juristas e jornalistas debateram assuntos de interesses da liberdade de express&amp;atilde;o, como a necessidade ou n&amp;atilde;o de uma nova Lei de Imprensa, e decis&amp;otilde;es judiciais que ainda hoje imp&amp;otilde;em restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;agrave; comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A censura ao jornal O Estado de S.Paulo foi citada por palestrantes brasileiros e estrangeiros que participaram do evento. Em julho de 2009, o jornal foi proibido por um desembargador do Distrito Federal de divulgar informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre uma investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o envolvendo a fam&amp;iacute;lia do presidente do Senado, Jos&amp;eacute; Sarney (PMDB-AP).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"A censura judicial que (o jornal) sofre h&amp;aacute; quase dois anos representa, sem d&amp;uacute;vida, uma mancha negra da imprensa na hist&amp;oacute;ria do Brasil", disse o diretor executivo da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Julio Mu&amp;ntilde;oz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cezar Peluso n&amp;atilde;o quis falar especificamente sobre o caso do Estad&amp;atilde;o, alegando que pode ter de julg&amp;aacute;-lo no Supremo, mas reconheceu que existem problemas que, na opini&amp;atilde;o dele, s&amp;atilde;o marginais. "A liberdade de imprensa jamais contou com tantas garantias legais e constitucionais. Problemas pontuais - por mais graves que sejam sob certo aspecto - n&amp;atilde;o devem obscurecer esse fato inquestion&amp;aacute;vel", afirmou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O vice-presidente do STF, Carlos Ayres Britto, disse que h&amp;aacute; decis&amp;otilde;es judiciais contr&amp;aacute;rias ao exerc&amp;iacute;cio livre da atividade do jornalista. "Hoje, o inimigo da liberdade de imprensa &amp;eacute; um pequeno setor do Poder Judici&amp;aacute;rio", afirmou. "A liberdade de imprensa n&amp;atilde;o &amp;eacute; dos jornais nem dos jornalistas. &amp;Eacute; de todos os cidad&amp;atilde;os", disse a presidente da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais (ANJ), Judith Brito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Advogado do grupo Estado, Manuel Alceu Affonso Ferreira lembrou que o jornal est&amp;aacute; sob censura h&amp;aacute; quase dois anos e que tentou derrub&amp;aacute;-la sem sucesso v&amp;aacute;rias vezes, inclusive no plen&amp;aacute;rio do Supremo baseando-se justamente na decis&amp;atilde;o do tribunal que derrubou a Lei de Imprensa. No entanto, a reclama&amp;ccedil;&amp;atilde;o do jornal foi rejeitada pela maioria dos ministros do STF. Para o advogado, uma lei democr&amp;aacute;tica deveria ser editada para regulamentar alguns pontos, como o direito de resposta e de acesso a informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. "Quero uma lei que garanta aos jornais a origem da s&amp;uacute;bita evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o patrimonial de ministros de Estado", disse.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Autor da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o que resultou na derrubada da Lei de Imprensa, o deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ) defendeu a necessidade de edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma s&amp;uacute;mula pelo Supremo para descriminalizar a atividade do jornalista que noticia fatos relacionados &amp;agrave; atividade de autoridades. Muitas vezes esses jornalistas s&amp;atilde;o processados por autoridades que alegam ter sido difamadas e injuriadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Eu quero lhes dizer que tem de haver uma luta internacional pelo fim da criminaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da inj&amp;uacute;ria. N&amp;atilde;o pode ser conduta pun&amp;iacute;vel, quando praticada por jornalista. Existe essa separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de outras atividades, como a atividade jornal&amp;iacute;stica. H&amp;aacute; uma diferen&amp;ccedil;a especialmente quando se trata da cobertura de personalidades p&amp;uacute;blicas", afirmou.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 28/5/2011</description><author>Nacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=TLTfS4Fj5VYRB0zfygQqLA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Sat, 28 May 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=TLTfS4Fj5VYRB0zfygQqLA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Ministros do Supremo, jornalistas e advogados defendem liberdade de imprensa em evento da ANJ</title><description>&lt;p&gt;Advogados, jornalistas e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) defenderam nesta sexta-feira a liberdade de imprensa e criticaram a&amp;ccedil;&amp;otilde;es de governantes da Am&amp;eacute;rica Latina que perseguem ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como ocorreu na Argentina. O jornal argentino "Clar&amp;iacute;n", que recebeu o pr&amp;ecirc;mio ANJ deste ano, foi alvo de censura e persegui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado em seu pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;.- O "Clar&amp;iacute;n" simboliza os problemas que a imprensa da Argentina vem enfrentando para exercer da melhor forma poss&amp;iacute;vel sua miss&amp;atilde;o de fazer um jornalismo independente, de qualidade, sem submiss&amp;atilde;o aos governos - disse a presidente da ANJ, Judith Brito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O semin&amp;aacute;rio "F&amp;oacute;rum Internacional de Liberdade de Imprensa e Poder Judici&amp;aacute;rio", no STF, foi organizado pela Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais (ANJ) e pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). O presidente do STF, Cezar Peluso, que participou do evento, afirmou que a revoga&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Lei de Imprensa, em abril de 2009, foi uma demonstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que o tribunal &amp;eacute; incans&amp;aacute;vel defensor dos valores democr&amp;aacute;ticos. Mas, para Peluso, o Poder Judici&amp;aacute;rio ainda &amp;eacute; o menos conhecido dos Poderes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Os jornalistas t&amp;ecirc;m muito que aprender sobre os ju&amp;iacute;zes. E os ju&amp;iacute;zes t&amp;ecirc;m muito que aprender sobre o jornalismo. O Judici&amp;aacute;rio &amp;eacute; o menos conhecido dos tr&amp;ecirc;s Poderes. A popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; desinformada sobre o trabalho dos magistrados - disse Cezar Peluso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m da extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Lei de Imprensa, o semin&amp;aacute;rio discutiu o direito de resposta e casos julgados na Corte Interamericana de Direitos Humanos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os participantes do f&amp;oacute;rum defenderam a necessidade de se aprovar uma lei de acesso a documentos p&amp;uacute;blicos. Uma proposta do Executivo sobre o tema tramita no Senado e aguarda parecer do senador Fernando Collor (PTB-AL). O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), autor da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o que derrubou a velha Lei de Imprensa, &amp;eacute; a favor da Lei do Acesso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- &amp;Eacute; fundamental para o pa&amp;iacute;s a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessa lei. A popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o tem o direito a ter acesso a esses documentos. E tamb&amp;eacute;m a que autoridades p&amp;uacute;blicas deem entrevistas coletivas, que permitem o contradit&amp;oacute;rio - disse Miro Teixeira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O jurista Manuel Alceu Ferreira, que advoga para jornalistas, defendeu a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma nova Lei de Imprensa. Para o advogado, h&amp;aacute; excelentes projetos sobre o tema no Congresso Nacional, mas que "dormitam" nos escaninhos da C&amp;acirc;mara e do Senado. Para o advogado, a lei precisa ser ampla.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Uma lei que garanta acesso a documentos e a gabinetes de governantes, que as autoridades n&amp;atilde;o entreguem documentos apenas a rep&amp;oacute;rteres simp&amp;aacute;ticos e que se permita averiguar a origem s&amp;uacute;bita da evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o patrimonial de ministro - disse Manuel Alceu, numa refer&amp;ecirc;ncia ao caso que envolve Antonio Palocci, da Casa Civil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A ministra Ellen Gracie, do STF, afirmou que h&amp;aacute; uma tend&amp;ecirc;ncia do Congresso Nacional de criar uma nova lei:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- No Brasil, gostamos de legislar. Mas que seja uma lei democrata, n&amp;atilde;o como a do per&amp;iacute;odo autorit&amp;aacute;rio. Mais que garantir a liberdade de imprensa, &amp;eacute; preciso que seja estimulada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O jornalista Paulo Sotero, diretor do Brazil Institute, que participou do painel sobre direito de resposta, apresentou um dec&amp;aacute;logo do bom jornalista: "N&amp;atilde;o fa&amp;ccedil;a nada que voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o possa defender" e "Cubra, escreva e apresente cada fato ou evento com o cuidado que voc&amp;ecirc; gostaria de ver em reportagens a seu respeito" eram dois desses conselhos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m estavam presentes Nelson Sirotsky, do grupo RBS; Paulo Tonet, da dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o da ANJ; Jo&amp;atilde;o Roberto Marinho, vice-presidente das Organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es Globo; entre outros.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt; - 27/5/2011</description><author>Online</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=g2rGDi0sV9q+6qa5L37OcA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Fri, 27 May 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=g2rGDi0sV9q+6qa5L37OcA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Clarín será premiado por defender liberdade</title><description>&lt;p&gt;A Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais (ANJ) entregar&amp;aacute; no dia 27 o Pr&amp;ecirc;mio ANJ de Liberdade de Imprensa de 2011 ao jornal Clar&amp;iacute;n. A publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o argentina foi escolhida por simbolizar os problemas que os meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Argentina t&amp;ecirc;m sofrido para exercer um jornalismo independente, diante de press&amp;otilde;es do governo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Entendemos que alguns jornais argentinos, n&amp;atilde;o s&amp;oacute; o Clar&amp;iacute;n, t&amp;ecirc;m sofrido press&amp;otilde;es do governo argentino", explica o diretor executivo da ANJ, Ricardo Pedreira. Segundo ele, outros &amp;oacute;rg&amp;atilde;os de imprensa, como o La Naci&amp;oacute;n, foram prejudicados. "Mas o Clar&amp;iacute;n tem um hist&amp;oacute;rico contencioso maior. Por isso est&amp;aacute; sendo premiado como uma esp&amp;eacute;cie de s&amp;iacute;mbolo."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O pr&amp;ecirc;mio de 2011 ser&amp;aacute; entregue ao Clar&amp;iacute;n na abertura do F&amp;oacute;rum Internacional Liberdade de Imprensa e Poder Judici&amp;aacute;rio, que a ANJ e a SIP realizar&amp;atilde;o com o Supremo Tribunal Federal, na sede do STF em Bras&amp;iacute;lia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Institu&amp;iacute;da em 2008 com o objetivo de homenagear pessoas ou institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es que tenham se destacado na promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou defesa da liberdade de imprensa, a premia&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; foi concedida ao ministro Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal; ao deputado Miro Teixeira; e &amp;agrave; Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 18/5/2011</description><author>Internacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=fOAxWkFOs9DuuRTw0leqEA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Wed, 18 May 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=fOAxWkFOs9DuuRTw0leqEA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>SIP condena ataques à mídia na Argentina</title><description>&lt;p&gt;A miss&amp;atilde;o da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) concluiu ontem sua visita &amp;agrave; capital argentina com um alerta sobre o estado da liberdade de imprensa no pa&amp;iacute;s. No comunicado, a entidade que re&amp;uacute;ne 1.300 empresas de m&amp;iacute;dia de todo o continente afirmou que confirma sua "preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es e omiss&amp;otilde;es do Estado argentino, que afetam o exerc&amp;iacute;cio da liberdade de express&amp;atilde;o no pa&amp;iacute;s, por meio de uma estrat&amp;eacute;gia oficial de controle da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo Gonzalo Marroqu&amp;iacute;n, presidente da SIP, as evidencias coletadas durante a visita &amp;agrave; Argentina confirmam a suspeita de que a liberdade de imprensa est&amp;aacute; "em deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o" no pa&amp;iacute;s. A miss&amp;atilde;o indicou que foi informada por pol&amp;iacute;ticos, l&amp;iacute;deres sociais e jornalistas sobre a exist&amp;ecirc;ncia de uma legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o que afeta a imprensa e se intromete em conte&amp;uacute;do dos meios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A SIP tamb&amp;eacute;m expressou preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo projeto do governo de aprovar uma lei que pretende determinar o "interesse p&amp;uacute;blico" da fabrica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, comercializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de papel para os jornais. L&amp;iacute;deres da oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e empresas jornal&amp;iacute;sticas temem que a Casa Rosada tente controlar a &amp;uacute;nica f&amp;aacute;brica de papel de jornal do pa&amp;iacute;s, a Papel Prensa.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;A miss&amp;atilde;o detectou o uso indevido de recursos p&amp;uacute;blicos para castigar ou premiar meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e jornalistas por meio de verbas ou favores. Al&amp;eacute;m disso, a SIP recebeu den&amp;uacute;ncias de hostilidades e intimida&amp;ccedil;&amp;atilde;o realizadas pelo governo contra jornalistas. A miss&amp;atilde;o teve reuni&amp;otilde;es com pol&amp;iacute;ticos da oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es jornal&amp;iacute;sticas em Buenos Aires. Mas, apesar dos pedidos formulados por Marroqu&amp;iacute;n, a presidente Cristina Kirchner n&amp;atilde;o aceitou se reunir com a entidade.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 6/5/2011</description><author>Internacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=oDvIlnPATOgKwZNVoiDAJQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Fri, 06 May 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=oDvIlnPATOgKwZNVoiDAJQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Censura ainda é ameaça ao jornalismo no Brasil</title><description>&lt;p&gt;O caso da censura imposta ao Estado pelo Judici&amp;aacute;rio "&amp;eacute; emblem&amp;aacute;tico de como &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil, atualmente, fazer jornalismo investigativo no Pa&amp;iacute;s". E isso "&amp;eacute; uma pena", porque o Brasil vive "um cen&amp;aacute;rio de amplas liberdades como h&amp;aacute; muito n&amp;atilde;o se via". A avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; do diretor de Desenvolvimento Editorial do Estado, Roberto Gazzi, que participou nesta ter&amp;ccedil;a-feira, 3, do F&amp;oacute;rum Democracia e Liberdade, promovido pelo Instituto Millenium em S&amp;atilde;o Paulo para marcar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi dada durante debate sobre Jornalismo Investigativo e Democracia, em mesa na qual estavam o jornalista Eug&amp;ecirc;nio Bucci e Cl&amp;aacute;udio Weber Abramo, da ONG Transpar&amp;ecirc;ncia Brasil. Em discuss&amp;atilde;o, os desafios que enfrentam os jornais, tendo de custear a busca de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e enfrentar press&amp;otilde;es de setores contr&amp;aacute;rios &amp;agrave;s investiga&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Abramo e Bucci fizeram depoimentos pouco otimistas. O primeiro destacou que "cerca de 80%" dos 820 jornais di&amp;aacute;rios brasileiros s&amp;atilde;o de cidades pequenas e dependem de dinheiro p&amp;uacute;blico. "Essa imprensa est&amp;aacute; nas m&amp;atilde;os dos caciques em cada regi&amp;atilde;o", citando como exemplos "Sarney, Collor, Jader Barbalho, Alves ou Maia, Tasso".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bucci citou a morte de Osama Bin Laden para questionar a transpar&amp;ecirc;ncia das informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es: "Como saber em que condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es aquilo realmente ocorreu?". E cobrou transpar&amp;ecirc;ncia das pr&amp;oacute;prias empresas, principalmente a respeito de suas fontes de receita, j&amp;aacute; que, ressaltou, parte da publicidade &amp;eacute; paga por estatais. "Como falar em jornalismo investigativo nessa condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o?"&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 4/5/2011</description><author>Nacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=gfwiynz0EjTEhc6e1FIXgw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Wed, 04 May 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=gfwiynz0EjTEhc6e1FIXgw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Requião toma gravador de repórter</title><description>&lt;p&gt;Contrariado com uma pergunta do rep&amp;oacute;rter Victor Boyadjin, da R&amp;aacute;dio Bandeirantes, sobre a aposentadoria de R$ 24.117 que recebe como ex-governador do Paran&amp;aacute;, o senador Roberto Requi&amp;atilde;o (PMDB-PR) arrancou o gravador das m&amp;atilde;os do jornalista, durante a entrevista, no Senado. Requi&amp;atilde;o saiu do plen&amp;aacute;rio levando o gravador nas m&amp;atilde;os e fazendo amea&amp;ccedil;as ao rep&amp;oacute;rter.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;mdash; Quando o senador tirou o gravador da minha m&amp;atilde;o, achei que ele fosse deslig&amp;aacute;-lo. Mas ele saiu, levou o equipamento.&amp;nbsp; Pedi que me devolvesse. Como come&amp;ccedil;ou a gritar e a me amea&amp;ccedil;ar,&amp;nbsp; dizendo que estava louco para bater no moleque, n&amp;atilde;o me senti seguro de acompanh&amp;aacute;-lo &amp;mdash; contou o radialista. S&amp;oacute; ap&amp;oacute;s um telefonema de um dos diretores da R&amp;aacute;dio Bandeirantes para o gabinete de Requi&amp;atilde;o &amp;eacute; que o parlamentar aceitou devolver o gravador, mas sem o cart&amp;atilde;o de mem&amp;oacute;ria. Funcion&amp;aacute;rios alegaram que o aparelho j&amp;aacute; estava daquele jeito quando o senador o pegou. Foi necess&amp;aacute;ria a interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Secretaria de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Senado para que o chip do gravador fosse devolvido. Mas com a entrevista de Requi&amp;atilde;o apagada, como o parlamentar havia previamente anunciado no Twitter.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Requi&amp;atilde;o escreveu no Twitter: &amp;ldquo;Acabo de ficar com o gravador de um provocador engra&amp;ccedil;adinho. Numa boa, vou delet&amp;aacute;-lo&amp;rdquo;. Mais tarde, Requi&amp;atilde;o tentou se justificar alegando que teria sido v&amp;iacute;tima de uma agress&amp;atilde;o. Ele evitou contato&amp;nbsp; com a imprensa. Usando o Twitter, provocou: &amp;ldquo;O jornalista agressor est&amp;aacute; conseguindo o sucesso que pretendeu, e a &amp;lsquo;catigoria&amp;rsquo; est&amp;aacute; alvoro&amp;ccedil;ada. A discuss&amp;atilde;o &amp;eacute; boa&amp;rdquo;. E acrescentou: &amp;ldquo;Primeiro a agress&amp;atilde;o e provoca&amp;ccedil;&amp;atilde;o, depois a tentativa de linchamento. Minha hist&amp;oacute;ria e meu curr&amp;iacute;culo suportam com facilidade&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O rep&amp;oacute;rter tentou registrar, sem sucesso, uma ocorr&amp;ecirc;ncia junto &amp;agrave; Pol&amp;iacute;cia Legislativa.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt; - 26/4/2011</description><author>Rio</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=tjvPMjBhaNY31WYn5yxAUA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 26 Apr 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=tjvPMjBhaNY31WYn5yxAUA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Escolhemos o fim da privacidade</title><description>&lt;p&gt;Talvez alguns usu&amp;aacute;rios de iPhone tenham se surpreendido, na semana passada, quando descobriram que o telefone registra dados sobre a localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de seu dono a cada minuto. E que envia tudo para a Apple. A maioria, no entanto, &amp;eacute; como o t&amp;iacute;pico consumidor digital. Est&amp;aacute; anestesiada o suficiente para n&amp;atilde;o dar a m&amp;iacute;nima. Pois bem: celulares Android fazem o mesmo, a diferen&amp;ccedil;a &amp;eacute; que no lado do receptor dos dados est&amp;aacute; o Google. A &amp;uacute;nica maneira de sustentar a internet atual &amp;eacute; abrindo m&amp;atilde;o de alguma privacidade. &amp;Eacute; porque a moeda corrente na rede s&amp;atilde;o os sinais. No jarg&amp;atilde;o do Vale do Sil&amp;iacute;cio, signals, sinais, s&amp;atilde;o cacos de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Sua localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o geogr&amp;aacute;fica. O n&amp;uacute;mero de links que uma p&amp;aacute;gina recebe. As l&amp;iacute;nguas que um indiv&amp;iacute;duo fala. Sua velocidade de acesso &amp;agrave; internet em cada momento do dia. A internet foi deficit&amp;aacute;ria at&amp;eacute; a virada do s&amp;eacute;culo. Se virou um neg&amp;oacute;cio formid&amp;aacute;vel capaz de criar gigantes como Google, Facebook ou Amazon, &amp;eacute; por dois motivos. Primeiro, estas empresas aprenderam a processar estes sinais e tirar conclus&amp;otilde;es a partir deles. Segundo, estas conclus&amp;otilde;es valem dinheiro, seja em propaganda, seja na venda direta de produtos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A capacidade de nos provocar a ceder sinais &amp;eacute; o que est&amp;aacute; no fundo das estrat&amp;eacute;gias no Vale. Ao Facebook, cedemos um mapa de nossas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es sociais. Ao dividir artigos, entregamos nossos interesses. O Facebook sabe quantos filhos temos, quantas namoradas listamos ao longo dos anos, em que cidades vivemos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parece muito? O Google sabe tudo o que nos ati&amp;ccedil;a a curiosidade. At&amp;eacute; mesmo aquelas buscas feitas em segredo, quando a madrugada j&amp;aacute; chegou. O Google sabe, via Gmail, com quem nos correspondemos e o que est&amp;aacute; nessa correspond&amp;ecirc;ncia. Se usamos um celular ou tablet Android, ele sabe por onde andamos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o &amp;eacute; s&amp;oacute; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pessoal. Some toda a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o enviada por todos estes celulares e o Google tem um mapa vivo de como &amp;eacute; a internet, que redes wi-fi existem pelo mundo, a que velocidade trafegam, qual a qualidade da internet celular. E sabem que lojas h&amp;aacute; na vizinhan&amp;ccedil;a de cada um destes pontos. Questionadas, de presto estas empresas dizem que a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; anonimizada. Estes sinais n&amp;atilde;o passam por m&amp;atilde;os humanas. S&amp;atilde;o processados por computadores que rodam programas de an&amp;aacute;lise sofisticados, capazes de dar a propaganda certa no momento exato ou oferecer o produto que buscamos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o h&amp;aacute; almo&amp;ccedil;o gr&amp;aacute;tis. Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pessoal &amp;eacute; o pre&amp;ccedil;o do Google. Do Facebook. E, sim, aplique modelos estat&amp;iacute;sticos a todos estes sinais acumulados e eles revelar&amp;atilde;o um retrato de como somos, humanos, como jamais houve. Muda profundamente marketing, comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a pr&amp;oacute;pria economia. Nos muda a todos. Estamos na pr&amp;eacute;-hist&amp;oacute;ria desta economia movida a sinais acumulados digitalmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Privacidade tem motivo de ser. &amp;Eacute; nossa capacidade de controlar quanta informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o cada indiv&amp;iacute;duo tem a nosso respeito que nos permite delimitar graus de intimidade. Sem este poder, n&amp;atilde;o conseguir&amp;iacute;amos estabelecer rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Um computador analisando friamente estes dados n&amp;atilde;o seria amea&amp;ccedil;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Governos, por outro lado, s&amp;atilde;o amea&amp;ccedil;a. Se uma empresa acumula dados que podem nos identificar a interesses que preferimos ter como privados, h&amp;aacute; risco. Ao governo, basta uma ordem judicial. Numa ditadura, nem isso. N&amp;atilde;o &amp;eacute; s&amp;oacute; governos que amea&amp;ccedil;am. Uma empresa pode ser confi&amp;aacute;vel hoje, mas e amanh&amp;atilde;, quando for comprada por outra, quando estiver em crise, quando mudar de presidente?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas n&amp;oacute;s escolhemos usar o Facebook. Assim como escolhemos ter iPhones, buscar no Google. Todos nos prestam servi&amp;ccedil;os valiosos. Ao escolher uma pizzaria e chegar at&amp;eacute; ela pelo GPS, ao comprar um ingresso de cinema ou encontrar aquele amigo de inf&amp;acirc;ncia perdido, nossa vida fica mais f&amp;aacute;cil e, algumas vezes, at&amp;eacute; m&amp;aacute;gica. Entre a privacidade e a m&amp;aacute;gica, j&amp;aacute; fizemos nossa escolha. Ao faz&amp;ecirc;-la, disparamos uma m&amp;aacute;quina econ&amp;ocirc;mica. Empresas maiores e menores investem na produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o, an&amp;aacute;lise e monetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de nossos sinais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Elas sabem onde &amp;eacute; que estamos. Isso &amp;eacute; bom. E &amp;eacute; ruim.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt; - 26/4/2011</description><author>Digital &amp; Mídia</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=jVTCZUjySzivsqomVX0Lmw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 26 Apr 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=jVTCZUjySzivsqomVX0Lmw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>STJ manda juiz que censurou Estado pagar custas de processo</title><description>&lt;p&gt;O desembargador D&amp;aacute;cio Vieira, autor da decis&amp;atilde;o que censurou o Estado, ser&amp;aacute; obrigado a pagar as custas do processo no Tribunal de Justi&amp;ccedil;a do Distrito Federal em que foi declarado suspeito e, por isso, afastado da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o que impediu o jornal de publicar informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre a Opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Boi Barrica da Pol&amp;iacute;cia Federal - que investigou o empres&amp;aacute;rio Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, Jos&amp;eacute; Sarney (PMDB-AP). Por unanimidade, os ministros da 1.&amp;ordf; Turma do Superior Tribunal de Justi&amp;ccedil;a (STJ) decidiram que Vieira ter&amp;aacute; de arcar com os R$ 38,39 do processo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No recurso especial julgado pelo STJ, o Estado argumentava que Vieira, por ter sido julgado suspeito de participar do processo, deveria arcar com as despesas da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o. "Havendo o reconhecimento da suspei&amp;ccedil;&amp;atilde;o do magistrado, deve ele arcar com o pagamento das custas", afirmou o relator do recurso no STJ, ministro Benedito Gon&amp;ccedil;alves. A decis&amp;atilde;o do julgamento foi publicada ontem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No julgamento do pedido de suspei&amp;ccedil;&amp;atilde;o de D&amp;aacute;cio Vieira, a maioria dos desembargadores do TJ-DF entendeu que ele n&amp;atilde;o poderia ser obrigado a pagar as despesas. O Estado recorreu dessa decis&amp;atilde;o ao STJ, lembrando que o C&amp;oacute;digo de Processo Civil expressamente prev&amp;ecirc; que o juiz declarado suspeito &amp;eacute; obrigado a arcar com as custas do processo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vieira foi afastado do processo contra o Estado em 2009. Os desembargadores julgaram que ele n&amp;atilde;o tinha isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o para continuar como relator da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Fernando Sarney contra o jornal. Levaram em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o as cr&amp;iacute;ticas feitas pelo desembargador ao Estado e &amp;agrave; m&amp;iacute;dia no primeiro processo que questionava sua isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o para julgar o processo. Na sua decis&amp;atilde;o, afirmou haver uma "a&amp;ccedil;&amp;atilde;o orquestrada mediante acirrada campanha com o n&amp;iacute;tido prop&amp;oacute;sito de intimida&amp;ccedil;&amp;atilde;o".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A defesa do jornal mostrou ao TJ que o desembargador tinha rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de amizade com a fam&amp;iacute;lia Sarney. Em julho de 2009, reportagem do Estado mostrou que Vieira, ex-consultor jur&amp;iacute;dico do Senado, era do conv&amp;iacute;vio social da fam&amp;iacute;lia Sarney e do ex-diretor-geral da Casa Agaciel Maia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O desembargador foi, por exemplo, um dos convidados do casamento de Mayanna Maia, filha de Agaciel, em junho de 2009. D&amp;aacute;cio, Sarney, Agaciel e o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) foram fotografados juntos no casamento.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 16/4/2011</description><author>Nacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=rsuGpYV8RHP6KV3ZihC8wg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Sat, 16 Apr 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=rsuGpYV8RHP6KV3ZihC8wg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Contra censura ao Estado, SIP recorre ao CNJ</title><description>&lt;p&gt;A Sociedad Interamericana de Prensa (SIP) decidiu ontem, em sua reuni&amp;atilde;o final em San Diego, na Calif&amp;oacute;rnia (EUA), pedir ao Conselho Nacional de Justi&amp;ccedil;a (CNJ), no Brasil, que agilize a decis&amp;atilde;o sobre a censura judicial imposta ao Estado h&amp;aacute; 618 dias, que o impede de publicar informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre a Opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Boi Barrica, da Pol&amp;iacute;cia Federal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O caso havia sido denunciado na v&amp;eacute;spera, no relat&amp;oacute;rio sobre liberdade de imprensa no Brasil apresentado &amp;agrave; Comiss&amp;atilde;o de Liberdade de Express&amp;atilde;o e Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da entidade, por Paulo de Tarso Nogueira - vice-presidente da SIP no Brasil e representante brasileiro na comiss&amp;atilde;o. O relat&amp;oacute;rio de Nogueira, tamb&amp;eacute;m consultor do Estado, foi um dos 26 apresentados no encontro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o aprovada, a SIP decide "solicitar ao Conselho Nacional de Justi&amp;ccedil;a (do Brasil) provid&amp;ecirc;ncias imediatas para restabelecer a plena liberdade de imprensa, violentada por decis&amp;atilde;o do Poder Judici&amp;aacute;rio que impede o jornal O Estado de S. Paulo de publicar informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, h&amp;aacute; mais de 615 dias, sobre a mencionada Opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Boi Barrica/Factor, da Pol&amp;iacute;cia Federal".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em outra decis&amp;atilde;o, a SIP solicita "que o Congresso brasileiro, onde tramitam propostas de emendas constitucionais para tornar obrigat&amp;oacute;rio o diploma de jornalista para o exerc&amp;iacute;cio da profiss&amp;atilde;o, se abstenha de aprovar" tal medida, visto que ela "violar&amp;aacute; a Conven&amp;ccedil;&amp;atilde;o Interamericana de Direitos Humanos e os princ&amp;iacute;pios da Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Chapultepec".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As duas iniciativas s&amp;atilde;o parte de um pacote de medidas que a SIP adotou em resposta a den&amp;uacute;ncias sobre abusos cometidos contra a imprensa por todo o continente. Em outro texto, que analisa a impunidade no Brasil, pedem-se provid&amp;ecirc;ncias da Justi&amp;ccedil;a brasileira para fazer andar processos que correm em v&amp;aacute;rios Estados - entre eles Bahia, Alagoas, Mato Grosso e Amazonas - contra os assassinos de jornalistas.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Cinco mortes. Al&amp;eacute;m das resolu&amp;ccedil;&amp;otilde;es, a SIP aprovou outro texto de conclus&amp;otilde;es do encontro no qual afirma que "o triste recorde de jornalistas assassinados continuou aumentando no &amp;uacute;ltimo semestre na Am&amp;eacute;rica Latina". Desde o encontro anterior, em outubro, foram cinco mortes - tr&amp;ecirc;s no M&amp;eacute;xico, uma em Honduras e outra no Paraguai. Argentina e Equador s&amp;atilde;o os pa&amp;iacute;ses onde o jornalismo tem sofrido maiores press&amp;otilde;es - mas o balan&amp;ccedil;o aponta press&amp;otilde;es, via Judici&amp;aacute;rio, num total de 12 pa&amp;iacute;ses.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 10/4/2011</description><author>Nacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=qRQtl+RPzxROmej+aGjTYw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Sun, 10 Apr 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=qRQtl+RPzxROmej+aGjTYw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>EUA condenam censura à imprensa no Brasil</title><description>&lt;p&gt;Casos de censura &amp;agrave; imprensa por via judicial foram citados como viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos direitos humanos no Brasil em relat&amp;oacute;rio anual elaborado pelo Departamento de Estado americano. Divulgado ontem, o cap&amp;iacute;tulo sobre o Pa&amp;iacute;s traz, al&amp;eacute;m de casos de viol&amp;ecirc;ncia e problemas no sistema prisional, registros da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais (ANJ) sobre 74 casos de desrespeito &amp;agrave; liberdade de express&amp;atilde;o entre agosto de 2008 e novembro de 2010. A lista destaca a censura ao Estado, h&amp;aacute; 617 dias proibido de publicar not&amp;iacute;cias sobre a Opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Boi Barrica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outro exemplo mencionado tamb&amp;eacute;m envolveu o Estado e a revista Veja, em 2010. Estava relacionado &amp;agrave; proibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 84 publica&amp;ccedil;&amp;otilde;es relativas &amp;agrave;s investiga&amp;ccedil;&amp;otilde;es contra o ent&amp;atilde;o governador do Tocantins e candidato &amp;agrave; reelei&amp;ccedil;&amp;atilde;o Carlos Gaguim. "A ANJ considera como a maior amea&amp;ccedil;a &amp;agrave; liberdade de imprensa o aumento do n&amp;uacute;mero de decis&amp;otilde;es proibindo a imprensa de reportar certas atividades", afirmou o Relat&amp;oacute;rio sobre as Pr&amp;aacute;ticas de Direitos Humanos dos Pa&amp;iacute;ses. O documento reconhece haver no Brasil respeito das autoridades e leis em defesa da liberdade de express&amp;atilde;o e de imprensa, mas alerta para casos de viol&amp;ecirc;ncia contra jornalistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O texto lembra o fato de os dois principais candidatos &amp;agrave; Presid&amp;ecirc;ncia em 2010, Dilma Rousseff e Jos&amp;eacute; Serra, terem assinado o compromisso de respeitar e defender a liberdade de imprensa. Mas lembra as cr&amp;iacute;ticas do ex-presidente Luiz In&amp;aacute;cio Lula da Silva, que acusou os jornais de agirem por motiva&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica no epis&amp;oacute;dio que levou &amp;agrave; demiss&amp;atilde;o da ex-ministra Erenice Guerra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Impunidade. Na abertura do cap&amp;iacute;tulo sobre o Brasil, o texto enumera 13 diferentes tipos de viola&amp;ccedil;&amp;otilde;es aos direitos humanos e adverte sobre o fato de os "violadores desfrutarem da impunidade". A lista inclui mazelas conhecidas pelos brasileiros: esquadr&amp;otilde;es da morte, abuso da for&amp;ccedil;a e tortura por policiais e agentes penitenci&amp;aacute;rios, condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es das pris&amp;otilde;es, viol&amp;ecirc;ncia contra mulheres e crian&amp;ccedil;as, entre outros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O documento aponta a "relut&amp;acirc;ncia e inefici&amp;ecirc;ncia" nos processos de corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o, embora considere um progresso medidas como a Lei da Ficha Limpa. "A lei fortaleceu as puni&amp;ccedil;&amp;otilde;es criminais para a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o no governo ao longo do ano passado. Entretanto, o governo nem sempre adotou efetivamente a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e as autoridades frequentemente envolvidas em pr&amp;aacute;ticas de corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o ficaram impunes", ressaltou o texto.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 9/4/2011</description><author>Nacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=yTOXx12cpxVLlZk2QGuYpA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Sat, 09 Apr 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=yTOXx12cpxVLlZk2QGuYpA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Protestos impedem circulação de jornal de Córdoba</title><description>&lt;p&gt;Um dos principais jornais do interior da Argentina, o "La Voz del Interior", de C&amp;oacute;rdoba, foi impedido parcialmente de circular ontem pelo sindicato dos jornaleiros, aliado do governo da presidente Cristina Kirchner. Os sindicalistas protesta contra problemas de distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da empresa que edita o jornal. A Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Entidades Jornal&amp;iacute;sticas da Argentina (Adepa) classificou o bloqueio de "grav&amp;iacute;ssimo". Um dos donos do "La Voz del Interior" &amp;eacute; o Grupo Clar&amp;iacute;n, que est&amp;aacute; na mira do governo desde 2008. Em diversas ocasi&amp;otilde;es, Cristina afirmou que o jornal "Clar&amp;iacute;n" est&amp;aacute; por tr&amp;aacute;s de um "golpe de Estado c&amp;iacute;vico-midi&amp;aacute;tico". Desde ent&amp;atilde;o, v&amp;aacute;rios grupos de m&amp;iacute;dia de oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o alvo de press&amp;otilde;es e de investiga&amp;ccedil;&amp;otilde;es oficiais.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 4/4/2011</description><author>Internacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=FvaASZy9RlqojVXpEe5M8Q==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 04 Apr 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=FvaASZy9RlqojVXpEe5M8Q==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>"Estado" perde contato com repórter na Líbia</title><description>&lt;p&gt;O Estado perdeu h&amp;aacute; uma semana todo contato direto com seu rep&amp;oacute;rter Andrei Netto, correspondente em Paris que estava no oeste da L&amp;iacute;bia cobrindo os confrontos entre rebeldes e for&amp;ccedil;as do regime de Muamar Kadafi. Segundo informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o confirmadas obtidas nesta quarta-feira pelo jornal, Netto teria sido preso pelo governo, juntamente com um outro jornalista e um guia l&amp;iacute;bio que os auxiliava.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;At&amp;eacute; domingo, o Estado recebia informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es indiretas de que seu rep&amp;oacute;rter estava bem, escondido na regi&amp;atilde;o de Zawiya - cen&amp;aacute;rio de violentos confrontos entre Kadafi e os insurgentes, a 30 quil&amp;ocirc;metros de Tr&amp;iacute;poli. A comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o direta com a reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o - por meio de telefonemas e e-mails - havia sido propositadamente cortada por seguran&amp;ccedil;a, afirmavam fontes l&amp;iacute;bias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesta quarta, por&amp;eacute;m, novas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es indicavam que Netto tinha sido preso na regi&amp;atilde;o de Zawiya. Em conversa por telefone com o Estado, o vice-chanceler da L&amp;iacute;bia, Khaled Qaim, disse que a not&amp;iacute;cia da pris&amp;atilde;o era "provavelmente correta". Ele j&amp;aacute; estava informado sobre o assunto antes de ser contatado pelo jornal e se comprometeu a ajudar a localizar o brasileiro. At&amp;eacute; o &amp;iacute;nicio da noite desta quarta, por&amp;eacute;m, Tr&amp;iacute;poli n&amp;atilde;o tinha confirmado oficialmente a deten&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O governo brasileiro, a Embaixada da L&amp;iacute;bia no Brasil, o Comit&amp;ecirc; Internacional da Cruz Vermelha, a ONU e v&amp;aacute;rios ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Brasil e do mundo est&amp;atilde;o colaborando com o Estado no sentido de garantir a integridade f&amp;iacute;sica e seguran&amp;ccedil;a do rep&amp;oacute;rter, bem como sua sa&amp;iacute;da imediata e em seguran&amp;ccedil;a da L&amp;iacute;bia. A fam&amp;iacute;lia do rep&amp;oacute;rter - que tem 34 anos e &amp;eacute; ga&amp;uacute;cho de Iju&amp;iacute; - est&amp;aacute; em contato direto com o jornal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Netto entrou em territ&amp;oacute;rio l&amp;iacute;bio pela fronteira da Tun&amp;iacute;sia no dia 19, dias ap&amp;oacute;s o in&amp;iacute;cio dos confrontos entre Kadafi e opositores. Pouco a pouco, ele foi avan&amp;ccedil;ando na dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Tr&amp;iacute;poli, mas parou em Zawiya, onde se intensificaram os confrontos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A cidade, que havia sido tomada pelos rebeldes, foi sitiada por soldados leais ao governo h&amp;aacute; uma semana. Em seguida, for&amp;ccedil;as da brigada Khamis - tropa de elite comandada por um dos filhos de Kadafi - realizaram v&amp;aacute;rias investidas contra Zawiya.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Correspondente do Estado em Paris desde 2006, Netto tem experi&amp;ecirc;ncia em grandes coberturas internacionais, como o terremoto de L&amp;rsquo;&amp;Aacute;quila, na It&amp;aacute;lia, o acidente do voo 447 Rio-Paris da Air France e c&amp;uacute;pulas do G-20.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 10/3/2011</description><author>Internacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=WAf8ZpX0LvXzRF4BcLGpTA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Thu, 10 Mar 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=WAf8ZpX0LvXzRF4BcLGpTA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Vai esquentar?</title><description>&lt;p&gt;O debate sobre o controle social da m&amp;iacute;dia &amp;eacute; uma heran&amp;ccedil;a da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o passada. A atual tem um desafio. Como, ao mesmo tempo, agradar a base petista e n&amp;atilde;o deixar desandar a lua de mel proporcionada pelos m&amp;uacute;ltiplos contrastes com o per&amp;iacute;odo anterior&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O projeto de regular a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pode ter desacelerado, mas n&amp;atilde;o parou. O governo apenas ainda n&amp;atilde;o definiu se haver&amp;aacute; uma rodada de consulta p&amp;uacute;blica antes de o texto ir ao Congresso Nacional. Ou se encaminha logo de uma vez.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A vantagem do primeiro caminho &amp;eacute; a pauta chegar ao Congresso mais mastigada. A vantagem do segundo caminho &amp;eacute; tirar rapidamente o Executivo do debate. Os naturais conflitos e disputas ficariam j&amp;aacute; concentrados na C&amp;acirc;mara dos Deputados e no Senado. Com a luta pol&amp;iacute;tica a cargo do PT, e n&amp;atilde;o do governo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ministro das Comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, Paulo Bernardo, impulsiona a ideia de discutir o assunto com a sociedade ainda na esfera do Executivo, mas aguarda pela defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o da presidente da Rep&amp;uacute;blica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As linhas gerais do projeto est&amp;atilde;o dadas. O texto negar&amp;aacute; qualquer possibilidade de controle de conte&amp;uacute;do antes da veicula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;Eacute; redundante, pois a Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; pro&amp;iacute;be. Mas incluir&amp;aacute; a proposta de uma ag&amp;ecirc;ncia estatal para regular o conte&amp;uacute;do depois de veiculado. Regular e sancionar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E o risco de subjetivismo? &amp;ldquo;Quem discordar das decis&amp;otilde;es da ag&amp;ecirc;ncia ter&amp;aacute; o direito de recorrer &amp;agrave; Justi&amp;ccedil;a, como em qualquer esfera de atividade&amp;rdquo;, diz Bernardo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outro ponto pol&amp;ecirc;mico &amp;eacute; o mecanismo de renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o das concess&amp;otilde;es de r&amp;aacute;dio e televis&amp;atilde;o. Antes mesmo de eventuais mudan&amp;ccedil;as legislativas o Minist&amp;eacute;rio das Comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es rev&amp;ecirc; m&amp;eacute;todos e procedimentos, com o objetivo declarado de desburocratizar e tornar a coisa mais transparente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O trip&amp;eacute; das complica&amp;ccedil;&amp;otilde;es completa com o desejo governamental de desconcentrar, ou pulverizar, a propriedade dos meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O projeto recebido do governo passado inclui mecanismos para esse fim. Se aprovado, levar&amp;aacute; a uma desconcentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ainda que gradual.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como nas concess&amp;otilde;es, a equipe de Bernardo faz tamb&amp;eacute;m aqui um pente-fino para saber se est&amp;atilde;o sendo respeitadas as normas vigentes que j&amp;aacute; limitam a concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da propriedade de meios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vai ser um bom debate. Talvez o primeiro embate real de Dilma Rousseff.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;At&amp;eacute; o momento, ela saboreia a leveza criada por uma dupla circunst&amp;acirc;ncia. H&amp;aacute; a natural boa-vontade de in&amp;iacute;cio de mandato. E h&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de n&amp;atilde;o comprar briga &amp;agrave; toa. De todos os lados, esclare&amp;ccedil;a-se.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O debate sobre o controle social da m&amp;iacute;dia &amp;eacute; disputa trazida da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o passada. A atual tem um desafio. Como, ao mesmo tempo, agradar a base petista e n&amp;atilde;o deixar desandar a lua de mel proporcionada pelos m&amp;uacute;ltiplos contrastes com o per&amp;iacute;odo anterior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dif&amp;iacute;cil. Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, no conte&amp;uacute;do, n&amp;atilde;o &amp;eacute; atividade que possa ser tecnicamente normatizada num grau suficiente para eliminar o subjetivismo. &amp;ldquo;Controle de conte&amp;uacute;do&amp;rdquo;, mesmo como julgamento a posteriori, &amp;eacute; algo que vai depender bem mais de quem julga, e bem menos com base no qu&amp;ecirc;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Realisticamente, vai depender mais ainda de quem indicou quem vai julgar. Partidos, corpora&amp;ccedil;&amp;otilde;es, etc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um exemplo. Certo cr&amp;iacute;tico acredita que a autoridade tomou certa decis&amp;atilde;o por n&amp;atilde;o ter estudado suficientemente o ponto em pauta, por lhe faltar informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Um caso de ignor&amp;acirc;ncia, no sentido mais literal. Algu&amp;eacute;m que ignora o que deveria conhecer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso &amp;eacute; cr&amp;iacute;tica, mas poder&amp;aacute; ser facilmente apresentado como &amp;ldquo;preconceito&amp;rdquo; em certos casos. Quando convier.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No Brasil tem muito preconceito. Como em todo lugar. Mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; todo lugar que tem uma t&amp;atilde;o desenvolvida ind&amp;uacute;stria de exterm&amp;iacute;nio do debate pol&amp;iacute;tico, a pretexto de combater o preconceito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ladainha&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; h&amp;aacute;bito desta coluna retomar perguntas n&amp;atilde;o respondidas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Mapa da Viol&amp;ecirc;ncia recentemente divulgado pelo Minist&amp;eacute;rio da Justi&amp;ccedil;a mostra forte crescimento dos homic&amp;iacute;dios em algumas capitais do Nordeste.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas o Norteste &amp;eacute; a regi&amp;atilde;o que mais avan&amp;ccedil;ou economicamente nos &amp;uacute;ltimos anos. Onde mais cresceram, portanto, as oportunidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;At&amp;eacute; agora ningu&amp;eacute;m do governo veio explicar por que o paralelismo entre redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da pobreza e expans&amp;atilde;o do crime. Limitam-se a repetir dogmas autolegitimados, como o de que a solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; em renovar a campanha do desarmamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma quest&amp;atilde;o de f&amp;eacute;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O bom de defender certas teses no Brasil politicamente correto &amp;eacute; que voc&amp;ecirc; fica dispensado de explicar por que sua tese est&amp;aacute; certa, ou pelo menos por que &amp;eacute; superior a outras.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Correio Braziliense&lt;/em&gt; - 8/3/2011</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=veBlg/GNLuig2MNFJMo6YA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 08 Mar 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=veBlg/GNLuig2MNFJMo6YA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Liberdade de imprensa marca festa da "Folha"</title><description>&lt;p&gt;A abertura da cerim&amp;ocirc;nia contou com a presen&amp;ccedil;a da presidente Dilma Rousseff, dos governadores de S&amp;atilde;o Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e do Rio de Janeiro, Sergio Cabral (PMDB), dos presidentes do Senado, Jos&amp;eacute; Sarney (PMDB-AP), da C&amp;acirc;mara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), e do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, al&amp;eacute;m dos ex-presidentes Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso e do prefeito paulistano, Gilberto Kassab (DEM), ministros e autoridades estaduais e municipais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A presidente Dilma, em seu discurso, disse que "a comemora&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos 90 anos da 'Folha' &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m uma celebra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da liberdade de imprensa". Ela destacou o "amadurecimento da consci&amp;ecirc;ncia c&amp;iacute;vica, que obriga a conviver com a diferen&amp;ccedil;a de opini&amp;otilde;es."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"De L&amp;iacute;bero Badar&amp;oacute; a Vladimir Herzog, ser um jornalista no Brasil tem sido um ato de coragem", afirmou Dilma. Segundo a presidente, "um governo deve saber conviver com as cr&amp;iacute;ticas para conviver com a democracia."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O diretor de reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o da "Folha", Otavio Frias Filho, pediu aos leitores do jornal, durante a solenidade, que "aceitem a incumb&amp;ecirc;ncia de continuar sendo fiscais dos compromissos da 'Folha' com a luta pela democracia".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Frias Filho lembrou a dificuldade do of&amp;iacute;cio do jornalismo di&amp;aacute;rio, que, na pressa, sempre "fica aqu&amp;eacute;m da sua ambiciosa miss&amp;atilde;o". "A pressa leva a relatos superficiais, omiss&amp;otilde;es e erros", disse. Apesar disso, o diretor de reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o destacou a necessidade de continuar "nutrindo o aut&amp;ecirc;ntico desejo de melhorar."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O lan&amp;ccedil;amento da vers&amp;atilde;o digitalizada do acervo da "Folha", dispon&amp;iacute;vel desde s&amp;aacute;bado, estimulou a mem&amp;oacute;ria de autoridades e empres&amp;aacute;rios presentes na cerim&amp;ocirc;nia de comemora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 90 anos do jornal na Sala S&amp;atilde;o Paulo ontem &amp;agrave; noite. Muitos comentaram um pouco daquilo que gostariam de reler da hist&amp;oacute;ria pol&amp;iacute;tica e economica do pa&amp;iacute;s. Lan&amp;ccedil;ado no &amp;uacute;ltimo s&amp;aacute;bado com todas as edi&amp;ccedil;&amp;otilde;es da "Folha" desde 1921, o acervo digital do jornal teve picos de 10 mil requisi&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao servidor por segundo desde ent&amp;atilde;o. Na tarde de s&amp;aacute;bado, a m&amp;eacute;dia de usu&amp;aacute;rios conectados &amp;agrave; p&amp;aacute;gina foi de 25 mil por hora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Quando soube que a "Folha" tem o conte&amp;uacute;do digitalizado do jornal desde 1921, pensei logo na hist&amp;oacute;ria da abertura pol&amp;iacute;tica", disse o ex-senador Marco Maciel (DEM). O pol&amp;iacute;tico lembrou da "ousadia" de Octavio Frias de Oliveira, com quem ele gostava de conversar. O ministro da Ci&amp;ecirc;ncia e Tecnologia, Aloizio Mercadante, tem uma lista de reportagens de distintas &amp;eacute;pocas que gostaria de reler. Uma delas &amp;eacute; sobre a crise de 1929. Ele tambem citou o Plano de Metas de Juscelino Kubitschek, a mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o estudantil da qual ele pr&amp;oacute;prio participou nos anos 70, e a vit&amp;oacute;ria de Luiz In&amp;aacute;cio Lula da Silva, eleito presidente da Rep&amp;uacute;blica, em 2002.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Maur&amp;iacute;cio de Sousa, desenhista, ficou animado para buscar no arquivo suas "hist&amp;oacute;rinhas". "Eu n&amp;atilde;o conservei os originais de muitas hist&amp;oacute;rinhas que acabaram se perdendo. Gra&amp;ccedil;as a esse esfor&amp;ccedil;o da "Folha", poderei recuperar as minhas primeiras hist&amp;oacute;rias. Agora poderei ter todas", comentou. Souza come&amp;ccedil;ou a publicar suas tirinhas no jornal em 1959.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O secret&amp;aacute;rio de Cultura do Estado de S&amp;atilde;o Paulo, Andrea Matarazzo, animou-se com a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do acervo e disse que ir&amp;aacute; propor ao jornal a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fotos do arquivo no Museu da Imagem e do Som de S&amp;atilde;o Paulo (MIS). Matarazzo disse que gostaria de resgatar no arquivo da "Folha" imagens da d&amp;eacute;cada de 20 e de seus antepassados, que inauguraram f&amp;aacute;bricas em S&amp;atilde;o Paulo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o l&amp;iacute;der do governo na C&amp;acirc;mara, C&amp;acirc;ndido Vaccarezza (PT-SP), o acervo ajuda a contar parte da hist&amp;oacute;ria do pa&amp;iacute;s. O presidente da Assembleia Legislativa de S&amp;atilde;o Paulo, Barros Munhoz (PSDB), tem curiosidade de buscar as refer&amp;ecirc;ncias pol&amp;iacute;ticas da d&amp;eacute;cada de 60, em especial depois do golpe militar. "Foi uma &amp;eacute;poca dura, de repress&amp;atilde;o, foi a &amp;eacute;poca em que comecei a ler a 'Folha' e a conviver com o jornal."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL)disse que foi ao evento para render "suas homenagens &amp;agrave; 'Folha'". Quando questionado sobre o que achava sobre o jornal ter mostrado fortemente a mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o nacional pelo seu impeachment, o senador disse: "Isso &amp;eacute; o de menos".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os convidados que lotaram a Sala S&amp;atilde;o Paulo, na regi&amp;atilde;o central da cidade, assistiram a uma ben&amp;ccedil;&amp;atilde;o multirreligiosa, que reuniu representantes de oito religi&amp;otilde;es. Em seguida, a Orquestra Sinf&amp;ocirc;nica do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (Osesp) apresentou a Sinfonia n&amp;ordm; 6, de Heitor Villa-Lobos, sob a reg&amp;ecirc;ncia do maestro Isaac Karabtchevsky.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estiveram presentes tamb&amp;eacute;m os ministros Fernando Haddad, da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Alexandre Padilha, da Sa&amp;uacute;de, e Jos&amp;eacute; Eduardo Cardozo, da Justi&amp;ccedil;a, os senadores paulistas Marta Suplicy (PT) e Eduardo Suplicy (PT) e o senador mineiro A&amp;eacute;cio Neves (PSDB).&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Valor Econômico&lt;/em&gt; - 22/2/2011</description><author>Especial</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=sajlFEPM2NjszBAa7Qkksw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 22 Feb 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=sajlFEPM2NjszBAa7Qkksw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Quando a imprensa é uma chance para a paz</title><description>&lt;p&gt;Antes de olharmos o que se passa na Pra&amp;ccedil;a Tahir, no Cairo, onde o povo se aglomera para derrubar o ditador Hosni Mubarak e jornalistas de todos os pa&amp;iacute;ses sofrem abusos e agress&amp;otilde;es, fa&amp;ccedil;amos uma breve escala no passado recente. Recapitulemos, em poucos par&amp;aacute;grafos, a Guerra do Iraque, suas mentiras e a li&amp;ccedil;&amp;atilde;o sutil - ainda n&amp;atilde;o assimilada - que elas nos deixou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No dia 21 de janeiro, o ex-primeiro-ministro brit&amp;acirc;nico Tony Blair prestou seu segundo depoimento &amp;agrave; Comiss&amp;atilde;o Chilcot, que investiga a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Reino Unido na invas&amp;atilde;o do Iraque. Houve protestos na audi&amp;ecirc;ncia. "Suas mentiras mataram meu filho!", acusou Rose Gentle, m&amp;atilde;e de um dos 179 soldados ingleses mortos no conflito. Nomeada pelo sucessor de Blair, Gordon Brown, a comiss&amp;atilde;o tem a incumb&amp;ecirc;ncia de esclarecer as verdades e as mentiras que levaram o Reino Unido &amp;agrave; guerra e de preparar um relat&amp;oacute;rio final para o Parlamento. H&amp;aacute; muito a ser elucidado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje se sabe que pelo menos uma mentira, uma gigantesca mentira, foi decisiva para que, nos Estados Unidos, o ent&amp;atilde;o presidente George W. Bush obtivesse o apoio do Congresso para atacar o Iraque: a acusa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que o ditador Saddam Hussein fabricava secretamente armas qu&amp;iacute;micas de destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o em massa. Como ficaria claro, a acusa&amp;ccedil;&amp;atilde;o era falsa. As tropas de Bush e Blair viraram o Iraque de pernas para o ar, localizaram Saddam Hussein escondido num por&amp;atilde;o, barbudo e alquebrado, mas n&amp;atilde;o acharam arma qu&amp;iacute;mica nenhuma. Mas ainda h&amp;aacute; mist&amp;eacute;rios no epis&amp;oacute;dio. Por exemplo: quando bancou essa informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Bush sabia que mentia? A pergunta est&amp;aacute; em aberto. Segundo seu ex-assessor pol&amp;iacute;tico Karl Rove, em seu livro Courage and Consequence, lan&amp;ccedil;ado no ano passado, o ex-presidente foi sincero. E quanto a Blair? No depoimento &amp;agrave; Comiss&amp;atilde;o Chilcot, ele diz lamentar as baixas, como a do filho de Rose Gentle, mas considera que a guerra teve raz&amp;otilde;es justas. Na opini&amp;atilde;o dele, o planeta estaria pior do que est&amp;aacute; se Saddam Hussein n&amp;atilde;o tivesse sido arrancado do poder.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A discuss&amp;atilde;o ser&amp;aacute; longa. E, pelo menos at&amp;eacute; agora, um dos fatos mais relevantes da escalada da guerra vai ficando na sombra: a mentira que ajudou Bush a costurar sua base entre os parlamentares americanos, e que pesou de algum modo na decis&amp;atilde;o de Blair, foi disseminada e sustentada n&amp;atilde;o apenas nos gabinetes dos pol&amp;iacute;ticos, mas na opini&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica. Ela foi endossada por alguns dos jornais mais influentes do mundo - que, depois, reconheceriam sua falha. Se Bush e Blair erraram, grandes e respeit&amp;aacute;veis ve&amp;iacute;culos de imprensa erraram junto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Chegamos, ent&amp;atilde;o, ao que deveria ser a maior li&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse epis&amp;oacute;dio: a verdade deixou de ser a primeira v&amp;iacute;tima da guerra; hoje, a guerra n&amp;atilde;o &amp;eacute; mais a causa, mas a consequ&amp;ecirc;ncia da verdade vitimada. At&amp;eacute; meados do s&amp;eacute;culo 20 prevaleceu como verdadeira uma frase atribu&amp;iacute;da, entre outros poss&amp;iacute;veis autores, ao senador americano Hiram Johnson (1866-1945): "Quando uma guerra come&amp;ccedil;a, a primeira v&amp;iacute;tima &amp;eacute; a verdade". Segundo a velha m&amp;aacute;xima, um pa&amp;iacute;s, ao entrar em conflito armado com outro, deveria aceitar de bom grado mentir sobre o inimigo e sobre si mesmo. Ganhar a guerra seria mais importante do que dizer a verdade sobre os fatos. Hoje, quando os interesses nacionais se veem obrigatoriamente mediados por algo que, em termos apressados, poder&amp;iacute;amos chamar de um interesse p&amp;uacute;blico supranacional, cujo ponto mais alto &amp;eacute; a paz, a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o jornal&amp;iacute;stica j&amp;aacute; n&amp;atilde;o pode ser vista ou tratada como arma de guerra. Ela &amp;eacute; parte da base comum para o di&amp;aacute;logo. O valor da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o jornal&amp;iacute;stica situa-se acima dos c&amp;aacute;lculos dos governos, uma vez que &amp;eacute; pr&amp;eacute;-requisito para a conviv&amp;ecirc;ncia entre as na&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Isso aumenta, &amp;eacute; claro, a responsabilidade do jornalismo. Hoje, quando a verdade &amp;eacute; violentada, a primeira v&amp;iacute;tima pode ser a paz. Uma grande mentira nas p&amp;aacute;ginas de um grande jornal pode render, entre outras trag&amp;eacute;dias, as 179 mortes pelas quais Tony Blair diz chorar at&amp;eacute; hoje.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A conclus&amp;atilde;o &amp;eacute; simples: se souber e puder acompanhar os fatos e document&amp;aacute;-los com um m&amp;iacute;nimo de honestidade e integridade, a imprensa pode ajudar a evitar abusos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora voltemos &amp;agrave; Pra&amp;ccedil;a Tahir, no Cairo. Nela, e no seu entorno, os apoiadores do ditador Mubarak investem contra qualquer pessoa que represente a possibilidade de di&amp;aacute;logo entre os cidad&amp;atilde;os. At&amp;eacute; o representante do Google no pa&amp;iacute;s passou semanas encarcerado. Celulares emudeceram e depois voltaram a falar. Os jornalistas Corban Costa, da R&amp;aacute;dio Nacional, e Gilvan Rocha, da TV Brasil, ficaram presos por 18 horas. Na segunda-feira, a Embaixada do Egito no Brasil divulgou um pedido de desculpas, lac&amp;ocirc;nico. Para a tirania que tenta sobreviver no Cairo, a imprensa, qualquer imprensa, da Al-Jazira ao Estad&amp;atilde;o (cujo correspondente, Jamil Chade, tamb&amp;eacute;m foi agredido), &amp;eacute; inimiga mortal. A ditadura n&amp;atilde;o quer testemunhas. Sabe que todas as suas chances dependem da escurid&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No caso do Iraque, a investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o jornal&amp;iacute;stica sobre as armas qu&amp;iacute;micas chegou tarde demais. A paz saiu perdendo. Agora, &amp;eacute; diferente. Correspondentes do mundo todo est&amp;atilde;o a postos na pra&amp;ccedil;a. Querem fazer seu trabalho. Aos governos de todos os pa&amp;iacute;ses, &amp;agrave; ONU e &amp;agrave;s entidades da sociedade civil cumpre exigir da ditadura eg&amp;iacute;pcia, com muito mais veem&amp;ecirc;ncia, o devido respeito os jornalistas, que representam os olhos de todos n&amp;oacute;s. Por isso, uma agress&amp;atilde;o a um jornalista no Cairo deve ser repelida como uma agress&amp;atilde;o ao seu pa&amp;iacute;s de origem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A esta altura, ningu&amp;eacute;m sabe direito para onde vai o Egito. Mas, desde j&amp;aacute;, sabemos que sem rep&amp;oacute;rteres por perto o caminho ser&amp;aacute; muito mais sangrento. Garantir a presen&amp;ccedil;a da imprensa internacional na Pra&amp;ccedil;a Tahir &amp;eacute; dar uma chance &amp;agrave; paz. Omitir-se na defesa dos jornalistas equivale a patrocinar, indiretamente, a brutalidade que s&amp;oacute; prospera onde n&amp;atilde;o h&amp;aacute; direito &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;JORNALISTA, PROFESSOR DA ECA-USP E DA ESPM&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 10/2/2011</description><author>Espaço Aberto</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=O8t1reYYOa7nL4PA5vcciQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Thu, 10 Feb 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=O8t1reYYOa7nL4PA5vcciQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Repórter brasileiro é expulso da Rússia</title><description>&lt;p&gt;Preso na R&amp;uacute;ssia desde quinta-feira sob acusa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de "atividade jornal&amp;iacute;stica ilegal", o rep&amp;oacute;rter freelancer brasileiro Solly Boussidan, colaborador do jornal O Estado de S. Paulo, foi deportado ontem para a Abkh&amp;aacute;zia. O brasileiro havia sido inicialmente condenado a dez dias de pris&amp;atilde;o, mas acabou cumprindo metade da pena.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Boussidan n&amp;atilde;o trabalhava em territ&amp;oacute;rio russo e estava em tr&amp;acirc;nsito rumo &amp;agrave; Arm&amp;ecirc;nia com um visto de turista. Mas, com o atentado no aeroporto de Moscou, quando 35 pessoas morreram, o rep&amp;oacute;rter enviou um relato sobre a cobertura televisiva da trag&amp;eacute;dia ao portal Terra. Dois dias depois, foi interrogado por 12 horas na cidade de Sochi e, ent&amp;atilde;o, levado a uma pris&amp;atilde;o em Adler, na costa do Mar Negro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Depois que fui detido, fiquei 48 horas sem comer. Em seguida, come&amp;ccedil;aram a me dar uma refei&amp;ccedil;&amp;atilde;o por dia. N&amp;atilde;o pude tomar banho, tomar meus rem&amp;eacute;dios e fiquei com mais cinco pessoas em um quarto min&amp;uacute;sculo", disse por telefone ao jornal O Estado de S. Paulo, ap&amp;oacute;s chegar &amp;agrave; prov&amp;iacute;ncia separatista da Ge&amp;oacute;rgia. "Teria ainda de ficar incomunic&amp;aacute;vel, mas tinha um celular com acesso &amp;agrave; internet e dizia aos guardas da pris&amp;atilde;o que era apenas um iPod."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Logo ap&amp;oacute;s a pris&amp;atilde;o, interrogadores pressionaram o rep&amp;oacute;rter a assinar documentos em russo sem tradu&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a abrir m&amp;atilde;o da prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o consular. A Embaixada do Brasil em Moscou conseguiu um visto de jornalista para Boussidan antes de ele ser levado &amp;agrave; pris&amp;atilde;o, mas o juiz do caso n&amp;atilde;o reconheceu o documento. "Sabia que seria deportado, mas n&amp;atilde;o quanto tempo ficaria preso."&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;A deporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o ocorreu no dia em que a Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais, grupo brasileiro que defende a liberdade de express&amp;atilde;o, condenou a "trucul&amp;ecirc;ncia das autoridades russas". "&amp;Eacute; infundada e abusiva a acusa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que (o rep&amp;oacute;rter) se encontrava em situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ilegal", protestou a ANJ. O jornalista brasileiro chamou a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a falta de liberdade de imprensa na R&amp;uacute;ssia, onde ele est&amp;aacute; proibido de entrar pelos pr&amp;oacute;ximos cinco anos.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Estadao.com.br&lt;/em&gt; - 2/2/2011</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=zaZnYx+jp7agOo5SEHrulA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Wed, 02 Feb 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=zaZnYx+jp7agOo5SEHrulA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Mais um bom ano para comunicação</title><description>&lt;p&gt;Ano hist&amp;oacute;rico, excelente, com crescimento acima do previsto, intenso, positivo, agitado, de realiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es, transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o e retomada. Essas s&amp;atilde;o algumas conclus&amp;otilde;es emitidas por executivos de ag&amp;ecirc;ncias, ve&amp;iacute;culos e anunciantes para definir o quanto 2010 foi bom para o mercado publicit&amp;aacute;rio brasileiro, que deve fechar o ano com crescimento de 25%. Apenas as 50 maiores ag&amp;ecirc;ncias de publicidade movimentaram em m&amp;iacute;dia Rs 40,6 bilh&amp;otilde;es nos primeiros 11 meses de 2010, segundo ranking do Ibope Monitor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para 2011, as multinacionais, ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ag&amp;ecirc;ncias est&amp;atilde;o otimistas e a proje&amp;ccedil;&amp;atilde;o de crescimento do mercado publicit&amp;aacute;rio &amp;eacute; mantida. "A ind&amp;uacute;stria da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; a que movimenta todas as outras ind&amp;uacute;strias", repetiu Luiz Lara, presidente da Abap (Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira das Ag&amp;ecirc;ncias de Publicidade), no &amp;uacute;ltimo encontro do ano da entidade, quando foi anunciado que, de acordo com o IBGE, a ind&amp;uacute;stria da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o (ag&amp;ecirc;ncias, ve&amp;iacute;culos, empresas de m&amp;iacute;dia exterior, institutos de pesquisas, telemarketing e outros) movimentou em receitas R$ 115.209,582 bilh&amp;otilde;es em 2008, um crescimento de 17% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; &amp;uacute;ltima pesquisa do instituto em 2007, quando o setor faturou R$ 98.369,433 bilh&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2010 tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; considerado um ano de grandes eventos do marketing e movimenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre as maiores ag&amp;ecirc;ncias do Pa&amp;iacute;s. Em outubro, foi realizado um dos maiores neg&amp;oacute;cios da publicidade brasileira. O Publicis Groupe comprou 49% da Talent e da QG Propaganda (que faz parte do Grupo Talent) por mais de US$ 100 milh&amp;otilde;es. Outra grande negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi a fus&amp;atilde;o das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es brasileiras da W/ (de Washington Olivetto) e da McCann Erickson, que resultou na WMcCann&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ano foi ainda marcado pela conquista hist&amp;oacute;rica das ag&amp;ecirc;ncias brasileiras no Festival de Cannes 2010, com o maior numero de Le&amp;otilde;es 58. Para arrematai, a AlmapBBDO conquistou o cobi&amp;ccedil;ado t&amp;iacute;tulo de Agencia do Ano No marketing, um dos grandes destaques foi o iQ F&amp;oacute;rum de Marketing Empresarial, considerado o maior evento de marketing j&amp;aacute; realizado no Pa&amp;iacute;s. Promovido pela Doria Associados e Editora Refer&amp;ecirc;ncia, quase duas centenas de l&amp;iacute;deres empresariais e profissionais de marketing das mais importantes empresas se reuniram durante tr&amp;ecirc;s dias, no Guaruj&amp;aacute;, para debater os rumos da &amp;aacute;rea.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o registraram recordes hist&amp;oacute;ricos, em especial a TV aberta, que concentrou 63% dos or&amp;ccedil;amentos de m&amp;iacute;dia no &amp;uacute;ltimo ano. A TV Globo anunciou crescimento de 25% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a 2009. Na Band, o avan&amp;ccedil;o do faturamento publicit&amp;aacute;rio foi de 10%. A Editora Abril informou crescimento de 18% e fechamento com cerca de 200 milh&amp;otilde;es de exemplares vendidos. A ANJ (Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais) previu eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 6%, equivalente a R$ 3,3 bilh&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Copa do Mundo na &amp;Aacute;frica do Sul e as Elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es no Brasil tamb&amp;eacute;m impactaram positivamente sobre os resultados e movimentaram as novas m&amp;iacute;dias. 'A receptividade dos clientes em mudar a cultura digital foi fundamental", disse Guto Cappio, presidente da Sunset, do Grupo ABC "Tenho expectativa mui to boa, de mais um ano muito bom. Os neg&amp;oacute;cios dos clientes est&amp;atilde;o bons, o que se reflete na vontade de se comunicar", resume Cappio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim como a Sunset, v&amp;aacute;rias ag&amp;ecirc;ncias indicam que os nego cios dos clientes v&amp;atilde;o bem e s&amp;atilde;o o term&amp;oacute;metro de mais um bom ano para a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o em 2011.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Propmark&lt;/em&gt; - 10/1/2011</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=AxCDZu5Spvh3uFBLDTCOLA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 10 Jan 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=AxCDZu5Spvh3uFBLDTCOLA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Repórteres são impedidos de cobrir descanso de petista</title><description>&lt;p&gt;Seguran&amp;ccedil;as a servi&amp;ccedil;o da Presid&amp;ecirc;ncia apreenderam ontem, no Guaruj&amp;aacute;, equipamentos de uma dupla de rep&amp;oacute;rteres do jornal Folha de S. Paulo que estava em um barco fazendo a cobertura das f&amp;eacute;rias do ex-presidente Lula e foi impedida de trabalhar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eles foram abordados em mar aberto por uma lancha da Capitania dos Portos. Segundo os seguran&amp;ccedil;as, os jornalistas teriam invadido uma &amp;aacute;rea da Marinha, o que seria irregular. Os rep&amp;oacute;rteres tiveram de deixar o local escoltados. Segundo o departamento jur&amp;iacute;dico da Folha, "o jornal caracteriza como arbitr&amp;aacute;rios os atos praticados pelo Servi&amp;ccedil;o de Seguran&amp;ccedil;a da Presid&amp;ecirc;ncia da Rep&amp;uacute;blica e acha que houve afronta &amp;agrave; liberdade de imprensa".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Estadao.com.br&lt;/em&gt; - 6/1/2011</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=gKtOiuaWXS8iRkpj34n1Gg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Thu, 06 Jan 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=gKtOiuaWXS8iRkpj34n1Gg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Falta de meios de comunicação causa sintomas semelhante à abstinência de drogas, diz pesquisa</title><description>&lt;p&gt;Pesquisadores do ICMPA (International Center for Media &amp;amp; the Public Agenda) reuniram centenas de estudantes em 12 universidades do mundo e pediram para que eles n&amp;atilde;o consumissem nenhum tipo de m&amp;iacute;dia no per&amp;iacute;odo de 24 horas. Eles n&amp;atilde;o poderiam assistir televis&amp;atilde;o, ler jornais, usar o celular, internet, etc. Depois, os estudantes foram convidados a contar a experi&amp;ecirc;ncia e declarar de qual meio de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais sentiram falta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A televis&amp;atilde;o, de acordo com o resultado do estudo, foi o ve&amp;iacute;culo mais f&amp;aacute;cil de abandonar. J&amp;aacute; o celular, o que mais causa depend&amp;ecirc;ncia. Um dos estudantes declarou: &amp;ldquo;Mandar mensagem para meus amigos me traz uma sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conforto. Quando eu fiquei sem, senti como se estivesse exclu&amp;iacute;do da minha pr&amp;oacute;pria vida. Embora eu frequentasse para uma universidade cheia de alunos, ficar sem comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital foi intoler&amp;aacute;vel&amp;rdquo;. Outro participante se disse viciado em consumir m&amp;iacute;dia e admite ser um v&amp;iacute;cio doentio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outro sintoma que os estudantes apontaram quando realizaram o experimento foi a perda da no&amp;ccedil;&amp;atilde;o do tempo. &amp;ldquo;N&amp;oacute;s n&amp;atilde;o apenas encontramos sintomas psicol&amp;oacute;gicos, mas tamb&amp;eacute;m f&amp;iacute;sicos&amp;rdquo;, disse Roman Gerodimos, um dos pesquisadores que conduziram o estudo no Reino Unido, ao jornal &amp;ldquo;Telegraph&amp;rdquo;. Uma das principais conclus&amp;otilde;es do estudo chamado de Unplugged foi a semelhan&amp;ccedil;a entre a abstin&amp;ecirc;ncia de drogas e de conte&amp;uacute;do midi&amp;aacute;tico.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;UOL Tecnologia&lt;/em&gt; - 5/1/2011</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=2pMBgOg8FPw1dM0HGPgSCw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Wed, 05 Jan 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=2pMBgOg8FPw1dM0HGPgSCw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Redação afina sintonia com o mundo digital</title><description>&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Em 2010, a Reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o de O Estado de S. Paulo tornou-se definitivamente digital. Mais que tecnol&amp;oacute;gica, foi uma revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o cultural. Seguindo a tend&amp;ecirc;ncia ainda presente na imprensa brasileira, o Estado vinha segurando suas melhores not&amp;iacute;cias, os furos, para a edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de papel. N&amp;atilde;o mais. O leitor hoje &amp;eacute; imediatamente informado, seja por celular, tablet ou web, quando uma not&amp;iacute;cia importante chega ao conhecimento de rep&amp;oacute;rteres e editores. No dia seguinte, a edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do jornal completa a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com aprofundamento e an&amp;aacute;lise.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;&amp;Eacute; como a grande imprensa mundial, do americano The New York Times ao brit&amp;acirc;nico The Guardian, se comporta. E, embora a postura do "digital first" seja uma profunda inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o no jornalismo brasileiro, n&amp;atilde;o foi a &amp;uacute;nica tocada pelo Grupo Estado no ano que passou.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O Estado foi o primeiro ve&amp;iacute;culo brasileiro com presen&amp;ccedil;a no iPad, o tablet da Apple. J&amp;aacute; havia sido, em 2008, o primeiro no iPhone. Os tablets representam uma nova maneira de fazer jornalismo que une a eleg&amp;acirc;ncia da organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do papel com as fascinantes possibilidades da multim&amp;iacute;dia.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O &amp;uacute;ltimo ano foi de estudo intenso dessa nova plataforma e, no in&amp;iacute;cio de 2011, o aplicativo para o iPad chegar&amp;aacute; &amp;agrave; vers&amp;atilde;o 3.0 e logo migrar&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m para os tablets que rodam o sistema Android, caso do Galaxy Tab da Samsung.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;A cultura digital que tomou a Reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o gerou tamb&amp;eacute;m uma nova forma de trabalhar com as m&amp;iacute;dias sociais. Mais do que uma fren&amp;eacute;tica busca por seguidores em sistemas como o Twitter, a Reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o de O Estado de S. Paulo dedicou-se &amp;agrave; rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com seus leitores.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;De todos os ve&amp;iacute;culos brasileiros, &amp;eacute; o maior no ranking de relev&amp;acirc;ncia, a raz&amp;atilde;o que divide n&amp;uacute;mero de seguidores por n&amp;uacute;mero de men&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Tem um &amp;iacute;ndice de 0,74 contra 0,4 do segundo lugar e 0,28, do terceiro. Ou seja: os leitores do Estado citam mais o jornal do que os da concorr&amp;ecirc;ncia. O Estado faz parte de seu cotidiano digital.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;S&amp;atilde;o, todas, marcas de um ano iniciado com o redesenho do portal estad&amp;atilde;o.com.br, que trouxe para o Pa&amp;iacute;s a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos melhores sites noticiosos europeus, separando em colunas distintas o notici&amp;aacute;rio importante do interessante. O mesmo ano marcado por uma parceria in&amp;eacute;dita com o portal MSN, da Microsoft, por meio do qual o Estado passou a editar seu canal de not&amp;iacute;cias.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA" style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O resultado de todas as transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es foi um crescimento anual, segundo o Ibope, de 88% em usu&amp;aacute;rios &amp;uacute;nicos e de 132% em p&amp;aacute;ginas lidas. Ou seja, o estad&amp;atilde;o.com.br ganhou mais leitores que leem mais not&amp;iacute;cias. No per&amp;iacute;odo, a m&amp;eacute;dia dos sites de not&amp;iacute;cias brasileiros cresceu apenas 20% no n&amp;uacute;mero de usu&amp;aacute;rios e caiu 1% em p&amp;aacute;ginas lidas. S&amp;atilde;o poucos leitores novos que leem menos. Uma realidade distinta da do Grupo Estado, que investe, principalmente, em informar bem e primeiro seus leitores.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 4/1/2011</description><author>Nacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=esvzB48/B1r/A1epAM7Mig==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 04 Jan 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=esvzB48/B1r/A1epAM7Mig==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Ministro defende limite a estrangeiro na rede</title><description>&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O novo ministro das Comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, Paulo Bernardo, defendeu ontem, em entrevista antes da solenidade de posse, que o limite de 30% para o capital estrangeiro em empresas jornal&amp;iacute;sticas seja v&amp;aacute;lido tamb&amp;eacute;m para portais de Internet que veiculam not&amp;iacute;cias. Associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que representam os jornais e os radiodifusores v&amp;ecirc;m cobrando que o Executivo, o Legislativo e o Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico fa&amp;ccedil;am valer a Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que em seu artigo 222 imp&amp;otilde;e esta condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a propriedade de ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, al&amp;eacute;m da obrigatoriedade de nacionalidade brasileira para dirigentes das empresas do ramo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;&amp;mdash; Tem uma regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o que permite at&amp;eacute; 30% de capital estrangeiro em &amp;oacute;rg&amp;atilde;os de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;A discuss&amp;atilde;o &amp;eacute; se os portais da internet s&amp;atilde;o &amp;oacute;rg&amp;atilde;os de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Eles alegam que n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;oacute;pria, ou s&amp;oacute; t&amp;ecirc;m uma pequena produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Eu acho que a lei tem que ser parecida, tem que ter a mesma participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o permitida, e temos que definir o que &amp;eacute; em termos de jornalismo, m&amp;iacute;dia informativa e o total. Essa quest&amp;atilde;o vai ter que ser resolvida &amp;mdash; afirmou Paulo Bernardo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Ministro promete p&amp;ocirc;r em debate regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o do setor&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Para o ministro, embora tenha havido d&amp;uacute;vidas recentemente sobre se a internet est&amp;aacute; no escopo do Minist&amp;eacute;rio das Comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, o debate sobre capital estrangeiro diz respeito &amp;agrave;s condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas num &amp;uacute;nico setor: &amp;mdash; Acho que temos que discutir, isso n&amp;atilde;o &amp;eacute; um problema ligado ao conte&amp;uacute;do da internet, &amp;eacute; um problema econ&amp;ocirc;mico, problema de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empresas no setor. &amp;Eacute; importante fazer uma defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre isso.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Outros aspectos regulat&amp;oacute;rios] ter&amp;atilde;o aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o total em sua gest&amp;atilde;o no minist&amp;eacute;rio, segundo Paulo Bernardo. Por exemplo, a Lei de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o Eletr&amp;ocirc;nica, elaborada pelo ex-ministro da secretaria de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Presid&amp;ecirc;ncia Franklin Martins, que &amp;eacute; vista com desconfian&amp;ccedil;a pela m&amp;iacute;dia e por v&amp;aacute;rios setores da sociedade &amp;mdash; que temem um excesso de regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e um cerco &amp;agrave; liberdade de imprensa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O projeto pol&amp;ecirc;mico do governo anterior tem o prop&amp;oacute;sito de regulamentar os artigos da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o 220, que trata da liberdade de express&amp;atilde;o e cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e 221, que trata de programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e conte&amp;uacute;do. Tamb&amp;eacute;m prev&amp;ecirc; a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma ag&amp;ecirc;ncia para regular conte&amp;uacute;do das m&amp;iacute;dias e mant&amp;eacute;m a Ag&amp;ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es (Anatel) regulando os meios eletr&amp;ocirc;nicos do ponto de vista t&amp;eacute;cnico.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;A outra hip&amp;oacute;tese &amp;eacute; dar &amp;agrave; Anatel as duas atribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O ministro disse que ainda n&amp;atilde;o leu todo o texto, mas que acompanhou v&amp;aacute;rios debates e conhece o assunto. Ele reconheceu que a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o envolve os direitos dos usu&amp;aacute;rios, al&amp;eacute;m de ter o aspecto econ&amp;ocirc;mico das empresas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Por isso, Paulo Bernardo garantiu que ser&amp;aacute; feito um grande debate sobre o tema, primeiro uma consulta p&amp;uacute;blica e depois no Congresso Nacional. Ainda ser&amp;aacute; discutida a &amp;ldquo;sequ&amp;ecirc;ncia de passos que vamos dar&amp;rdquo;: &amp;mdash; Tem a quest&amp;atilde;o da democracia, &amp;agrave;s vezes repercute de forma torta, e n&amp;oacute;s queremos ser muito cuidadosos com isto. O ministro afirmou acreditar que est&amp;aacute; pr&amp;oacute;xima a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, no Senado, do PL 29&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;(novo PLC 116), projeto que abre o mercado de TV por assinatura para as empresas de telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es e estabelece cotas para conte&amp;uacute;do nacional. Paulo Bernardo afirmou ainda que pretende agilizar o processo de permiss&amp;atilde;o de autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das r&amp;aacute;dios comunit&amp;aacute;rias.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt; - 4/1/2011</description><author>Economia</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=nI8b7KoNxjt+UGnwwqucIw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 04 Jan 2011 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=nI8b7KoNxjt+UGnwwqucIw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Equívocos no tema da regulação da mídia</title><description>&lt;p class="FONTEDANOTICIA" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;
&lt;p class="LINHADEAPOIO" style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
Pela programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do governo que se encontra em contagem regressiva, ser&amp;aacute; deixado para a presidente Dilma Rousseff, segundo o ministro da Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social, Franklin Martins, um projeto de nova regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o para os meios eletr&amp;ocirc;nicos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ela decidir&amp;aacute; se o envia ao Congresso, e em que condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, ou se o engaveta.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Faz sentido atualizar regras numa atividade em constante mudan&amp;ccedil;a, devido ao vertiginoso aperfei&amp;ccedil;oamento tecnol&amp;oacute;gico no campo das comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; o que acontece, e o culpado por isso &amp;eacute; o governo Lula. O debate sobre a reciclagem de uma legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 1962, quando internet, videoconfer&amp;ecirc;ncia e outros recursos hoje usuais eram coisa de fic&amp;ccedil;&amp;atilde;o cient&amp;iacute;fica, poderia tramitar sem desconfian&amp;ccedil;as e choques se o Planalto houvesse impedido a manipula&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessa quest&amp;atilde;o por grupos incrustados no governo, com a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tolher a imprensa independente e profissional. Infelizmente, importantes aspectos do entrela&amp;ccedil;amento das diversas plataformas digitais de difus&amp;atilde;o de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es foram intoxicados pela esperteza de alguns de tentar usar o tema como Cavalo de Troia para contrabandear dispositivos de controle do conte&amp;uacute;do jornal&amp;iacute;stico. Tentativa ing&amp;ecirc;nua, pois se trata de iniciativa barrada pela Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, pela qual o direito &amp;agrave;s liberdades de imprensa e express&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode ser relativizado.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O governo Lula perdeu a credibilidade para propor uma discuss&amp;atilde;o s&amp;eacute;ria sobre qualquer regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da m&amp;iacute;dia ao ser leniente com investidas contra a liberdade de imprensa. No primeiro mandato, foram as propostas da Ancinav e do Conselho Federal de Jornalismo, as quais jamais deveriam ter sido formuladas. No segundo, a ris&amp;iacute;vel terceira vers&amp;atilde;o do "Programa Nacional de Direitos Humanos", utilizada para justificar o controle _ do conte&amp;uacute;do da imprensa &amp;mdash; eufemismo de censura &amp;mdash;, esp&amp;iacute;rito id&amp;ecirc;ntico ao da Confer&amp;ecirc;ncia Nacional de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o (Confecom), iniciativa do Planalto, fonte inspiradora da cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em diversos estados, de conselhos de "controle social" de grupos independentes de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Como se faltassem regras e instrumentos de fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre, principalmente, a m&amp;iacute;dia eletr&amp;ocirc;nica e a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o audiovisual.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;A falsidade da tese do suposto excesso de liberalismo no trato de TVs, r&amp;aacute;dios e cinema foi demonstrada por reportagem do GLOBO de domingo, em que est&amp;atilde;o relacionados dispositivos legais e &amp;oacute;rg&amp;atilde;os respons&amp;aacute;veis por interven&amp;ccedil;&amp;otilde;es no meio, algumas draconianas e inconstitucionais. Tramita, por exemplo, no Supremo Tribunal Federal uma a&amp;ccedil;&amp;atilde;o de declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o de inconstitucionalidade de dispositivo do Estatuto da Crian&amp;ccedil;a e do Adolescente (ECA) pelo qual, em nome da defesa do menor, procuradores e promotores tentam agir como censores. Ainda n&amp;atilde;o foi julgada a reclama&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;A pauta do debate proposto pelo governo sobre a regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da m&amp;iacute;dia eletr&amp;ocirc;nica fica, portanto, desfocada quando abre brechas para o controle de conte&amp;uacute;do. Ora, n&amp;atilde;o s&amp;oacute; o controle j&amp;aacute; existe, como, em alguns casos, &amp;eacute; inconstitucional. E, ao se misturar quest&amp;otilde;es t&amp;eacute;cnicas com o vi&amp;eacute;s pol&amp;iacute;tico autorit&amp;aacute;rio de quem deseja tolher grupos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, interdita-se o debate que se deveria travar sobre como atender a um mercado cada vez mais &amp;aacute;vido de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e entretenimento, sem deixar de se defender os interesses nacionais.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt; - 23/11/2010</description><author>Editoria</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=GOd892N6IX/w2TGuw52JZw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 23 Nov 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=GOd892N6IX/w2TGuw52JZw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>O assédio petista à mídia</title><description>&lt;p&gt;As tentativas de controlar os meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Brasil podem ser abertas ou camufladas. Nos &amp;uacute;ltimos dias, surgiram exemplos das duas modalidades. No primeiro caso, amplamente noticiado, a Assembleia Legislativa do Cear&amp;aacute; aprovou, por unanimidade, o projeto de uma deputada petista que institui no Estado um Conselho de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social - na linha prevista pela aparelhada Confer&amp;ecirc;ncia Nacional de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o (Confecom), realizada em dezembro de 2009, sob os ausp&amp;iacute;cios do Planalto. As suas diretrizes frequentaram brevemente o programa da candidata Dilma Rousseff, antes de serem expurgadas por evidente inconveni&amp;ecirc;ncia eleitoral.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A segunda manobra, que tenta encobrir a sua verdadeira natureza, foi uma a&amp;ccedil;&amp;atilde;o direta de inconstitucionalidade "por omiss&amp;atilde;o", impetrada no Supremo Tribunal Federal (STF) pela Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a mesma que no come&amp;ccedil;o do atual governo quis emplacar o policialesco Conselho Nacional de Jornalismo, e a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifus&amp;atilde;o e Televis&amp;atilde;o (Fitert). As entidades assinalam que a revoga&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Lei de Imprensa pelo pr&amp;oacute;prio STF deixou sem regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o o direito de resposta na m&amp;iacute;dia e pedem que o vazio seja preenchido. &amp;Agrave; primeira vista, pode parecer uma demanda de todo procedente. Mas n&amp;atilde;o &amp;eacute;, como se ver&amp;aacute; adiante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;J&amp;aacute; o pretendido conselho cearense, que depende da san&amp;ccedil;&amp;atilde;o do governador Cid Gomes, do PSB, quer fiscalizar os meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado, criar condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a "democratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o" da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e orientar a distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o das verbas publicit&amp;aacute;rias estaduais considerando a "qualidade e pluralismo" da programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os da m&amp;iacute;dia eletr&amp;ocirc;nica. Os controladores, reguladores e, em &amp;uacute;ltima an&amp;aacute;lise, vigias do sistema ser&amp;atilde;o 25 conselheiros, dos quais 18 da sociedade civil, incluindo representantes dos meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sindicatos e consumidores. Eles julgar&amp;atilde;o o desempenho e a conduta &amp;eacute;tica da m&amp;iacute;dia local com base na Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Direitos Humanos "e outros tratados internacionais".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O presidente do Sindicato dos Jornalistas do Cear&amp;aacute; (Sindjorce), Claylson Martins, nega que o &amp;oacute;rg&amp;atilde;o tenha pretens&amp;otilde;es cens&amp;oacute;rias, j&amp;aacute; que as eventuais san&amp;ccedil;&amp;otilde;es a que estiverem expostas depender&amp;atilde;o do Judici&amp;aacute;rio - como se pudesse ser de outra forma no Estado Democr&amp;aacute;tico de Direito. Mas o palavreado apaziguador n&amp;atilde;o engana. Para o diretor executivo da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira, a proposta &amp;eacute; "obscurantista, autorit&amp;aacute;ria e inconstitucional". "Quem deve controlar os ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o deve ser a sua audi&amp;ecirc;ncia", argumenta. "N&amp;atilde;o cabe a nenhum &amp;oacute;rg&amp;atilde;o do Estado exercer esse papel."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de assediar a imprensa &amp;eacute; manifesta na iniciativa do PT do Cear&amp;aacute;, os petistas da Fenaj escolheram um caminho mais sinuoso para o mesmo objetivo. Isso porque a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o por eles impetrada no Supremo Tribunal vai al&amp;eacute;m da corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lacuna legal sobre o direito de resposta, com o fim da Lei de Imprensa. Quando cobram a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da mat&amp;eacute;ria, d&amp;atilde;o ao termo "direito de resposta" um sentido amea&amp;ccedil;ador, que extrapola o artigo 5.&amp;ordm; da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que o consagrou. A a&amp;ccedil;&amp;atilde;o cita dois outros artigos que tratam da m&amp;iacute;dia eletr&amp;ocirc;nica e que n&amp;atilde;o guardam rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a faculdade de as pessoas publicarem na imprensa as suas vers&amp;otilde;es dos fatos ou situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es em conex&amp;atilde;o com os quais se viram citadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um artigo &amp;eacute; o 221, segundo o qual a programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das emissoras deve dar prefer&amp;ecirc;ncia a finalidades educativas, art&amp;iacute;sticas e informativas, respeitados os valores &amp;eacute;ticos e sociais da pessoa e da fam&amp;iacute;lia. O outro artigo &amp;eacute; o que o precede, que determina que lei federal deve garantir ao p&amp;uacute;blico a possibilidade de se defender de programa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que contrariem o disposto no texto anterior. Assim, na interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Fenaj, a lei deveria dar a cada espectador ou ouvinte o direito &amp;agrave; divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de suas opini&amp;otilde;es, nos pr&amp;oacute;prios canais e esta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, sobre os respectivos programas. N&amp;atilde;o &amp;eacute; preciso nenhum voo de imagina&amp;ccedil;&amp;atilde;o para imaginar a avalanche de press&amp;otilde;es orquestradas contra a m&amp;iacute;dia eletr&amp;ocirc;nica se o Congresso aprovar a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o reivindicada - o que pedem que o STF induza, em regime de urg&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 24/10/2010</description><author>Notas &amp; Informações</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=wiw7rmou1fGmEFuL9L6G7A==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Sun, 24 Oct 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=wiw7rmou1fGmEFuL9L6G7A==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Brasil sobe no ranking mundial de liberdade de imprensa</title><description>&lt;p&gt;De acordo com um ranking mundial de liberdade de imprensa realizado pela organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o-governamental Rep&amp;oacute;rteres Sem Fronteiras (RSF) e divulgado nesta quarta-feira, 20, o Brasil passou a ocupar a 58&amp;ordf; posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O pa&amp;iacute;s subiu 13 posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es gra&amp;ccedil;as a uma "evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o favor&amp;aacute;vel na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o" sobre o tema, de acordo com a entidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo o Portal Imprensa, o respons&amp;aacute;vel pela atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o da RSF nas Am&amp;eacute;ricas, Beno&amp;icirc;t Hervieu, declarou que as elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es deste ano tamb&amp;eacute;m contribu&amp;iacute;ram para a coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Brasil no ranking: "Um passo positivo foi dado &amp;agrave;s v&amp;eacute;speras das elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es, com a revoga&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lei que proibia caricaturar pol&amp;iacute;ticos". Al&amp;eacute;m disso, Hervieu citou a aus&amp;ecirc;ncia de viol&amp;ecirc;ncia grave contra a imprensa, maior sensibiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do poder p&amp;uacute;blico ao acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o fato de o pa&amp;iacute;s ter uma "das comunidades mais ativas na Internet".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para Hervieu, as medidas judiciais que impedem a m&amp;iacute;dia de divulgar "nomes e sobrenomes" em determinadas mat&amp;eacute;rias s&amp;atilde;o "rid&amp;iacute;culas", e que a Justi&amp;ccedil;a brasileira sofre influ&amp;ecirc;ncia pol&amp;iacute;tica. Sobre as cr&amp;iacute;ticas feitas pelo presidente Luiz In&amp;aacute;cio Lula da Silva contra a imprensa recentemente, o representante da RSF declarou que a posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o adotada pela m&amp;iacute;dia em repercutir as declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Lula dizendo que "s&amp;atilde;o uma amea&amp;ccedil;a &amp;agrave; imprensa &amp;eacute; exagerada".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em um cap&amp;iacute;tulo intitulado &amp;lsquo;Crescimento econ&amp;ocirc;mico n&amp;atilde;o quer dizer liberdade de imprensa&amp;rsquo;, o Brasil foi o &amp;uacute;nico pa&amp;iacute;s do grupo dos pa&amp;iacute;ses em desenvolvimento que engloba R&amp;uacute;ssia (140&amp;ordm;), &amp;Iacute;ndia (122&amp;ordm;) e China (171&amp;ordm;) - a evoluir no ranking. No ranking, Finl&amp;acirc;ndia, Isl&amp;acirc;ndia, Holanda, Noruega, Su&amp;eacute;cia e Sui&amp;ccedil;a aparecem empatados em primeiro lugar. No final da lista est&amp;atilde;o Turcomenist&amp;atilde;o (176&amp;ordm;), Coreia do Norte (177&amp;ordm;) e Eritr&amp;eacute;ia (178&amp;ordm;). Em maio deste ano, a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o divulgou uma lista sobre liberdade de imprensa em que o Brasil havia subido do 82&amp;ordm; para o 71&amp;ordm; lugar.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Coletiva.net&lt;/em&gt; - 20/10/2010</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=klWS4Numqc6d+vz8seLA2g==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Wed, 20 Oct 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=klWS4Numqc6d+vz8seLA2g==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Antonio Guerreiro assume a direção-geral do portal R7 da Record</title><description>&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;A partir desta segunda-feira (18), o jornalista Antonio Guerreiro &amp;eacute; o novo diretor-geral do portal da Rede Record, o R7. At&amp;eacute; a semana passada, Guerreiro era diretor de conte&amp;uacute;do do portal e agora substitui F&amp;aacute;bio Tucilho, que assume outras fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es no Grupo Record.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Guerreiro tem 22 anos de carreira e acumula passagens pelas r&amp;aacute;dios Gazeta AM/FM, pelo jornal A Gazeta Esportiva, e como apresentador pela Jovem Pan FM, TV Bandeirantes e SBT. O jornalista atuou tamb&amp;eacute;m como professor universit&amp;aacute;rio na Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o C&amp;aacute;sper L&amp;iacute;bero.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA" style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Em 2009, na inaugura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do R7, Guerreiro foi respons&amp;aacute;vel pelo projeto de conte&amp;uacute;do do portal.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Portal Imprensa&lt;/em&gt; - 18/10/2010</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=w2ZxRrs8CWmzDfltXKS+Ag==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 18 Oct 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=w2ZxRrs8CWmzDfltXKS+Ag==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>TRE derruba liminar e libera 'Estado' para noticiar escândalo do Tocantins</title><description>&lt;p&gt;Por quatro votos a dois, o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) cassou ontem a liminar do desembargador Liberato P&amp;oacute;voa que decretou censura ao Estado e a outros 83 meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o na sexta-feira. A censura foi pedida pela coliga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do governador do Estado, Carlos Gaguim (PMDB), que concorre &amp;agrave; reelei&amp;ccedil;&amp;atilde;o por uma alian&amp;ccedil;a que conta com o PT e o PC do B e &amp;eacute; apoiada pelo presidente Luiz In&amp;aacute;cio Lula da Silva e sua candidata, Dilma Rousseff.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gaguim &amp;eacute; acusado pelo Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico de estar envolvido num esquema de fraudes de R$ 615 milh&amp;otilde;es em licita&amp;ccedil;&amp;otilde;es dirigidas em 11prefeituras de S&amp;atilde;o Paulo e do Tocantins. Ele recorreu &amp;agrave; censura - e a conseguiu, pelo menos de sexta-feira at&amp;eacute; ontem - para evitar que as not&amp;iacute;cias a seu respeito fossem utilizadas pela coliga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de seu oponente, o tucano Siqueira Campos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao perceber o alcance pol&amp;iacute;tico da decis&amp;atilde;o do desembargador Liberato P&amp;oacute;voa, e o desgaste que ela estava causando, Gaguim tentou fazer uma manobra jur&amp;iacute;dica. Recorreu ao TRE solicitando que mudasse a liminar, reduzindo seu alcance apenas para proibir a coliga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Siqueira Campos de mostrar as den&amp;uacute;ncias na TV, liberando os ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da censura. Mas o TRE rejeitou o pedido. Como caiu toda a liminar, os advers&amp;aacute;rios de Gaguim poder&amp;atilde;o utilizar as den&amp;uacute;ncias contra o governador no hor&amp;aacute;rio eleitoral.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao cassar a liminar concedida por P&amp;oacute;voa, o TRE-TO entendeu que a decis&amp;atilde;o havia ferido o artigo 220 da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, segundo o qual "&amp;eacute; vedada toda e qualquer censura de natureza pol&amp;iacute;tica, ideol&amp;oacute;gica e art&amp;iacute;stica".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O presidente do TRE-TO, desembargador Jos&amp;eacute; de Moura Filho, afirmou que "a censura pr&amp;eacute;via n&amp;atilde;o pode existir", por ser inconstitucional. Ele fez quest&amp;atilde;o de dar o voto, embora isso n&amp;atilde;o fosse necess&amp;aacute;rio, pois quando votou a liminar j&amp;aacute; havia ca&amp;iacute;do por tr&amp;ecirc;s a dois. "Quando vi a liminar do desembargador P&amp;oacute;voa, fiquei assustado, porque institu&amp;iacute;a a morda&amp;ccedil;a, tentava calar a imprensa", disse o presidente do TRE.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na sess&amp;atilde;o extraordin&amp;aacute;ria realizada ontem &amp;agrave; tarde, P&amp;oacute;voa manteve sua decis&amp;atilde;o. Ele acusou a coliga&amp;ccedil;&amp;atilde;o que apoia Siqueira Campos de usar a imprensa para p&amp;ocirc;r o povo contra o TRE. O desembargador disse que not&amp;iacute;cias sobre o envolvimento de Gaguim no esc&amp;acirc;ndalo do desvio de dinheiro foram obtidas de forma il&amp;iacute;cita, por meio do roubo de um computador do Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico na quinta-feira. Mas a primeira not&amp;iacute;cia do Estado sobre o caso foi publicada cinco dias antes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;P&amp;oacute;voa continuou defendendo Gaguim, cujo governo emprega a mulher e a sogra do desembargador: "N&amp;atilde;o h&amp;aacute; inqu&amp;eacute;rito aberto contra o candidato e as investiga&amp;ccedil;&amp;otilde;es correm em segredo de Justi&amp;ccedil;a." Para ele, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; direito constitucional quando se fere o direito individual. "N&amp;atilde;o h&amp;aacute; como se reconhecer razo&amp;aacute;vel ou proporcional sacrificar os direitos individuais em detrimento ao direito constitucional de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e liberdade de imprensa", disse.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cerca de 300 pessoas fizeram ontem uma passeata at&amp;eacute; a sede do TRE contra a liminar - depois derrubada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ontem, Gaguim passou o dia em Gurupi, a cerca de 240 quil&amp;ocirc;metros de Palmas. Hoje &amp;agrave; noite haver&amp;aacute; o &amp;uacute;ltimo debate entre os candidatos a governador.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 28/9/2010</description><author>Nacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=RRjRCHvB+7lEi3XjFvZZcQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 28 Sep 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=RRjRCHvB+7lEi3XjFvZZcQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Em dois anos, 70 atentados contra a liberdade</title><description>&lt;p&gt;A imprensa brasileira teve 70 casos de atentado contra a liberdade de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos &amp;uacute;ltimos dois anos, segundo relat&amp;oacute;rio conclu&amp;iacute;do ontem pela A Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais (ANJ). O levantamento sobre a Liberdade de Imprensa no Pa&amp;iacute;s lista casos de censura, amea&amp;ccedil;as, agress&amp;otilde;es a jornalistas e outras formas de press&amp;atilde;o contra o direito &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no per&amp;iacute;odo de agosto de 2008 a 27 de setembro de 2010. "&amp;Eacute; uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o preocupante, pois todos os casos representam flagrante desrespeito &amp;agrave; Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Pa&amp;iacute;s, afirma Ricardo Pedreira, diretor executivo da ANJ. Em anos anteriores, a ANJ chegou a constatar casos de morte de jornalistas brasileiros em decorr&amp;ecirc;ncia do exerc&amp;iacute;cio profissional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O relat&amp;oacute;rio destaca a quantidade preocupante de censura por medida judicial: dos 70 casos, 26 correspondem a decis&amp;otilde;es do Poder Judici&amp;aacute;rio, sendo 10 medidas restritivas determinadas pela Justi&amp;ccedil;a Eleitoral. Em quatro delas, membros do pr&amp;oacute;prio Judici&amp;aacute;rio foram respons&amp;aacute;veis pelas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es contra reportagens que os envolviam.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O levantamento da ANJ destaca o aumento de decis&amp;otilde;es judiciais proibindo jornais de publicar reportagens sobre determinados temas ou com certo tipo de conte&amp;uacute;do, em per&amp;iacute;odo eleitoral ou n&amp;atilde;o. "Nesses dois anos, foram 20 casos denunciados pelo Comit&amp;ecirc; de Liberdade de Express&amp;atilde;o como epis&amp;oacute;dios de censura, em flagrante desrespeito pelo esp&amp;iacute;rito e letra da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federal", aponta a ANJ.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Entre eles, est&amp;atilde;o os dois epis&amp;oacute;dios de censura ao Estado. O primeiro &amp;eacute; o da publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de reportagens sobre a Opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Boi Barrica, em vigor desde 1&amp;ordm; de agosto de 2009. A opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Pol&amp;iacute;cia Federal investiga Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, Jos&amp;eacute; Sarney, suspeito de fazer caixa 2 na campanha de Roseana Sarney na disputa pelo governo do Maranh&amp;atilde;o em 2006. O segundo &amp;eacute; a da liminar do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins, que proibiu 84 meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de divulgar not&amp;iacute;cias sobre uma investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico de S&amp;atilde;o Paulo envolvendo o governador do Tocantins e candidato &amp;agrave; reelei&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Carlos Gaguim (PMDB).&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 28/9/2010</description><author>Nacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=jmif2YOytGbp8g4MGWxYIw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 28 Sep 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=jmif2YOytGbp8g4MGWxYIw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Por um pingo de serenidade</title><description>&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Por iniciativa pessoal do presidente da Rep&amp;uacute;blica, a imprensa vai se convertendo em r&amp;eacute; nesta campanha eleitoral. Nos palanques, ele vem investindo agressivamente contra ela. Diz que vai derrot&amp;aacute;-la nas elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Lula grita, gesticula, fala com muita virul&amp;ecirc;ncia. Por que ser&amp;aacute;?&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;&amp;Eacute; dif&amp;iacute;cil de entender. Ele sair&amp;aacute; consagrado de seus dois mandatos. A aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o popular que o eleva &amp;agrave;s alturas &amp;eacute; um feito sem precedentes. O clima no Pa&amp;iacute;s &amp;eacute; de otimismo. Os indicadores econ&amp;ocirc;micos, em sua maioria, atestam expans&amp;atilde;o, crescimento, solidez. Sua candidata ao Planalto lidera as pesquisas com imensa folga. Por que, ent&amp;atilde;o, todo esse ressentimento?&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Uma ministra da Casa Civil acaba de sair da Pasta porque reportagens revelaram irregularidades graves em torno dela. As not&amp;iacute;cias que a derrubaram eram mentirosas? Se n&amp;atilde;o eram, por que a demiss&amp;atilde;o (dela e de outros)? Agora: se a demiss&amp;atilde;o procede, por que tanta raiva?&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;&amp;Eacute; compreens&amp;iacute;vel, isto sim, que as autoridades guardem m&amp;aacute;goas do notici&amp;aacute;rio. Quem j&amp;aacute; exerceu cargo p&amp;uacute;blico, ainda que de proje&amp;ccedil;&amp;atilde;o modesta, sabe que a leitura di&amp;aacute;ria dos jornais &amp;eacute; uma roleta-russa macabra: de repente, vem l&amp;aacute; uma bordoada envolvendo o nome do sujeito em maracutaias das quais ele jamais ouvira falar. Dar de cara com esse tipo de aleivosia &amp;eacute; das piores experi&amp;ecirc;ncias que existem (para quem tem vergonha na cara, vale lembrar). Al&amp;eacute;m de despreparo t&amp;eacute;cnico, que leva as reportagens a confundirem deseleg&amp;acirc;ncia com ilicitude, assim como confundem mandado com mandato, h&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m o despreparo humano, emocional, o desrespeito aos semelhantes, o preconceito mais deslavado. Tudo isso &amp;eacute; lament&amp;aacute;vel. Mas tudo isso se refere &amp;agrave; dor da pessoa f&amp;iacute;sica. O estadista, por dever de of&amp;iacute;cio, n&amp;atilde;o pode permitir que sua dor pessoal conduza suas atitudes como chefe de Estado. Simplesmente n&amp;atilde;o pode.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Lula sabe disso. Ele sabe disso muito mais do que todos n&amp;oacute;s. E, tamb&amp;eacute;m por isso, &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil aceitar e entender a brutalidade dos seus ataques aos jornalistas. Mas, se nos esfor&amp;ccedil;armos, podemos encontrar uma linha de explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Ela come&amp;ccedil;a pela necessidade de blindar a candidatura de Dilma Rousseff contra reportagens que possam minar o voto de confian&amp;ccedil;a que ela vem recebendo nas pesquisas. Para isso, Lula caracteriza a imprensa como "partidos de oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o". Ele iguala o discurso jornal&amp;iacute;stico ao discurso da oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e, na sequ&amp;ecirc;ncia, conclama os eleitores a "derrotar alguns jornais e revistas que se comportam como partidos pol&amp;iacute;ticos". Eis a f&amp;oacute;rmula da blindagem necess&amp;aacute;ria. Portanto, o movimento teatral de Lula &amp;eacute; estritamente racional, calculado. E faz sentido.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;O lastro eleitoral de Dilma vem de Lula. Se o mesmo Lula amaldi&amp;ccedil;oa os que a criticam, desqualificando-os um a um, pode, al&amp;eacute;m de lastre&amp;aacute;-la, vacin&amp;aacute;-la contra as cr&amp;iacute;ticas. Esse &amp;eacute; o sentido eleitoral do discurso do presidente. A log&amp;iacute;stica &amp;eacute; bem simples. Primeiro, ele afirma que certos "jornais e revistas" n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o imprensa, mas "partidos de oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o". Assim, joga-os no descr&amp;eacute;dito. Se s&amp;atilde;o partid&amp;aacute;rios, merecem a mesma confian&amp;ccedil;a que os partidos da oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o (embora o governo demita autoridades cujas condutas foram reveladas suspeitas por esses mesmos jornais e revistas, ou seja, na pr&amp;aacute;tica, o governo lhes d&amp;aacute; cr&amp;eacute;dito, mas no discurso tenta desmoraliz&amp;aacute;-las). Em seguida, Lula cuida de se afirmar democrata: "A liberdade de imprensa &amp;eacute; uma coisa sagrada." Portanto, ningu&amp;eacute;m pode acus&amp;aacute;-lo de autorit&amp;aacute;rio. Imediatamente, por&amp;eacute;m, estabelece condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a liberdade. "A liberdade de imprensa n&amp;atilde;o significa que voc&amp;ecirc; possa inventar coisas o dia inteiro." (...) "Significa que voc&amp;ecirc; tem a liberdade de informar corretamente a opini&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica, para fazer cr&amp;iacute;ticas pol&amp;iacute;ticas, e n&amp;atilde;o o que a gente assiste de vez em quando."&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Claro: o racioc&amp;iacute;nio tem problemas s&amp;eacute;rios. Lula cumpre o seu objetivo eleitoral, sem d&amp;uacute;vida. Mas a que pre&amp;ccedil;o? Ao pre&amp;ccedil;o de promover o engano e a disc&amp;oacute;rdia.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;O engano. Lula faz crer que liberdade existe apenas para os que informam "corretamente". N&amp;atilde;o &amp;eacute; bem assim. A liberdade de imprensa inclui a liberdade de que ve&amp;iacute;culos impressos - que n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o radiodifus&amp;atilde;o e, portanto, n&amp;atilde;o dependem de concess&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica - assumam uma linha editorial abertamente partid&amp;aacute;ria. Qualquer &amp;oacute;rg&amp;atilde;o impresso (ou na internet) pode, se quiser, fazer oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o sistem&amp;aacute;tica. A liberdade n&amp;atilde;o foi conquistada apenas para os que "informam corretamente", mas tamb&amp;eacute;m para os que, na opini&amp;atilde;o desse ou daquele presidente da Rep&amp;uacute;blica, n&amp;atilde;o informam t&amp;atilde;o corretamente assim. Se um jornal quiser assumir uma postura militante, de cabo eleitoral hist&amp;eacute;rico, e, mais, se quiser n&amp;atilde;o declarar que faz as vezes de cabo eleitoral, o problema &amp;eacute; desse jornal, que se arrisca a perder credibilidade. O problema &amp;eacute; dele, s&amp;oacute; dele, n&amp;atilde;o &amp;eacute; do governo.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;A disc&amp;oacute;rdia. Algu&amp;eacute;m poder&amp;aacute; acreditar que cabe ao Estado definir o que &amp;eacute; "informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o correta" e, com base nessa cren&amp;ccedil;a, poder&amp;aacute; pedir a persegui&amp;ccedil;&amp;atilde;o estatal de &amp;oacute;rg&amp;atilde;os de imprensa. Seria tenebroso. N&amp;atilde;o cabe ao Executivo, ao Legislativo ou ao Judici&amp;aacute;rio definir o que &amp;eacute; "informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o correta". Isso &amp;eacute; prerrogativa do cidad&amp;atilde;o e da sociedade. Que setores da sociedade protestem contra esse ou aquele jornal faz parte da vida democr&amp;aacute;tica. &amp;Agrave;s vezes, &amp;eacute; bom. Pode ser profil&amp;aacute;tico. Agora, que o governo emule, patrocine ou encoraje esses movimentos &amp;eacute; no m&amp;iacute;nimo temer&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Enfim, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel entender o tom furibundo do maior eleitor de Dilma. &amp;Eacute; poss&amp;iacute;vel, tamb&amp;eacute;m, critic&amp;aacute;-lo. A pessoa do presidente tem direito de se irritar com o notici&amp;aacute;rio. Tem at&amp;eacute; o direito de processar jornalistas. Mas o chefe de Estado n&amp;atilde;o deveria semear o &amp;oacute;dio, conclamando o povo a "derrotar" &amp;oacute;rg&amp;atilde;os de imprensa. N&amp;atilde;o que isso ameace a ordem democr&amp;aacute;tica. N&amp;atilde;o exageremos. Temos ampla liberdade de express&amp;atilde;o no Brasil. Mesmo assim, vale anotar: essas declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es presidenciais, ainda que explic&amp;aacute;veis, s&amp;atilde;o inaceit&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;JORNALISTA, PROFESSOR DA ECA-USP&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 23/9/2010</description><author>Notas e Informações</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=0cvfptTcK+PkHyObMnC0tQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Thu, 23 Sep 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=0cvfptTcK+PkHyObMnC0tQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Uma rede nem tão aberta e livre</title><description>&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Quando George W. Bush se referiu a "rumores nas... h&amp;atilde;... internets", durante a campanha presidencial de 2004, ele foi ridicularizado por sua desorienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o - e "internets" tornou-se uma abreviatura de falta de compreens&amp;atilde;o do mundo on-line. Mas o que na &amp;eacute;poca parecia ignor&amp;acirc;ncia hoje parece um press&amp;aacute;gio. Enquanto for&amp;ccedil;as divergentes disputam a internet, ela corre perigo de perder sua universalidade e se dividir em campos digitais separados.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;A internet &amp;eacute; tanto um pacto comercial quanto uma inven&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Uma rede de redes, cresceu em ritmo surpreendente nos &amp;uacute;ltimos 15 anos, porque quanto mais crescia, mais fazia sentido que outras redes se conectassem a ela. Seus padr&amp;otilde;es abertos tornavam essas interconex&amp;otilde;es baratas e f&amp;aacute;ceis, dissolvendo os limites entre as redes acad&amp;ecirc;micas, corporativas e de consumo existentes (lembra-se da CompuServe e da AOL?). Assim como um acordo de livre-com&amp;eacute;rcio entre pa&amp;iacute;ses aumenta o tamanho do mercado e promove os ganhos comerciais, a internet levou a maiores ganhos com a troca de dados e permitiu que a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o florescesse.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Mas hoje a internet &amp;eacute; t&amp;atilde;o grande e t&amp;atilde;o amplamente usada, que pa&amp;iacute;ses, empresas e operadoras de redes querem isolar partes dela atr&amp;aacute;s de muros ou fazer que certas &amp;aacute;reas funcionem de maneira diferente, para promover seus pr&amp;oacute;prios interesses pol&amp;iacute;ticos ou comerciais.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Tr&amp;ecirc;s conjuntos de muros est&amp;atilde;o sendo erguidos. O primeiro &amp;eacute; nacional. O "Grande Firewall" da China j&amp;aacute; imp&amp;otilde;e controles r&amp;iacute;gidos &amp;agrave;s liga&amp;ccedil;&amp;otilde;es da internet com o resto do mundo, monitorando o tr&amp;aacute;fego e tornando indispon&amp;iacute;veis muitos sites ou servi&amp;ccedil;os. Outros pa&amp;iacute;ses, como Ir&amp;atilde;, Cuba, Ar&amp;aacute;bia Saudita e Vietn&amp;atilde;, fizeram coisas semelhantes e outros governos est&amp;atilde;o enrijecendo os controles do que as pessoas podem ver e fazer na internet.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Segundo, empresas exercem maior controle ao construir "jardins murados" - uma abordagem que parecia morta uma d&amp;eacute;cada atr&amp;aacute;s. O Facebook tem seu pr&amp;oacute;prio sistema fechado de e-mail, por exemplo. O Google construiu um conjunto de servi&amp;ccedil;os integrados com base na web. Os usu&amp;aacute;rios de aparelhos m&amp;oacute;veis da Apple acessam muitos servi&amp;ccedil;os por meio de pequenos aplicativos de software baixados da rede, ou apps, em vez de um navegador da web. Ao ditar quais apps s&amp;atilde;o permitidos em seus equipamentos, a Apple tornou-se um "le&amp;atilde;o de ch&amp;aacute;cara". Conforme os apps se disseminarem para outros dispositivos m&amp;oacute;veis e at&amp;eacute; para carros e televisores, outras firmas far&amp;atilde;o o mesmo.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Terceiro, existem preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de que as operadoras de redes, em busca de novas fontes de renda, fechem acordos com provedores de conte&amp;uacute;do que v&amp;atilde;o favorecer os sites preparados para dar lucro. Al Franken, senador democrata, exp&amp;ocirc;s esse cen&amp;aacute;rio de pesadelo em um discurso em julho: sites de not&amp;iacute;cias de direita que "carregam" cinco vezes mais depressa que os blogs de esquerda. Ele e outros defensores da "neutralidade da net" querem novas leis para impedir que as redes discriminem diversos tipos de tr&amp;aacute;fego. Mas as operadoras dizem que isso poder&amp;aacute; prejudicar a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e os da direita veem a neutralidade na rede como um compl&amp;ocirc; socialista para regular a internet.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Assim, os incentivos que costumavam favorecer a maior interconex&amp;atilde;o hoje apontam na outra dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Sugerir que "a web est&amp;aacute; morta", como fez a revista Wired recentemente, &amp;eacute; um certo exagero. Mas a internet est&amp;aacute; perdendo parte de sua abertura e universalidade.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Isso nem sempre &amp;eacute; ruim. Os lucros que a Apple colhe de seu jardim murado permitiram a ela oferecer servi&amp;ccedil;os e equipamentos que deliciam seus clientes, os quais talvez n&amp;atilde;o se importem de trocar um pouco de abertura por maior seguran&amp;ccedil;a ou facilidade de utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o; sen&amp;atilde;o, eles podem ir para outro lugar. Enquanto alguns pais aprovam a pol&amp;iacute;tica da Apple de bloquear apps er&amp;oacute;ticos em seus dispositivos, por exemplo, qualquer um que n&amp;atilde;o aprove a medida pode comprar um telefone Nokia ou Android. E as leis antitruste existentes podem sempre ser utilizadas se alguma empresa conquistar e depois abusar de uma posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dominante, por exemplo, em sistemas operacionais de telefones celulares ou plataformas de publicidade -algo que ainda n&amp;atilde;o aconteceu.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;As restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es impostas pelos governos s&amp;atilde;o mais perturbadoras e mais dif&amp;iacute;ceis de enfrentar. N&amp;atilde;o h&amp;aacute; muito o que os estrangeiros possam fazer sobre a Grande Muralha de Fogo da China. Mas os governos ocidentais podem pelo menos dar um bom exemplo. O plano da Austr&amp;aacute;lia de construir um firewall no estilo chin&amp;ecirc;s, na tentativa de bloquear a pornografia infantil e instru&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a fabrica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de bombas, &amp;eacute; louco e deve ser eliminado. Ser&amp;aacute; f&amp;aacute;cil contorn&amp;aacute;-lo, e as abordagens repressoras tradicionais s&amp;atilde;o uma maneira melhor de lidar com esses problemas do que mexer com os "encanamentos" da internet.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Os governos inclinados &amp;agrave; censura poderiam ser convencidos por argumentos que se concentram nos benef&amp;iacute;cios econ&amp;ocirc;micos da abertura. Duy Hoang, um defensor da democracia no Vietn&amp;atilde; sediado nos Estados Unidos, sugeriu que os cr&amp;iacute;ticos estrangeiros salientem o papel da internet no incentivo ao com&amp;eacute;rcio, desenvolvimento, educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e empregos. De maneira semelhante, a China poderia ser lembrada de quanto mais seus cientistas poderiam conquistar se tivessem acesso irrestrito &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;span style="color: #ff6600; font-size: 14pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;CartaCapital&lt;/em&gt; - 15/9/2010</description><author>Nosso Mundo</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=aJaCfQE7dH3usVTcKYuzXg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Wed, 15 Sep 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=aJaCfQE7dH3usVTcKYuzXg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Serviço dos EUA ganha impulso com chineses que querem fugir da censura</title><description>&lt;p&gt;David Gorodyansky come&amp;ccedil;ou a AnchorFree em 2005 para ajudar a tornar a navega&amp;ccedil;&amp;atilde;o na web gratuita e confidencial em bares, aeroportos e outros lugares com pontos de acesso sem fio. Ele nunca adivinharia que cinco anos mais tarde o p&amp;uacute;blico de maior crescimento para sua companhia seria o de pessoas em busca de maneiras para driblar os censores do governo na China.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um n&amp;uacute;mero crescente de pessoas entre os 420 milh&amp;otilde;es de usu&amp;aacute;rios da web na China est&amp;aacute; se voltando para servi&amp;ccedil;os capazes de conect&amp;aacute;-los a servidores de fora do pa&amp;iacute;s para obter acesso a sites bloqueados pelo abrangente software de filtragem da China, conhecido como o "Grande Firewall" - uma refer&amp;ecirc;ncia &amp;agrave; Grande Muralha (Great Wall, em ingl&amp;ecirc;s) -, diz Ethan Zuckerman, um pesquisador s&amp;ecirc;nior do Berkman Center for Internet &amp;amp; Society da Universidade Harvard. Os servi&amp;ccedil;os de proxy, como s&amp;atilde;o chamados esses mecanismos anticensura, t&amp;ecirc;m se tornado t&amp;atilde;o comuns entre a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o instru&amp;iacute;da da China e os expatriados ocidentais que as taxas cobradas para seu uso &amp;agrave;s vezes s&amp;atilde;o tratadas como "imposto de internet", diz Zuckerman.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A AnchorFree, sediada em Mountain View, na Calif&amp;oacute;rnia, fornece um servi&amp;ccedil;o de proxy gratuito e sustentado pela publicidade chamado Hotspot Shield. Os usu&amp;aacute;rios fazem o download de um aplicativo no site da AnchorFree, que os conecta &amp;agrave; internet por meio de uma rede privada virtual (VPN, na sigla em ingl&amp;ecirc;s), similar &amp;agrave;quelas que as pessoas usam para se conectar &amp;agrave; rede de sua empresa. A maioria dos computadores conectados &amp;agrave; internet est&amp;aacute; associada a um n&amp;uacute;mero &amp;uacute;nico, ou endere&amp;ccedil;o IP, que leva os usu&amp;aacute;rios rapidamente ao destino correto. O software da AnchorFree entra na rede com um endere&amp;ccedil;o an&amp;ocirc;nimo, que pode ser rastreado s&amp;oacute; at&amp;eacute; &amp;agrave; companhia, sem chegar ao usu&amp;aacute;rio, afirma Gorodyansky. "N&amp;oacute;s mandamos voc&amp;ecirc; a uma viagem virtual fora da China", diz ele.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais recentemente tem surgido mais raz&amp;otilde;es para driblar o "Grande Firewall" da China. O acesso a v&amp;aacute;rios sites populares dos Estados Unidos, incluindo o Twitter e o Bing, da Microsoft, foi limitado no ano passado. As autoridades t&amp;ecirc;m se antecipado ao 20&amp;ordm; anivers&amp;aacute;rio dos protestos na Pra&amp;ccedil;a da Paz Celestial, disse &amp;agrave; Bloomberg na &amp;eacute;poca Xiao Qiang, diretor do China Internet Project, uma rede de pesquisa ligada &amp;agrave; Universidade da Calif&amp;oacute;rnia em Berkeley que estuda os efeitos da web na pol&amp;iacute;tica e economia chinesas . A quest&amp;atilde;o ganhou destaque no in&amp;iacute;cio do ano, quando foi anunciado que o Google iria parar de filtrar seus resultados de busca na China.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Agrave; medida que a censura fica mais sofisticada no pa&amp;iacute;s, aumenta a popularidade da AnchorFree. O n&amp;uacute;mero de usu&amp;aacute;rios do Hotspot Shield cresceu 159% no &amp;uacute;ltimo ano, para uma m&amp;eacute;dia de 8,52 milh&amp;otilde;es de pessoas a cada m&amp;ecirc;s durante o segundo trimestre. A companhia tamb&amp;eacute;m obteve crescimento no Ir&amp;atilde;, na Turquia, na Ge&amp;oacute;rgia e nos Emirados &amp;Aacute;rabes Unidos - todos conhecidos por filtrar os sites de internet - assim como no Canad&amp;aacute;, onde as pessoas usam o servi&amp;ccedil;o para obter acesso ao site de v&amp;iacute;deo, dispon&amp;iacute;vel apenas nos EUA.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parte do apelo do Hotspot Shield &amp;eacute; o fato de ser gratuito. An&amp;uacute;ncios s&amp;atilde;o exibidos para os usu&amp;aacute;rios no formato de um banner. A companhia trabalha com o Yahoo China para vender an&amp;uacute;ncios. A AnchorFree diz que esses an&amp;uacute;ncios tornaram seu neg&amp;oacute;cio lucrativo. De capital fechado, a companhia n&amp;atilde;o revela seu receita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Hotspot Shield pode tornar-se v&amp;iacute;tima de seu pr&amp;oacute;prio sucesso: quanto mais aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o recebe um servi&amp;ccedil;o de proxy, mais raz&amp;otilde;es os censores chineses t&amp;ecirc;m para fech&amp;aacute;-lo. Inexplicavelmente, esses servi&amp;ccedil;os n&amp;atilde;o foram banidos da China, embora as autoridades os bloqueiem de tempos em tempos. "Ser&amp;aacute; sempre um jogo de gato e rato", diz Austin Heap, que no ano passado tornou-se um dos fundadores, em San Francisco, do Censorship Research Center, uma organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o sem fins lucrativos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O site da AnchorFree, no qual o aplicativo Hotspot Shield est&amp;aacute; dispon&amp;iacute;vel para download, j&amp;aacute; foi bloqueado pelo governo chin&amp;ecirc;s no passado, diz a companhia. Quando isso acontece, a empresa encontra caminhos alternativos para distribuir o programa, como um e-mail. Usu&amp;aacute;rios que n&amp;atilde;o podem acessar o site da AnchorFree para fazer o download do programa podem enviar um e-mail para win@anchorfree.com ou mac@anchorfree.com para receber uma resposta autom&amp;aacute;tica com o programa anexo. "N&amp;oacute;s antecipamos conflitos tecnol&amp;oacute;gicos ", diz Gorodyansky.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Valor Econômico&lt;/em&gt; - 8/9/2010</description><author>Tecnologia &amp; Comunicação</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=I6ke/kIUrumOgjWDf9Q+5Q==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Wed, 08 Sep 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=I6ke/kIUrumOgjWDf9Q+5Q==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Papel Prensa: versão do governo seria maquiada</title><description>&lt;p&gt;Numa disputa com o governo argentino, os jornais &amp;ldquo;Clar&amp;iacute;n&amp;rdquo; e &amp;ldquo;La Naci&amp;oacute;n&amp;rdquo; decidiram revelar uma informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ignorada pela Casa Rosada e considerada important&amp;iacute;ssima por ambos os di&amp;aacute;rios para entender o passado da fam&amp;iacute;lia Graiver, que em 1976 vendeu a Papel Prensa. A vers&amp;atilde;o da presidente Cristina Kirchner sobre a compra da empresa pelos jornais n&amp;atilde;o faz men&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao v&amp;iacute;nculo entre David Graiver, o dono anterior, e o grupo Montoneros (bra&amp;ccedil;o armado da esquerda peronista). A rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o, segundo os di&amp;aacute;rios, explica a persegui&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; fam&amp;iacute;lia Graiver na ditadura (1976-83).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ontem, membros da oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o apoiaram o fim da interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o estatal na Papel Prensa e prometeram defender a liberdade de express&amp;atilde;o no Congresso. Por sua vez, o ministro da Economia, Amado Boudou, criticou a suspens&amp;atilde;o da interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o e disse que a Casa Rosada recorrer&amp;aacute; &amp;agrave; Corte Suprema de Justi&amp;ccedil;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo representantes dos di&amp;aacute;rios, a falta de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre neg&amp;oacute;cios entre David Graiver e os Montoneros buscaria refor&amp;ccedil;ar a den&amp;uacute;ncia aos jornais. O governo diz que os militares perseguiram Lidia Papaleo de Graiver, vi&amp;uacute;va de David, para obrig&amp;aacute;la a vender a Papel Prensa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Admitir no relato oficial este fato hist&amp;oacute;rico derrubaria os argumentos do governo&amp;rdquo;, disse o &amp;ldquo;Clar&amp;iacute;n&amp;rdquo;. O jornal lembrou que Graiver administrou o dinheiro que os Montoneros obtiveram com o sequestro de empres&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O marido de Lidia era dono de bancos, empresas e, segundo vers&amp;otilde;es da &amp;eacute;poca, a&amp;ccedil;&amp;otilde;es do jornal &amp;ldquo;La Opini&amp;oacute;n&amp;rdquo;, do jornalista Jacobo Timerman (pai do atual chanceler, H&amp;eacute;ctor Timerman).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ontem, o &amp;ldquo;La Naci&amp;oacute;n&amp;rdquo; publicou mat&amp;eacute;ria sobre Graiver. &amp;ldquo;Enquanto o chanceler H&amp;eacute;ctor Timerman se transformou defensor agressivo dos ataques oficiais (&amp;agrave; imprensa), as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre a vi&amp;uacute;va de Graiver e seu pai, Jacobo Timerman, se deterioraram rapidamente. No livro &amp;lsquo;Timerman&amp;rsquo;, a escritora Graciela Mochkofsky conta que, em 1976, Jacobo pediu (a Lidia) a&amp;ccedil;&amp;otilde;es que David tinha em &amp;lsquo;La Opini&amp;oacute;n&amp;rsquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diante da negativa da vi&amp;uacute;va, (Timerman) disse que se ela n&amp;atilde;o entregasse as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es poderia terminar como um advogado assassinado nos anos 50&amp;rdquo;. Hoje Lidia e o chanceler aparecem juntos em atos do governo contra &amp;ldquo;Clar&amp;iacute;n&amp;rdquo; e &amp;ldquo;La Naci&amp;oacute;n&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt; - 3/9/2010</description><author>O Mundo</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=+cWqvYPeYzBS7lItzJjY7g==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Fri, 03 Sep 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=+cWqvYPeYzBS7lItzJjY7g==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>A morte e a morte do "JB"</title><description>&lt;p&gt;Num s&amp;aacute;bado nublado e frio de 2007, um grupo de mais de cem pessoas entrou pelas portas do pr&amp;eacute;dio do antigo "Jornal do Brasil", na avenida Brasil n&amp;ordm; 500. Seguido de perto pelos organizadores do encontro - a jornalista Regina Zappa, o fot&amp;oacute;grafo Rog&amp;eacute;rio Reis e o diretor cinematogr&amp;aacute;fico Sergio Sbragia - e tr&amp;ecirc;s c&amp;acirc;meras, o grupo viveu uma experi&amp;ecirc;ncia de nostalgia coletiva que durou o dia inteiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eram todos jornalistas, ex-funcion&amp;aacute;rios do "JB", que toparam participar de um projeto de recuperar, por meio de um document&amp;aacute;rio, uma parte da hist&amp;oacute;ria deste que foi um dos mais prestigiosos jornais da hist&amp;oacute;ria brasileira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entretanto - e Regina Zappa tinha consci&amp;ecirc;ncia disso -, a pr&amp;oacute;pria proposta do trabalho significava um olhar mais emocional que racional sobre a hist&amp;oacute;ria. E foi assim. Uma rep&amp;oacute;rter, subindo as escadas em dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao 6&amp;ordm; andar, onde ficava a reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o, come&amp;ccedil;ou a chorar. "&amp;Agrave; medida que as pessoas iam subindo, iam se lembrando das hist&amp;oacute;rias do jornal, das grandes coberturas e tamb&amp;eacute;m da camaradagem", conta Regina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O cen&amp;aacute;rio em torno colaborava para o clima emocional. &amp;Agrave; &amp;eacute;poca abandonado, &amp;agrave; espera de decis&amp;atilde;o judicial, o edif&amp;iacute;cio que foi sede do "JB" por mais de 30 anos estava em escombros. Janelas, portas, cabos, vasos sanit&amp;aacute;rios, m&amp;aacute;quinas, arm&amp;aacute;rios, quase tudo foi saqueado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que ficou apodrecia sob a poeira, a sujeira e os peda&amp;ccedil;os de reboco ca&amp;iacute;do. Encampado pelo INSS, um dos maiores credores do velho jornal, o edif&amp;iacute;cio da avenida Brasil passou por uma ampla reforma e est&amp;aacute; quase transformado no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Daquele s&amp;aacute;bado nublado sa&amp;iacute;ram tr&amp;ecirc;s horas de entrevistas gravadas que agora Regina, Rog&amp;eacute;rio e Sergio lutam para transformar em um document&amp;aacute;rio. Para isso, est&amp;atilde;o buscando patroc&amp;iacute;nio para a etapa mais cara do processo, que &amp;eacute; arrumar uma ilha de edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, adquirir imagens de arquivos e concluir mais algumas poucas entrevistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os produtores inscreveram o trabalho em editais de empresas e programas oficiais de incentivo para obter verba e patroc&amp;iacute;nio, mas at&amp;eacute; agora n&amp;atilde;o conseguiram retorno positivo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O "JB" foi a "escola" e a "casa" de Regina de 1976 a 2000. "Uma caracter&amp;iacute;stica da reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o do 'JB' era a alegria, as pessoas eram muito amigas", diz. "Havia esse gosto pelo bom jornalismo, muito entusiasmo." Regina saiu do "JB" quando a empresa j&amp;aacute; estava em franco processo de decad&amp;ecirc;ncia, que culminou na ter&amp;ccedil;a-feira com a circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de seu &amp;uacute;ltimo exemplar impresso em papel. Desde quarta-feira, o "JB" ficou acess&amp;iacute;vel apenas pela internet.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A desmaterializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do "JB" tem duas explica&amp;ccedil;&amp;otilde;es. A oficial, do empres&amp;aacute;rio Nelson Tanure, dono da Companhia Brasileira de Multim&amp;iacute;dia (CBM), empresa que edita o jornal, &amp;eacute; de que n&amp;atilde;o se trata apenas de uma transcri&amp;ccedil;&amp;atilde;o do papel para o ambiente "on-line", mas sim de "uma mudan&amp;ccedil;a de linguagem, para a linguagem da internet", segundo declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es que deu &amp;agrave; imprensa na semana passada. "Isso &amp;eacute; um processo, n&amp;atilde;o um acontecimento", afirmou Tanure, segundo o site Comunique-se. Na vers&amp;atilde;o de jornalistas, funcion&amp;aacute;rios e analistas, trata-se de uma tentativa de manter o jornal em funcionamento, reduzindo drasticamente seus custos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fundado em 1891 pelo pol&amp;iacute;tico, advogado e jornalista Rodolfo Dantas, o "JB" foi vendido em 1918 para o conde Pereira Carneiro. Depois da morte do conde em 1954, a empresa ficou nas m&amp;atilde;os de sua mulher, a condessa Maurina Dunshee de Abranches Pereira Carneiro. Em 2001, com mais de R$ 100 milh&amp;otilde;es em d&amp;iacute;vidas e sal&amp;aacute;rios atrasados, a fam&amp;iacute;lia Carneiro repassou a empresa para Tanure, da CBM.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;De Joaquim Nabuco e Ruy Barbosa no in&amp;iacute;cio do s&amp;eacute;culo XX, a Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Otto Lara Resende, Ferreira Gullar, Alberto Dines, Janio de Freitas e Ziraldo, entre muitos outros, o "JB" foi o ve&amp;iacute;culo para grandes jornalistas e articulistas ao longo de 119 anos de exist&amp;ecirc;ncia. No fim da d&amp;eacute;cada de 50, promoveu uma reforma gr&amp;aacute;fica, liderada pelo artista pl&amp;aacute;stico Am&amp;iacute;lcar de Castro, que causou impacto em toda a concorr&amp;ecirc;ncia. Para Regina Zappa, o "JB" desses grandes nomes j&amp;aacute; estava acabado muito antes da venda &amp;agrave; CBM. "O jornal foi caindo, descaracterizando-se, n&amp;atilde;o &amp;eacute; mais aquele que formava opini&amp;atilde;o, que tinha credibilidade."&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Valor Econômico&lt;/em&gt; - 3/9/2010</description><author>Eu &amp; Fim de semana</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=Hr7WnHIcZPZGJCCQgEhMyw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Fri, 03 Sep 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=Hr7WnHIcZPZGJCCQgEhMyw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Reaprender a romper a mordaça</title><description>&lt;p&gt;H&amp;aacute; uma perspectiva que todos aqueles para os quais a liberdade de express&amp;atilde;o &amp;eacute; algo fundamental - &amp;agrave; profiss&amp;atilde;o, &amp;agrave; realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e &amp;agrave; vida - n&amp;atilde;o podem mais fingir que desconhecem. As nuvens cinzentas da repress&amp;atilde;o cens&amp;oacute;ria, vindas de diletos hermanos latino-americanos - como a Venezuela, a Argentina e a Bol&amp;iacute;via -, j&amp;aacute; se acumulam nas fronteiras brasileiras e est&amp;atilde;o prestes a submeter o pensamento nacional ao que funcion&amp;aacute;rios governamentais, representantes sindicais ou burocratas ide&amp;oacute;logo-partid&amp;aacute;rios digam ser prop&amp;iacute;cio ou n&amp;atilde;o &amp;agrave; divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; claro que as tentativas ou medidas j&amp;aacute; concretizadas de cerceamento da independ&amp;ecirc;ncia e da liberdade dos ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m sido de graus diversos de sutileza (ou de trucul&amp;ecirc;ncia) e sob pretextos (ou disfarces) variados. Na Venezuela, Hugo Ch&amp;aacute;vez retirou do ar, juntamente com mais cinco emissoras de TV a cabo, a tradicional (de 54 anos) R&amp;aacute;dio Caracas Televis&amp;atilde;o (RCTV), por esta ter desobedecido &amp;agrave; ordem de transmitir em cadeia um discurso presidencial. Antes a ditadura Ch&amp;aacute;vez j&amp;aacute; retirara o sinal aberto dessa emissora, que nunca se enquadrou nos padr&amp;otilde;es de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o exigidos pela "Rep&amp;uacute;blica Bolivariana".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na Argentina, o casal presidencial Kirchner tem-se utilizado de v&amp;aacute;rios meios - come&amp;ccedil;ando pela "Lei da M&amp;iacute;dia", julgada inconstitucional - para cercear ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o que n&amp;atilde;o lhe s&amp;atilde;o submissos, tendo como seu alvo preferencial o Grupo Clar&amp;iacute;n, cuja independ&amp;ecirc;ncia editorial incomoda mais os intolerantes Cristina e N&amp;eacute;stor. Depois de ter submetido o grupo a uma violenta devassa fiscal, realizada por 200 agentes da Receita na sede das empresas e na resid&amp;ecirc;ncia de seus diretores, e depois de ter "produzido" um boicote de caminhoneiros para impedir a circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o do jornal, o governo Kirchner resolveu atacar o grupo por meio do controle restritivo da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de papel-jornal, cujo principal fabricante (Papel Prensa) tem no Clar&amp;iacute;n o maior acionista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na Bol&amp;iacute;via, em meio a diversas formas de censura e boicote impostas &amp;agrave; imprensa, logo que foi reeleito o presidente Evo Morales disse em alto e bom som: "Estamos discutindo um modo de fazer com que os meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o mintam." Veja-se a semelhan&amp;ccedil;a de vis&amp;atilde;o, mostrada por essas palavras, com a que demonstrou o presidente Luiz In&amp;aacute;cio Lula da Silva, em discurso durante a recente inaugura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um canal de televis&amp;atilde;o do Sindicato dos Metal&amp;uacute;rgicos do ABC, quando disse que a nova emissora impedir&amp;aacute; que os trabalhadores "continuem impedidos de exercer a liberdade de express&amp;atilde;o" e que "o brasileiro sabe distinguir o que &amp;eacute; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o que &amp;eacute; distor&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos fatos". Certamente essa vis&amp;atilde;o est&amp;aacute; contida em todos os projetos - aos quais a sociedade brasileira at&amp;eacute; agora tem resistido - de imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um chamado "controle social da m&amp;iacute;dia".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na verdade, n&amp;atilde;o tem faltado ao governo Lula a capacidade de inventar mecanismos variados de cerceamento da liberdade de express&amp;atilde;o, embutindo-os em programas e projetos com disfarces de maior abrang&amp;ecirc;ncia. S&amp;oacute; para mencionar alguns dos mais recentes: o novo Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) - que estabeleceu uma classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos ve&amp;iacute;culos (inclusive para efeitos de recebimento de publicidade oficial) segundo a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de comiss&amp;otilde;es "oficiais", do entendimento que tenham sobre direitos humanos; a 1.&amp;ordf; Confer&amp;ecirc;ncia Nacional de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o (Confecom), da qual sa&amp;iacute;ram v&amp;aacute;rios projetos, em tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Congresso Nacional, sobre condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de concess&amp;atilde;o de canais de r&amp;aacute;dio e televis&amp;atilde;o, de sua renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de limites e restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es impostos &amp;agrave; veicula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de publicidade e pontos que envolvem o modus faciendi da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Pa&amp;iacute;s, deixando mais camuflada ou ostensiva a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de manipular a opini&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica, tal como o fez o Partido Revolucion&amp;aacute;rio Institucional (PRI), que assim governou o M&amp;eacute;xico durante 71 anos ininterruptos (de 1929 a 2000).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo o Instituto Palavra Aberta, entidade rec&amp;eacute;m-criada, cujas metas s&amp;atilde;o a defesa da liberdade de express&amp;atilde;o, da livre-iniciativa e da pr&amp;oacute;pria democracia, existem em tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o na C&amp;acirc;mara dos Deputados e no Senado Federal nada menos que 200 projetos restritivos &amp;agrave; veicula&amp;ccedil;&amp;atilde;o publicit&amp;aacute;ria - e n&amp;atilde;o h&amp;aacute; d&amp;uacute;vida de que esse tolhimento &amp;eacute; uma das formas de enfraquecimento da sustentabilidade econ&amp;ocirc;mico-financeira dos ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Por tudo isso, as amea&amp;ccedil;as que pesam sobre a liberdade de express&amp;atilde;o, no Brasil, est&amp;atilde;o pr&amp;oacute;ximas demais para dispensarem um novo preparo, uma reciclagem, um reaprendizado de resist&amp;ecirc;ncia, j&amp;aacute; que a esta estamos desacostumados desde o fim da ditadura militar. &amp;Eacute; preciso reaprendermos a romper a morda&amp;ccedil;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No tempo da censura militar us&amp;aacute;vamos estratagemas para burlar o arrocho &amp;agrave; circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pensamento. Sabe-se de Os Lus&amp;iacute;adas no Estad&amp;atilde;o, das receitas absurdas no Jornal da Tarde, mas nem todos sabem como no teatro se enganava os censores. Antes de qualquer pe&amp;ccedil;a estrear, havia uma sess&amp;atilde;o para que o censor a aprovasse. Ele ia com o texto da pe&amp;ccedil;a e uma lanterninha para ver se os atores estavam dizendo o que estava escrito. S&amp;oacute; que, propositalmente, os atores diziam suas falas com relaxamento total, enxugando-as de qualquer interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou insinua&amp;ccedil;&amp;atilde;o cr&amp;iacute;tica. Houve um censor que, na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, achou uma com&amp;eacute;dia sem gra&amp;ccedil;a e sem sentido, mas depois da estreia, voltando a v&amp;ecirc;-la com a fam&amp;iacute;lia (e vendo as gargalhadas do p&amp;uacute;blico) tentou, irritado, interdit&amp;aacute;-la (era uma pe&amp;ccedil;a minha).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Conv&amp;eacute;m nos prepararmos para o que deve vir por a&amp;iacute;. Assim, j&amp;aacute; precisamos praticar nossos treinamentos metaf&amp;oacute;ricos e voltar a criar estratagemas para romper a morda&amp;ccedil;a. Mas n&amp;atilde;o seremos t&amp;atilde;o pacientes quanto os mexicanos, pois j&amp;aacute; amadurecemos demais para suportar um regime de censura, mesmo enfeitado pela fantasia mais exuberante de democracia.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 28/8/2010</description><author>Espaço Aberto</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=LA/lahRvTeqXmTiUZytQIw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Sat, 28 Aug 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=LA/lahRvTeqXmTiUZytQIw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>O novo ataque dos Kirchners</title><description>&lt;p&gt;A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anuncia o projeto de lei. Ela diz n&amp;atilde;o querer fiscalizar ningu&amp;eacute;m: &amp;ldquo;N&amp;atilde;o &amp;eacute; para controlar nada&amp;rdquo;A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, fez mais uma ofensiva em sua guerra contra a imprensa do pa&amp;iacute;s. Na semana passada, ela anunciou um projeto de lei para transformar a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a comercializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de papel-jornal em setor &amp;ldquo;de interesse nacional&amp;rdquo;. O projeto imp&amp;otilde;e controle do Estado sobre o pre&amp;ccedil;o, a distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a comercializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do insumo produzido pela Papel Prensa, a &amp;uacute;nica f&amp;aacute;brica de papel-jornal do pa&amp;iacute;s, que produz 75% do insumo e abastece 170 di&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em tese, o projeto serviria para estimular o aumento da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o nacional e evitar a importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de papel-jornal. Mas, muito al&amp;eacute;m do interesse nacional, o projeto &amp;eacute; uma forma de o governo restringir a oferta de mat&amp;eacute;ria-prima aos dois mais influentes jornais da Argentina, o La Naci&amp;oacute;n e o Clar&amp;iacute;n, ferrenhos opositores da gest&amp;atilde;o Kirchner. O governo acusa os ve&amp;iacute;culos de exercer hegemonia no mercado. O controle da Papel Prensa &amp;eacute; compartilhado pelos dois (o Clar&amp;iacute;n det&amp;eacute;m 49% das a&amp;ccedil;&amp;otilde;es; o La Naci&amp;oacute;n, 22,49%) e pelo Estado argentino, que det&amp;eacute;m 27,46%.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo a presidente, o Estado, como s&amp;oacute;cio minorit&amp;aacute;rio, vai investir na Papel Prensa para aumentar sua capacidade, sem aumentar sua fatia do capital. &amp;ldquo;N&amp;atilde;o &amp;eacute; para controlar nada&amp;rdquo;, disse Cristina. &amp;ldquo;&amp;Eacute; simplesmente para que deixem de controlar os argentinos e deixem que as regras do livre-com&amp;eacute;rcio possam ser gozadas por todos os empres&amp;aacute;rios editoriais.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em meio ao an&amp;uacute;ncio, televisionado, Cristina Kirchner acusou os dois jornais de &amp;ldquo;crimes contra a humanidade&amp;rdquo;. Ela apresentou um relat&amp;oacute;rio de 400 p&amp;aacute;ginas em que acusa os ve&amp;iacute;culos de ter sido c&amp;uacute;mplices da ditadura militar (1976-1982) na compra da Papel Prensa, em 1976, pelos di&amp;aacute;rios Clar&amp;iacute;n, La Naci&amp;oacute;n e La Raz&amp;oacute;n (este &amp;uacute;ltimo extinto). Segundo o documento, a fam&amp;iacute;lia Graiver, ent&amp;atilde;o s&amp;oacute;cia majorit&amp;aacute;ria da Papel Prensa, foi pressionada pelos militares a vender a empresa por um quarto do valor de mercado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; desmentida por fatos hist&amp;oacute;ricos. A venda se consumou em novembro de 1976. Apenas seis meses depois os membros da fam&amp;iacute;lia foram presos pela pol&amp;iacute;cia pol&amp;iacute;tica, acusados de gerir as finan&amp;ccedil;as dos Montoneros, um grupo armado peronista. Segundo o La Naci&amp;oacute;n, Lidia Papaleo &amp;ndash; a matriarca da fam&amp;iacute;lia, vi&amp;uacute;va do banqueiro David Graiver &amp;ndash; confirmou &amp;agrave; Justi&amp;ccedil;a que n&amp;atilde;o fora detida ou torturada no per&amp;iacute;odo em que vendeu as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es da empresa. O irm&amp;atilde;o de Graiver, Isidoro, e a filha do banqueiro, Maria Sol, confirmaram que Lidia s&amp;oacute; foi presa e torturada seis meses depois da venda. O historiador argentino Marcelo Larraquy afirma que &amp;ldquo;desde a redemocratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pa&amp;iacute;s, &amp;eacute; a primeira vez que se levantam d&amp;uacute;vidas sobre a legitimidade da transa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o argentina anunciou que seus parlamentares v&amp;atilde;o derrubar a proposta. O deputado &amp;Oacute;scar Aguad, da UCR, afirmou que &amp;ldquo;declarar o papel como algo de interesse p&amp;uacute;blico &amp;eacute; um passo pr&amp;eacute;vio &amp;agrave; desapropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;. A deputada Eliza Carri&amp;oacute;, da Coaliz&amp;atilde;o C&amp;iacute;vica, lembrou que o projeto vai na contram&amp;atilde;o do Artigo 13 do Pacto de San Jos&amp;eacute;, assinado por Estados americanos em 1978, que pro&amp;iacute;be medidas de controle de papel para jornais. O projeto repercutiu no exterior. A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) afirmou se tratar de um projeto &amp;ldquo;inconstitucional, por buscar controlar a m&amp;iacute;dia&amp;rdquo;. O Departamento de Estado americano tamb&amp;eacute;m manifestou preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e afirmou acompanhar de perto &amp;ldquo;o forte debate na Argentina&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde 2003, quando N&amp;eacute;stor Kirchner, marido de Cristina, assumiu a Presid&amp;ecirc;ncia, o governo argentino priorizou meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o governistas na publicidade oficial. O Grupo Clar&amp;iacute;n &amp;eacute; o que mais sofre com as repres&amp;aacute;lias kirchneristas. Em setembro do ano passado, agentes da Receita Federal invadiram a sede do jornal e a casa de seus diretores. Dois meses depois, um boicote de caminhoneiros orquestrado por um sindicato peronista, alinhado com o governo, interrompeu a distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do di&amp;aacute;rio. No fim do ano passado, o governo cancelou a licen&amp;ccedil;a de opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da empresa Fibertel, que pertence ao Grupo Clar&amp;iacute;n e oferece servi&amp;ccedil;os de internet.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Controlar o papel-jornal para cercear a liberdade de imprensa &amp;eacute; uma t&amp;aacute;tica antiga. No M&amp;eacute;xico, o Partido Revolucion&amp;aacute;rio Institucional (PRI) &amp;ndash; que ficou no poder por sete d&amp;eacute;cadas &amp;ndash; decretou, em 1935, o monop&amp;oacute;lio da importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de papel-jornal. A cota de cada ve&amp;iacute;culo era proporcional ao grau de docilidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A tentativa de tutelar a atividade informativa leva os Kirchners por um caminho similar ao de outros pa&amp;iacute;ses do continente, em que a imprensa &amp;eacute; v&amp;iacute;tima de amea&amp;ccedil;as. Na semana passada, a Justi&amp;ccedil;a da Venezuela, controlada por Hugo Ch&amp;aacute;vez, decidiu impedir os meios impressos de publicar fotos ou textos com &amp;ldquo;sangue, armas, mensagens de terror e agress&amp;atilde;o f&amp;iacute;sica&amp;rdquo;. Na Bol&amp;iacute;via, o presidente Evo Morales j&amp;aacute; amea&amp;ccedil;ou nacionalizar o di&amp;aacute;rio La Raz&amp;oacute;n. No ano passado, obrigou jornais e TVs a reservar um espa&amp;ccedil;o di&amp;aacute;rio a jornalistas e sindicalistas do governo. A Assembleia Nacional do Equador analisa um projeto de lei do governo que exigiria dos meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o licen&amp;ccedil;a anual para funcionar.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;No Brasil, onde pipocam de tempos em tempos propostas como a de um conselho que regule a atividade jornal&amp;iacute;stica, os tr&amp;ecirc;s principais candidatos &amp;agrave; Presid&amp;ecirc;ncia assinaram h&amp;aacute; duas semanas, em um congresso da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais (ANJ), a Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Chapultepec, uma carta de princ&amp;iacute;pios com inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de preservar &amp;ldquo;uma imprensa livre como uma condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o fundamental para que as sociedades resolvam seus conflitos, promovam o bem-estar e protejam sua liberdade&amp;rdquo;. &amp;Eacute; preciso saber se manter&amp;atilde;o a palavra assinada.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Época&lt;/em&gt; - 30/8/2010</description><author>Mundo</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=3S2A07PxT5kuBGkFidAPow==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 30 Aug 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=3S2A07PxT5kuBGkFidAPow==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>ANJ cria o "Conar" do Jornalismo</title><description>&lt;p&gt;A Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais (ANJ) anunciou, na &amp;uacute;ltima quinta-feira (19), a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um conselho de autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o Jornalismo no Brasil. A novidade foi lan&amp;ccedil;ada durante o 8&amp;ordm; Congresso Brasileiro de Jornais, ocorrido no Rio de Janeiro e, segundo o Portal Imprensa, &amp;eacute; uma forma de afirmar o compromisso da entidade com a liberdade de express&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Definimos conceitos b&amp;aacute;sicos para o estabelecimento de um conselho de autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, composto por sete membros, que julgar&amp;aacute; casos a ele submetidos&amp;rdquo;, disse a diretora superintendente do Grupo Folha, Judith Brito, que foi reeleita como presidente da ANJ no mesmo evento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O conselho, de acordo com Judith, deve entrar em funcionamento j&amp;aacute; no final de 2010. &amp;ldquo;Nos pr&amp;oacute;ximos meses, nosso compromisso &amp;eacute; o de detalhar o regulamento e os procedimentos para que este conselho seja designado e comece a atuar&amp;rdquo;, explicou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A proposta de autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Jornalismo &amp;eacute; semelhante &amp;agrave; existente na Publicidade, regida pelo Conselho de Autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o Publicit&amp;aacute;ria (Conar), que atua de forma independente desde 1978.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Sabemos que muitos jornais j&amp;aacute; t&amp;ecirc;m seus c&amp;oacute;digos de &amp;eacute;tica. A pr&amp;oacute;pria ANJ tem seu c&amp;oacute;digo. Agora, trata-se de avan&amp;ccedil;ar num modelo que permita debater e avaliar nossos erros, de forma transparente&amp;rdquo;, disse Judith.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A presidente tamb&amp;eacute;m falou sobre a queda do diploma para a atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o jornal&amp;iacute;stica no pa&amp;iacute;s. Segundo ela, a exig&amp;ecirc;ncia era um &amp;ldquo;claro embara&amp;ccedil;o &amp;agrave; liberdade de express&amp;atilde;o e era natural a sua revoga&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais apoiadores&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cerca de tr&amp;ecirc;s meses atr&amp;aacute;s, o Grupo Abril e o vice-presidente da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional dos Editores de Revistas (ANER) defenderam autorregula&amp;ccedil;&amp;atilde;o do setor como meio de evitar que se &amp;ldquo;confunda o leitor&amp;rdquo; na mistura de &amp;ldquo;opini&amp;atilde;o com not&amp;iacute;cia&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo eles, "a imprensa tem oportunidade de se configurar como institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o relevante para aperfei&amp;ccedil;oamento dos nossos costumes e institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas. Refiro-me &amp;agrave; urg&amp;ecirc;ncia da autorregula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da nossa atividade", declarou Sidnei Basile em nome da Abril. "N&amp;atilde;o h&amp;aacute; outro jeito. Temos encontro marcado com a autorregula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. T&amp;atilde;o mais tortuoso e torturado ser&amp;aacute; nosso caminho, quanto mais tempo adiarmos essa converg&amp;ecirc;ncia da imprensa com seu destino".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Abert, o presidente Daniel Pimentel Slaviero tamb&amp;eacute;m saiu em defesa do autocontrole. "Essa &amp;eacute; uma discuss&amp;atilde;o oportuna, especialmente depois do julgamento da Lei de Imprensa. &amp;Eacute; o passo seguinte que est&amp;aacute; sendo amadurecido e debatido", completou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na ocasi&amp;atilde;o, por&amp;eacute;m, o deputado petista Jos&amp;eacute; Geno&amp;iacute;no (SP) criticou a atitude da imprensa que, segundo ele, vive a buscar &amp;ldquo;fofoca e esc&amp;acirc;ndalo&amp;rdquo;. Geno&amp;iacute;no chamou de &amp;ldquo;sadomasoquista&amp;rdquo; a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o estabelecida entre a m&amp;iacute;dia e o Congresso: "essa espetaculariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o gera vis&amp;atilde;o banalizada do Legislativo, que produz leis importantes para a sociedade", acusou.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ADNews&lt;/em&gt; - 23/8/2010</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=NMp18+V5eS1zqZ2GGtbgDQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 23 Aug 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=NMp18+V5eS1zqZ2GGtbgDQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Meio discute seu futuro na era digital</title><description>&lt;p&gt;O 8&amp;deg; Congresso Brasileiro de jornais, promovido na semana passada pela ANJ (Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais), foi um retrato fiel dos dilemas vividos hoje pelos jornais: de um lado, a busca pela manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o da for&amp;ccedil;a do meio jornal e do jornalismo e a preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a liberdade de imprensa - que gerou algumas das mais acaloradas discuss&amp;otilde;es durante o encontro. De outro, a necessidade de se desapegar do produto impresso e encontrar as melhores solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es para disponibilizar conte&amp;uacute;do em novas plataformas - web, celulares, aplicativos para tablets - com uma preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o adicional: como valorizar seu conte&amp;uacute;do e cobrar adequadamente por ele no ambiente livre da internet. Falou-se tamb&amp;eacute;m de sustentabilidade, redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de custos e de inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o em recursos humanos. Os principais candidatos &amp;agrave; Presid&amp;ecirc;ncia da Rep&amp;uacute;blica foram convidados a comparecer ao evento: Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PV) e Jos&amp;eacute; Serra (PSDB) marcaram presen&amp;ccedil;a e assinaram a Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Chapultepec, pronunciando-se sobre o tema "Liberdade de Express&amp;atilde;o".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quase 30 anos depois da cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da ANJ, a presidente reeleita por mais um bi&amp;ecirc;nio, Judith de Brito, diretora-superintendente do Grupo Folha da Manh&amp;atilde;, que edita o jornal Folha de S.Paulo, anunciou a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um comit&amp;ecirc; de&amp;nbsp; autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo Nelson Sirotsky, vice-presidente da ANJ, nos pr&amp;oacute;ximos meses ser&amp;atilde;o definidos os crit&amp;eacute;rios de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse conselho, tomando como base os 10 principais itens do c&amp;oacute;digo de &amp;eacute;tica da ANJ, para apresentar na pr&amp;oacute;xima Assembleia da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no final do ano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Walter de Mattos J&amp;uacute;nior, presidente do Di&amp;aacute;rio Lance! e vice-presidente da ANJ, diz que o Comit&amp;ecirc; ser&amp;aacute; importante para atender os anseios da sociedade e entrar no v&amp;aacute;cuo do movimento ensaiado pelo governo e que acabou n&amp;atilde;o acontecendo. "H&amp;aacute; enormes desafios, e a entidade naturalmente n&amp;acirc;o pode controlar a conduta individual de cada jornal, mas podemos defender princ&amp;iacute;pios gerais. Em v&amp;aacute;rios pa&amp;iacute;ses j&amp;aacute; se pratica esse tipo de autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o", argumentou Matos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MULTI PLATAFORMA&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O meio jornal ter&amp;aacute; que se adaptar &amp;agrave;s m&amp;uacute;ltiplas plataformas que atraem a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o do consumidor nos dias de hoje, como o celular. Esta foi uma das importantes conclus&amp;otilde;es do painel "O futuro da publicidade no jornal" durante o Congresso. Abel Reis, presidente da Ag&amp;ecirc;nciaClick Isobar, disse que canais de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tradicionais como o jornal v&amp;atilde;o continuar existindo gra&amp;ccedil;as &amp;agrave; sua credibilidade, mas que "o futuro ser&amp;aacute; digital". Segundo ele, seis canais de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o existentes em 1966 pularam para 30 em 2006, sendo que 22 s&amp;atilde;o digitais. Ele mostrou que os jornais devem estar atentos aos avan&amp;ccedil;os tecnol&amp;oacute;gicos, que aprimoram os sistemas cada vez mais ricos de busca na web. "&amp;Eacute; preciso tirar o melhor proveito de cada um", salientou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Luiz Lara, ceo da Lew'Lara/TBWA, acredita que o jornal &amp;eacute; um prestador de servi&amp;ccedil;os para toda a fam&amp;iacute;lia e tem cadernos que chamam a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o mesmo de uma gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; acostumada com os meios eletr&amp;ocirc;nicos. Segundo ele, h&amp;aacute; 99 milh&amp;otilde;es de pessoas no Brasil pertencentes &amp;agrave; classe m&amp;eacute;dia, ansiosas por leitura, inclusive de jornal. "Nada substituir&amp;aacute; o papel", acredita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na opini&amp;atilde;o de Lara, que tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; presidente da Abap (Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Ag&amp;ecirc;ncias de Publicidade), o caminho para aumentar a publicidade em jornal &amp;eacute; criar an&amp;uacute;ncios cada vez mais criativos, e que aproveitem cada vez melhor as caracter&amp;iacute;sticas intr&amp;iacute;nsecas do meio. "A publicidade tem que ser mais integrada e menos invasiva, complementando a not&amp;iacute;cia", acrescentou Silvio Genesini, diretor-presidente do Grupo Estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;DIREITOS&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gavin O'Reilly, ceo do Independent News Media PLC e presidente da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Mundial de Jornais e Editores de Not&amp;iacute;cias, colocou, durante o painel sobre "O futuro da m&amp;iacute;dia digital" e sentado ao lado de gigantes do mundo digital como Microsoft, Yahoo e Google, o dedo numa das maiores feridas da imprensa impressa atual: os direitos autorais. Segundo ele, os jornais sempre foram bons em criar conte&amp;uacute;do, por&amp;eacute;m incompetentes para lhe atribuir valor e proteg&amp;ecirc;-lo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Em minha opini&amp;atilde;o, o futuro n&amp;atilde;o depende de tecnologia. Depende do conte&amp;uacute;do anal&amp;iacute;tico &amp;uacute;nico, com uma proposta de venda que combine com o futuro. Estamos perdendo de vista aquilo que fazemos melhor, e isso pode se transformar no nosso epit&amp;aacute;fio", disse Reilly, para quem a &amp;uacute;nica salva&amp;ccedil;&amp;atilde;o para os jornais &amp;eacute; aprender a valorizar e proteger o seu pr&amp;oacute;prio conte&amp;uacute;do.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entidade prop&amp;otilde;e c&amp;oacute;digo de autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Era digital, direitos autorais na web e autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;atilde;o na pauta do novo mandato da executiva Judith Brito, diretora-superintendente do Grupo Folha da Manh&amp;atilde;, que edita o jornal Folha de S.Paulo, reeleita pela ANJ no encerramento do 8S Congresso para um novo mandato de dois anos. Ela assumiu a presid&amp;ecirc;ncia da entidade em 2008 em substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o a Nelson Sirotsky, do grupo de m&amp;iacute;dia ga&amp;uacute;cho RBS.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Unia das novidades da gest&amp;atilde;o ser&amp;aacute; o lan&amp;ccedil;amento, ainda este ano, de um c&amp;oacute;digo regulador para o meio. O maior desafio &amp;eacute; a era digital que inspirou o tema do congresso: "Jornalismo e Democracia na era Digital". "Construir um modelo autossustent&amp;aacute;vel de jornalismo independente e de qualidade na era da internet e das m&amp;iacute;dias digitais &amp;eacute; fundamental para toda a sociedade, mais do que para nossas empresas. Sem esse jornalismo, em &amp;uacute;ltima inst&amp;acirc;ncia, n&amp;atilde;o existe a democracia plena",&amp;nbsp; disse Judith. Veja os principais trechos de seu discurso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;PRIMEIRO MANDATO&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;'Nos debru&amp;ccedil;amos sobre uma quest&amp;atilde;o que preocupa o mundo: como preservar o papel dos jornais e do jornalismo no novo cen&amp;aacute;rio digital? Esses dois focos de aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;atilde;o estreitamente relacionados porque tratam do papel do jornal e da liberdade de express&amp;atilde;o como atores fundamentais do pr&amp;oacute;prio sistema democr&amp;aacute;tico."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;LEI DE IMPRENSA&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Em agosto de 2009 a ANJ comemorou seus 30 anos de vida reiterando, como sempre, a import&amp;acirc;ncia da liberdade de express&amp;atilde;o para a consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o da democracia. E pudemos faz&amp;ecirc;-lo com uma motiva&amp;ccedil;&amp;atilde;o extra, uma vez que em abril havia sido tomada uma decis&amp;atilde;o hist&amp;oacute;rica: o Supremo Tribunal Federal havia acabado definitivamente com a Lei de Imprensa criada pelo Governo Militar. Por ela, jornalistas podiam at&amp;eacute; ser presos em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o do que escreviam ou jornais podiam ser recolhidos das bancas. Era legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o antidemocr&amp;aacute;tica, com o objetivo de limitar a difus&amp;atilde;o de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e opini&amp;otilde;es, impondo um ambiente obscurantista para a sociedade. Essa Lei de Imprensa era t&amp;atilde;o absurdamente fora do contexto democr&amp;aacute;tico brasileiro que mal vinha sendo aplicada pelo Poder Judici&amp;aacute;rio. Mas era preciso jog&amp;aacute;-la de vez na lata de lixo da hist&amp;oacute;ria - e isso foi feito."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;CENSURA/ESTAD&amp;Atilde;O&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Tamb&amp;eacute;m h&amp;aacute; o desafio de pacificar o entendimento do Judici&amp;aacute;rio sobre o inteiro teor da decis&amp;atilde;o do STF, que reiterou em cores fortes a no&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que o acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; apenas um direito dos jornais ou dos jornalistas. Ele &amp;eacute;, antes de tudo, um direito da sociedade. &amp;Eacute; com informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es vindas de empresas jornal&amp;iacute;sticas s&amp;eacute;rias e independentes que o cidad&amp;atilde;o pode se municiar para formar a sua pr&amp;oacute;pria opini&amp;atilde;o. Ainda h&amp;aacute; decis&amp;otilde;es judiciais, especialmente as de primeira inst&amp;acirc;ncia que, ao instituir a censura pr&amp;eacute;via, mostram uma compreens&amp;atilde;o equivocada ou limitada do teor da decis&amp;atilde;o do STF. Um exemplo eloquente &amp;eacute; a censura imposta h&amp;aacute; mais de um ano ao jornal O Estado de S. Paulo, que todos conhecem. Por isso, uma das a&amp;ccedil;&amp;otilde;es conjuntas dos Comit&amp;ecirc;s Jur&amp;iacute;dico de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Governamentais e de Liberdade de Express&amp;atilde;o da ANJ tem sido a de promover debates com magistrados em diversos pontos do Pa&amp;iacute;s, com o intuito de mostrar a import&amp;acirc;ncia institucional da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o livre para a consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o da democracia."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;AUTORREGULAMENTA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Ap&amp;oacute;s discutir internamente, podemos informar hoje que decidimos avan&amp;ccedil;ar nos procedimentos de autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o para os jornais associados &amp;agrave; ANJ. Sabemos que muitos jornais j&amp;aacute; t&amp;ecirc;m seus c&amp;oacute;digos de &amp;eacute;tica. A pr&amp;oacute;pria ANJ tem seu c&amp;oacute;digo. Agora, trata se de avan&amp;ccedil;ar num modelo que permita debater e avaliar nossos erros, de forma transparente. E foi isso que fizemos. Definimos conceitos b&amp;aacute;sicos para o estabelecimento de um Conselho de Autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, composto por membros, que julgar&amp;aacute; casos a ele submetidos."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FUTURO&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Os jornais s&amp;atilde;o respons&amp;aacute;veis por cerca de metade da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conte&amp;uacute;do jornal&amp;iacute;stico novo, contra apenas 4% produzidos pelas novas plataformas eminentemente digitais. No entanto, estas novas plataformas replicam as informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es em m&amp;eacute;dia 4,4 vezes na internet, chegando a 15 vezes nos casos dos t&amp;iacute;tulos de maior credibilidade, em geral sem qualquer pagamento aos produtores de tais conte&amp;uacute;dos. Somente empresas jornal&amp;iacute;sticas financeiramente s&amp;oacute;lidas podem manter a desej&amp;aacute;vel independ&amp;ecirc;ncia editorial em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a governos ou a interesses privados, o que lhes permite eleger como prioridade absoluta o direito dos cidad&amp;atilde;os de acesso &amp;agrave;s informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, e assim garantir a publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de not&amp;iacute;cias e an&amp;aacute;lises que podem contrariar interesses pol&amp;iacute;ticos e econ&amp;ocirc;micos."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;INTERNET&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Constitu&amp;iacute;mos um grupo t&amp;eacute;cnico que est&amp;aacute; dialogando com as grandes multinacionais da internet. Com as m&amp;iacute;dias digitais a audi&amp;ecirc;ncia de nossa produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o jornal&amp;iacute;stica atingiu n&amp;uacute;meros que nunca tivemos antes. Essa realidade significa um desafio e uma oportunidade &amp;uacute;nicos. Que este CBJ, com mais de 760 participantes, seja mais uma contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o relevante para o nosso papel de elemento fundamental ao exerc&amp;iacute;cio da democracia."&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Propmark&lt;/em&gt; - 23/8/2010</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=pnTLkeLMeq2yxESo6OFxRw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 23 Aug 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=pnTLkeLMeq2yxESo6OFxRw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Mercado se une para criar Instituto Palavra Aberta</title><description>&lt;p&gt;As amea&amp;ccedil;as &amp;agrave; liberdade de express&amp;atilde;o comercial, refletidas em mais de cem projetos de lei que buscam restringir a propaganda al&amp;eacute;m do que prev&amp;ecirc; a Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o Conselho Nacional de Autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o Publicit&amp;aacute;ria (Conar), s&amp;atilde;o hoje uma das principais preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es das entidades que defendem os interesses do mercado publicit&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como muitos dos parlamentares que defendem tais projetos se baseiam em estudos e pesquisas divulgados por entidades e organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o governamentais sem os devidos contrapontos, a Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais (ANJ), Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira das Emissoras de R&amp;aacute;dio e Televis&amp;atilde;o (Abert), Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional dos Editores de Revistas (Aner) e a Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira das Ag&amp;ecirc;ncias de Publicidade (Abap) decidiram se unir para criar o Instituto Palavra Aberta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tendo como presidente executiva Patr&amp;iacute;cia Blanco, que acaba de deixar o comando do Instituto Brasileiro de &amp;Eacute;tica Concorrencial (Etco) para assumir o posto, o Palavra Aberta ser&amp;aacute; lan&amp;ccedil;ado no in&amp;iacute;cio de setembro com a miss&amp;atilde;o de desenvolver estudos para comprovar os impactos do cerceamento &amp;agrave; liberdade de express&amp;atilde;o comercial nos direitos dos consumidores &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, um dos pilares da democracia. "A sociedade n&amp;atilde;o pode ser passiva em aderir ao politicamente correto sem pensar no impacto dessas decis&amp;otilde;es na sua liberdade Patr&amp;iacute;cia: sociedade deve ponderar o impacto das restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es em seu direito de escolher de escolha", afirma Patr&amp;iacute;cia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para desenvolver conte&amp;uacute;do que sustente a defesa do mercado diante dos in&amp;uacute;meros projetos de lei, o novo instituto j&amp;aacute; fechou parcerias com a consultoria Tend&amp;ecirc;ncias e com a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) para a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pesquisas. O primeiro trabalho, que o Tend&amp;ecirc;ncias deve concluir em setembro, mostrar&amp;aacute; os impactos econ&amp;ocirc;micos que as restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es t&amp;ecirc;m em toda a cadeia produtiva do mercado de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Um dos exemplos citados &amp;eacute; a proibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de publicidade para mamadeiras e chupetas, baseada na suposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que ela teria o efeito de desestimular a amamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o. "&amp;Eacute; um absurdo atribuir &amp;agrave; publicidade esse tipo de responsabilidade", ilustra Patr&amp;iacute;cia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O objetivo dos estudos e semin&amp;aacute;rios que ser&amp;atilde;o promovidos pelo Palavra Aberta ser&amp;aacute; justamente o de esclarecer que a simples proibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da publicidade n&amp;atilde;o traz os resultados imaginados. "Nada substitui a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, miss&amp;atilde;o na qual a boa publicidade sempre foi aliada", diz Patr&amp;iacute;cia, citando o exemplo da autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do mercado liderada pelo Conar nos &amp;uacute;ltimos 30 anos. Al&amp;eacute;m dos projetos &amp;pound; de lei, tamb&amp;eacute;m fazem par-I te do rol de preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es 3 da entidade as propostas aprovadas durante a Confer&amp;ecirc;ncia Nacional de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o 2009, que sugerem controle social dos meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o; e as de natureza semelhante defendidas na Confer&amp;ecirc;ncia Nacional de Cultura, realizada em mar&amp;ccedil;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parte desse trabalho ser&amp;aacute; feita pelo permanente monitoramento de tend&amp;ecirc;ncias nacionais e internacionais referentes ao tema, al&amp;eacute;m de intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o meio acad&amp;ecirc;mico atrav&amp;eacute;s da promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pesquisas e at&amp;eacute; concursos de monografias. O instituto ter&amp;aacute; Evandro Guimar&amp;atilde;es (Abert) como presidente de um conselho formando por Antonio Athayde CANJ), Daniel Pimentel Slaviero (Abert), Judith Brito (ANJ), Luiz Lara (Abap), Paulo Tonet Camargo (Abert), Roberto Muylaert (Aner) e Sidnei Basile (Aner) como membros da diretoria.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Meio &amp; Mensagem&lt;/em&gt; - 23/8/2010</description><author>Mix</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=UssgiJVn4dDcx0qitq0xAg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 23 Aug 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=UssgiJVn4dDcx0qitq0xAg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>ANJ debate jornalismo digital e gratuidade online</title><description>&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;A Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais (ANJ) escolheu o tema Jornalismo e Democracia na Era Digital para a oitava edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Congresso Brasileiro de Jornais, que acontece nos dias 19 e 20 de agosto, no Windsor Barra Hotel, no Rio de Janeiro. Robert Thomson, editor do The Wall Street Journal, peri&amp;oacute;dico norte-americano que cobra por parte do seu conte&amp;uacute;do online, &amp;eacute; um dos destaques da programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que discute as oportunidades e os desafios que as novas m&amp;iacute;dias apresentam &amp;agrave; ind&amp;uacute;stria jornal&amp;iacute;stica.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;A entidade chama a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m para o valor da credibilidade da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. "Consideramos que o jornalismo de qualidade &amp;eacute; um elemento fundamental para a pr&amp;oacute;pria democracia e que, portanto, a preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste jornalismo autossustent&amp;aacute;vel, com conte&amp;uacute;do remunerado, &amp;eacute; importante, n&amp;atilde;o apenas para a empresa jornal&amp;iacute;stica, mas para a pr&amp;oacute;pria democracia", declara Ricardo Pedreira, diretor executivo da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais (ANJ).&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Por isso, a entidade investiu em um robusto quadro de palestrantes. Completam a lista dos convidados internacionais Joshua Benton, diretor do Nieman Journalism Lab de Harvard; Moritz Wuttke, CEO e fundador da next-mediainitiatives; e Gavin O'Reilly, CEO do Independent News Media PLC e presidente da WAN-IFRA Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Mundial de Jornais e Editores de Not&amp;iacute;cias.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;A programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o inclui ainda um leque amplo de assuntos adjacentes, como O Futuro da Publicidade no Jornal, com a presen&amp;ccedil;a de Abel Reis (Click Isobar), Luiz Lara (Lew'LaraYTBWA e Abap) e S&amp;iacute;lvio Genesini (Grupo Estado). Destaque tamb&amp;eacute;m para o painel O Futuro da M&amp;iacute;dia Digital, com representantes do Yahoo, Microsoft e Google; e apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre as reformas gr&amp;aacute;ficas rec&amp;eacute;m-ocorridas em grandes jornais, gest&amp;atilde;o integrada da audi&amp;ecirc;ncia impressa e digital, dispositivos m&amp;oacute;veis de leitura de conte&amp;uacute;dos e sustentabilidade nos neg&amp;oacute;cios comunicacionais.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;O encerramento do Congresso ter&amp;aacute; a presen&amp;ccedil;a dos prsidenci&amp;aacute;veis Dilma Rousseff, Jos&amp;eacute; Serra e Marina Silva. Segundo a ANJ, os candidatos falar&amp;atilde;o sobre meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, liberdade de imprensa e de express&amp;atilde;o; e devem assinar a Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Chapultepec, baseado na ideia de que nenhuma lei ou ato governamental limitar&amp;aacute; a liberdade de imprensa.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Durante o congresso acontece uma feira onde fornecedores, que apresentam os seus produtos ao mercado. A estimativa da entidade &amp;eacute; que cerca de 700 pessoas participem do evento. O congresso tem o patroc&amp;iacute;nio da Souza Cruz, CPFL e Ambev.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Congresso Brasileiro de Jornais&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Quando: 19 e 20 de agosto&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Onde: Windsor Barra Hotel, RJ&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Inf.: cbj.anj.org.br&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Meio &amp; Mensagem Online&lt;/em&gt; - 16/8/2010</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=BP4cxIXD9S7ZqP4sqpq0Tg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 16 Aug 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=BP4cxIXD9S7ZqP4sqpq0Tg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Globo critica atuação de grupos internacionais</title><description>&lt;p&gt;O presidente das Organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es Globo, Roberto Irineu Marinho, criticou, sem citar nomes, grupos estrangeiros que produzem e distribuem conte&amp;uacute;do no Brasil e afirmou que s&amp;atilde;o "tentativas de burlar a lei". O executivo elogiou a iniciativa de entidades como Abert e ANJ de buscar, via Justi&amp;ccedil;a, limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es a esses grupos. Os players internacionais criticados s&amp;atilde;o, notadamente, o portal Terra, do Grupo Telef&amp;ocirc;nica, e o grupo portugu&amp;ecirc;s de m&amp;iacute;dia Ongoing que, entre outros, edita o jornal Brasil Econ&amp;ocirc;mico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As cr&amp;iacute;ticas de Marinho dizem respeito sobretudo ao Projeto de Lei 116 (antigo PL 29), que muda a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o de TV paga e abre a possibilidade de operadoras produzirem, distribu&amp;iacute;rem e programarem conte&amp;uacute;do. Na vis&amp;atilde;o de Marinho, "quem programa e produz n&amp;atilde;o distribui, e quem distribui n&amp;atilde;o programa nem produz", ou seja, o principal executivo das Organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es Globo &amp;eacute; contra a entrada das teles no mercado que considera essencialmente jornal&amp;iacute;stico, conforme o artigo 222 da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federal que prev&amp;ecirc; a explora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;os jornal&amp;iacute;sticos estritamente por empresas de capital nacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Marinho tamb&amp;eacute;m criticou a Ag&amp;ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es (Anatel) por franquear &amp;agrave;s telef&amp;ocirc;nicas o direito de explorar servi&amp;ccedil;os de TV paga (inclusive produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conte&amp;uacute;do) porque essas empresas teriam muito mais f&amp;ocirc;lego financeiro do que as empresas nacionais, como a pr&amp;oacute;pria Globo. O executivo reclamou tamb&amp;eacute;m da imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cotas de conte&amp;uacute;do nacional, pelo PL 116. Na opini&amp;atilde;o do presidente das Organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es Globo, as cotas de conte&amp;uacute;do nacional n&amp;atilde;o atingiram os objetivos propostos pelo projeto de lei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outra cr&amp;iacute;tica &amp;eacute; sobre as limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de cabo, cujas empresas s&amp;atilde;o restritas, por lei (Lei do Cabo), &amp;agrave; participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de, no m&amp;aacute;ximo, 49% do capital sob o controle de empresas estrangeiras. A cr&amp;iacute;tica &amp;eacute; sobre a equipara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a plataforma de sat&amp;eacute;lite (DTH) que, embora explore o mesmo servi&amp;ccedil;o, pode ser controlada por empresas de capital estrangeiro. Ou seja, enquanto o cabo pode pertencer apenas a empresas brasileiras, o sat&amp;eacute;lite est&amp;aacute; aberto ao controle de companhias internacionais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Globosat&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Globosat, empresa programadora e distribuidora de canais das Organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es Globo, deve investir R$ 100 milh&amp;otilde;es este ano, segundo Marinho. Nos &amp;uacute;ltimos cinco anos, a Globosat investiu R$ 250 milh&amp;otilde;es em infraestrutura. At&amp;eacute; 2015, o executivo prev&amp;ecirc; que a TV por assinatura chegue a 15 milh&amp;otilde;es de assinantes, ou seja, praticamente o dobro da base atual, de cerca de 8 milh&amp;otilde;es de usu&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A empresa tem 36 canais, com conte&amp;uacute;do nacional. Na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a TV paga brasileira tem 97 canais estrangeiros. Marinho citou outros pa&amp;iacute;ses latino-americanos para explicar que, no ranking dos 20 canais de maior audi&amp;ecirc;ncia na TV paga do Brasil, cinco s&amp;atilde;o da Globosat, ou seja, de conte&amp;uacute;do nacional. Na Am&amp;eacute;rica Latina, a propor&amp;ccedil;&amp;atilde;o de canais locais &amp;eacute; bem mais reduzida do que no Brasil: a Argentina tem cinco canais locais; o Chile, 3; o M&amp;eacute;xico, 5; o Peru, 3; e a Venezuela, apenas um.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O presidente das Organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es Globo participou da abertura oficial da ABTA 2010, que acontece em S&amp;atilde;o Paulo nesta ter&amp;ccedil;a-feira 10 at&amp;eacute; a quinta-feira 12.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Meio &amp; Mensagem Online&lt;/em&gt; - 10/8/2010</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=SSUJe/1lAJYlK5egHjoqYw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 10 Aug 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=SSUJe/1lAJYlK5egHjoqYw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Jornalismo tem de ser remunerado na internet</title><description>&lt;p&gt;Lan&amp;ccedil;ada no fim de 2009 com 170 assinaturas ap&amp;oacute;s encontro do Conselho Europeu de Publishers (EPC) e da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Mundial de Jornais (WAN) na Alemanha, a Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Hamburgo marcou a posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da ind&amp;uacute;stria de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos direitos autorais de textos jornal&amp;iacute;sticos na internet. No Brasil, foi subscrita pelo Estado, Folha de S. Paulo e O Globo e a Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais (ANJ) recomendou a ades&amp;atilde;o de seus 145 associados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O alvo principal do documento s&amp;atilde;o os chamados agregadores de conte&amp;uacute;do, sites de busca e indexadores que se valem do material que n&amp;atilde;o produziram para atrair visitantes. Em entrevista ao Estado, o advogado Luis Fernando Matos Jr., especialista em propriedade intelectual, diz que a declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o vai al&amp;eacute;m: sinaliza a defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o da ind&amp;uacute;stria de jornais de que, assim como no papel, a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na internet tem custo e sua remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o precisa ser garantida. "N&amp;atilde;o tem almo&amp;ccedil;o gr&amp;aacute;tis. Se queremos jornalismo de qualidade, de alguma forma isso tem de ser remunerado", diz o advogado, que conduz um debate sobre a declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o no 30&amp;ordm; Congresso Internacional da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI), no fim deste m&amp;ecirc;s, em S&amp;atilde;o Paulo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A ades&amp;atilde;o de grandes grupos &amp;agrave; Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Hamburgo indica que a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos direitos &amp;eacute; o meio para a viabilidade econ&amp;ocirc;mica do jornalismo na internet?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acredito que a mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de diversos operadores da m&amp;iacute;dia foi inspirada em outras ind&amp;uacute;strias que sofreram muito na &amp;uacute;ltima d&amp;eacute;cada e meia com a internet. Notadamente, a ind&amp;uacute;stria fonogr&amp;aacute;fica, que teve de se reinventar por conta das novas tecnologias. Ela se assemelha ao jornalismo por produzir conte&amp;uacute;do protegido pelo mesmo par&amp;acirc;metro da propriedade intelectual. A ind&amp;uacute;stria do jornalismo est&amp;aacute; preocupad&amp;iacute;ssima com a consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o da ideia de que o jornalismo na internet tem de ser gratuito. Os grupos questionam, a m&amp;eacute;dio e longo prazo, a qualidade da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o tem almo&amp;ccedil;o gr&amp;aacute;tis. Se queremos jornalismo de qualidade, de alguma forma isso tem de ser remunerado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A principal motiva&amp;ccedil;&amp;atilde;o da declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi a diverg&amp;ecirc;ncia entre grupos de m&amp;iacute;dia e sites de busca. Os chamados agregadores de conte&amp;uacute;do realmente violam direito autoral ao indicar links ou reproduzir trechos de textos?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; inquestion&amp;aacute;vel que a maneira como o jornalista materializa o fato em seu texto, a sua forma de express&amp;atilde;o, &amp;eacute; protegida pelos direitos autorais. &amp;Eacute; uma obra liter&amp;aacute;ria. A forma de descrever, interpretar ou analisar &amp;eacute; fruto do esp&amp;iacute;rito do jornalista. Por que n&amp;atilde;o proteger? Se a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o prev&amp;ecirc; essa prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o que autoriza esses servi&amp;ccedil;os agregadores de not&amp;iacute;cia a usurpar um direito sem qualquer remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o? Ao meu ver, a usurpa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um trecho de um texto jornal&amp;iacute;stico sem devida autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; uma evidente viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A quest&amp;atilde;o &amp;eacute; o benef&amp;iacute;cio comercial gerado pelo conte&amp;uacute;do para quem n&amp;atilde;o o produziu?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;L&amp;oacute;gico. Esses sites vivem de visitas para vender espa&amp;ccedil;o publicit&amp;aacute;rio. Dizem ter um milh&amp;atilde;o de visitas por dia porque usam conte&amp;uacute;do dos outros. &amp;Eacute; barato, n&amp;eacute;? Um dos sites mais visitados &amp;eacute; o YouTube, com um conte&amp;uacute;do enorme de direitos autorais dos outros. E quem tem de ficar tomando conta &amp;eacute; o titular do direito, n&amp;atilde;o o respons&amp;aacute;vel pelo site. &amp;Eacute; uma completa invers&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No come&amp;ccedil;o da internet, a maior parte dos jornais ofereceu seus conte&amp;uacute;dos livremente. Isso n&amp;atilde;o estimulou os indexadores?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A internet aconteceu muito rapidamente e v&amp;aacute;rios segmentos iniciaram neg&amp;oacute;cios que se tornavam grandes sem se definir como ganhar dinheiro com aquilo. &amp;Eacute; o que est&amp;aacute; acontecendo agora nas m&amp;iacute;dias sociais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como diferenciar a reprodu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conte&amp;uacute;do com fins comerciais, como &amp;eacute; o caso dos agregadores, daquela feita em blogs pessoais e redes sociais?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse &amp;eacute; o pr&amp;oacute;ximo desafio das empresas jornal&amp;iacute;sticas. Hoje em dia, o furo jornal&amp;iacute;stico n&amp;atilde;o est&amp;aacute; nem nos blogs. Est&amp;aacute; no Twitter, Facebook e outras redes sociais. Como isso vai se resolver? O tempo vai dizer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse movimento de usu&amp;aacute;rios produzindo ou reproduzindo informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o aumenta as d&amp;uacute;vidas sobre a disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pessoas de pagar por algo que julgam abundante na rede?&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;A cobran&amp;ccedil;a pelo conte&amp;uacute;do jornal&amp;iacute;stico de qualidade vai merecer remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Todos esses fornecedores v&amp;atilde;o ter de cobrar. Quem quiser uma mat&amp;eacute;ria elaborada, anal&amp;iacute;tica, vai depender de uma geradora de conte&amp;uacute;do que seja remunerada.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 11/8/2010</description><author>Negócios</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=LMYzYSaSJdrxgCIRW4q45Q==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Wed, 11 Aug 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=LMYzYSaSJdrxgCIRW4q45Q==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Um ano sob censura</title><description>&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Hoje faz um ano que este jornal est&amp;aacute; proibido de publicar not&amp;iacute;cias baseadas nas apura&amp;ccedil;&amp;otilde;es da Opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Boi Barrica, da Pol&amp;iacute;cia Federal, sobre os poss&amp;iacute;veis il&amp;iacute;citos praticados pelo empres&amp;aacute;rio Fernando Sarney, o filho do presidente do Senado que controla os neg&amp;oacute;cios do cl&amp;atilde; maranhense. E acabou de fazer meio ano que se espera da Justi&amp;ccedil;a um pronunciamento sobre o m&amp;eacute;rito de uma quest&amp;atilde;o que envolve nada menos que o princ&amp;iacute;pio constitucional da liberdade de imprensa e do direito &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;A censura pr&amp;eacute;via, em car&amp;aacute;ter liminar, foi imposta em 31 de julho de 2009, a pedido do investigado, pelo desembargador do Tribunal de Justi&amp;ccedil;a do Distrito Federal (TJ-DF) D&amp;aacute;cio Vieira. Trata-se de um ex-consultor do Senado, relacionado com a fam&amp;iacute;lia Sarney e o not&amp;oacute;rio Agaciel Maia, o apadrinhado do patriarca que dirigiu a Casa at&amp;eacute; ser colhido pelo esc&amp;acirc;ndalo dos atos secretos. Em 18 de dezembro, Fernando Sarney desistiu da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o que levaria ao seu arquivamento. O Estado n&amp;atilde;o concordou. Havia dois fundamentos para a recusa.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Em primeiro lugar, a desist&amp;ecirc;ncia n&amp;atilde;o evitaria que o primog&amp;ecirc;nito do senador Jos&amp;eacute; Sarney entrasse com outra a&amp;ccedil;&amp;atilde;o rigorosamente id&amp;ecirc;ntica &amp;agrave; anterior se o jornal publicasse novas mat&amp;eacute;rias sobre a investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o que desembocou no indiciamento do empres&amp;aacute;rio por lavagem de dinheiro, tr&amp;aacute;fico de influ&amp;ecirc;ncia, forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de quadrilha e falsidade ideol&amp;oacute;gica. Em segundo lugar ? e mais importante ?, o arquivamento impediria que a Justi&amp;ccedil;a se manifestasse de uma vez por todas sobre o que o jornal, os mais reputados juristas do Pa&amp;iacute;s e entidades internacionais consideram uma viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Lei Maior brasileira.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;A indefini&amp;ccedil;&amp;atilde;o judicial diante de um assunto de tamanha resson&amp;acirc;ncia &amp;eacute; mais um motivo de estranheza no desenrolar do caso. Ao se evidenciarem os la&amp;ccedil;os entre D&amp;aacute;cio Vieira e os Sarneys, o advogado do Estado, Manuel Alceu Affonso Ferreira, pediu, com base no C&amp;oacute;digo de Processo Civil, que ele se abstivesse de tomar decis&amp;otilde;es no processo, o que o desembargador se recusou a fazer, dizendo-se competente para julg&amp;aacute;-lo. O jornal insistiu ? e o resultado foi uma decis&amp;atilde;o esdr&amp;uacute;xula do Conselho Especial do TJ-DF, em setembro do ano passado.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Afinal, embora tivesse declarado suspeito o desembargador (por 10 votos a 2) e designasse um novo relator para a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a Corte manteve a morda&amp;ccedil;a imposta por Vieira. O absurdo salta aos olhos de qualquer um: como pode permanecer v&amp;aacute;lido o ato de um juiz cuja imparcialidade na mat&amp;eacute;ria n&amp;atilde;o foi reconhecida pelos pr&amp;oacute;prios pares? Houve mais. O TJ-DF, alegando que as decis&amp;otilde;es judiciais sobre a Opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Boi Barrica foram tomadas no Maranh&amp;atilde;o, decidiu transferir o processo contra este jornal para a Justi&amp;ccedil;a Federal de primeira inst&amp;acirc;ncia no Estado. Mas o juiz de primeira inst&amp;acirc;ncia em Bras&amp;iacute;lia, por sua vez, decidiu esperar o julgamento dos recursos impetrados pelo jornal nos tribunais superiores. Enquanto nada se decide, a liberdade de imprensa segue sendo violada a cada dia.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;N&amp;atilde;o bastasse isso, o Supremo Tribunal Federal (STF), ao apreciar um pedido de pronta suspens&amp;atilde;o da censura ao Estado, apresentado em novembro, prendeu-se a uma tecnicalidade processual para n&amp;atilde;o entrar no m&amp;eacute;rito da proibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Para 6 dos 9 ministros que votaram pelo arquivamento do recurso, uma preliminar formal contou mais do que a oportunidade hist&amp;oacute;rica de afirmar a incolumidade do primado da liberdade de express&amp;atilde;o ? cl&amp;aacute;usula p&amp;eacute;trea da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 1988. O Estado havia argumentado que o ato do TJ-DF se baseara na Lei de Imprensa da ditadura militar que, nesse meio tempo, o pr&amp;oacute;prio STF viria a extinguir.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;O ac&amp;oacute;rd&amp;atilde;o dessa decis&amp;atilde;o disse tudo que precisava ser dito sobre a import&amp;acirc;ncia das liberdades p&amp;uacute;blicas, das garantias fundamentais e da certeza jur&amp;iacute;dica para a ordem democr&amp;aacute;tica e o Estado de Direito. &amp;Eacute; o que a censura pr&amp;eacute;via desfigura. Nas palavras do ministro Carlos Ayres Britto, vice-presidente do STF, "n&amp;atilde;o h&amp;aacute; no Brasil norma ou lei que chancele poder de censura &amp;agrave; magistratura". Contrariamente &amp;agrave; vis&amp;atilde;o de que a defesa da honra e da privacidade imp&amp;otilde;e limites ao direito de imprensa, Britto sustenta, singelamente, que "n&amp;atilde;o &amp;eacute; pelo temor do abuso que se vai proibir o uso".&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 31/8/2010</description><author>Notas &amp; Informações</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=Byizxc+CvqteFeCAwBCJ0Q==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 31 Aug 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=Byizxc+CvqteFeCAwBCJ0Q==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>ANJ repudia ameaça de Collor a jornalista</title><description>&lt;p&gt;A Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais (ANJ) repudiou ontem as amea&amp;ccedil;as feitas pelo senador Fernando Collor (PTB-AL) ao jornalista Hugo Marques, da revista Isto&amp;Eacute;. Segundo o site da revista, em liga&amp;ccedil;&amp;atilde;o telef&amp;ocirc;nica ao rep&amp;oacute;rter, na quinta-feira, o senador afirmou: "Quando eu lhe encontrar, vai ser para enfiar a m&amp;atilde;o na sua cara." Logo depois, Collor proferiu alguns palavr&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para ANJ, a postura do senador revela "destempero e trucul&amp;ecirc;ncia". "&amp;Eacute; inadmiss&amp;iacute;vel que qualquer candidato a cargo p&amp;uacute;blico manifeste tamanho desconhecimento do papel da imprensa nas sociedades democr&amp;aacute;ticas a ponto de reagir a not&amp;iacute;cias - no caso factuais e baseadas em informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es da Justi&amp;ccedil;a Eleitoral", diz a associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em nota assinada pelo seu vice-presidente, J&amp;uacute;lio C&amp;eacute;sar Mesquita, respons&amp;aacute;vel pelo Comit&amp;ecirc; de Liberdade de Express&amp;atilde;o. "Atitude tanto mais conden&amp;aacute;vel por se tratar de cidad&amp;atilde;o que j&amp;aacute; exerceu os mais altos postos da Rep&amp;uacute;blica", ressalta a entidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Collor &amp;eacute; candidato a governador em Alagoas. A ANJ destaca a import&amp;acirc;ncia do comportamento dos candidatos. "No momento em que se inicia mais uma campanha eleitoral, a ANJ espera que, a exemplo da imensa maioria do eleitorado, que tem se comportado com civilidade elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o ap&amp;oacute;s elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tamb&amp;eacute;m os candidatos ajam com esp&amp;iacute;rito democr&amp;aacute;tico, decoro e respeito &amp;agrave;s institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es e &amp;agrave;s liberdades."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A amea&amp;ccedil;a de Collor ao jornalista foi divulgada na quinta-feira. Ontem, o diretor de N&amp;uacute;cleo da revista, M&amp;aacute;rio Simas Filho, afirmou que a Isto&amp;Eacute; endossa a nota da ANJ. "Damos todo o apoio ao rep&amp;oacute;rter. A revista entende que &amp;eacute; um absurdo o que aconteceu e defende a postura do jornalista", disse.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Na nota, a ANJ pede apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre a postura do senador alagoano. "A ANJ insiste junto &amp;agrave;s autoridades competentes para que assegurem a plena vig&amp;ecirc;ncia dos princ&amp;iacute;pios constitucionais de liberdade de express&amp;atilde;o e promovam a imediata apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos eventuais abusos, assim como o devido processo legal nos casos comprovados de atropelos aos referidos princ&amp;iacute;pios." O Estado tentou falar com Collor ontem, procurando-o no gabinete em Bras&amp;iacute;lia, na sede da Gazeta de Alagoas, da qual &amp;eacute; s&amp;oacute;cio, e por meio de assessores. Mas o senador n&amp;atilde;o respondeu.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 31/8/2010</description><author>Nacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=b5XuyujWViqub09DkNIqCQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 31 Aug 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=b5XuyujWViqub09DkNIqCQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Prêmio para o "Valor"</title><description>&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;A diretora de reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Valor , jornalista Vera Brandimarte, recebeu o pr&amp;ecirc;mio "Lideran&amp;ccedil;a em Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o", concedido pelo Programa Ga&amp;uacute;cho de Qualidade e Produtividade (PGQP), para os profissionais de imprensa comprometidos com a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mat&amp;eacute;rias que enfocam a import&amp;acirc;ncia da gest&amp;atilde;o voltada &amp;agrave; qualidade e com a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse processo nos ve&amp;iacute;culos que comandam. Tamb&amp;eacute;m foram homenageados o diretor de reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o do jornal "&lt;span style="background: yellow; mso-highlight: yellow;"&gt;Zero Hora&lt;/span&gt;", Ricardo Stefanelli, o presidente do "Jornal do Com&amp;eacute;rcio", M&amp;eacute;rcio Tumelero, e o presidente do grupo Record no Rio Grande do Sul, Natal Furucho.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Valor Econômico&lt;/em&gt; - 30/7/2010</description><author>Curtas</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=CoTswvbrxKTR2NchZf1URg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Fri, 30 Jul 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=CoTswvbrxKTR2NchZf1URg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Morre o jornalista Sérgio Mattos</title><description>&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Aos 61 anos, v&amp;iacute;tima de um c&amp;acirc;ncer no c&amp;eacute;rebro, o jornalista ga&amp;uacute;cho S&amp;eacute;rgio Mattos faleceu nesta madrugada, em Florian&amp;oacute;polis, onde lecionava havia 28 anos. O sepultamento ser&amp;aacute; realizado nesta sexta-feira, 30, &amp;agrave;s 11h, no Cemit&amp;eacute;rio Jo&amp;atilde;o XXIII (Avenida Natal, 60 &amp;ndash; Medianeira). O corpo ainda n&amp;atilde;o chegou na capital ga&amp;uacute;cha.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Mattos, natural de Porto Alegre, dava aulas no curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, desde 1982.&amp;nbsp; Formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), teve passagens pelas r&amp;aacute;dios Continental, Ga&amp;uacute;cha e Gua&amp;iacute;ba, TV Ga&amp;uacute;cha (hoje RBS TV) e Revista Manchete.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Coletiva.net&lt;/em&gt; - 29/7/2010</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=/D59//gy8YIRXmDHsn5F6A==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Thu, 29 Jul 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=/D59//gy8YIRXmDHsn5F6A==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Roberto Cabrini é sequestrado pelas Farc</title><description>&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;&amp;nbsp;O apresentador do &amp;ldquo;Conex&amp;atilde;o Rep&amp;oacute;rter&amp;rdquo;, Ricardo Cabrini, foi sequestrado por militantes das For&amp;ccedil;as Armadas Revolucion&amp;aacute;rias da Col&amp;ocirc;mbia (Farc) h&amp;aacute; cerca de duas semanas. A informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi postada no Twitter pelo jornalista e confirmada pela assessoria de imprensa do SBT.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;&amp;ldquo;Recentemente ficamos dois dias sequestrados pelas farc, na selva colombiana. Eu, produtor Tiago e nosso cinegrafista Daniel&amp;rdquo;, escreveu Cabrini.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Nenhum dos tr&amp;ecirc;s foi agredido e passam bem. &amp;ldquo;Foi uma averigua&amp;ccedil;&amp;atilde;o que fizeram conosco. E depois nos trataram muito bem. Parte disso o cinegrafista Daniel Vicente conseguiu filmar. (...) Acabou sendo uma &amp;oacute;tima forma de entender melhor muitos aspectos das Farc&amp;rdquo;, afirmou o jornalista.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;A informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o foi divulgada antes para n&amp;atilde;o atrapalhar o desenvolvimento da reportagem, que ser&amp;aacute; exibida daqui a duas ou tr&amp;ecirc;s semanas.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Comunique-se&lt;/em&gt; - 26/7/2010</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=v8WlIlRnz4QL1/cmCutQsg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 26 Jul 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=v8WlIlRnz4QL1/cmCutQsg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Escândalos online atacam governos</title><description>&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Pode um simples site, sem publicidade ou apoio p&amp;uacute;blico, vazar documentos comprometedores de &amp;acirc;mbito internacional, como a ideologia xen&amp;oacute;foba de um partido pol&amp;iacute;tico no Reino Unido, o ataque indiscriminado do Ex&amp;eacute;rcito americano contra um cinegrafista da Reuters e, agora, documentos que revelam mortes de civis e o jogo duplo do Paquist&amp;atilde;o na luta contra os talib&amp;atilde;s? A resposta &amp;eacute; apenas &amp;ldquo;sim&amp;rdquo; &amp;mdash; desde que existe o Wikileaks.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Criado em dezembro de 2006, o portal conseguiu tornar-se um inc&amp;ocirc;modo alto-falante para governos, autoridades e empresas multinacionais. Agora, volta a ser referencial jornal&amp;iacute;stico por revelar informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es ocultas sobre a guerra contra o Talib&amp;atilde; no Afeganist&amp;atilde;o e no Paquist&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;"Eu adoro esmagar os cretinos", diz criador do site O Wikileaks n&amp;atilde;o tem escrit&amp;oacute;rio e seu rosto p&amp;uacute;blico &amp;eacute; louro, australiano, PhD em F&amp;iacute;sica e carrega seu computador numa mochila enquanto muda de um lugar para outro. Criador do site, o ex-hacker Julian Assange, de 39 anos, n&amp;atilde;o tem endere&amp;ccedil;o fixo: passa da casa de um amigo a outro e, de vez em quando, desaparece por meses. Perfis publicados na imprensa australiana mostram que o esp&amp;iacute;rito n&amp;ocirc;made vem da inf&amp;acirc;ncia &amp;mdash; teria passado por 36 escolas diferentes.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Assange diz ter milhares de documentos &amp;mdash; que podem ser levados &amp;agrave; internet num futuro pr&amp;oacute;ximo. Segundo ele, h&amp;aacute; evid&amp;ecirc;ncias de crimes de guerra nos cerca de 90 mil documentos divulgados na rede. Dizendo-se excitado por cutucar os poderosos, ele defende transpar&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;&amp;mdash; Esse material joga luz sobre a brutalidade do dia a dia da guerra. Existe um clima para acabar com o conflito. Essa informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o far&amp;aacute; isso sozinha, mas vai dividir a pol&amp;iacute;tica significativamente.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Eu gosto de criar sistemas grandiosos e gosto de ajudar pessoas vulner&amp;aacute;veis. E gosto tamb&amp;eacute;m de esmagar os cretinos. &amp;Eacute; um trabalho ador&amp;aacute;vel &amp;mdash; afirmou, em entrevista &amp;agrave; revista alem&amp;atilde; &amp;ldquo;Der Spiegel&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Com mais de um milh&amp;atilde;o de documentos acumulados, o Wikileaks funciona como um po&amp;ccedil;o online de vazamentos, um projeto que desde o primeiro dia foi aberto ao p&amp;uacute;blico, mas passou despercebido pelos rep&amp;oacute;rteres tradicionais, que serviam como elo de liga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, aplicando seus pr&amp;oacute;prios crit&amp;eacute;rios entre a fonte e os meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;O site, no mesmo modo de participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Wikip&amp;eacute;dia, oferece a qualquer usu&amp;aacute;rio a chance de postar, anonimamente, atrav&amp;eacute;s de uma conex&amp;atilde;o cifrada, textos, &amp;aacute;udios ou v&amp;iacute;deos confidenciais, cuja autenticidade o site se encarrega de verificar. A equipe &amp;eacute; pequena. H&amp;aacute; cinco volunt&amp;aacute;rios em tempo integral e entre 800 e mil colaboradores &amp;mdash; entre t&amp;eacute;cnicos de inform&amp;aacute;tica, advogados e jornalistas.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Atrav&amp;eacute;s do Twitter e do Facebook, o Wikileaks passou de site pouco conhecido a um portal de refer&amp;ecirc;ncia mundial. Em 2008, recebeu o pr&amp;ecirc;mio de meio de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ano pela &amp;ldquo;Economist&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Em 2009, o portal e seu fundador venceram o pr&amp;ecirc;mio da Anistia Internacional na categoria de Novas M&amp;iacute;dias por relatos sobre matan&amp;ccedil;as no Qu&amp;ecirc;nia.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;O site tamb&amp;eacute;m causou pol&amp;ecirc;mica ao colocar &amp;agrave; disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em novembro de 2009, meio ]milh&amp;atilde;o de telefonemas, emails e SMS emitidos e recebidos pelo FBI e pela Pol&amp;iacute;cia de Nova York no 11 de setembro. Mas o caso mais significativo foi a difus&amp;atilde;o de um v&amp;iacute;deo no qual um helic&amp;oacute;ptero Apache americano abate, em 2007, uma dezena de civis em Bagd&amp;aacute;. O v&amp;iacute;deo correu o mundo e teve mais de quatro milh&amp;otilde;es de acessos em 72 horas no YouTube. As imagens mostravam entre os mortos o cinegrafista da Reuters Namir Noor e seu motorista Saeed Chmagh. O v&amp;iacute;deo foi denunciado por organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es de jornalistas, obrigando o Pent&amp;aacute;gono a abrir uma nova investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o ataque.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt; - 27/7/2010</description><author>Economia</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=pNS4N+aEITq8/Pad8boIiQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 27 Jul 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=pNS4N+aEITq8/Pad8boIiQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Google é contra novas cobranças no jornalismo online</title><description>&lt;p&gt;O Google se mostrou contr&amp;aacute;rio a poss&amp;iacute;veis taxa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre o conte&amp;uacute;do jornal&amp;iacute;stico na internet. A informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi passada pela pr&amp;oacute;pria empresa em um relat&amp;oacute;rio divulgado na &amp;uacute;ltima ter&amp;ccedil;a-feira (20), na qual afirma que "est&amp;aacute; empenhada em ajudar organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es de not&amp;iacute;cias" e em "fomentar a gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de modelos de receita para sustentar a vitalidade da ind&amp;uacute;stria de not&amp;iacute;cias".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O documento foi divulgado em resposta ao evento promovido na quinta-feira da semana passada (15) pela Comiss&amp;atilde;o Federal de Com&amp;eacute;rcio dos Estados Unidos (FTC). Foram discutidos no workshop poss&amp;iacute;veis medidas a serem tomadas pela "reinven&amp;ccedil;&amp;atilde;o do jornalismo", dentre as quais poss&amp;iacute;veis altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre direito autoral, inclusive em caso de not&amp;iacute;cias mais novas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outra sugest&amp;atilde;o seria impor um limite ao "uso justo" das not&amp;iacute;cias. Neste caso, a simples c&amp;oacute;pia de um artigo sobre o pretexto de indexa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para buscas seria considerada uma infra&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Google rebateu afirmando que envia, a cada minuto, mais de 100 mil visitantes aos sites de not&amp;iacute;cia no mundo todo, e que seus m&amp;eacute;todos geram mais de 4 bilh&amp;otilde;es de cliques mensais. A companhia argumenta que essa quantidade de acessos possibilita que os editores de not&amp;iacute;cias ofere&amp;ccedil;am maior visibilidade aos an&amp;uacute;ncios contidos nos sites e, assim, ganhar mais dinheiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m disso, o gigante de buscas diz que a decis&amp;atilde;o sobre a cobran&amp;ccedil;a pelo acesso precisa partir do pr&amp;oacute;prio site &amp;ndash; ao contr&amp;aacute;rio do que prev&amp;ecirc; a proposta de altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mas lembra que a descoberta do conte&amp;uacute;do &amp;eacute; assegurada atrav&amp;eacute;s de servi&amp;ccedil;os como Google Search e Google News e que, na verdade, isso n&amp;atilde;o &amp;eacute; exclusividade da companhia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es do IDG Now!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ADNews&lt;/em&gt; - 22/7/2010</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=OUsO1DdMv8j5ZbVUsdcDYQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Thu, 22 Jul 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=OUsO1DdMv8j5ZbVUsdcDYQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>ANJ, em nota, repudia ataque a emissora de TV</title><description>&lt;p&gt;A Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais (ANJ) divulgou ontem nota em rep&amp;uacute;dio&amp;nbsp; ao atentado sofrido pela RPC TV, afiliada da Rede Globo no Paran&amp;aacute; e que pertence &amp;agrave; Rede Paranaense de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Um homem encapuzado atirou, na noite da &amp;uacute;ltima ter&amp;ccedil;a-feira, uma bomba de fabrica&amp;ccedil;&amp;atilde;o caseira contra os muros da sede da RPC TV, respons&amp;aacute;vel tamb&amp;eacute;m pela edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do jornal &amp;ldquo;Gazeta do Povo&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em nota, assinada pelo vicepresidente da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais, J&amp;uacute;lio C&amp;eacute;sar Mesquita, a entidade reivindica apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do fato: &amp;ldquo;A ANJ deplora a viol&amp;ecirc;ncia cometida contra a Rede Paranaense de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a quem se solidariza, e espera que as autoridades policiais identifiquem seus autores e suas motiva&amp;ccedil;&amp;otilde;es para que a Justi&amp;ccedil;a os puna nos termos da lei&amp;rdquo;, diz a nota da ANJ.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O fato ocorreu na noite da &amp;uacute;ltima ter&amp;ccedil;a-feira, quando uma bomba artesanal foi atirada por um homem encapuzado contra os muros da sede da RPC TV, em Curitiba. Ele estava num Renault Twingo preto. O suspeito usou um isqueiro para acender a bomba numa das pontas, antes de atir&amp;aacute;-la. O artefato bateu no muro, partiu-se, e o conte&amp;uacute;do se espalhou e pegou fogo. Ningu&amp;eacute;m ficou ferido. O Comando de Opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es Especiais (COE) da Pol&amp;iacute;cia Militar, que tem um esquadr&amp;atilde;o antibombas, foi acionado para checar o artefato, que est&amp;aacute; sendo periciado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O caso gerou transtornos na sede da &amp;ldquo;Gazeta do Povo&amp;rdquo;, que faz parte do grupo. Ap&amp;oacute;s a ocorr&amp;ecirc;ncia na emissora de TV, um seguran&amp;ccedil;a da empresa suspeitou de um saco que fora jogado em frente &amp;agrave; entrada da &amp;ldquo;Gazeta do Povo&amp;rdquo;. Por precau&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o COE foi novamente acionado, mas se tratava apenas de lixo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Secretaria de Seguran&amp;ccedil;a P&amp;uacute;blica do Paran&amp;aacute; informou que foi aberto um inqu&amp;eacute;rito para investigar o caso e est&amp;atilde;o sendo ouvidos funcion&amp;aacute;rios da TV. Tamb&amp;eacute;m est&amp;atilde;o sendo analisadas as imagens das c&amp;acirc;meras de vigil&amp;acirc;ncia da empresa para tentar identificar o respons&amp;aacute;vel por ter atirado a bomba.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De acordo com a gerente corporativa de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o Institucional da RPC, Carmem Murara, a empresa est&amp;aacute; acompanhando a investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas n&amp;atilde;o far&amp;aacute; coment&amp;aacute;rios sobre o caso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No entanto, h&amp;aacute; suspeita de que a motiva&amp;ccedil;&amp;atilde;o possa ter origem pol&amp;iacute;tica &amp;mdash; seria uma retalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o a uma reportagem recente feita pela emissora. O grupo RPC denunciou recentemente casos de corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o na Assembleia Legislativa do Paran&amp;aacute; com a contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de funcion&amp;aacute;rios-fantasmas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A s&amp;eacute;rie de reportagens, que ficou conhecida como &amp;ldquo;Di&amp;aacute;rios Secretos&amp;rdquo;, da &amp;ldquo;Gazeta do Povo&amp;rdquo; e RPC TV, causou protesto da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ades&amp;atilde;o da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que chegou a exigir a ren&amp;uacute;ncia do presidente da Casa, deputado estadual Nelson Justus (DEM).&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt; - 23/7/2010</description><author>O País</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=iTf9fQYojFGAnLoS+7rKog==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Fri, 23 Jul 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=iTf9fQYojFGAnLoS+7rKog==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Heródoto Barbeiro vai moderar o primeiro debate na web</title><description>&lt;p&gt;Reconhecido por sua experi&amp;ecirc;ncia na condu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de debates, o jornalista Her&amp;oacute;doto Barbeiro ser&amp;aacute; o moderador do primeiro Debate On-Line 2010 que reunir&amp;aacute; os principais candidatos &amp;agrave; presid&amp;ecirc;ncia da Rep&amp;uacute;blica. O evento, promovido em conjunto por iG, MSN, Terra e Yahoo!, acontece no dia 26 de julho, &amp;agrave;s 15h, e ser&amp;aacute; transmitido ao vivo pelos quatro portais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Debate On-Line 2010 permitir&amp;aacute; ao usu&amp;aacute;rio da internet interagir com os candidatos participantes. A discuss&amp;atilde;o ser&amp;aacute; aberta pelos pr&amp;oacute;prios candidatos fazendo perguntas entre si sobre os temas que os internautas ir&amp;atilde;o sugerir pelos portais, nos dias que antecedem o encontro. Em seguida haver&amp;aacute; perguntas dos jornalistas dos portais e dois blocos de perguntas dos usu&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ADNews&lt;/em&gt; - 20/7/2010</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=4p6sV2Eqo9jhcNNHsUN9vg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 20 Jul 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=4p6sV2Eqo9jhcNNHsUN9vg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Comissão apoia volta de diploma para jornalista</title><description>&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Proposta aprovada ontem por comiss&amp;atilde;o especial da C&amp;acirc;mara retoma a exig&amp;ecirc;ncia de diploma universit&amp;aacute;rio espec&amp;iacute;fico para exerc&amp;iacute;cio da profiss&amp;atilde;o de jornalista. O texto ainda precisa da aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do plen&amp;aacute;rio da Casa para depois ir ao Senado. O projeto &amp;eacute; uma rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao julgamento do STF, que desregulamentou a profiss&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 15/7/2010</description><author>Nacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=VZIEErF3JutwAvgaJK0FBA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Thu, 15 Jul 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=VZIEErF3JutwAvgaJK0FBA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Rede dos EUA permitirá participação de leitores na apuração de informações</title><description>&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;A Journal Registry Company, rede de 18 websites e jornais nos EUA, implementar&amp;aacute; mudan&amp;ccedil;as em suas opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es na inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tornar os conte&amp;uacute;dos de seus ve&amp;iacute;culos mais "abertos" &amp;agrave; participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos leitores.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;No lugar de publicadores ou ferramentas pr&amp;oacute;prias e fechadas; a rede passar&amp;aacute; a utilizar mecanismos online ou de c&amp;oacute;digo aberto. Na pr&amp;aacute;tica, significa trocar o Word, da Microsoft, pelo Google Docs, ferramenta de postagem customizada do Wordpress, o que, em tese, deve aproximar o internauta do conte&amp;uacute;do por meio de coment&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;"Neste processo, estamos declarando nossa independ&amp;ecirc;ncia n&amp;atilde;o apenas do antigo sistema de propriedades, mas do modo ultrapassado de pensar; com isso, estamos criando oportunidades para esta companhia crescer e continuar oferecendo Jornalismo de qualidade &amp;agrave;s comunidades que servimos", disse o diretor-executivo John Paton, em comunicado.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s pautas, os leitores ter&amp;atilde;o participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ativa na apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o, segundo informa o site da Super Interessante.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;As mudan&amp;ccedil;as s&amp;atilde;o resultado do Ben Franklin Project, implementado em abril. O projeto testou formatos de publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o utilizando ferramentas de uso-livre durante trinta dias.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;"O Projeto Ben Franklin n&amp;atilde;o s&amp;oacute; prova que sites e jornais podem ser libertados das restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es tradicionais, dos sistemas de publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de propriedade, mas anuncia tamb&amp;eacute;m o potencial de um processo aberto e transparente not&amp;iacute;cias", observou a empresa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Os funcion&amp;aacute;rios da rede passam por treinamento para aprender a manipular as novas ferramentas e a expectativa &amp;eacute; que toda a empresa esteja apta a funcionar sob as novas diretrizes antes do fim do ano.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Portal Imprensa&lt;/em&gt; - 14/7/2010</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=DZqI2kGbi2LptQKw14tM0A==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Wed, 14 Jul 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=DZqI2kGbi2LptQKw14tM0A==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>O papel morre, o jornal e o jornalismo, não</title><description>&lt;p&gt;H&amp;aacute; um clima de euforia no quinto andar do pr&amp;eacute;dio onde funciona a sede da ag&amp;ecirc;ncia de publicidade AlmapBBDO, no bairro do Morumbi, em S&amp;atilde;o Paulo. Os s&amp;oacute;cio-diretores Jos&amp;eacute; Luiz Madeira (Planejamento e Servi&amp;ccedil;os a Clientes) e Marcello Serpa (Cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o) acabam de voltar do Festival Internacional de Publicidade de Cannes com o cobi&amp;ccedil;ado t&amp;iacute;tulo de Ag&amp;ecirc;ncia do Ano, gra&amp;ccedil;as a 15 pr&amp;ecirc;mios que ela amealhou, entre Le&amp;otilde;es de Ouro, Prata, Bronze (12 ao todo) e Grande Pr&amp;ecirc;mio para M&amp;iacute;dia Impressa. O Brasil bateu seu recorde no festival, com 57 le&amp;otilde;es. O entusiasmo tem raz&amp;atilde;o de ser. Pois se 2009 foi considerado ruim por causa da crise econ&amp;ocirc;mica, o que esperar de 2010, um ano de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o? Com clientes como AmBev, Embratel, Gol, Bradesco Seguros, Volkswagen, Pepsi e Bayer, as perspectivas da AlmapBBDO &amp;mdash; a segunda maior ag&amp;ecirc;ncia do pa&amp;iacute;s em faturamento, segundo o ranking da revista &amp;ldquo;Meio &amp;amp; Mensagem&amp;rdquo;, com R$ 690 milh&amp;otilde;es &amp;mdash; s&amp;atilde;o as melhores. Para os s&amp;oacute;cios, todas as m&amp;iacute;dias devem crescer na euforia do desenvolvimento brasileiro. E o jornalismo se manter&amp;aacute; firme e forte, n&amp;atilde;o mais sobre papel, mas em plataformas como o iPad.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;Gilberto Scofield Jr. e Ronaldo D&amp;rsquo;Ercole O GLOBO: Apesar do desempenho&amp;nbsp; brasileiro em Cannes, muita gente afirma que, das 173 ag&amp;ecirc;ncias que inscreveram&amp;nbsp; trabalhos, s&amp;oacute; 18, ou 10%, ganharam algo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m disso, a atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o em novas m&amp;iacute;dias foi decepcionante. O que voc&amp;ecirc;s acham?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MARCELLO SERPA: O n&amp;uacute;mero geral do Brasil foi espetacular.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Afinal, 57 Le&amp;otilde;es s&amp;atilde;o uma performance absurda de boa. Mas a gente confunde um pouco esse conceito de m&amp;iacute;dias. &amp;Eacute; bom lembrar que em Cannes se premia a ideia. A plataforma pode ser qualquer uma. Em outdoor, por exemplo, n&amp;oacute;s levamos o caso de um outdoor interativo, com uma c&amp;acirc;mera que filmava voc&amp;ecirc; e transformava sua imagem em outra, digitalizada, de seus m&amp;uacute;sicos prediletos. Ent&amp;atilde;o &amp;eacute; outdoor, mas n&amp;atilde;o tem nada de m&amp;iacute;dia tradicional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E s&amp;oacute; ganhou porque &amp;eacute; isso: um outdoor moderno, n&amp;atilde;o tradicional. Os n&amp;uacute;meros s&amp;atilde;o capciosos se voc&amp;ecirc; olha s&amp;oacute; as estat&amp;iacute;sticas, n&amp;atilde;o as pe&amp;ccedil;as.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;-&amp;nbsp; E por que n&amp;atilde;o nos destacamos mais em internet? SERPA: Temos uma defasagem muito grande com outros pa&amp;iacute;ses em termos de investimento e execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o em internet. As verbas e a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o menores e n&amp;atilde;o temos Hollywood ou Vale do Sil&amp;iacute;cio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma ag&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; medida pela qualidade de suas ideias, mas muitas ideias n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o executadas por falta de verba. A sede da Nike nos EUA faz uma campanha mundial e investe num site US$ 15 milh&amp;otilde;es. Aqui a verba de todo o ano da empresa deve ser isso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- E quando o Brasil ganha? SERPA: Quando temos ideias que se sobrep&amp;otilde;em &amp;agrave; execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Muitas vezes s&amp;atilde;o ideias brasileiras, simples e frescas, que ganham os pr&amp;ecirc;mios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Entre as 50 maiores ag&amp;ecirc;ncias, as principais est&amp;atilde;o vinculadas a grupos&amp;nbsp; multinacionais. Ainda d&amp;aacute; para falar de identidade brasileira na publicidade?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;JOS&amp;Eacute; LUIZ MADEIRA: Temos a reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ser um pa&amp;iacute;s que produz comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; criativa e de grande qualidade. Afinal, salvar uma ideia com milh&amp;otilde;es de d&amp;oacute;lares&amp;nbsp; de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o em tecnologia e investimento &amp;eacute; bem mais tranquilo que gerar uma ideia criativa e diferenciada sem essa base. Os brasileiros s&amp;atilde;o disputados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A gente exporta muito mais publicit&amp;aacute;rios que importa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;SERPA: As ag&amp;ecirc;ncias internacionais vieram para o Brasil mais pelo tamanho do mercado do que para ensinar a gente como fazer propaganda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tem muita gente querendo vir, mas &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil. Tem que falar e escrever portugu&amp;ecirc;s.&amp;nbsp; A gente tem um mercado genuinamente brasileiro, n&amp;atilde;o tem jeito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Qual &amp;eacute; a ideia que se tem da publicidade brasileira l&amp;aacute; fora? MADEIRA: Que &amp;eacute;&amp;nbsp; muito criativa, leve, alegre. Por exemplo, as campanhas da Havaianas, uma marca&amp;nbsp; global genuinamente brasileira, s&amp;atilde;o feitas aqui, com a cara do Brasil, para&amp;nbsp; outros pa&amp;iacute;ses. A campanha da marca, vitoriosa este ano em Cannes, foi feita aqui&amp;nbsp; para o mercado americano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;SERPA: H&amp;aacute; 20, 30 anos, as ag&amp;ecirc;ncias internacionais estavam aqui para pegar um&amp;nbsp; filme de fora, traduzir e colocar no mercado brasileiro. E havia as ag&amp;ecirc;ncias&amp;nbsp; brasileiras que defendiam a qualidade da propaganda brasileira com produtos brasileiros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Das marcas daquela &amp;eacute;poca, 80% eram brasileiras, porque o mercado era fechado. Isso mudou, e hoje temos multinacionais brasileiras. Vejo publicit&amp;aacute;rios saudosistas do passado porque era muito f&amp;aacute;cil. Para sobreviver no mercado de 2010, n&amp;atilde;o d&amp;aacute; para ficar brincando.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o h&amp;aacute; uma ag&amp;ecirc;ncia aqui, mesmo as estrangeiras, que n&amp;atilde;o tenha brasileiros no&amp;nbsp; comando.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;-Qual a previs&amp;atilde;o de crescimento do mercado e d a AlmapBBDO este ano? MADEIRA: O mercado como um todo cresceu ao redor dos 25% at&amp;eacute; maio, por&amp;nbsp; conta de Copa e elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Se a economia vai crescer 7%, &amp;eacute; uma alta de setor&amp;nbsp; publicit&amp;aacute;rio muito maior, tradicionalmente o dobro. N&amp;oacute;s vamos crescer, mas n&amp;atilde;o&amp;nbsp; tanto, porque estamos focados mais nos clientes que j&amp;aacute; temos que em buscar&amp;nbsp; novos. Quando voc&amp;ecirc; acredita mais nisso que em ficar rodando bolsinha l&amp;aacute; fora, tem a desvantagem de crescer menos. Mas tem a vantagem de crescer de maneira s&amp;oacute;lida e sustent&amp;aacute;vel. E olha que n&amp;oacute;s n&amp;atilde;o temos clientes de governo, que puxam os investimentos este ano de elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es, como Petrobras e Banco do Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;SERPA: Por princ&amp;iacute;pio, n&amp;atilde;o trabalhamos com governo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Por qu&amp;ecirc;? MADEIRA: A gente acha, por observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que corre um risco maior de&amp;nbsp; deixar de trabalhar com aquela empresa quando mudam os governos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- A crise econ&amp;ocirc;mica para o mercado publicit&amp;aacute;rio acabou? SERPA: Houve uma crise,&amp;nbsp; mas foi menor do que l&amp;aacute; fora e os consumidores perceberam isso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este ano, em Cannes, a admira&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo Brasil aumentou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;oacute;s sempre fomos, e ainda somos, considerados um pa&amp;iacute;s alegre e at&amp;eacute; ex&amp;oacute;tico. Mas agora somos tamb&amp;eacute;m um pa&amp;iacute;s de economia robusta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Qual o humor dos anunciantes neste ano eleitoral? MADEIRA: Ganhe quem ganhar, j&amp;aacute; temos o lastro bem consolidado de um pa&amp;iacute;s que vem dando certo. E h&amp;aacute; um compromisso dos candidatos de continuar com os projetos que v&amp;ecirc;m dando certo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;SERPA: Acabou aquele mito de que, a cada elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a gente tinha que escolher entre o fim do mundo e o futuro. O Brasil vem ficando maior do que a pessoa que pretende assumir o poder.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Quais os setores que acenam com as melhores oportunidades de crescimento?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MADEIRA: O setor de varejo, automobil&amp;iacute;stico, higiene e beleza, telefonia, energia. Tudo indica que v&amp;atilde;o continuar a crescer a taxas extraordin&amp;aacute;rias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;SERPA: No caso das m&amp;iacute;dias, eu acho que todas elas v&amp;atilde;o crescer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A classe D est&amp;aacute; entrando direto na internet, mas tamb&amp;eacute;m na TV aberta. Quando a&amp;nbsp; TV a cabo for mais acess&amp;iacute;vel, vamos ter uma explos&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todo mundo est&amp;aacute; aprendendo a lidar com a internet e as m&amp;iacute;dias sociais. Mas h&amp;aacute; um dado surpreendente a&amp;iacute;. Quase 80% de todos os assuntos comentados no Twitter s&amp;atilde;o relativos &amp;agrave; m&amp;iacute;dia de massa. Ou seja, o Twitter, apenas, n&amp;atilde;o gera conte&amp;uacute;do.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele repercute conte&amp;uacute;dos gerado nas m&amp;iacute;dias de massa. O fen&amp;ocirc;meno &amp;ldquo;Cala Boca Galv&amp;atilde;o&amp;rdquo; s&amp;oacute; existiu no Twitter para repercutir um fato gerado na TV aberta. Muito anunciante pensa em sair da m&amp;iacute;dia tradicional e se dedicar &amp;agrave;s m&amp;iacute;dias sociais, o que &amp;eacute; errado. Se pensar somente em internet, hoje, ningu&amp;eacute;m vai te ver.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Entre os anunciantes, h&amp;aacute; menos interesse por m&amp;iacute;dias tradicionais? SERPA:&amp;nbsp; Quando a crise come&amp;ccedil;ou nos EUA, o que a gente percebeu foi o contr&amp;aacute;rio. Que os clientes ficaram avessos aos experimentalismos e buscaram concentrar seus investimentos de marketing onde eles j&amp;aacute; sabem que t&amp;ecirc;m retorno, como as m&amp;iacute;dias tradicionais. Onde tem audi&amp;ecirc;ncia? Ent&amp;atilde;o &amp;eacute; aqui que eu vou colocar o meu dinheiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Como foi o impacto na publicidade do crescimento das classes C e D? SERPA: H&amp;aacute; 20 anos, voc&amp;ecirc; falava com o p&amp;uacute;blico urbano, classe m&amp;eacute;dia, e deixava de lado o resto, que n&amp;atilde;o tinha como consumir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Era uma mensagem supersofisticada para um p&amp;uacute;blico restrito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso mudou completamente com a massifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A linguagem precisa ser mais simples, objetiva e direta. A publicidade tem de ser mais popular. Isso n&amp;atilde;o significa que ela tenha de ser ruim. Pode ser de bom gosto, divertida, s&amp;oacute; que &amp;eacute; outra linguagem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- A consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o no setor publicit&amp;aacute;rio acabou no Brasil? SERPA: Acredito que os grandes movimentos j&amp;aacute; aconteceram, mas h&amp;aacute; empresas de internet que se preparam para chegar no Brasil. Ent&amp;atilde;o outras opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de fus&amp;atilde;o e aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda podem ocorrer. O mercado brasileiro &amp;eacute; muito atraente e tem muita gente querendo vir para c&amp;aacute;, especialmente porque EUA e Europa est&amp;atilde;o em situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o muito complicada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- E o jornal, morre ou n&amp;atilde;o? SERPA: Eu acho que o papel morre, mas o jornal e o jornalismo, n&amp;atilde;o. Voc&amp;ecirc; pega um iPad, d&amp;aacute; um download na &amp;ldquo;Der Spiegel&amp;rdquo; (revista de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o semanal alem&amp;atilde;) e todo o conte&amp;uacute;do da vers&amp;atilde;o impressa com adicionais, como filmes e gr&amp;aacute;ficos. Na hora que ela sai l&amp;aacute;, eu tenho a revista aqui por C 4,50. Eu continuo consumindo o conte&amp;uacute;do e pagando por ele. Isso chegar&amp;aacute; ao auge quando o iPad custar uma ninharia e todo mundo tiver.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MADEIRA: Eu acho que o papel diminui de import&amp;acirc;ncia no contexto do consumo de jornal, mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; muito legal voc&amp;ecirc; estar ali tomando caf&amp;eacute; da manh&amp;atilde; com um jornalzinho do seu lado? SERPA: Eu j&amp;aacute; estou me acostumando a ler jornal no iPad.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este matou o Kindle porque a experi&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; muito boa, melhor que ler jornal impresso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- A nova plataforma do iPad, como defendem alguns, est&amp;aacute; mais pr&amp;oacute;xima do jornal que os laptops e a internet? SERPA: Concordo totalmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;At&amp;eacute; porque no iPad voc&amp;ecirc; ser&amp;aacute; obrigado a comprar o conte&amp;uacute;do diferenciado, o que na internet n&amp;atilde;o acontece. A internet n&amp;atilde;o garante a sobreviv&amp;ecirc;ncia de ningu&amp;eacute;m porque &amp;eacute; gratuita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MADEIRA: Mas assistir a um jogo da Copa num iPad n&amp;atilde;o d&amp;aacute;! Por ora, tem lugar para todo mundo: para um Marcello Serpa e para um Jos&amp;eacute; Madeira.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt; - 4/7/2010</description><author>Economia</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=KEmmWQdraqVs3GNpla8C0Q==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Sun, 04 Jul 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=KEmmWQdraqVs3GNpla8C0Q==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Feridas abertas</title><description>&lt;p&gt;H&amp;aacute; um ano, o clima era tenso no mundo do jornalismo brasileiro: discutia-se amplamente a extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o da exig&amp;ecirc;ncia do diploma universit&amp;aacute;rio para exerc&amp;iacute;cio da profiss&amp;atilde;o. O canudo entrou em xeque e, no dia 17 de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que n&amp;atilde;o era mais necess&amp;aacute;ria a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o universit&amp;aacute;ria para atuar como jornalista. Desde ent&amp;atilde;o, o Minist&amp;eacute;rio do Trabalho emitiu mais de mil registros a jornalistas n&amp;atilde;o-diplomados e as faculdades assistem ao decl&amp;iacute;nio do n&amp;uacute;mero de inscritos nos vestibulares. A Universidade Metodista de S&amp;atilde;o Paulo cortou 80 vagas do curso de jornalismo; na C&amp;aacute;sper Libero, a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o candidato/ vaga caiu de 13,28 para 11,26 e na Universidade de S&amp;atilde;o Paulo (USP), embora a concorr&amp;ecirc;ncia continue alta, o &amp;iacute;ndice regrediu de 36,6 para 32,4.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse &amp;iacute;nterim, pouca coisa mudou no regime de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o das reda&amp;ccedil;&amp;otilde;es. "N&amp;atilde;o tivemos praticamente nenhuma altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A decis&amp;atilde;o do STF consolida algo que j&amp;aacute; vinha sendo feito h&amp;aacute; anos", argumenta Lu&amp;iacute;s Roberto Antonik, diretor geral da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira das Emissoras de R&amp;aacute;dio e Televis&amp;atilde;o (Abert). A entidade continua incentivando a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o universit&amp;aacute;ria, mas entende que o diploma n&amp;atilde;o &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio para exerc&amp;iacute;cio de algumas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es na imprensa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre os ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, as opini&amp;otilde;es continuam divididas, como na &amp;eacute;poca da decis&amp;atilde;o do STF &amp;mdash; principalmente porque as normas de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o seguem decis&amp;otilde;es internas e particulares. A grande maioria dos meios continua dando prefer&amp;ecirc;ncia aos profissionais diplomados, mas n&amp;atilde;o se limitam a eles. A Folha de S. Paulo, por exemplo, nunca exigiu forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o universit&amp;aacute;ria em jornalismo, mas continua a exigir boa forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica e cultural, al&amp;eacute;m de considerar "desej&amp;aacute;vel" um curso de p&amp;oacute;s-gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No dia 19 de junho de 2009, dois dias ap&amp;oacute;s a decis&amp;atilde;o do STF, o jornal Zero Hora publicou v editorial que esclarecia a posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do grupo RBS: "Profissionais qualificados ser&amp;atilde;o sempre bem recebidos por um mercado de trabalho que evolui e se aperfei&amp;ccedil;oa. &amp;Eacute; por isso que a RBS continuar&amp;aacute; recrutando seus profissionais prioritariamente nas escolas de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O que n&amp;atilde;o cabe mais &amp;eacute; a reserva de mercado que fazia do diploma a &amp;uacute;nica alternativa de acesso &amp;agrave; profiss&amp;atilde;o".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em decis&amp;atilde;o in&amp;eacute;dita, a edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o 2010 do Curso Abril de Jornalismo (CAJ) admitiu quatro alunos n&amp;atilde;o formados em jornalismo dentro de uma turma com 85 candidatos. Edward Pimenta, coordenador do curso, comenta a decis&amp;atilde;o: "Quando um garoto me pergunta qual o melhor caminho para trabalhar como jornalista na Editora Abril, respondo que o melhor a fazer &amp;eacute; o CAJ. Agora mais do que nunca. Pela primeira vez em seus 27 anos de hist&amp;oacute;ria, o curso aceitou a inscri&amp;ccedil;&amp;atilde;o de candidatos n&amp;atilde;o-formados em faculdades de jornalismo. A mudan&amp;ccedil;a veio com a decis&amp;atilde;o do Superior Tribunal Federal". No in&amp;iacute;cio do ano, Roberto Civita, presidente do Grupo Abril, anunciou a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Escola Superior de Jornalismo, uma esp&amp;eacute;cie de p&amp;oacute;s-gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o em parceria com a ESPM, tradicional faculdade de propaganda e marketing.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A mesma ESPM, no entanto, na contram&amp;atilde;o de outras institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino como a Faculdades de Campinas (Facamp), Centro Universit&amp;aacute;rio Senac e Universidade Mogi das Cruzes (UMC) &amp;mdash; que anunciaram o fim do curso de jornalismo por conta da baixa procura ap&amp;oacute;s a queda do diploma &amp;mdash; noticiou em abril a abertura de uma gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o em jornalismo. "Posso entender que a procura pelos cursos tradicionais esteja em queda, pois muitos n&amp;atilde;o atendem as exig&amp;ecirc;ncias do jornalismo do futuro. N&amp;oacute;s queremos um curso voltado para a realidade do mercado", argumenta Jos&amp;eacute; Roberto Whitaker Penteado, presidente da ESPM.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;REA&amp;Ccedil;&amp;Otilde;ES E EXCE&amp;Ccedil;&amp;Otilde;ES&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar da decis&amp;atilde;o da inst&amp;acirc;ncia m&amp;aacute;xima do Poder Judici&amp;aacute;rio, entidades e associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de classe movimentam-se para reverter o quadro. A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional dos Jornalistas (Fenaj) promove constante campanha para a retomada do diploma e parlamentares organizam-se para colocar um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) em pauta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para a Fenaj, do ponto de vista trabalhista, a n&amp;atilde;o-exig&amp;ecirc;ncia do diploma enfraquece a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da classe. "Voc&amp;ecirc; contrata pessoas n&amp;atilde;o qualificadas para trabalhar por uma carga hor&amp;aacute;ria muito maior do que a de um jornalista e por sal&amp;aacute;rios aviltantes. Na verdade, esse foi o objetivo: tornar prec&amp;aacute;rias as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho. E essas empresas brigam para dizer quem &amp;eacute; ou n&amp;atilde;o jornalista no Brasil", afirma D&amp;eacute;bora Lima, tesoureira da Fenaj e presidente do Sindicato dos Jornalistas do Cear&amp;aacute;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando o assunto &amp;eacute; a contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de jornalistas para cargos p&amp;uacute;blicos por meio de concurso, a quest&amp;atilde;o mostra-se ainda mais complicada. V&amp;aacute;rios editais ficaram trancados na indefini&amp;ccedil;&amp;atilde;o quanto ao requisito do diploma. Em mar&amp;ccedil;o deste ano, a Prefeitura de Cabedelo, na Para&amp;iacute;ba, realizou concurso p&amp;uacute;blico para contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de jornalista, oferecendo sal&amp;aacute;rio de R$ 510,00, cuja &amp;uacute;nica exig&amp;ecirc;ncia era o Ensino M&amp;eacute;dio completo. Ainda n&amp;atilde;o h&amp;aacute; uma diretriz clara. Na Assembl&amp;eacute;ia Legislativa do Rio Grande do Sul, tramita um Projeto de Lei (PL) que determina a exig&amp;ecirc;ncia do diploma na contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de jornalistas, em todos os poderes do Estado. A Prefeitura de Natal sancionou a lei que prev&amp;ecirc; obrigatoriedade do diploma de jornalismo para atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os do munic&amp;iacute;pio. Tanto o autor do PL, vereador Edivan Martins (PV), quanto a prefeita Micarla de Souza (PV) s&amp;atilde;o jornalistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A exig&amp;ecirc;ncia do diploma foi institu&amp;iacute;da em 1969, pelo decreto-lei 972/69, e vigorou nos &amp;uacute;ltimos 30 anos. No momento de sua revoga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Gilmar Mendes, presidente do STF, afirmou que a profiss&amp;atilde;o de jornalista n&amp;atilde;o oferece perigo de danos &amp;agrave; coletividade, se comparada com outras profiss&amp;otilde;es e que, por isso, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; necessidade do diploma. D&amp;eacute;bora rebate: "O diploma &amp;eacute; a m&amp;iacute;nima garantia do direito &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualidade. Obviamente que ele n&amp;atilde;o garante 100% a boa informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas garante o m&amp;iacute;nimo para o cidad&amp;atilde;o saber que aquela pessoa que est&amp;aacute; produzindo a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o teve uma qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, principalmente do ponto de vista da responsabilidade social".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;DEBATE PARLAMENTAR&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na C&amp;acirc;mara dos Deputados h&amp;aacute; uma comiss&amp;atilde;o que atua em defesa da restaura&amp;ccedil;&amp;atilde;o da obrigatoriedade do diploma, por meio da PEC 386/2009, de autoria de Paulo Pimenta (PT-RS): a Frente Parlamentar em Defesa da Exig&amp;ecirc;ncia do Diploma em Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social/Jornalismo para o Registro Profissional de Jornalista, institu&amp;iacute;da em setembro de 2009 e formada por 202 deputados e oito senadores. No m&amp;ecirc;s passado, o presidente da casa, Michel Temer, garantiu a instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma comiss&amp;atilde;o especial para an&amp;aacute;lise da PEC, mesmo que alguns partidos n&amp;atilde;o indiquem seus representantes. A proposta j&amp;aacute; foi aprovada na Comiss&amp;atilde;o de Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Justi&amp;ccedil;a e Cidadania (CCJC) e depois seguir&amp;aacute; para vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o no plen&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Nossa inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o era conseguir aprovar isso at&amp;eacute; o meio do ano, porque sabemos disso, com a chegada do per&amp;iacute;odo eleitoral tudo fica mais complicado por aqui", explica a deputada Rebecca Garcia (PP-AM), coordenadora da frente. A Abert &amp;eacute; expressamente contra o movimento: "&amp;Eacute; um absurdo voc&amp;ecirc; ter o STF decidindo por uma coisa e, casuisticamente, eu entro no Congresso com uma proposta para mudar essa decis&amp;atilde;o. Isso n&amp;atilde;o faz sentido", diz Antonik, da associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Fenaj tamb&amp;eacute;m trabalha na proposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma nova lei de imprensa, mais democr&amp;aacute;tica e atualizada, ao contr&amp;aacute;rio da revogada em abril de 2009. O PL 3232, do ex-deputado Vilmar Mendes (DEM-GO), tramita no Congresso desde 1992, sem resposta. H&amp;aacute; quem interprete que a aus&amp;ecirc;ncia de texto espec&amp;iacute;fico deixou lacunas legais, como o direito de resposta. No momento, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; diretrizes espec&amp;iacute;ficas que definam sua aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como previa a extinta lei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nada, portanto, parece definitivo. Enquanto alguns setores da imprensa aderiram &amp;agrave;s novas medidas, outros resistem em adot&amp;aacute;-las, incluindo &amp;oacute;rg&amp;atilde;os do setor p&amp;uacute;blico. Muitos aguardam para analisar qual tend&amp;ecirc;ncia se estabelecer&amp;aacute;, j&amp;aacute; que a novidade ainda n&amp;atilde;o foi totalmente absorvida por estudantes, profissionais e sociedade de forma geral. No anivers&amp;aacute;rio de um ano da queda da exig&amp;ecirc;ncia do diploma para exerc&amp;iacute;cio da profiss&amp;atilde;o de jornalista, a solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre a perman&amp;ecirc;ncia da medida ou sua revis&amp;atilde;o ainda permanece uma grande e obtusa interroga&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Revista Imprensa&lt;/em&gt; - 23/6/2010</description><author>Legislação</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=f8LXDcuaUcZX3Ejp8TuB7Q==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Wed, 23 Jun 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=f8LXDcuaUcZX3Ejp8TuB7Q==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Governo discute atuação de sites jornalísticos com capital estrangeiro</title><description>&lt;p&gt;O governo federal come&amp;ccedil;ou uma discuss&amp;atilde;o interna sobre a atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o de portais de internet com conte&amp;uacute;do jornal&amp;iacute;stico controlados por grupos estrangeiros no Brasil. A decis&amp;atilde;o veio ap&amp;oacute;s constantes cobran&amp;ccedil;as da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira das Emissoras de R&amp;aacute;dio e Televis&amp;atilde;o (Abert) e a Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional dos Jornais (ANJ). Nesta ter&amp;ccedil;a-feira, o ministro da Justi&amp;ccedil;a, Luiz Paulo Barreto, recebeu os ministros das Comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, Jos&amp;eacute; Artur Filardi Leite, e da Advocacia-Geral da Uni&amp;atilde;o (AGU), Lu&amp;iacute;s In&amp;aacute;cio Adams, para tratar exclusivamente do assunto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No in&amp;iacute;cio deste m&amp;ecirc;s, as duas entidades soltaram uma nota conjunta &amp;agrave; imprensa em que cobram provid&amp;ecirc;ncias do Minist&amp;eacute;rio das Comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es e ressaltam a necessidade de aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es previstas no artigo 222 da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O princ&amp;iacute;pio constitucional defendido pela Abert e pela ANJ &amp;eacute; o que prev&amp;ecirc; a restri&amp;ccedil;&amp;atilde;o a 30% da participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o estrangeira em empresas jornal&amp;iacute;sticas. A reivindica&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi formalizada no fim do m&amp;ecirc;s passado em documento enviado ao Minist&amp;eacute;rio das Comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Filardi informou nesta ter&amp;ccedil;a, depois da reuni&amp;atilde;o, que o governo analisar&amp;aacute; a quest&amp;atilde;o do ponto de vista jur&amp;iacute;dico. Primeiramente, ser&amp;aacute; avaliada a compet&amp;ecirc;ncia do minist&amp;eacute;rio de ter que fiscalizar a composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o societ&amp;aacute;ria de portais de internet e jornais impressos - este &amp;uacute;ltimo tamb&amp;eacute;m seria outro alvo por ser considerado mais um setor com aus&amp;ecirc;ncia de fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Esta compet&amp;ecirc;ncia n&amp;atilde;o &amp;eacute; nossa. A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o prev&amp;ecirc; que devemos cuidar apenas dos setores de telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, radiodifus&amp;atilde;o e servi&amp;ccedil;os postais - afirmou Filardi.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outra quest&amp;atilde;o a ser analisada &amp;eacute; se os portais podem receber o mesmo tratamento legal previsto para as empresas jornal&amp;iacute;sticas.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt; - 23/6/2010</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=H3KTRWwk66+qpIv8r3/Mng==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Wed, 23 Jun 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=H3KTRWwk66+qpIv8r3/Mng==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Caçada chavista</title><description>&lt;p&gt;Zuloaga, em foto de 2009. Foragido, o dono da Globovisi&amp;oacute;n &amp;eacute; o principal alvo da campanha de Hugo Ch&amp;aacute;vez contra a imprensa livre O cerco &amp;agrave; m&amp;iacute;dia feito pelo presidente da Venezuela, Hugo Ch&amp;aacute;vez, se materializou na figura do empres&amp;aacute;rio Guillermo Zuloaga. O propriet&amp;aacute;rio da TV Globovisi&amp;oacute;n, o &amp;uacute;nico canal que ainda faz cr&amp;iacute;ticas ao regime chavista, tornou-se um foragido da Justi&amp;ccedil;a na semana passada. Ele decidiu n&amp;atilde;o se entregar &amp;agrave;s autoridades, depois de o Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico ter pedido a pris&amp;atilde;o dele e do filho, tamb&amp;eacute;m Guillermo, por &amp;ldquo;forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de quadrilha&amp;rdquo; e &amp;ldquo;usura gen&amp;eacute;rica&amp;rdquo;. Zuloaga foi acusado de esconder em casa 24 autom&amp;oacute;veis Toyota &amp;ndash; ele tem duas concession&amp;aacute;rias em Caracas. A justificativa pouco importa ante a evidente motiva&amp;ccedil;&amp;atilde;o: calar o meio de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o que mais incomoda Ch&amp;aacute;vez.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com um cinismo peculiar, Ch&amp;aacute;vez afirmou que n&amp;atilde;o tinha nada contra Zuloaga e indagou por que o empres&amp;aacute;rio &amp;ldquo;anda fugindo&amp;rdquo;. A persegui&amp;ccedil;&amp;atilde;o contra o dono da Globovisi&amp;oacute;n &amp;eacute; antiga. Em mar&amp;ccedil;o, Zuloaga ficou detido por algumas horas, acusado de ter supostamente &amp;ldquo;vilipendiado&amp;rdquo; Ch&amp;aacute;vez numa reuni&amp;atilde;o da Sociedade Interamericana de Imprensa. Pesava tamb&amp;eacute;m a suspeita de que deixaria o pa&amp;iacute;s, quando Zuloaga n&amp;atilde;o fez mais do que uma viagem de folga &amp;agrave; ilha caribenha de Bonaire.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O novo cap&amp;iacute;tulo da ca&amp;ccedil;ada de Ch&amp;aacute;vez causou rep&amp;uacute;dio internacional. A relatora para liberdade de express&amp;atilde;o da Comiss&amp;atilde;o Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), Catalina Botero, apresentou no Congresso dos Estados Unidos um relat&amp;oacute;rio sobre os abusos contra a imprensa venezuelana e ouviu cr&amp;iacute;ticas dos parlamentares ao cerco chavista. &amp;ldquo;Do jeito que as coisas v&amp;atilde;o, nem o mais valente dos jornalistas se atrever&amp;aacute; a fazer den&amp;uacute;ncias. &amp;Eacute; preciso corrigir o rumo (da Venezuela)&amp;rdquo;, afirma Catalina. Nas Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas, o relator especial Frank La Rue pediu a Ch&amp;aacute;vez que anulasse a ordem de pris&amp;atilde;o e deixasse Zuloaga em paz. O pedido foi prontamente rejeitado pelo embaixador venezuelano na ONU, Jorge Valero.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O governo tenta dar &amp;agrave; Globovisi&amp;oacute;n o mesmo destino do canal RCTV, cr&amp;iacute;tico a Ch&amp;aacute;vez, que saiu do ar em 2007. &amp;ldquo;As a&amp;ccedil;&amp;otilde;es contra a imprensa na Venezuela s&amp;oacute; se agravam. &amp;Eacute; alarmante, porque a mesma tend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; vista em outros pa&amp;iacute;ses da Am&amp;eacute;rica do Sul, como Equador e Argentina&amp;rdquo;, diz Luis Roberto Antonik, diretor-geral da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Emissoras de R&amp;aacute;dio e Televis&amp;atilde;o (Abert).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No caso da RCTV, a manobra chavista foi simples: a concess&amp;atilde;o da emissora expirou e o presidente simplesmente n&amp;atilde;o a renovou. A licen&amp;ccedil;a da Globovisi&amp;oacute;n, por&amp;eacute;m, s&amp;oacute; vence em 2015. Por isso, o governo busca sufoc&amp;aacute;-la por outros meios. Uma prova disso foi a interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o do governo, por 60 dias, no Banco Federal, o oitavo maior do pa&amp;iacute;s. Seu presidente, Nelson Mezerhane, &amp;eacute; acionista da Globovisi&amp;oacute;n. Amparado pela associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de banqueiros, Ch&amp;aacute;vez alegou que o Federal tinha problemas de liquidez e garantiu a devolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos dep&amp;oacute;sitos dos 284 mil correntistas do banco. Mas seria ingenuidade acreditar que a decis&amp;atilde;o n&amp;atilde;o tem rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com Zuloaga. Ch&amp;aacute;vez j&amp;aacute; deu a entender que poderia comprar as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Mezerhane e caminhar rumo &amp;agrave; estatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Globovisi&amp;oacute;n.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Para o cientista pol&amp;iacute;tico Ricardo Sucre, da Universidade Central da Venezuela, a proximidade das elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es legislativas de setembro faz Ch&amp;aacute;vez tentar manter uma imagem de respeito &amp;agrave; liberdade de express&amp;atilde;o, deixando a Globovisi&amp;oacute;n funcionar. &amp;ldquo;Mas a insist&amp;ecirc;ncia em prender Zuloaga &amp;eacute; um erro de c&amp;aacute;lculo nessa estrat&amp;eacute;gia&amp;rdquo;, afirma Sucre. Uma pesquisa divulgada na semana passada revelou que 80% dos venezuelanos desconfiam dos candidatos chavistas. Ali&amp;aacute;s, desconfiar &amp;eacute; o melhor conselho a Zuloaga. Se espera alguma garantia jur&amp;iacute;dica de Ch&amp;aacute;vez para se entregar, ele ser&amp;aacute; for&amp;ccedil;ado a ter uma paci&amp;ecirc;ncia que Ch&amp;aacute;vez definitivamente n&amp;atilde;o tem quando o assunto &amp;eacute; tolerar quem n&amp;atilde;o se rende a ele.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Época&lt;/em&gt; - 21/6/2010</description><author>Mundo</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=82tNRSLt2BbXAl/0NZivEg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 21 Jun 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=82tNRSLt2BbXAl/0NZivEg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Cerco à liberdade</title><description>&lt;p&gt;Assim como viveu um ciclo de ditaduras militares entre meados da d&amp;eacute;cada de 60 e a primeira metade dos anos 80, a Am&amp;eacute;rica Latina respiraria a redemocratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o se previa, por&amp;eacute;m, que os ares das liberdades democr&amp;aacute;ticas seriam intoxicados pelo ressurgimento do populismo salvacionista e autorit&amp;aacute;rio que j&amp;aacute; havia contaminado a regi&amp;atilde;o na primeira metade do s&amp;eacute;culo XX.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se, na Argentina de Per&amp;oacute;n e no Brasil de Vargas, o populismo trazia um DNA fascista, na sua reencarna&amp;ccedil;&amp;atilde;o no s&amp;eacute;culo XXI, embora com t&amp;aacute;ticas e cacoetes tamb&amp;eacute;m mussolinescos &amp;mdash; a pr&amp;oacute;pria CLT varguista foi inspirada na ditadura de Mussolini &amp;mdash;, ele traja vestes de esquerda e brada slogans cubanos. Dos tempos de Per&amp;oacute;n e Vargas preserva o discurso nacional-estatista, ponto de contato entre direitistas e esquerdistas, entrela&amp;ccedil;ados em defesa de um &amp;ldquo;projeto nacional&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma caracter&amp;iacute;stica dessa onda populista &amp;eacute; a busca de mecanismos de &amp;ldquo;democracia direta&amp;rdquo;, com a finalidade de contornar e tornar in&amp;oacute;cuos os pesos e contrapesos cl&amp;aacute;ssicos dos regimes republicanos de democracia representativa, caracterizados pela altern&amp;acirc;ncia no poder de pol&amp;iacute;ticos e partidos, assim como Justi&amp;ccedil;a soberana, em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de fazer media&amp;ccedil;&amp;otilde;es de quaisquer conflitos na sociedade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O modelo chavista, em que plebiscitos servem para manipular massas e com elas dar um lustro e &amp;ldquo;democracia&amp;rdquo; num regime criado para ser crescentemente ditatorial, foi o mais exitoso em estabelecer esses canais diretos entre o salvador da p&amp;aacute;tria e o povo. Com a ajuda da oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que resolveu n&amp;atilde;o concorrer &amp;agrave;s elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es legislativas de 2005, o coronel Hugo Ch&amp;aacute;vez passou a ter o controle total do pa&amp;iacute;s. L&amp;aacute; o Estado &amp;eacute; ele.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Faz parte deste receitu&amp;aacute;rio a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de confer&amp;ecirc;ncias nacionais, em que, supostamente, a sociedade se expressa por meio de reivindica&amp;ccedil;&amp;otilde;es posteriormente remetidas para aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo Executivo e Legislativo. Na realidade, s&amp;atilde;o reuni&amp;otilde;es controladas por grupos organizados da &amp;aacute;rea sindical e dos chamados &amp;ldquo;movimentos sociais&amp;rdquo;, uma esp&amp;eacute;cie de jogo de cartas marcadas. Na fase de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da 1aConfer&amp;ecirc;ncia Nacional de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, as entidades Abert (r&amp;aacute;dio e TV) e ANJ (jornais) exigiram que fosse atendida uma premissa: nada flagrantemente inconstitucional deveria receber o aval da Confecom.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sintomaticamente, n&amp;atilde;o foi aceita, o que, por si s&amp;oacute;, denunciou o sentido daquela confer&amp;ecirc;ncia. As fra&amp;ccedil;&amp;otilde;es que se movimentam nesses espa&amp;ccedil;os desejam ultrapassar os limites do estado de direito. Das 6 mil propostas encaminhas &amp;agrave; Confecom, foram aprovadas 641. Mas h&amp;aacute; muita superposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Al&amp;eacute;m disso, parte ponder&amp;aacute;vel do que foi chancelado na reuni&amp;atilde;o plen&amp;aacute;ria da confer&amp;ecirc;ncia &amp;mdash; 40% do total de 63 propostas &amp;mdash; j&amp;aacute; &amp;eacute; contemplado em projetos que tramitam no Congresso. Esta redund&amp;acirc;ncia reflete um aspecto positivo: existem os projetos, mas n&amp;atilde;o tramitam por ser tratar de aberra&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &amp;Eacute; sinal que o Congresso cumpre o papel de barreira contra tentativas de se atropelar a Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o por meio de, por exemplo, propostas para o &amp;ldquo;controle social&amp;rdquo; da m&amp;iacute;dia, neologismo que designa censura &amp;agrave; imprensa, revoga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do direito constitucional &amp;agrave; livre manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pensamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Onde h&amp;aacute; institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es republicanas funcionando, o artif&amp;iacute;cio da &amp;ldquo;confer&amp;ecirc;ncia nacional&amp;rdquo;, como se fosse um f&amp;oacute;rum de toda a sociedade, ideia falsa, &amp;eacute; barrado. Na Argentina foi institu&amp;iacute;da a Lei de Meios, para quebrar a imprensa independente, a fim de subordin&amp;aacute;-la ao Estado.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Mas a Justi&amp;ccedil;a revogou parte dela. No Brasil, &amp;eacute; o Congresso que age contra este cerco ao estado de direito, deve-se reconhecer.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt; - 21/6/2010</description><author>Opinião</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=b7HGjzGQ0RhXtbfZaMF+LQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 21 Jun 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=b7HGjzGQ0RhXtbfZaMF+LQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Conteúdo pago</title><description>&lt;p&gt;Uma p&amp;aacute;gina do tradicional jornal brit&amp;acirc;nico "The Times" &amp;eacute; exibida na tela de um computador, numa imagem que ilustra a converg&amp;ecirc;ncia de m&amp;iacute;dia e marca a nova estrat&amp;eacute;gia da publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o na internet. Seguindo o exemplo de outros grandes jornais, como o "Financial Times" e o "The Wall Street Journal", o "Times" vai encerrar as atividades de seu site gratuito, passando a cobrar pelo acesso &amp;agrave;s not&amp;iacute;cias exibidas na web. A medida intensifica os esfor&amp;ccedil;os da News Corp - segundo maior conglomerado de m&amp;iacute;dia do mundo, atr&amp;aacute;s da Disney, e controladora do "Times" - para transformar os sites noticiosos em uma fonte de receita que incorpore o pagamento de assinaturas, rompendo com a depend&amp;ecirc;ncia em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; publicidade digital.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Valor Econômico&lt;/em&gt; - 18/6/2010</description><author>Tecnologia &amp; Comunicação</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=0bMZf9jM+qvd6679zcmbZg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Fri, 18 Jun 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=0bMZf9jM+qvd6679zcmbZg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Britânico The Sun copia entrevista do jornal Extra e declara exclusividade</title><description>&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O rep&amp;oacute;rter do jornal Extra Caio Barbosa acusa o jornal brit&amp;acirc;nico The Sun de copiar uma entrevista sua feita com Branco, ex-jogador da Sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira. A mat&amp;eacute;ria &amp;ldquo;Branco critica o amigo Dunga e elogia Maradona&amp;rdquo; foi publicada no di&amp;aacute;rio carioca no dia 30/05, mas nesta ter&amp;ccedil;a-feira (08/06), parte da entrevista ocupava as p&amp;aacute;ginas do The Sun, sob o t&amp;iacute;tulo &amp;ldquo;Brazil won it on sex &amp;lsquo;n booze&amp;rdquo;. O jornalista citado como autor do texto, desmentiu a autoria.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;A mat&amp;eacute;ria do The Sun diz que a Sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de 94 foi &amp;ldquo;movida&amp;rdquo; a sexo e bebida, e coloca partes da entrevista de Branco. As aspas n&amp;atilde;o seguem a mesma ordem da mat&amp;eacute;ria original, mas o rep&amp;oacute;rter mescla trechos de uma aspa com outra. O jornal brit&amp;acirc;nico tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o cita o nome de Barbosa, nem do Extra e, acima do texto, declara exclusividade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;&amp;ldquo;Isso &amp;eacute; rid&amp;iacute;culo, &amp;eacute; picaretagem. &amp;Eacute; triste saber que est&amp;atilde;o copiando desse jeito. J&amp;aacute; comuniquei aos editores do jornal, vou ver o que eles fazem&amp;rdquo;, afirmou o rep&amp;oacute;rter Caio Barbosa. At&amp;eacute; o momento, a dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Extra n&amp;atilde;o se manifestou sobre o assunto.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O jornalista ficou sabendo do pl&amp;aacute;gio pelo aviso de um colega da mesma editoria. Logo em seguida declarou no Twitter: &amp;ldquo;Tem um pilantra no The Sun. O desgra&amp;ccedil;ado copiou minha mat&amp;eacute;ria e disse que era exclusiva dele&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;A Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira da Propriedade Intelectual dos Jornalistas Profissionais (Apijor) condenou o pl&amp;aacute;gio. &amp;ldquo;Isso &amp;eacute; roubo qualificado em qualquer lugar do mundo. O ve&amp;iacute;culo deveria cobrar o The Sun. A melhor forma de resolver isso &amp;eacute; de ve&amp;iacute;culo para ve&amp;iacute;culo. Por outras vias, de jornalista para jornalista, poderia sair mais caro&amp;rdquo;, explicou o presidente da entidade, Paulo Canabrava.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Procurado pela reportagem, o jornalista Rob Beasley se desculpou, mas negou ser o autor do texto e disse que ir&amp;aacute; investigar o caso.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Veja alguns trechos da entrevista que foram copiados.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA" style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;"Drinking was allowed and we'd have three or four drinks to relax. What's wrong with that?&amp;rdquo;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;"If it were a problem, then there wouldn't be any football in England or Germany, where they drink beer, or in Italy, France and Argentina, where they drink wine. It's part of the culture&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;&amp;ldquo;Tomar um vinho, bater um papo para relaxar, qual o problema nisso? Se houvesse problema, n&amp;atilde;o haveria futebol na Alemanha e na Inglaterra, onde eles bebem cerveja, nem na It&amp;aacute;lia, Fran&amp;ccedil;a e Argentina, onde bebem vinho. Faz parte da cultura&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Comunique-se&lt;/em&gt; - 9/6/2010</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=MCYR1OqcBbOsmu410/JiHg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Wed, 09 Jun 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=MCYR1OqcBbOsmu410/JiHg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>A importância da liberdade de imprensa</title><description>&lt;p&gt;A liberdade de imprensa &amp;eacute; um bem valioso porque permite assegurar todas as demais liberdades, dentre elas, o direito da sociedade de ser livremente informada sobre quest&amp;otilde;es de interesse p&amp;uacute;blico, da forma mais isenta poss&amp;iacute;vel, para poder formar uma opini&amp;atilde;o sobre fatos relevantes para seu dia-a -dia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federal, em seu Art. 220, &amp;eacute; muito clara na defesa da plena liberdade de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o jornal&amp;iacute;stica no pa&amp;iacute;s. A mesma Carta Magna de 1988 assegurou o fim da censura pr&amp;eacute;via, deixando expl&amp;iacute;cito o valor constitucional do direito &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Toda sociedade deve ter garantido seu direito &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o livre, correta e independente, para deter elementos capazes de formar ju&amp;iacute;zo de valor sobre temas p&amp;uacute;blicos de relev&amp;acirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A imprensa requer autonomia para apurar,&amp;nbsp; investigar e difundir fatos, visando o interesse p&amp;uacute;blico. Intimida&amp;ccedil;&amp;otilde;es ou press&amp;otilde;es sobre a m&amp;iacute;dia comprometem os elementos fundamentais do exerc&amp;iacute;cio profissional do jornalismo , qual sejam, a busca da verdade, o interesse p&amp;uacute;blico e a responsabilidade social. Fatores esses&amp;nbsp; que n&amp;atilde;o admitem tutela , de qualquer natureza, para serem exercidos plenamente. Sem liberdade de pensamento, informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e opini&amp;atilde;o, o jornalismo fica fragilizado e distancia-se de sua miss&amp;atilde;o e de seu imperativo &amp;eacute;tico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pela sua for&amp;ccedil;a de interpretar os fatos, denunciar e promover ampla capilariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o junto &amp;agrave; sociedade, a imprensa sofre intimida&amp;ccedil;&amp;atilde;o por parte de governos autorit&amp;aacute;rios, seja por meio da censura direta ou indireta dos jornalistas e dos ve&amp;iacute;culos de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o; seja at&amp;eacute; por meio da amea&amp;ccedil;a &amp;agrave; integridade f&amp;iacute;sica dos profissionais. Numa democracia, o controle da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; inadmiss&amp;iacute;vel, porque ir&amp;aacute; tolher a autonomia&amp;nbsp; do jornalista de divulgar determinada informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e retirar&amp;aacute; da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o o direito de saber e reagir a determinado fato.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;J&amp;aacute; os abusos da m&amp;iacute;dia, quando ocorrerem e que causem danos &amp;agrave; honra e &amp;agrave; privacidade de algu&amp;eacute;m devem se reparados nos tribunais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Iacute;cone da advocacia, Rui Barbosa afirmava que um pa&amp;iacute;s sem uma imprensa &amp;iacute;ntegra &amp;eacute; &amp;ldquo; um pa&amp;iacute;s de id&amp;eacute;ias falsas e sentimentos pervertidos, um pa&amp;iacute;s, que explorado na sua consci&amp;ecirc;ncia, n&amp;atilde;o poder&amp;aacute; lutar com os v&amp;iacute;cios que lhe exploram as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Por isso a imprensa livre tem tamanha import&amp;acirc;ncia: porque ela traduz &amp;ndash; pela media&amp;ccedil;&amp;atilde;o do jornalista &amp;ndash; a livre manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pensamento de in&amp;uacute;meros atores, abrindo espa&amp;ccedil;o para a cr&amp;iacute;tica, para a den&amp;uacute;ncia, para o contradit&amp;oacute;rio. Gra&amp;ccedil;as &amp;agrave; liberdade de imprensa, o Brasil conheceu tantos casos de desmandos e de corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o na esfera p&amp;uacute;blica e privada, podendo consolidar o fortalecimento &amp;eacute;tico das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es nacionais, do Estado de Direito e de sua democracia. Por defender a import&amp;acirc;ncia da liberdade de imprensa, a OAB-SP reitera seu compromisso com esse preceito fundamental do jornalismo. O nosso direito de saber somente pode ser preservado por meio de nossa resist&amp;ecirc;ncia &amp;agrave; ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mecanismos que possam restringir a atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o da imprensa livre no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Brasil Econômico&lt;/em&gt; - 9/6/2010</description><author>Justiça</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=a6bAdbNm9YJLrJ4Wm6EUzg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Wed, 09 Jun 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=a6bAdbNm9YJLrJ4Wm6EUzg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Web diminuiu credibilidade do noticiário, dizem jornalistas</title><description>&lt;p&gt;Para 75% dos profissionais de imprensa, a internet diminuiu a credibilidade do notici&amp;aacute;rio, informa o estudo "Jornalistas Brasileiros no S&amp;eacute;culo 21, vis&amp;otilde;es sobre a profiss&amp;atilde;o", de autoria da jornalista Heloiza Golbspan Herscovitz - professora da California State University de Long Beach.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em meados de 2009, 624 jornalistas participaram do levantamento realizado via e-mail. Os dados apontam que a internet n&amp;atilde;o s&amp;oacute; afetou a credibilidade como tamb&amp;eacute;m diminui a responsabilidade jornal&amp;iacute;stica (74%); o jornalismo investigativo (71,5%); a qualidade da an&amp;aacute;lise (62,8%); e a precis&amp;atilde;o do que &amp;eacute; noticiado (76%).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mesmo com a ressalva da qualidade do conte&amp;uacute;do publicado, 98,1% dos jornalistas entrevistados acreditam que a distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es ganhou mais agilidade e a&amp;nbsp; participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do p&amp;uacute;blico, para (92,1%) dos entrevistados, foi melhorada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A pesquisa revelou, ainda, que 86,9% dos jornalistas brasileiros utilizam principalmente a web para ler not&amp;iacute;cias; 65,1% possuem contas em redes sociais e 46,2% est&amp;atilde;o no Twitter.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando o assunto &amp;eacute; a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com as empresas jornal&amp;iacute;sticas, 89,5% admitem autocensura. E, para 73,6%, o jornalista brasileiro &amp;eacute; sensacionalista, enquanto 46,9% concordam que as empresas de m&amp;iacute;dia s&amp;atilde;o independentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O estudo far&amp;aacute; parte do livro "The Global Journalist", editado pelo pesquisador David Weaver, que ser&amp;aacute; apresentado em Julho em um congresso de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Portugal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Participaram da pesquisa profissionais de jornais, emissoras de r&amp;aacute;dio e TV, assessorias de imprensa, publica&amp;ccedil;&amp;otilde;es online e impressas, empresas p&amp;uacute;blicas e ag&amp;ecirc;ncias de not&amp;iacute;cias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Portal Imprensa.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ADNews&lt;/em&gt; - 8/6/2010</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=T5Sjnn+sywl3EGuQqt7IJg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 08 Jun 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=T5Sjnn+sywl3EGuQqt7IJg==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Repórter do Globoesporte é obrigado a apagar fotos tiradas na África do Sul</title><description>&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O rep&amp;oacute;rter do Globoesporte.com Marcos Felipe foi obrigado na &amp;uacute;ltima sexta-feira (04/06) a apagar todas as fotos que tirou no Pezula Resort Hotel e Spa, hotel em que a sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o francesa est&amp;aacute; hospedada para a disputa da Copa, na cidade de Knysna, &amp;Aacute;frica do Sul. O jornalista tinha sido autorizado pelo gerente do hotel a tirar fotos do local.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Ap&amp;oacute;s tirar diversas fotografias, Felipe foi abordado por dois policiais e conduzido para uma sala no interior do hotel, onde estavam mais seis policiais, um senhor com bon&amp;eacute; da FIFA e uma senhora sem identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Eles tiraram c&amp;oacute;pias da credencial e do passaporte do rep&amp;oacute;rter e disseram que teriam que "informar" &amp;agrave; Fifa sobre o que tinha acontecido.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O rep&amp;oacute;rter foi "convidado", por essa equipe, a apagar todas as fotos que havia feito do local. A mulher acompanhou a elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o das fotos e perguntou a Felipe se ele teria celular ou outra c&amp;acirc;mera, o rep&amp;oacute;rter mostrou que n&amp;atilde;o tinha fotos em seu celular.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O jornalista ainda perguntou o que tinha feito de errado, j&amp;aacute; que havia sido autorizado a fotografar. A resposta foi que ele n&amp;atilde;o poderia estar no local, que a &amp;aacute;rea j&amp;aacute; estava fechada.&amp;nbsp; Ap&amp;oacute;s apagar as fotos, uma viatura policial escoltou o carro de reportagem at&amp;eacute; uma dist&amp;acirc;ncia aproximada de cinco quil&amp;ocirc;metros do hotel.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Com informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Globoesporte.com.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Comunique-se&lt;/em&gt; - 7/6/2010</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=iQx//+woLWqlkK0ms3X1kA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 07 Jun 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=iQx//+woLWqlkK0ms3X1kA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Discutir para não calar</title><description>&lt;p&gt;O ex-presidente boliviano Carlos Mesa. Para ele, a cultura democr&amp;aacute;tica est&amp;aacute; arraigada nas novas gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es Antes de ocupar a Presid&amp;ecirc;ncia da Bol&amp;iacute;via, entre 2003 e 2005, Carlos Mesa trabalhava como jornalista e relatava os problemas de seu pa&amp;iacute;s, um dos mais pobres da Am&amp;eacute;rica Latina, em r&amp;aacute;dios, jornais e TV. Na &amp;uacute;ltima ter&amp;ccedil;a-feira, ele participou, em S&amp;atilde;o Paulo, do III F&amp;oacute;rum de Liberdade de Imprensa e Democracia, promovido pelo Portal Imprensa, grupo especializado na cobertura de assuntos relativos aos meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e exp&amp;ocirc;s as agruras dos jornalistas bolivianos no governo de seu sucessor, Evo Morales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Principal palestrante do f&amp;oacute;rum, Mesa disse que os ataques &amp;agrave; liberdade de imprensa na Bol&amp;iacute;via n&amp;atilde;o chegaram ao mesmo est&amp;aacute;gio da Venezuela, onde o governo do presidente Hugo Ch&amp;aacute;vez cassou a concess&amp;atilde;o de emissoras de televis&amp;atilde;o para calar vozes cr&amp;iacute;ticas. Mas chamou a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para os atos de hostilidade do governo Morales com o objetivo de &amp;ldquo;neutralizar a imprensa&amp;rdquo;. &amp;ldquo;Num evento recente, o presidente Evo Morales chamou um jornalista ao palco e o constrangeu, dizendo que a reportagem escrita por ele estava errada&amp;rdquo;, disse Mesa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No f&amp;oacute;rum, Mesa destacou a import&amp;acirc;ncia dos avan&amp;ccedil;os tecnol&amp;oacute;gicos na resist&amp;ecirc;ncia a tentativas de cerceamento da liberdade de express&amp;atilde;o por parte de governos autorit&amp;aacute;rios. &amp;ldquo;O Estado tentar&amp;aacute; frear a liberdade, mas n&amp;atilde;o vai conseguir porque as tecnologias e a internet est&amp;atilde;o &amp;agrave; frente do que os mecanismos de censura tentam impor&amp;rdquo;, disse Mesa. Ele manifestou tamb&amp;eacute;m a cren&amp;ccedil;a de que a cultura de liberdade e de democracia est&amp;aacute; mais enraizada nas novas gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &amp;ldquo;Existe uma ruptura grande entre uma gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e outra, e a defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de liberdade est&amp;aacute; nas m&amp;atilde;os de uma gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o que entende esses conceitos de forma diferente. Minha impress&amp;atilde;o &amp;eacute; que a for&amp;ccedil;a da democracia est&amp;aacute; muito arraigada na gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o jovem, que tem uma l&amp;oacute;gica diferente, menos pol&amp;iacute;tica e mais aberta a essa ideia.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outros participantes do f&amp;oacute;rum fizeram relatos sobre as hostilidades de governos contra &amp;oacute;rg&amp;atilde;os de imprensa em pa&amp;iacute;ses da Am&amp;eacute;rica do Sul. Na Argentina, o governo da presidente Cristina Kirchner promoveu uma devassa fiscal no grupo de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o Clar&amp;iacute;n, o maior do pa&amp;iacute;s, com o objetivo de intimid&amp;aacute;-lo e silenciar sua linha cr&amp;iacute;tica. O jornalista Ariel Pal&amp;aacute;cios, correspondente do jornal O Estado de S. Paulo em Buenos Aires, contou uma hist&amp;oacute;ria que mostra o &amp;acirc;nimo beligerante de Cristina e seu marido, N&amp;eacute;stor Kirchner, em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; imprensa. Pal&amp;aacute;cios, que havia entrevistado N&amp;eacute;stor Kirchner como candidato, ligou para ele ap&amp;oacute;s eleito para uma nova entrevista. Ouviu a seguinte resposta de seu assessor: &amp;ldquo;Estamos indo bem, agora n&amp;atilde;o precisamos da imprensa. N&amp;atilde;o precisamos de voc&amp;ecirc;s agora&amp;rdquo;. N&amp;eacute;stor e Cristina Kirchner nunca deram entrevistas coletivas como presidentes e gostam de alardear que dispensam a media&amp;ccedil;&amp;atilde;o da imprensa na rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a sociedade.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;No Brasil, o principal problema enfrentado pelos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os de imprensa s&amp;atilde;o as decis&amp;otilde;es da Justi&amp;ccedil;a que representam atos de censura. O jornalista Fern&amp;atilde;o Lara de Mesquita, acionista de O Estado de S. Paulo, que h&amp;aacute; mais de 300 dias &amp;eacute; impedido de publicar reportagens sobre uma investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Pol&amp;iacute;cia Federal que envolve um filho do senador Jos&amp;eacute; Sarney (PMDB-AP), lembrou que a democracia anda junto com a liberdade de imprensa: &amp;ldquo;A principal fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o da imprensa &amp;eacute; contar para os representados o que seus representantes est&amp;atilde;o fazendo&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Época&lt;/em&gt; - 7/6/2010</description><author>Imprensa</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=LYiL4LyDR1NFQrsQbkdn9A==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 07 Jun 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=LYiL4LyDR1NFQrsQbkdn9A==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>iPad pode mudar imprensa e publicidade</title><description>&lt;p&gt;O iPad tem apenas dois meses de exist&amp;ecirc;ncia, mas j&amp;aacute; deu o que falar. Quando foi lan&amp;ccedil;ado, o gadget n&amp;atilde;o tinha sequer uma categoria a ser inserido, ent&amp;atilde;o inaugurou a "tablet" e, desde ent&amp;atilde;o, se desdobra em diversos utilit&amp;aacute;rios diferentes. A imprensa e o mercado publicit&amp;aacute;rio se propuseram a explorar a nova plataforma e poder&amp;atilde;o figurar entre os mais beneficiados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Imprensa&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diversas publica&amp;ccedil;&amp;otilde;es brasileiras lan&amp;ccedil;aram vers&amp;otilde;es para o tablet (que ainda nem foi lan&amp;ccedil;ado no Brasil), mas o mercado internacional j&amp;aacute; tem n&amp;uacute;meros consider&amp;aacute;veis sobre a plataforma. A editora Cond&amp;eacute; Nast, por exemplo, respons&amp;aacute;vel pelas publica&amp;ccedil;&amp;otilde;es Vanity Fair, Vogue e The New Yorker, estreou uma edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da revista Wired para iPad. A expectativa era de serem vendidas cinco mil c&amp;oacute;pias, mas o aplicativo foi baixado por 24 mil pessoas em apenas 24 horas, tornando-se o maior sucesso di&amp;aacute;rio da Apple.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A revista tem 672 mil assinantes e vende cerca de 82 mil exemplares nas bancas. Com o aplicativo ao custo de US$ 5, tem-se uma ideia do sucesso que ele fez, abocanhando parte consider&amp;aacute;vel da audi&amp;ecirc;ncia da publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outras revistas j&amp;aacute; tinham feito seus experimentos, mas nenhuma deu t&amp;atilde;o certo quanto a Wired, que colocou no aplicativo an&amp;uacute;ncios interativos. A revista Sports Illustrated tamb&amp;eacute;m promete sua vers&amp;atilde;o, e com recursos de v&amp;iacute;deo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Publicidade&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;J&amp;aacute; no campo da publicidade um bom exemplo &amp;eacute; o de dois jovens engenheiros indianos formados em Stanford. Em cinco dias, eles desenvolveram um aplicativo que une 20 canais de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, cada um com 20 not&amp;iacute;cias. Tudo &amp;agrave; escolha do cliente, com fotos e textos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em poucos dias, o Pulse (como &amp;eacute; chamado) conquistou 15 mil clientes, que pagaram US$ 4,99, cada um, pela novidade. Como resultado, os indianos recolheram US$ 40 mil e podem ficar milion&amp;aacute;rios, se o sucesso se mantiver.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O aparelho&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O iPad j&amp;aacute; vendeu mais de dois milh&amp;otilde;es de unidades no mundo todo, ao pre&amp;ccedil;o m&amp;eacute;dio de US$ 500. No Brasil, mesmo antes do lan&amp;ccedil;amento oficial, pode-se comprar um por cerca de R$ 2 mil. Pensando nisso, a Apple liberou a loja online para os brasileiros, que tamb&amp;eacute;m podem comprar os aplicativos.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ADNews&lt;/em&gt; - 7/6/2010</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=H8IgVV3cIW+sBmwOAsz7kA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 07 Jun 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=H8IgVV3cIW+sBmwOAsz7kA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Publicidade e liberdade de imprensa</title><description>&lt;p&gt;A receita publicit&amp;aacute;ria como alicerce para o desenvolvimento dos ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a consequente liberdade de imprensa. Esta f&amp;oacute;rmula foi exaltada no III F&amp;oacute;rum Liberdade de Imprensa e Democracia, realizado na semana passada, em S&amp;atilde;o Paulo. "A gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de caixa &amp;eacute; uma das bases da independ&amp;ecirc;ncia editorial", afirmou Cl&amp;aacute;udio Santos, diretor de mercado nacional do Grupo RBS.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O executivo apresentou um c&amp;aacute;lculo segundo o qual, sem a receita publicit&amp;aacute;ria, o jornal Zero Hora teria de aumentar seu pre&amp;ccedil;o de R$ 2,70 para R$ 4,50. Em outra frente, o jornalista Eleno Mendon&amp;ccedil;a, diretor de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es governamentais da DPZ Propaganda, lembrou os perigos de uma maior interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o na comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. "O governo, &amp;agrave;s vezes, usa s&amp;oacute; argumentos democr&amp;aacute;ticos para tentar cercear a liberdade de propaganda e editorial", afirmou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O vice-presidente executivo do Conselho Nacional de Autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o Publicit&amp;aacute;ria, Edney Narchi, lembrou os mais de 200 projetos de lei no Congresso Nacional que, de alguma forma, abordam a quest&amp;atilde;o da publicidade. Segundo ele, restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es sem crit&amp;eacute;rio &amp;agrave; comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o comercial podem resultar "no empobrecimento da criatividade e, o que &amp;eacute; mais grave, na diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o das informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que a sociedade requer para consumir".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pioneiro da internet no Brasil e diretor-presidente do N&amp;uacute;cleo de Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Ponto Br, Demi Getschko lembrou que a internet nasceu livre e que o objetivo &amp;eacute; preserv&amp;aacute;-la assim, mas &amp;eacute; preciso discutir a quest&amp;atilde;o do direito autoral. Roberto Muylaert, presidente da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional dos Editores de Revistas, ressaltou a import&amp;acirc;ncia de aparelhos como o iPad para as revistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os coment&amp;aacute;rios mais pol&amp;ecirc;micos ficaram por conta de Fern&amp;atilde;o Lara Mesquita, membro do conselho de administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o do jornal O Estado de S.Paulo. Ele criticou a "invas&amp;atilde;o das teles, que est&amp;atilde;o criando sistemas jornal&amp;iacute;sticos na internet". "Elas n&amp;atilde;o vivem da receita da publicidade, mas de neg&amp;oacute;cios dez vezes maiores e agem mancomunadas com seus respectivos governos."&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Meio &amp; Mensagem Online&lt;/em&gt; - 7/6/2010</description><author>Mix</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=jOnxGmS6c9OM4twMjSr3AQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 07 Jun 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=jOnxGmS6c9OM4twMjSr3AQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Zero Hora é finalista em prêmio internacional de jornalismo online</title><description>&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O Zero Hora foi indicado para disputar o pr&amp;ecirc;mio da Society for News Design (SND), a mais importante competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de design do mundo. O jornal ga&amp;uacute;cho ter&amp;aacute; duas reportagens produzidas pela equipe do zerohora.com na final da premia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que acontece entre os dias 23 e 25/12, em Denver, nos EUA.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Al&amp;eacute;m do design, a premia&amp;ccedil;&amp;atilde;o avalia o conte&amp;uacute;do jornal&amp;iacute;stico e a linguagem utilizada na apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o das reportagens na internet. O Zero Hora concorre com ve&amp;iacute;culos de peso, como USA Today, Washington Post e New York Times.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O jornal concorre com as reportagens &amp;ldquo;Dunas&amp;rdquo;, indicada nesta quarta-feira (02/06); e &amp;ldquo;Segunda Guerra&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Comunique-se&lt;/em&gt; - 2/6/2010</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=/u9AllSSLu+mWG2vEVaO8w==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Wed, 02 Jun 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=/u9AllSSLu+mWG2vEVaO8w==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>TV Gazeta contrata Paulo Markun como comentarista político</title><description>&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;No final da tarde desta quarta-feira (02/06), o jornalista Paulo Markun - ex-presidente da Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Padre Anchieta - assinou contrato com a TV Gazeta, na qual far&amp;aacute; parte do projeto especial para a cobertura das elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es deste ano.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Markun atuar&amp;aacute; como comentarista do "Jornal da Gazeta" e ser&amp;aacute; o mediador dos debates que a emissora pretende realizar entre os candidatos ao governo de S&amp;atilde;o Paulo, ao Senado e &amp;agrave; Presid&amp;ecirc;ncia da Rep&amp;uacute;blica. O jornalista tamb&amp;eacute;m deve fazer entrevistas pol&amp;iacute;ticas para o canal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A assessoria de imprensa da Gazeta afirmou que, passadas as elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es, Paulo Maurkun estar&amp;aacute; &amp;agrave; frente de um programa de entrevistas, de formato ainda n&amp;atilde;o definido. Com 39 anos de profiss&amp;atilde;o, esta &amp;eacute; a terceira vez que o jornalista trabalha na TV Gazeta.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Portal Imprensa&lt;/em&gt; - 2/6/2010</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=8aTTeIbxak6dXmY7lKr/IQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Wed, 02 Jun 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=8aTTeIbxak6dXmY7lKr/IQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Dia da imprensa: há o quê comemorar?</title><description>&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;O ano de 2009 ficou marcado por fatos importantes para a imprensa brasileira. Por decis&amp;otilde;es judiciais, a profiss&amp;atilde;o perdeu o diploma, jornais foram censurados e ficamos "sem lei".&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;No dia da imprensa, comemorado nesta ter&amp;ccedil;a-feira (01/06), cabe a pergunta: h&amp;aacute; o qu&amp;ecirc; comemorar?&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Para o presidente da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Imprensa (ABI), Maur&amp;iacute;cio Az&amp;ecirc;do, sim. Em sua opini&amp;atilde;o, a imprensa enfrenta problemas, como a censura pr&amp;eacute;via ao jornal O Estado de S. Paulo e a queda do diploma, mas s&amp;atilde;o "trope&amp;ccedil;os passageiros". Ele prefere lembrar o valor hist&amp;oacute;rico do dia da imprensa.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;&amp;ldquo;&amp;Eacute; sempre um dia de comemora&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Essa data &amp;eacute; um marco para o bom jornalismo, desde a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Correio Braziliense at&amp;eacute; os dias atuais&amp;rdquo;, disse Az&amp;ecirc;do.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;O diretor-executivo da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira, tamb&amp;eacute;m v&amp;ecirc; motivos para comemorar, pois a imprensa &amp;eacute; livre e &amp;ldquo;faz a na&amp;ccedil;&amp;atilde;o falar&amp;rdquo;. Por&amp;eacute;m, Pedreira critica a censura pr&amp;eacute;via.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;&amp;ldquo;A censura pr&amp;eacute;via foi uma atitude equivocada por parte do judici&amp;aacute;rio, lament&amp;aacute;vel&amp;rdquo;, comentou.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Para o presidente da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional dos Jornalistas (Fenaj), S&amp;eacute;rgio Murillo de Andrade, afirma que, &amp;ldquo;infelizmente&amp;rdquo;, existe pouco para ser comemorado. EM sua opini&amp;atilde;o, a imprensa brasileira &amp;eacute; de &amp;ldquo;qualidade&amp;rdquo;, mas os problemas enfrentados pelos jornalistas s&amp;atilde;o graves.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;"Essa decis&amp;atilde;o do STF de acabar com a obrigatoriedade do diploma significa um enorme retrocesso. A regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o era um pilar para a profiss&amp;atilde;o. Temos muita coisa para lutar", afirmou Andrade.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Fonte: Anderson Scardoelli. Comunique-se&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ADNews&lt;/em&gt; - 1/6/2010</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=m8H7u/h/82Yy4yHlFqAlZA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 01 Jun 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=m8H7u/h/82Yy4yHlFqAlZA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Liberdade de expressão em debate</title><description>&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;A import&amp;acirc;ncia de liberdade de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o comercial - e da receita que adv&amp;eacute;m da publicidade para os ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o - foi exaltada no III F&amp;oacute;rum Liberdade de Imprensa e Democracia realizado nesta ter&amp;ccedil;a-feira &lt;span class="GramE"&gt;1&lt;/span&gt;, em S&amp;atilde;o Paulo.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;"A gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de caixa &amp;eacute; uma das bases da independ&amp;ecirc;ncia editorial", afirmou Claudio Santos, diretor de mercado nacional do Grupo RBS. "A independ&amp;ecirc;ncia aliada &amp;agrave; liberdade de express&amp;atilde;o comercial resulta em uma sociedade democr&amp;aacute;tica e desenvolvida". Santos foi um dos participantes do painel "&amp;Eacute; proibido anunciar: Livre mercado, livre pensamento, jornalismo livre".&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;No mesmo encontro, o jornalista Eleno Mendon&amp;ccedil;a, diretor de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es governamentais da DPZ Propaganda, por sua vez, lembrou os perigos de uma maior interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o na comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. "O governo, &amp;agrave;s vezes, usa s&amp;oacute; os momentos democr&amp;aacute;ticos para tentar cercear a liberdad de propaganda e editorial". J&amp;aacute; Edney Narchi, vice-presidente executivo do Conar&lt;span class="GramE"&gt;, lembrou&lt;/span&gt; que as proibi&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;agrave; publicidade, podem resultar "no empobrecimento da criativdade e, o que &amp;eacute; mais grave, na diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o das informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que a sociedade requer para consumir".&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;No painel "O direito a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o como fundamento da cidadania: avan&amp;ccedil;os e recuos", Demi Getschko, diretor presidente do &lt;span class="GramE"&gt;NIC.&lt;/span&gt;br, lembrou que a internet nasceu livre e que o objetivo &amp;eacute; preserva-l&amp;aacute; assim, mas que &amp;eacute; preciso discutir a quest&amp;atilde;o do direito autoral. O jornalista Fern&amp;atilde;o Lara Mesquita, do Grupo Estado de S&amp;atilde;o Paulo, criticou a atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o das teles no mercado de conte&amp;uacute;do da internet e tamb&amp;eacute;m a atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Google. "O Google se justifica com um discurso libert&amp;aacute;rio, mas por tr&amp;aacute;s, existem as caracter&amp;iacute;sticas do bicho homem", disse Mesquita. J&amp;aacute; Roberto Muylaert, presidente da Aner, ressaltou a import&amp;acirc;ncia da chegada de aparelhos como o &lt;span class="GramE"&gt;iPad&lt;/span&gt; para as revistas. "No aparelho, elas conseguem ter a mesma repordu&amp;ccedil;&amp;atilde;o que tem no papel", finalizou o executivo.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Meio &amp; Mensagem Online&lt;/em&gt; - 1/6/2010</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=3+EscflFxlWARVwrFLib/A==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 01 Jun 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=3+EscflFxlWARVwrFLib/A==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Relator da ONU propõe freio à onda de censura</title><description>&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Preocupado com o avan&amp;ccedil;o da censura contra a imprensa por governos de diferentes tend&amp;ecirc;ncias, o relator da ONU para a Liberdade de Express&amp;atilde;o, Frank La Rue, prop&amp;otilde;e o fim das leis de desacato &amp;agrave;s autoridades e o estabelecimento de princ&amp;iacute;pios para regulamentar em quais circunst&amp;acirc;ncias a liberdade de express&amp;atilde;o pode ser de fato limitada.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;O parecer e a proposta foram publicados ontem em um relat&amp;oacute;rio que a entidade levar&amp;aacute; ao debate com governos na pr&amp;oacute;xima semana, em Genebra, no Conselho de Direitos Humanos das Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas. Governos receberam o texto, mas s&amp;oacute; v&amp;atilde;o se pronunciar durante o debate.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;H&amp;aacute; seis meses, La Rue enviou uma carta ao governo brasileiro pedindo explica&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre a censura sofrida pelo jornal O Estado de S. Paulo no caso envolvendo a fam&amp;iacute;lia Sarney. Ontem, seu parecer foi claro: "O direito &amp;agrave; liberdade de opini&amp;atilde;o &amp;eacute; um direito que n&amp;atilde;o permite restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es. O direito &amp;agrave; liberdade de opini&amp;atilde;o &amp;eacute; absoluto e n&amp;atilde;o pode ser limitado de nenhuma forma".&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA" style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;A liberdade de express&amp;atilde;o admitiria certas restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es, mas apenas em casos extremos e que devem ser regulamentados. A ONU avalia que essa brecha abriu caminho para que governos abusem de seus poderes para "silenciar opositores e dissidentes". Para superar o problema, o relator prop&amp;otilde;e um novo acordo, estabelecendo regras para essa limita&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A meta seria a de frear a onda de censura que, segundo La Rue, ganha terreno na Am&amp;eacute;rica Latina e outros pa&amp;iacute;ses. As informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o do jornal O Estado de S. Paulo.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 29/5/2010</description><author>Nacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=mdoFK0vWFma0jDy+wb4rnA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Sat, 29 May 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=mdoFK0vWFma0jDy+wb4rnA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Revista Imprensa debate liberdade e democracia</title><description>&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;A edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o 2010 do evento contar&amp;aacute; com profissionais que guardam em suas carreiras marcas da censura &amp;agrave; liberdade de express&amp;atilde;o. Os destaques s&amp;atilde;o S&amp;eacute;rgio D&amp;aacute;vila, editor-executivo da Folha de S.Paulo; Ariel Palacios, correspondente de O Estado de S. Paulo em Buenos Aires desde 1995; e Fern&amp;atilde;o Lara Mesquita, acionista de O Estado de S. Paulo &amp;mdash; o peri&amp;oacute;dico est&amp;aacute; impedido de publicar reportagens sobre a Opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Faktor, mais conhecida com Boi Barrica, h&amp;aacute; mais de 300 dias. O encontro acontece nesta ter&amp;ccedil;a, Ia, no Centro Cultural Fiesp - Ruth Cardoso, em S&amp;atilde;o Paulo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Com a expectativa de receber 300 pessoas, entre jornalistas, publicit&amp;aacute;rios, professores, estudantes e membros da sociedade civil, o evento tamb&amp;eacute;m discutir&amp;aacute; sobre restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao mercado publicit&amp;aacute;rio no painel &amp;Eacute; Proibido Anunciar: Livre Mercado, Livre Pensamento, Jornalismo Livre, com a presen&amp;ccedil;a de Edney G. Narchi, vice-presidente executivo do Conselho Nacional de Autorregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o Publicit&amp;aacute;ria (Conar); Eleno Mendon&amp;ccedil;a, diretor de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Governamentais da DPZ Propaganda; e Cl&amp;aacute;udio Santos, diretor geral de Mercado Nacional da RBS Zero Hora.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;De acordo com Rodrigo Manzano, diretor editorial da Revista Imprensa, organizadora do evento, esta terceira edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do f&amp;oacute;rum abre a oportunidade para a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um debate l&amp;uacute;cido, atual e necess&amp;aacute;rio. "Desde a sua primeira edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o foco do f&amp;oacute;rum se concentra no entendimento de que a liberdade de imprensa &amp;eacute; uma bandeira sem dono, ou seja, todos reconhecem nela um valor para a democracia e, por isso, temos de estar em permanente vigil&amp;acirc;ncia", explica o executivo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 6pt 0cm 0pt;"&gt;Os patrocinadores do evento s&amp;atilde;o Souza Cruz, General Motors, Rede Globo, Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Ind&amp;uacute;strias do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FIESP), C&amp;aacute;tedra Unesco de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o Desenvolvimento Regional, Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Imprensa (ABI) e a se&amp;ccedil;&amp;atilde;o S&amp;atilde;o Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP).&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Meio &amp; Mensagem&lt;/em&gt; - 31/5/2010</description><author>Outra Leitura</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=IJn/DDALBVBTHt4nPTWqYw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 31 May 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=IJn/DDALBVBTHt4nPTWqYw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Indexação de conteúdo cria novo jornalismo na web</title><description>&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Especialistas avaliam que apresentar boas pautas e escrever de forma clara e sucinta n&amp;atilde;o &amp;eacute; mais suficiente na internet. De acordo com Kaike Nanne, diretor de N&amp;uacute;cleo da Editora Abril, e Tiago D&amp;oacute;ria, especialista em m&amp;iacute;dias digitais e blogueiro do IG, a nova tarefa &amp;eacute; fazer com o que o conte&amp;uacute;do seja facilmente encontrado pelos mecanismos de busca, o chamado SEO, (Search Engine Optimization).&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Para demonstrar a import&amp;acirc;ncia do SEO, Nanne disse que 71% dos 1,5 milh&amp;atilde;o de page views do portal Casa.com.br &amp;eacute; proveniente da busca org&amp;acirc;nica do Google, e ressalta: &amp;ldquo;SEO n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma quest&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica&amp;rdquo;, mas de conte&amp;uacute;do.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Em busca do topo&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;O especialista explica que al&amp;eacute;m de escrever a mat&amp;eacute;ria, o jornalista deve se preocupar com o uso de palavras-chave no texto, categoria da mat&amp;eacute;ria, e t&amp;iacute;tulos. Nanne afirmou que em alguns casos, uma mat&amp;eacute;ria pode ter seu t&amp;iacute;tulo alterado, mas sem fugir de seu contexto, para poder ser encontrada pelos mecanismos de busca.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Tiago D&amp;oacute;ria concorda com a adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de t&amp;iacute;tulos para a indexa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;ldquo;N&amp;atilde;o basta escrever um bom texto, ele tem que ser encontrado, ser "busc&amp;aacute;vel". Estar atento aos termos mais buscados &amp;eacute; importante&amp;rdquo;, frisou.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Para Nanne, os editores precisam acompanhar os interesses do p&amp;uacute;blico, medindo os assuntos mais pesquisados na web. &amp;ldquo;Voc&amp;ecirc; precisa treinar os editores com frequ&amp;ecirc;ncia, porque os buscadores mudam de crit&amp;eacute;rios&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Equil&amp;iacute;brio de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Questionado sobre a submiss&amp;atilde;o aos interesses do p&amp;uacute;blico, contra os assuntos que poucos t&amp;ecirc;m interesse, mas que devem ser divulgados, Nanne alega que a indexa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o limita as pautas, e que outros temas podem ser acrescentados. &amp;ldquo;Jornalismo de indexa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; sim jornalismo. Mas mesmo assim voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o perde a capacidade de surpreender seu p&amp;uacute;blico&amp;rdquo;. E defende o ensino da estrat&amp;eacute;gia. &amp;ldquo;Deveria ser uma disciplina no curr&amp;iacute;culo de Jornalismo, porque o brasileiro passa mais tempo na internet do que vendo televis&amp;atilde;o&amp;rdquo;, ressaltou.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;D&amp;oacute;ria tamb&amp;eacute;m defendeu o ensino do SEO, mas ressaltou que o conte&amp;uacute;do deve ser equilibrado e n&amp;atilde;o se prender apenas no que o leitor quer. &amp;ldquo;As faculdades devem ensinar, mas vai ser uma coisa nativa, as pessoas v&amp;atilde;o aprendendo naturalmente. Mas o jornalismo n&amp;atilde;o pode ficar s&amp;oacute; no que o p&amp;uacute;blico quer saber. Isso &amp;eacute; bem ruim, s&amp;oacute; o que d&amp;aacute; audi&amp;ecirc;ncia. Tem que equilibrar o conte&amp;uacute;do&amp;rdquo;, concluiu.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Os jornalistas participaram de um painel mediado por S&amp;eacute;rgio Cavalcanti, da PeopleMedia, no Congresso Mega Brasil de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o 2010, nesta ter&amp;ccedil;a-feira (25/05), em S&amp;atilde;o Paulo.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ADNews&lt;/em&gt; - 26/5/2010</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=xTtM6e+0kqEp2j8x+wSszQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Wed, 26 May 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=xTtM6e+0kqEp2j8x+wSszQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>"Estado" completa 300 dias sob censura prévia</title><description>&lt;p&gt;H&amp;aacute; exatos 300 dias, o desembargador D&amp;aacute;cio Vieira, do Tribunal de Justi&amp;ccedil;a do Distrito Federal e dos Territ&amp;oacute;rios, colocou o &amp;lsquo;Estado&amp;rsquo; sob censura, a pedido do empres&amp;aacute;rio Fernando Sarney. O jornal foi proibido de publicar informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre investiga&amp;ccedil;&amp;otilde;es da Pol&amp;iacute;cia Federal que atingiam o filho do presidente do Senado, Jos&amp;eacute; Sarney (PMDB-AP).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O desembargador concedeu a liminar em 30 de julho de 2009, apenas dois dias depois de o empres&amp;aacute;rio ter recorrido da senten&amp;ccedil;a do juiz Daniel Felipe Machado, da 12.&amp;ordf; Vara C&amp;iacute;vel da Circunscri&amp;ccedil;&amp;atilde;o Especial Judici&amp;aacute;ria de Bras&amp;iacute;lia, que havia indeferido um pedido para impedir a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de not&amp;iacute;cias sobre as investiga&amp;ccedil;&amp;otilde;es da PF.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m de proibir a publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre a opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o que a Pol&amp;iacute;cia Federal batizou como Boi Barrica, D&amp;aacute;cio Vieira imp&amp;ocirc;s a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de multa de R$ 150 mil para cada vez que o jornal publicasse uma informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o caso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No dia 5 de agosto, o advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira, representando o Estado, requereu ao desembargador que se declarasse suspeito para tomar decis&amp;otilde;es no processo, por causa de suas liga&amp;ccedil;&amp;otilde;es de amizade com Fernando Sarney e sua fam&amp;iacute;lia. D&amp;aacute;cio Vieira repeliu a suspei&amp;ccedil;&amp;atilde;o e reclamou do jornal por publicar uma foto na qual ele aparecia com Jos&amp;eacute; Sarney na festa de casamento da filha de Agaciel Maia, ex-diretor-geral do Senado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em setembro, o Conselho Especial do Tribunal de Justi&amp;ccedil;a do Distrito Federal acolheu o pedido do Estado para afastar o desembargador do caso, mas a censura foi mantida. O TJ-DF determinou ent&amp;atilde;o que o processo fosse transferido para a Justi&amp;ccedil;a Federal do Maranh&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O pr&amp;oacute;ximo passo foi recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a censura. No dia 10 de dezembro, sem julgar o m&amp;eacute;rito da mat&amp;eacute;ria, o STF manteve a proibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Uma semana depois, os advogados de Fernando Sarney comunicaram &amp;agrave; Justi&amp;ccedil;a que ele estava desistindo da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O jornal rejeitou, por&amp;eacute;m, o arquivamento do caso, preferindo aguardar o julgamento do m&amp;eacute;rito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em abril, o TJ-DF acolheu pedido para que os recursos contra a censura e a transfer&amp;ecirc;ncia do processo para o Maranh&amp;atilde;o fossem encaminhados ao Superior Tribunal de Justi&amp;ccedil;a e tamb&amp;eacute;m ao STF.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 27/5/2010</description><author>Nacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=LA69oEhpmYklLTMoRBkD3A==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Thu, 27 May 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=LA69oEhpmYklLTMoRBkD3A==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Entidades repudiam demora da Justiça em restabelecer liberdade</title><description>&lt;p&gt;A indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a demora da Justi&amp;ccedil;a restabelecer a liberdade de imprensa, retirando a censura ao Estado no caso da Opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Boi Barrica, foi a t&amp;ocirc;nica do discurso das principais entidades ligadas &amp;agrave; liberdade de express&amp;atilde;o e &amp;agrave; cidadania ouvidas pela reportagem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nacional, Ophir Cavalcante, lembrou que o Estado Democr&amp;aacute;tico de Direito necessita da liberdade de imprensa. "N&amp;atilde;o h&amp;aacute; democracia que tenha se fortalecido sem liberdade de imprensa. Estamos vivendo exemplos muito ruins na Am&amp;eacute;rica Latina. Se tolhermos a imprensa, mais restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es teremos &amp;agrave; liberdade do voto e &amp;agrave; autonomia das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es. A liberdade de imprensa tem de ser plena", disse.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ricardo Pedreira, diretor executivo da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional dos Jornais (ANJ), por sua vez, afirmou que a ANJ e a democracia brasileira esperam a mais r&amp;aacute;pida resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do problema. "&amp;Eacute; profundamente lament&amp;aacute;vel que haja uma data como esta, em que se lembram 300 dias sob censura de um dos mais importantes ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Pa&amp;iacute;s. A nossa expectativa &amp;eacute; que a Justi&amp;ccedil;a resolva esta quest&amp;atilde;o, devolvendo a liberdade de express&amp;atilde;o ao Estado."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Vergonha". O presidente da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional dos Jornalistas (Fenaj), S&amp;eacute;rgio Murillo, classificou de "um esc&amp;acirc;ndalo" os 300 dias de censura.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;"Considero vergonhoso que esta senten&amp;ccedil;a n&amp;atilde;o tenha sido revista pela Justi&amp;ccedil;a. O mais curioso &amp;eacute; que se trata do Estado, jornal de grande influ&amp;ecirc;ncia, e podemos pensar o que ocorreria se o caso envolvesse um jornalista aut&amp;ocirc;nomo ou uma empresa jornal&amp;iacute;stica de pequeno porte", afirmou Murillo.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 27/5/2010</description><author>Nacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=jpMr9qibpMiER9dZqt0AcA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Thu, 27 May 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=jpMr9qibpMiER9dZqt0AcA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Os bastidores da notícia</title><description>&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;Na era da web 2.0 &amp;eacute; assim: tudo o que voc&amp;ecirc; faz offline pode e deve ser mais explicado no ambiente online. A Folha de S. Paulo, que apresentou seus novos projetos gr&amp;aacute;fico e editorial ao p&amp;uacute;blico no domingo 23, divulga em seu site um document&amp;aacute;rio (clique aqui para v&amp;ecirc;-lo) com os bastidores desse processo. No filme, de 18 minutos e 12 segundos, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel entender os conceitos que guiaram as mudan&amp;ccedil;as.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;"Procurei ao m&amp;aacute;ximo estimular as ideias originais e as pessoas empenhadas em fazer mudan&amp;ccedil;as que pudessem arejar, modernizar o jornal", diz o diretor de reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Otavio Frias Filho no document&amp;aacute;rio. "Acho que tivemos algum sucesso nesse trabalho de coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mas quem vai decidir isso, evidentemente, &amp;eacute; o leitor."&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;S&amp;eacute;rgio D&amp;aacute;vila, editor executivo da Folha, por sua vez, explicou o trip&amp;eacute; que guia o novo projeto editorial - furos, informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es exclusivas e opini&amp;atilde;o de qualidade. O jornal publicou um caderno que esclarece aos leitores essas mudan&amp;ccedil;as.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;No document&amp;aacute;rio, a designer Eliane Stephan, que coordenou a reforma gr&amp;aacute;fica, contou que o uso da fonte "Folha Serif" &amp;eacute; um retorno a um tipo de letra feito exclusivamente para o jornal. Um dos pontos altos do filme &amp;eacute; quando a redatora Walkiria Pereira Leite, que tem muitos anos de casa, diz que o novo jornal &amp;eacute; "popularesco" e critica a reforma gr&amp;aacute;fica, em especial o uso de uma estrela vermelha. "As estrelas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o propriedade do PT", defendeu Eliane.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;O document&amp;aacute;rio foi uma ideia de Nizan Guanaes e &amp;eacute; assinado pelo diretor Fernando Grostein Andrade, da Spray Filmes. Cineasta-revela&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Andrade &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m o respons&amp;aacute;vel por Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o Vagabundo, cinebiografia de Caetano Veloso.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;A tend&amp;ecirc;ncia de explicar o por que da reforma do jornal j&amp;aacute; havia sido apontada pelo Estad&amp;atilde;o. Ao lan&amp;ccedil;ar sua nova vers&amp;atilde;o, em mar&amp;ccedil;o deste ano, o ve&amp;iacute;culo publicou tamb&amp;eacute;m um caderno mostrando os bastidores da reformula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e detalhando as mudan&amp;ccedil;as realizadas.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Meio &amp; Mensagem Online&lt;/em&gt; - 24/5/2010</description><author /><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=xTCcTzjz4GIyu9956Wyvyw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Mon, 24 May 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=xTCcTzjz4GIyu9956Wyvyw==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>ANJ protesta contra prisão de jornalista e cobra apuração da PM</title><description>&lt;p&gt;O pedido para que as autoridades "apurem o ocorrido e determinem a seus efetivos policiais que respeitem e fa&amp;ccedil;am respeitar o direito constitucional de liberdade de express&amp;atilde;o e de imprensa", sintetizou a nota divulgada pela Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais (ANJ) em protesto contra a pris&amp;atilde;o do jornalista Felipe Pereira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rep&amp;oacute;rter policial do jornal Di&amp;aacute;rio Catarinense, ele foi detido na sexta-feira passada, enquanto trabalhava na cobertura de manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de estudantes que protestavam contra o aumento na tarifa de &amp;ocirc;nibus urbano em Florian&amp;oacute;polis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rep&amp;uacute;dio. Al&amp;eacute;m da ANJ, a Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Emissoras de R&amp;aacute;dio e TV (Abert) e a Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Catarinense de Imprensa (ACI) tamb&amp;eacute;m j&amp;aacute; manifestaram o rep&amp;uacute;dio &amp;agrave; a&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Estou surpreso e ao mesmo tempo orgulhoso pelas manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es de apoio que tenho recebido", afirmou Felipe Pereira que ter&amp;aacute; de responder a um Termo Circunstanciado (TC). A audi&amp;ecirc;ncia est&amp;aacute; marcada para o dia 8 de setembro no F&amp;oacute;rum de Florian&amp;oacute;polis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Algemado. Agredido com golpes de cassetete, ele foi algemado e teve a camisa rasgada ao ser levado em viatura policial &amp;agrave; delegacia. Os policiais o denunciaram por inj&amp;uacute;ria, desobedi&amp;ecirc;ncia e desacato.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No mesmo epis&amp;oacute;dio, o rep&amp;oacute;rter fotogr&amp;aacute;fico Fl&amp;aacute;vio Neves teve o flash quebrado por um policial &amp;agrave; paisana que tentou, sem sucesso, arrancar a c&amp;acirc;mera de suas m&amp;atilde;os. Ele n&amp;atilde;o foi preso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O rep&amp;oacute;rter da RBS TV Rodrigo Faraco, que saiu em defesa de Felipe Pereira , chegou a ser amea&amp;ccedil;ado de pris&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Comandante da PM em Santa Catarina, o coronel Valmir Cabral disse que a Pol&amp;iacute;cia Militar vai investigar o caso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O movimento contra o reajuste da tarifa de &amp;ocirc;nibus da Grande Florian&amp;oacute;polis ter&amp;aacute; continuidade nesta semana, incluindo manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es de protesto e interven&amp;ccedil;&amp;otilde;es art&amp;iacute;sticas como uma exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fotos mostrando a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o policial em recentes epis&amp;oacute;dios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os estudantes est&amp;atilde;o mobilizados desde 7 de maio, quando foi anunciado o valor da nova passagem do transporte urbano: R$ 2,95 para o pagamento em dinheiro e R$ 2,38 no cart&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 25/5/2010</description><author>Nacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=tBhAdxvntCeIOy2Mm9y1VQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Tue, 25 May 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=tBhAdxvntCeIOy2Mm9y1VQ==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>ANJ condena agressões a jornalista cearense</title><description>&lt;p class="CORPODANOTICIA"&gt;A Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais (ANJ) condenou "as covardes agress&amp;otilde;es" praticadas contra o jornalista Gilvan Luiz, editor do jornal Sem Nome, em Juazeiro do Norte (CE). Tr&amp;ecirc;s homens sequestraram e torturaram o jornalista antes de abandon&amp;aacute;-lo dentro de um ve&amp;iacute;culo. Na nota, assinada pelo vice-presidente J&amp;uacute;lio C&amp;eacute;sar Mesquita, respons&amp;aacute;vel pelo Comit&amp;ecirc; de Liberdade de Express&amp;atilde;o, a ANJ diz esperar que as autoridades, al&amp;eacute;m apurar o ocorrido, identifiquem os agressores e tomem provid&amp;ecirc;ncias cab&amp;iacute;veis para sua puni&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt; - 22/5/2010</description><author>Nacional</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=ZAZHeDpixOUgkiJMBKfaZA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Sat, 22 May 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=ZAZHeDpixOUgkiJMBKfaZA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><item><title>Jornalista é sequestrado e agredido no Ceará</title><description>&lt;p&gt;O editor do jornal &amp;ldquo;Sem Nome&amp;rdquo;, publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o semanal da cidade de Juazeiro do Norte, a 536 quil&amp;ocirc;metros de Fortaleza, foi sequestrado e espancado na noite de anteontem por quatro homens encapuzados ainda n&amp;atilde;o identificados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gilvan Luiz, de 40 anos, sofreu v&amp;aacute;rias escoria&amp;ccedil;&amp;otilde;es, foi amea&amp;ccedil;ado com uma arma na boca e levou 46 pontos na cabe&amp;ccedil;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda internado com fortes dores pelo corpo, Luiz disse ontem suspeitar que a agress&amp;atilde;o tenha rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a linha editorial do jornal, que publica sistematicamente den&amp;uacute;ncias sobre a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o do prefeito Manuel Santana&amp;nbsp; (PT).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O pr&amp;eacute;-candidato do PSDB, Jos&amp;eacute; Serra, esteve em Juazeiro do Norte na &amp;uacute;ltima&amp;nbsp; segunda-feira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em abril, no auge das den&amp;uacute;ncias contra o prefeito, a tamb&amp;eacute;m petista Dilma Rousseff cancelou visita agendada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O sequestro ocorreu por volta das 20h30m da quintafeira, quando Luiz chegava a uma escola no bairro S&amp;atilde;o Miguel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao sair do carro, foi abordado e jogado na traseira de um Corolla branco, localizado horas depois.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com as m&amp;atilde;os amarradas, foi advertido para n&amp;atilde;o abrir os olhos e permanecer calado. A a&amp;ccedil;&amp;atilde;o toda demorou cerca de 15 minutos. Percorreram com ele seis quil&amp;ocirc;metros at&amp;eacute; uma estrada de terra, onde foi espancado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os agressores fugiram ao perceber a aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o da pol&amp;iacute;cia, que foi acionada por uma testemunha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por meio de nota, a Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Jornais (ANJ) condenou as agress&amp;otilde;es praticadas contra o jornalista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Diante do ocorrido, a ANJ espera que as autoridades, al&amp;eacute;m de apurar devidamente o ocorrido, identifiquem os agressores e tomem as provid&amp;ecirc;ncias cab&amp;iacute;veis para sua puni&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, afirma a nota, assinada pelo vice presidente da associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, J&amp;uacute;lio C&amp;eacute;sar Mesquita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O jornal &amp;ldquo;Sem Nome&amp;rdquo; completar&amp;aacute; um ano no dia 25 e segue uma linha independente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ultimamente, as den&amp;uacute;ncias tamb&amp;eacute;m atingiam o vereador Roberto Sampaio (PSB), aliado do prefeito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O prefeito Manuel Santana &amp;eacute; acusado de superfaturar R$ 3 milh&amp;otilde;es em reformas de 18 escolas e de deixar uma d&amp;iacute;vida de restos a pagar de aproximadamente R$ 37,4 milh&amp;otilde;es. Na &amp;uacute;ltima edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o jornal denunciou que a mulher do vereador Roberto Sampaio recebeu o Bolsa Fam&amp;iacute;lia entre 2004 e 2008, mesmo estando fora do perfil dos benefici&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como ocorrera outras vezes, uma nota na primeira p&amp;aacute;gina responsabilizava Manuel Santana e Roberto Sampaio caso o editor sofresse alguma viol&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O prefeito foi alvo de uma comiss&amp;atilde;o especial instaurada pela Mesa Diretora da C&amp;acirc;mara Municipal, arquivada no m&amp;ecirc;s passado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta semana, decis&amp;atilde;o do juiz Miguel Cardoso, da 5avara de Juazeiro do Norte, determinou o desarquivamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O advogado do prefeito, Jos&amp;eacute; Carlos Pimentel, negou o envolvimento do seu cliente com o sequestro. Em nota, o prefeito disse que encaminhou of&amp;iacute;cio ao secret&amp;aacute;rio de Seguran&amp;ccedil;a P&amp;uacute;blica pedindo a apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o e puni&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos culpados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Manuel Santana tamb&amp;eacute;m afirma que vai pedir, na Justi&amp;ccedil;a, indeniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao editor do jornal. O vereador n&amp;atilde;o foi localizado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O delegado regional de Juazeiro do Norte, Levi Leal, disse que se confirmar a suspeita sobre os poss&amp;iacute;veis mandantes, vai chamar para depor o prefeito Manuel Santana e o vereador Roberto Sampaio.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt; - 22/5/2010</description><author>O País</author><category>Imprensa</category><link>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=A5gSFTgE0yR5Jc2UHv73JA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</link><pubDate>Sat, 22 May 2010 00:00:00 GMT</pubDate><source>http://www.oficinadeclipping.com.br/telas/noticias/Conteudo-Integral.aspx?i=A5gSFTgE0yR5Jc2UHv73JA==&amp;c=LzAa7AH7FSx5UnXUUIWx8A==</source></item><it
